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Sem opção, clubes mantêm salários altos

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O script é conhecido. O jogador faz meia dúzia de ótimas partidas e já pede aumento antes mesmo da renovação. O clube, na mão do empresário do atleta, aceita para não perdê-lo.

Outro script vem por meio de contratação. O jogador chega como salvador da pátria, paga-se uma fortuna mensal de salário e espera-se resultado em poucos dias.

Esse filme é recorrente no futebol brasileiro. Nos dois casos, muitas vezes o atleta cai de produção em alguns meses. Mas os gastos continuam elevadíssimos durante a temporada e, às vezes, por anos a fio sem retorno do investimento.

O erro aqui é de não vincular boa parte do alto salário do jogador à produtividade. Esse problema, vale dizer, é global. Ainda relaciona-se pouco no meio, do jeito que deveria ser, desempenho e dinheiro na conta.

O fato é que o modelo de relação do jogador de futebol com os clubes mudou muito. Hoje, a passagem de atletas nos times tornou-se mais incerta e insegura, e os salários explodiram para se garantir o vínculo – leilões e interferências promovidos no mercado por agentes de jogadores fomentam essa instabilidade e valorização além da realidade.

Em outro vertente, percebe-se que jogadores de futebol estão hoje muito mais inconstantes. Não se vê tanta regularidade como no passado. Talvez a vida moderna, com excesso de exposição e muitas oportunidades para quem possui fama e bastante dinheiro na mão, tenha influenciado na capacidade do boleiro manter-se sempre com alta performance.

Isso tudo resulta em jogadores atuando em clubes pagando vexames recorrentes. O cara não sai do time por causa do salário e fica tudo desse jeito.

O técnico, por seu lado, espera sempre que um dia isso possa mudar, com o sujeito decidindo uma partida e justificando seu salário. Alguns até conseguem se safar dessa maneira. Mas uma parte expressiva, no conjunto final de suas atuações, é uma pedra no sapato do clube.

Aí o tempo vai passando, vai passando, sempre na esperança de melhorar, mas a realidade navega ao contrário – como é o caso do Gum, no Fluminense, há anos no tricolor e muito criticado. O detalhe é que o Santos tentou contratá-lo nesse início do ano, mas o alto salário dificultou o acerto.

O clube de futebol na verdade é uma mãe, cheio de tetas. É difícil acreditar que só uma esteja ocupada – nesse caso, pelo jogador. Alguns intrusos devem se deleitar nas outras tetas para manter essa bola de neve rodando destruindo o próprio clube.

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Cotidiano

Campeonato Acreano: Rio Branco e Galvez vencem os primeiros jogos de abertura

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O Campeonato Acreano 2019 começou neste domingo (20), com dois jogos no Estádio Florestão. O Rio Branco derrotou o Nauas, de Cruzeiro do Sul, por 2 a 1, e o Galvez venceu o Independência por 2 a 0.

São dez times na série principal do Estadual. Eles estão divididos em dois grupos de cinco. No primeiro turno, os clubes jogam contra adversários da outra chave; os dois melhores de cada um deles avançam para as semifinais; depois, final. No segundo turno, as equipes atuam dentro do grupo; depois, o regulamento se repete. Ao final dos turnos, quem somar menos pontos estará rebaixado.

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Cotidiano

Cronista de São Paulo chama de “esculhambação” drama do Galvez na Copinha

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O cronista Marcio Bernardes, do portal Cidade On, de Ribeirão Preto, fez duras críticas ao que chamou de “esculhambação” a ida do Galvez à Copa São Paulo de Futebol Júnior sem o dinheiro das passagens de volta. “Essa esculhambação de uma equipe vir do norte do país sem a garantia das passagens de volta tem de ser melhor administrada. E esse não foi um caso isolado. O Vasco da Gama socorreu alguns meninos do Carajás, do Pará, que não tinham nem chuteiras para enfrentar o próprio Vasco”, relata Bernardes. Ele responsabiliza a Confederação Brasileira de Futebol por esses problemas.

Veja a coluna de Marcio Bernardes na Cidade ON:

Não ter dinheiro para voltar ao Acre mostra irresponsabilidade

A história envolvendo os garotos do Galvez, que vieram para São Paulo disputar a Copinha, pode ser reverenciada e oferece razões para algumas reflexões.

Não ter dinheiro para pagar as passagens de volta para o Acre mostra a irresponsabilidade dos dirigentes e autoridades de Rio Branco. Afinal, a equipe veio representar o estado do norte.

A interferência do Palmeiras foi humana e elogiável. O Verdão podia ajudar, tinha condições para isso e fez a sua parte em gesto de fraternidade. O episódio poderia terminar tragicamente. E a história acabou alegremente com a visita dos garotos ao CT do Palmeiras e ao Allianz Parque.

A Copa São Paulo é uma competição singular e aproveita as férias do futebol profissional brasileiro para colocar na vitrine futuras estrelas. Tá certo que antigamente, valorizava-se muito mais a Copinha, muitas televisões transmitiam as partidas e dezenas de craques eram revelados.

Essa esculhambação de uma equipe vir do norte do país sem a garantia das passagens de volta tem de ser melhor administrada. E esse não foi um caso isolado. O Vasco da Gama socorreu alguns meninos do Carajás, do Pará, que não tinham nem chuteiras para enfrentar o próprio Vasco.

No passado muitos fatos terríveis foram relatados. Isso mostra que o futebol brasileiro não é exatamente essa festa que pretendem aparentar a CBF e algumas federações estaduais. Tire o glamour da Série A do Brasileiro e algumas outras competições. A sobra, isso mesmo, sobra, vai nos mostrar que milhares de jogadores não tem nenhuma infraestrutura para jogar. Os salários são caloteados e as condições expõem o ser humano e atleta.

O torcedor dos grandes centros precisa se conscientizar que há muitos problemas além do horizonte. E as discussões entre governo, dirigentes, sindicatos de jogadores, técnicos e árbitros, precisam apresentar sugestões para uma melhora desse quadro.

Temporada 2019

Algumas equipes estão se reforçando e animando seus torcedores. Flamengo, São Paulo e Palmeiras querem o protagonismo em 2019. Tomara que seja mesmo uma boa temporada.

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Cotidiano

Galvez perde por 3 a 0 do Palmeiras e está eliminado da Copa São Paulo de Futebol Júnior

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O Galvez perdeu neste domingo (13) para o Palmeiras por 3 a 0 e está fora da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Todos os gols foram marcados no primeiro tempo. Nos 45 minutos finais, o Palmeiras apenas administrou a vantagem diante de um Galvez que se esforçou, mas não exigiu muito do time paulista.

A campanha do time acreano é considerada histórica para as categorias de base do futebol local. De outro lado, o técnico Oziel reclamou em rede nacional de televisão da falta de dinheiro para o time retornar a Rio Branco.

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