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Banho forçado!

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Aos poucos uma nova temporada do futebol brasileiro vai tomando forma. Aqui e ali os campeonatos estaduais vão chamando os torcedores para os estádios. É verdade que ainda se trata de um começo morno, mas pelo menos os adeptos já sabem como ocupar as suas tardes de domingo.

Da minha parte, eu posso dizer que já bati o primeiro dia de ponto. É que domingo passado eu fui conferir os acontecimentos no estádio Presidente Vargas, o palco mais charmoso do futebol cearense. Fui ver o tamanho da bola dos times montados ate aqui pelo Ceará e pelo Tiradentes.

Saí cedo de casa. Pouco depois das 14 e 30 eu já estava a caminho do estádio. Uma hora e meia antes do previsto para o início do jogo. Dá uns dez quilômetros de onde eu moro, num bairro chamado Varjota, até o referido estádio. Não é longe. Saí cedo com medo de pegar muito trânsito.

Para minha surpresa – agradável surpresa –, o trânsito estava absolutamente tranquilo. Cheguei até a pensar que o jogo havia sido suspenso ou marcado para outro lugar. Mas não. Quando faltava cerca de um quilômetro para chegar ao estádio, comecei a ver a galera passando.

Quando eu digo “galera”, falo da torcida do Ceará. Grupos de torcedores com camisas alvinegras brotavam das ruas vizinhas ao Presidente Vargas. Alguns usavam camisas roxas, uma espécie de terceiro uniforme da equipe cearense. Mas a maioria usava as cores branca e preta.

O Tiradentes, clube sob a direção da Polícia Militar (o Galvez aqui deles), apesar de já estar na estrada há mais de 50 anos (a fundação data de 15 de setembro de 1961), não tem praticamente torcida nenhuma. Se o time tem torcida ela não aparece. Ou então não quis aparecer no domingo.

O acesso até as dependências do estádio foi facílimo. Entrei pelo portão da imprensa. Ao apresentar a minha carteira da Associação Brasileira de Cronistas Esportivos (Abrace), o porteiro abriu um sorriso e disparou um simpaticíssimo “vem comigo”. Fiquei num ótimo lugar!

No que diz respeito ao jogo, tudo igual ao que acontece quando joga um clube grande contra um clube pequeno. O ataque do Ceará contra a defesa do Tiradentes. O magro placar de um a zero para o Ceará nem de longe refletiu o que de fato aconteceu em campo. Podia ter sido bem mais.

Pra completar a minha primeira tarde de futebol de 2016, minutos antes de terminar o jogo desabou o maior pé d’água na capital cearense. Uma daquelas chuvas que eu imaginava só acontecer na Amazônia. Choveu “a cântaros”, como diriam os poetas. Tomei um banho forçado!

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