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Chicão: zagueiro vigoroso que correu atrás da bola durante mais de vinte anos

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POR FRANCISCO DANDÃO

Cearense de Limoeiro do Norte, nascido em 9 de maio de 1958, Francisco de Assis Araújo, o Chicão, mudou-se para Porto Velho com apenas 5 anos de idade. Na sua mente de criança, a bola desde sempre ocupou um lugar privilegiado. E assim, aos 11 anos, ele e mais um grupo de garotos rondonienses foi tentar a sorte no futebol do Amazonas. Corria o ano de 1969 e ele já estava integrado à base do Fast Club.

Rio Bra nco - 1980. Em pé, da esquerda para a direita: Tião, Zezito, Chicão, Zé Gilberto, Mário Sales, Cleiber e Edmar. Agachados: Mário Vieira, Roberto Ferraz, Carioca, Irineu e Paulo Mineiro.

Rio Bra nco – 1980. Em pé, da esquerda para a direita: Tião, Zezito, Chicão, Zé Gilberto, Mário Sales, Cleiber e Edmar. Agachados: Mário Vieira, Roberto Ferraz, Carioca, Irineu e Paulo Mineiro. Foto: acervo pessoal de Chicão Araújo.

Nos três anos seguintes, Chicão trocou várias vezes de clube, vestindo as camisas do São Raimundo, de Santarém (PA), Ipiranga e São Domingos, ambos de Porto Velho (RO). Neste último, o zagueiro permaneceu até 1978, subindo progressivamente de categoria, até ser alçado ao time principal. Mas na condição de titular do rondoniense São Domingos, o zagueiro Chicão permaneceu apenas um ano.

Em 1979, a convite do treinador Edson Ângelo e do presidente Sebastião Alencar, Chicão iniciou uma relação de amor eterno com o Rio Branco. O zagueiro veio para o Acre, onde constituiu família (esposa, filha e neto) e permanece até hoje, 36 anos depois. Ele conta, com orgulho, que foi o primeiro jogador de futebol a assinar um contrato de trabalho com o clube acreano, apesar do amadorismo vigente.

“Quando eu morava em Porto Velho, precisava me dividir entre o trabalho num supermercado e os treinos no São Domingos. Vir para o Rio Branco foi a oportunidade de viver exclusivamente de futebol. Eu nem pensei duas vezes. Hoje, olhando para trás, acho que fiz a coisa certa. Depois que eu parei de jogar bola, continuei como funcionário do clube. Vou aposentar por aqui”, garantiu Chicão.

Cinco camisas e uma paixão

Atlético Acreano - 1982. Em pé, da esquerda para a direita: Tidal, Zé Gilberto, Gilmar, Chicão, Jaime e Eduardo. Agachados: Manoelzinho, Carioca, Socó, Pintinho e Nirval. Foto: acervo pessoal de Chicão Araújo

Atlético Acreano – 1982. Em pé, da esquerda para a direita: Tidal, Zé Gilberto, Gilmar, Chicão, Jaime e Eduardo. Agachados: Manoelzinho, Carioca, Socó, Pintinho e Nirval. Foto: acervo pessoal de Chicão Araújo

Depois de tantos anos como funcionário do Rio Branco, Chicão não poderia deixar de ser uma das criaturas mais apaixonadas pelo clube. Mas, ao longo da sua longeva carreira como jogador de futebol em solo acreano, ele não vestiu apenas a camisa do Estrelão, tendo a oportunidade de defender outros quatro clubes: Atlético Acreano (1982), Juventus (1988), Independência (1995) e Vasco da Gama (1998).

Independência - 1995. Em pé, da esquerda para a direita: Klowsbey, Dorielson, Nadson, Dedé, Chicão, Milton, Alex, Assis e Marcelo. Agachados: Aclaildo, Ciro, Ivo, Zico, Rol, Dilson e Palmiro. Foto: acervo pessoal de Chicão Araújo

Independência – 1995. Em pé, da esquerda para a direita: Klowsbey, Dorielson, Nadson, Dedé, Chicão, Milton, Alex, Assis e Marcelo. Agachados: Aclaildo, Ciro, Ivo, Zico, Rol, Dilson e Palmiro. Foto: acervo pessoal de Chicão Araújo

“Eu fiquei muito mais tempo no Rio Branco. Eu saía, mas voltava sempre. Em duas dessas saídas, eu fui emprestado, para disputar o Copão da Amazônia. Em 1982, por exemplo, eu fui para o Atlético junto com vários outros jogadores do Rio Branco. Fui eu, o Zezito, o Carioca, o Zé Gilberto e o Cleiber. Depois do Copão, nós voltamos para o Rio Branco. A mesma coisa se deu no Juventus, em 1988”, disse Chicão.

Vasco da Gama - 1998. Em pé, da esquerda para a direita: Ben Johnson, Élisson, Chicão, Carlinhos e Carlinhos Magno. Agachados: Michel, Juscelâneo, Nadson, Ricardinho, Mamude e Merica. Foto: acervo pessoal de Chicão Araújo

Vasco da Gama – 1998. Em pé, da esquerda para a direita: Ben Johnson, Élisson, Chicão, Carlinhos e Carlinhos Magno. Agachados:
Michel, Juscelâneo, Nadson, Ricardinho, Mamude e Merica. Foto: acervo pessoal de Chicão Araújo

Em 1995 e em 1998, porém, o zagueiro não vestiu a camisa do Rio Branco por conta de nenhum empréstimo. Na primeira oportunidade, chegou um treinador no clube, chamado Jota Alves, que não queria contar com o futebol dele. “Aí eu fui para o Independência. Mas, no ano seguinte voltei pra casa, onde permaneci até 1997. Em 1998 eu me despedi dos gramados, jogando pelo Vasco da Gama”, explicou Chicão.

Foi pelo Rio Branco também que Chicão conquistou todos os seus títulos enquanto jogador de futebol. Seis, ao todo: campeão acreano de 1979, 1983, 1986, 1992 e 1994 (os dois últimos já na era profissional); e campeão do Copão da Amazônia de 1979. “Esse título do Copão foi especial. Na decisão, nós ganhamos do Ferroviário, dentro da casa deles, com gol do Bruno Couro Velho”, afirmou Chicão.

Momentos marcantes e melhores parceiros

Araújo e Chicão, com a camisa do São Domingos, de Rondônia, em 1978.

Araújo e Chicão, com a camisa do São Domingos, de Rondônia, em 1978. Foto: acervo pessoal de Chicão Araújo

Chicão tem dificuldade em eleger os momentos mais marcantes da sua trajetória no Rio Branco. Segundo ele, foram muitos. Com alguma insistência, porém, ele destacou dois. O primeiro deles deu-se logo no ano da sua chegada ao clube, quando ganhou tudo o que disputou. O segundo momento, ele diz que foi um gol de cabeça contra o Ferroviário (RO), em 1991, aos 46 minutos do segundo tempo.

“Esse jogo contra o Ferroviário era um amistoso, lá no estádio Aluísio Ferreira, casa deles. A gente estava perdendo por dois a zero. Lá pelas tantas, o César Limão fez um gol e diminuiu a vantagem. Mas tudo indicava que a gente ia mesmo amargar uma derrota. O jogo já estava os acréscimos, já estava acabando. Aí eu resolvi abandonar a defesa e ir ao ataque. Fui feliz e fiz o gol de empate”, contou Chicão.

Chicão e Lécio com a camisa da seleção acreana, em 1980. Foto: acervo pessoal de Chicão Araújo.

Chicão e Lécio com a camisa da seleção acreana, em 1980. Foto: acervo pessoal de Chicão Araújo.

Sobre os melhores parceiros de zaga que ele teve nos anos de bola rolando, Chicão não hesitou em apontar Neórico e Cleiber. “O Neórico tinha uma técnica incomum. Era uma tranquilidade jogar ao lado dele. Quanto ao Cleiber, por havermos atuado juntos durante quatro anos, a gente se entendia só no olhar. Um de nós estava sempre na cobertura do outro. Os dois foram meus grandes parceiros”, disse Chicão.

Além dos feitos esportivos como atleta, Chicão ainda gosta de falar de duas outras glórias: a de ter revelado, enquanto técnico da base, vários jogadores do futebol local (citou Tragodara, Geovane, Polaco e Athirson); e a de ter sido agraciado com o título de cidadão rio-branquense, em 2014, por indicação da então vereadora Eliane Sinhasique. “Sou cidadão daqui de fato e de direito”, finalizou o ex-zagueiro.

Chicão foi agraciado com o título de cidadão rio-branquense, em 2014, por indicação da então vereadora Eliane SinhasiqueFoto: Francisco Dandão

Chicão foi agraciado com o título de cidadão rio-branquense, em 2014, por indicação da então vereadora Eliane Sinhasique. Foto: Francisco Dandão

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Destaques Esporte

Vasco e Plácido empatam sem gols na Arena da Floresta

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Num jogo de poucas emoções e sem gols, Vasco da Gama e Plácido de Castro empataram neste sábado (27), na Arena da Floresta. O confronto foi válido pela segunda rodada do Campeonato Acreano 2016.

Os goleiros André (Vasco) e Robson (Plácido) foram os responsáveis pelo grito de gol guardado, pois ambos tiveram atuações de destaque.

Com o empate, o Plácido de Castro chegou a vice-liderança, com quatro pontos ganhos, dois a menos que o líder Atlético Acreano. Por outro lado, o Vasco da Gama, com o ponto conquistado, assumiu a quinta posição na tabela de classificação.

Próximos jogos

As duas equipes retornam a campo no próximo domingo (6). O Plácido enfrenta o Andirá, às 16h.  Em seguida, às 18h, o Vasco-AC terá pela frente o Galvez. Os dois jogos serão disputados no estádio Arena da Floresta.

 

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Mirando a ponta da tabela, Galvez pega o Andirá

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Na briga pela liderança do Campeonato Acreano 2016, o Galvez retorna a campo na tarde de hoje, às 16h, para medir forças contra o Andirá EC. O técnico Paulo Roberto deve fazer três medicações na equipe que estreou com vitória frente ao Alto Acre por 2 a 0. O zagueiro Reginaldo Júnior pode ceder lugar para o estreante Victor Hugo, enquanto volante Araújo Goiano ganha uma chance entre os titulares na vaga de Thiago. Outra mudança planejada será a saída do meia Zagalo para a entrada do rápido Léo. O meia Douglas, recuperado de forte gripe, participou do coletivo-apronto da última sexta-feira (26) e pode ficar como opção do técnico Paulo Roberto Oliveira.
 
A boa novidade no clube no coletivo-apronto foi a presença do volante Kássio na equipe reservas, após um bom tempo no departamento médico. Porém, o jogador deve seguir fora da equipe para o compromisso da tarde de hoje.
 
 Para o confronto contra o Morcego, o Imperador não poderá contar com o atacante Renan Plácido, que sofreu uma lesão muscular durante a semana e faz tratamento médico para voltar aos treinos. O provável time do Imperador para enfrentar o Morcego será o seguinte: Máximo, Layo, Victor Hugo, Gato, Antônio Marcos; Araújo Goiano, Wilson, Olliver (Douglas), Léo, Careca; Tonho Cabañas.
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Testinha deve desfalcar o Rio Branco contra a Amax

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Na busca da segunda vitória consecutiva no início do Campeonato Acreano 2016, o Rio Branco tem compromisso agendado para a tarde de hoje, às 16h, no estádio Álvaro Felício Abrahão, em Xapuri, a 188 km da capital, contra a Amax. O maestro alvirrubro Testinha continua sendo dúvida para a partida e a expectativa é que seja poupado do compromisso.

No meio da semana e até véspera do confronto contra o Azulão xapuriense, o meia foi poupado das atividades, mas irá seguir com a delegação alvirrubra para a cidade de Xapuri. De acordo com fisioterapeuta do Estrelão, Leandro Brasil, a decisão da participação do meia na partida da tarde de hoje será da comissão técnica.

Mesmo querendo contar com o meia para o segundo compromisso do clube na disputa do estadual, o técnico João Carlos Cavalo vai avaliar as condições do gramado do estádio Álvaro Felício Abrahão, assim evitando que a recuperação total do atacante seja prejudicada.

Nas próximas cinco semanas, o Rio Branco terá cinco compromissos pelo estadual e outros dois pela Copa Verde. Com isso, a comissão técnica estuda a possibilidade de não arriscar na escalação do meia, mas sim poupá-lo para outros jogos mais importantes da temporada.

Caso o maestro Testinha seja vetado para o compromisso de hoje, Cavalo deverá optar pela escalação de Wagner Libano. Outra novidade na equipe estrelada para o confronto contra o Azulão xapuriense será a estreia do lateral esquerdo Cristian, após situação regularizada na Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O provável time estrelado para hoje será: Fernando Pompéu; Ley, Tiago Índio, Cácio e Cristian; Roberto Dinamite, Tárta, Wagner Libano e Neném; Romarinho e Lucas Goiano.

 
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Blog aponta Rei Artur como o maior ídolo do Clube do Remo

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O atacante acreano Artur, 46 anos, popularmente conhecido pela torcida azulina como Rei Artur, foi eleito na enquete promovida pelo blog campeão como o maior ídolo da história do Clube do Remo. O acreano recebeu 82 votos (33.47%), posicionando-se à frente de outros nove jogadores de grande relevância na vida do clube. O gigante Alcino foi o segundo colocado, com 77 votos (31.43%) dos votos. O “azougue” Mesquita recebeu 25 votos (10.2%), ficando em terceiro lugar. Bira, grande artilheiro do clube, é o 4º, com 19 votos (7.75%).

Agnaldo, que hoje integra a comissão técnica do Leão, foi o quinto colocado, com 15 votos (6.12%). Ageu Sabiá é o sexto mais votado, com 11 votos (4.49%). Amoroso, ídolo nos anos 60, foi lembrado com 5 votos (2.04%). O goleiro Dico teve também 5 votos (2,04%). Gian vem a seguir com 3 menções (1.22%), mesma votação recebida pelo artilheiro Dadinho. Ao todo, 245 internautas participaram da enquete, realizada entre 13 e 21 de fevereiro.

Hoje, o ex-jogador residente em Rio Branco, onde além de funcionário da Secretária de Esporte e convidado especial da TV Gazeta (Record) para comentar os jogos do Campeonato Acreano. No ano passado, Artur de Oliveira, após começa o ano dirigindo o Vasco da Gama-AC, levou o Galvez ao vice-campeonato estadual.

 

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