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O Acre na Copa São Paulo

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Mais uma vez o representante acreano (não aceito nem sob tortura aquela grafia com “i”, coisa mais estapafúrdia estou por ver) na Copa São Paulo de Futebol Júnior foi eliminado na primeira fase da competição. Três partidas e a volta pra casa.

Dessa vez, quem representou o Acre foi o Galvez. Uma derrota e dois empates mandaram os acreanos mais cedo para a origem. Nada de mais. Tudo dentro da mais absoluta normalidade, apesar da esperança da gente de que o time pudesse avançar.

Para essa chamada “Copinha” convergem clubes de todas as regiões do Brasil. É, certamente, a competição mais importante da categoria sub-20. Uma verdadeira vitrine para os garotos que pretendem se firmar um dia como profissionais do esporte.

Inúmeros astros do futebol mundial em algum momento já mostraram o seu talento nesse torneio. Houve, é certo, promessas, que não deram certo, apesar da bola redondinha que jogavam. Mas houve muitos também que decolaram imediatamente.

Então, com toda essa concorrência, é muito difícil mesmo para uma equipe de um Estado periférico ir muito longe na disputa. As equipes maiores, com melhor estrutura, principalmente as do eixo Rio-São Paulo-Minas, acabam prevalecendo.

Por tudo isso, eu não considero, necessariamente, um fiasco a participação do Galvez. Eu diria que o time foi eliminado com dignidade. Além de não ser goleado, ainda empatou com times de dois Estados com um poderio financeiro bem maior.

O Goiás, por exemplo, um dos adversários do Galvez, até o ano passado disputava a série A do futebol brasileiro, contando com um Centro de Treinamento de primeiro mundo. Empatar com eles foi sim, no meu entender, uma grande façanha.

Quanto ao ABC, o outro time com o qual o Galvez empatou, embora há muito tempo não frequente as altas rodas do futebol nacional, não se pode esconder ou negar a tradição potiguar. Nem a tradição nem, também, a ótima estrutura do clube.

Se eu acredito que um dia um time acreano pode ir mais longe na competição? Acredito sim. E não só como torcedor fanático ou como um crente de que a fé pode remover montanhas. O que eu acredito é no tripé trabalho, talento e organização.

O Galvez, aliás, pra mim está no caminho certo. Foi para a Copinha pela primeira vez e já deu um susto nos adversários. Penso que se o time começar a pensar a partir de agora numa participação daqui a um ano, vai sim chegar bem mais longe.

A propósito, para quem não sabe, pelo menos um acreano já se sagrou campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Já faz muito tempo, é verdade. Foi em 1971. Falo do meia-atacante Dadão, vestindo a camisa do Fluminense, o Tricolor carioca.

Outro que brilhou, na Copa São Paulo foi o Weverton, que hoje é o goleiro titular do Atlético Paranaense. O Weverton chamou a atenção dos grandes times jogando pelo Juventus do Acre. Que venham outros “Dadão” e “Weverton” no futuro!

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