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Circo da F1 não acaba por que falta atração para o lugar

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As quedas frequentes de audiência da Fórmula 1 na TV Globo (esse ano foram os piores resultados da história) não devem ser motivo para o fim rápido do circo na emissora. Simplesmente por que não há atração à altura que substitua o produto e traga dinheiro de forma certeira.

Os grandes prêmios acontecem religiosamente de acordo com o calendário anual, com a participação de todos os envolvidos faça chuva, faça sol (com raras exceções). Quanto mais uma prova de F1 se realiza dentro do previsto, melhor para a TV e seus anunciantes.

Quando se fala em previsibilidade, trata-se do modelo geral com que se processa o acontecimento: largada, definições de posição e bandeirada final. Tudo no padrão de aproximadamente 1h30 – e perfeitamente acertado com as inserções publicitárias ao longo do evento.

É um produto no tamanho exato para o modelo de programa de televisão, onde tempo e transmissão de imagem é dinheiro – e onde também acréscimos e atrasos de programa são milimetricamente calculados pelos seus benefícios e, principalmente, pelos seus custos.

Mesmo que na Fórmula 1 os vitoriosos quase sempre sejam os mesmos; a qualidade do carro tenha mais importância do que o piloto nas conquistas; e parcela significativa de participantes esteja ali como coadjuvante. É tudo muito previsível, embora vez ou outra essa lógica seja alterada.

Ainda assim, no Brasil, a prática atrai público e, consequentemente, patrocinadores. Mesmo o País não ocupando há anos posto de relevância na F1, por meio da figura maior do circo, o piloto, ela continua resistindo dentro da programação da TV Globo.

A F1 absorve patrocinadores de bolso cheio e uma audiência de diferentes extratos sociais e consumista. Não há outro esporte (se é que F1 é um esporte) com tal alcance e tão adequado ao padrão televisivo nacional – superado apenas pelo futebol, por questões óbvias.

O bom momento vivido pelo vôlei no País o colocou na grade da TV aberta, mesmo com os riscos de sobrepor outros programas da emissora (por conta de uma ocasional disputa mais longa de uma partida) ou desclassificação precoce de equipes. Mas tem cota de patrocínio muito aquém do desejado.

O basquete tem tempo padrão de partida, mas o esporte no Brasil em termos de audiência tornou-se pífio. As lutas de artes marciais (MMA) são esporádicas.

O tênis até que tentou ganhar espaço na grade da TV na era Guga, mas depois que virou rotina uma partida em um dia acabar em menos de uma hora e, em outro dia, terminar depois de três horas, deu adeus à televisão – pelo menos aberta, onde cada minuto conta-se dez vezes mais o risco de investimento do que na televisão fechada, para onde os esportes rejeitados, mas com algum público, se alojam.

Há outras competições de velocidade transmitidas, mas assim como a F1, vem perdendo espectadores no Brasil. É possível que sofram adequações e talvez migrem em definitivo para TV por assinatura.

O circo da F1 sofre os mesmos problemas de outros programas da TV – terão que se ajustar à expansão da internet, se quiser sobreviver a médio e longo prazo. No curto prazo, vive o período de transição, nem cá nem lá – mas dando certo dinheiro, como as novelas e alguns outros programas.

Na lista de patrocinadores da F1 para 2016, por exemplo, a TV Globo apresentou uma de suas maiores mudanças: cinco ao invés de seis anunciantes; ou melhor, o sexto anunciante existe, mas é uma empresa do grupo, o portal ZAP Imóveis (portanto, embolso menor).

A não ser que algum outro evento esportivo regular no País sobreponha a F1 como espetáculo – não estamos falando aqui de Jogos Olímpicos nem Copa do Mundo -, é provável que o circo se mantenha vivo por mais algum tempo na TV aberta – embora com menos dinheiro e brilho do que foi no passado.

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Destaque 6

No centenário do RBFC, diretoria diz que entra em 2020 sem dívidas

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O aniversário de 100 anos do Rio Branco praticamente não teve esta nem evento marcante neste sábado, 8 de junho, mas a diretoria publicou nota em que afirma que o clube começará o ano de 2020 sem dívidas. A nota reconhece o momento difícil, mas projeta futuro melhor. “Uma nova era se inicia, com um Rio Branco mais organizado e com mais investimentos. Retomaremos, enfim, o caminho das glórias do nosso passado, olhando para um glorioso futuro que nos espera”, diz a diretoria do Estrelão.

Leia:

CENTENÁRIO: UMA NOVA ERA!

Na noite do dia 8 de junho de 1919, dezesseis nobres senhores da sociedade acreana se reuniam no antigo Eden Cine Theatro, atual Cine Teatro Recreio, na Gameleira, sob organização do advogado Luiz Mestrinho Filho, para fundar aquele que se tornaria o maior clube do Estado do Acre. Nascia o Rio Branco Football Club.

Nesses 100 anos de história, muitas glórias. 46 estaduais, 3 Copas da Amazônia e o primeiro campeão do Norte. O primeiro clube da região Norte a disputar uma competição sulamericana e o clube da região com a segunda melhor campanha na Copa do Brasil.

Mas nos últimos anos, uma crise que parecia infinita se instalou. Sofremos. E como sofremos. Não era assim que queríamos comemorar esta data. Mas nesse Centenário, tivemos de cometer sacrifícios para chegar neste dia especial e informar que, finalmente, conseguimos sair dessa crise e equilibrar nossas contas. Começaremos 2020 sem dívidas! Uma nova era se inicia, com um Rio Branco mais organizado e com mais investimentos. Retomaremos, enfim, o caminho das glórias do nosso passado, olhando para um glorioso futuro que nos espera.

Viva o passado! Viva o futuro!

Viva o Rio Branco Football Club!

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Destaque 3

Atlético só empata e volta a decepcionar seu torcedor no campeonato brasileiro

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O Atlético Acreano empatou pela terceira vez jogando em casa na série C do Brasileirão. Na tarde deste sábado, 9, no Estádio Florestão, o Galo Carijó não saiu de um empate contra o Paysandu.

Mesmo com um jogador a mais desde os 10 minutos do primeiro tempo após a expulsão de Marco Antonio, e saído na frente com gol de Joel, o time acreano não teve competência para segurar a vitória.

O empate em 1 a 1 mantem o Atlético na ultima colocação de seu grupo com apenas 4 pontos.

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