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Minhas seleções

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O ato da escolha dos jogadores para compor uma seleção de futebol não é nem um pouco simples. Ninguém, por mais entendido que seja (ou que imagine ser), termina a sua escolha sem uma ponta de dúvida entre alguns dos nomes escolhidos e outros que ficaram de fora. Unanimidade, nem pensar. Isso absolutamente não existe.

A coisa é tão complicada que causa momentos infindos de reflexão nas pessoas que são indagadas sobre o assunto. O sujeito sabe tudo de futebol, tem dezenas de anos de janela no mundo esportivo, mas no instante em que se coloca frente a exigência de escalar os seus melhores, acaba hesitando, com o olhar fixo no infinito.

Se a seleção abranger os melhores de todos os tempos, então, aí a coisa complica de vez. Comparar tempos é uma tarefa que beira o impossível. As condições entre uma época e outra são bem diferentes. Não creio que exista alguém que consiga escalar uma seleção de todos os tempos que não fique com uma sensação de injustiça.

Eu costumo me divertir quando peço aos meus entrevistados, lá pelas tantas da nossa conversa, que eles escalem a sua seleção de melhores de todos os tempos. Alguns tossem, outros saem com evasivas do tipo “eu não vi todo mundo”, e alguns outros chegam até a ensaiar uma saída estratégica rumo ao banheiro mais próximo.

No final das contas, entretanto, o que mais chama a atenção é que uma escalação jamais se repete. Andei, por esses dias, conferindo dezenas de anotações que fiz com ex-jogadores, técnicos, dirigentes etc. e comprovei esse fato: nenhuma escalação se repetiu! Aqui e ali um nome que se repete, em uma ou outra posição, mas, no geral, nenhuma escalação é igual, do goleiro ao ponta-esquerda. Nenhuma!

Agora, já que eu estou falando nisso, e pra sentir na pele o aperto ao qual eu costumo submeter os meus entrevistados, resolvi escalar a minha própria seleção de todos os tempos dos jogadores do futebol acreano. Naturalmente, só entram no meu time aqueles que eu vi jogar. Nada de escalar só por ouvir falar. Isso significa dizer que só entram jogadores da segunda metade da década de 1960 até os presentes dias.

Vou escalar no sistema 4-3-3, que não se pratica hoje, é certo, mas que me dá o direito de usar um atacante a mais. Pois então, lá vai: Zé Augusto; Mauro, Mozarino, Curica e Duda; Emílson, Dadão e Testinha; Bico-Bico, Touca e Artur. Não creio que esse seria um time imbatível. Até muito pelo contrário. Provavelmente perderia várias partidas. Mas seria um time que daria um show a cada vez que entrasse em campo.

Mas dada a profusão de craques que um dia deram o ar da sua graça no futebol acreano, é possível escalar uma segunda seleção igualmente de sonhos. Vou me permitir fazê-lo: Espanhol; Chico Alab, Palheta, Neórico e Antônio Maria; Tadeu, Carlinhos Bonamigo e Guedes; Paulinho, João Carneiro e Aldemir Lopes. Esse ataque ficou meio maluco, mas tudo bem. O futebol precisa ser total. Precisa sim!

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