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Eber Machado denuncia que Agrocortex comete crime ambiental ao se instalar às margens de um rio

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O deputado Eber Machado (PSDC) denunciou na manhã desta quarta-feira (14), que a empresa Agrocortex Madeiras do Acre Agroflorestal Ltda, do grupo português Domínio Capital, estaria cometendo crime ambiental ao se instalar às margens de um rio no município de Manoel urbano, no interior do Acre. Ele questiona ainda o seus pares pela aprovação do requerimento de sua autoria que solicita a presença do secretario de Indústria e Comercio para prestar esclarecimentos sobre o que ele classifica “como sonho industrial do Estado”.

“Não sou contra a instalação da Agrocortex, ela tem todo meu apoio e torço para que dê certo. O mesmo sonho foi embalado pela ZPE que geraria 14 mil empregos, com um aporte de 176 milhões, mas fico preocupado com as empresas acreanas. Nós temos um setor madeireiro em nosso estado que está falido completamente. No ano passado, nós recebemos o sindicato dos madeireiros que pediram socorro porque não estavam tendo apoio. Daí a gente vê uma empresa se instalando para explorar madeira”, diz Eber Machado.

As leis ambientais que castigam os pequenos produtores também foram relembradas. “Uma lei tão dura com os pequenos, mas branda com os grandes. É muito fácil chegar fiscais armados contra pequenos produtores que plantam para sua subsistência. A nossa lei ambiental só é forte para os pequenos. Esta empresa está instalado às margens de um rio, um local que deveria ser de proteção ambiental. Instalaram duas serrarias no Acre, dizem que até o final do ano terão 10 – com direito a 30 anos de exploração”, destaca Machado.

Ele afirma que as autoridades e órgãos ambientais assistem a tudo de forma passiva. “A gente vê de braços cruzados a nossa economia saindo. O que o nosso estado está ganhando com isso? Hoje nosso estado era para ser visto de uma forma diferente, porque muitos estados estão usando nosso pulmão, mas infelizmente, nós ainda não conseguimos ter sucesso na industrialização. Isso é o futuro do Acre que está indo embora. Eles levam o que temos de valioso e ainda desdenham com a desculpa do porque vieram se instalar no Acre”.

Segundo o deputado, a Agrocortex veio se instalar no Estado “por se tratar de uma região desfavorecida de renda e condições condignas de vida para população. Colocaram o estado da forma mais rasa possível, enquanto estão tirando o que é melhor nosso. Se fala muito de um selo, que dá autorização para explorar o mogno, mas várias empresas do estado também têm, mas estão todas quebradas. O setor madeireiro quebrou por falta de incentivos, mas o governo prefere incentivar uma empresa estrangeira”, protesta Machado.

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