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A substância do caos

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O mundo está pra lá de caótico. Os otimistas dizem que isso não é de todo ruim. Na versão destes é do caos que tudo ganha forma. O próprio universo, ainda na versão dos otimistas, só se organizou do jeito que nós conhecemos depois de um estado de absoluta e total esculhambação. Do caos é que veio o Big Bang e a ordem!

A turma do lado dos pessimistas, entretanto, garante que nunca, em tempo algum, houve um caos tão, digamos, substancial como o que estamos vivendo nos dias que correm. Quando se pensa que tudo já foi visto e que o fundo do poço já chegou, dizem os pessimistas, eis que alguma coisa acontece para provar o contrário.

Veja-se, a propósito desse estado de coisas relativas ao “cada vez pior”, em se tratando do conjunto do planeta, a questão dos imigrantes que atualmente invadem a Europa. Todos os dias, nas mais diversas mídias, a gente vê milhares de pessoas abandonando o seu lugar de origem, praticamente apenas com a roupa do corpo. Para piorar, raros são os países que acolhem essa gente. E os números só aumentam.

Abandonar o seu lugar de origem e botar o pé na estrada só vale a pena quando o protagonista da aventura o faz por vontade própria. Experimentar caminhos, cheiros e sabores novos é um raro prazer, sim, mas desde que de maneira voluntária, fruindo e usufruindo o ambiente ao redor. Na marra, expulso de casa pela insânia de lutas fratricidas, não dá. Que o digam os inúmeros corpos estendidos à beira dos caminhos!

Deixando o conjunto do planeta de fora e voltando-se aqui para mais perto da gente, latinos cada vez mais sem dinheiro no bolso (como naquela antiga canção do Belchior), eis que, para botar mais uns ingredientes na “desgraceira” geral, um terremoto de grande magnitude deu um susto enorme nos chilenos, na noite de quarta-feira. No balanço geral, lustres, edifícios e até quadris em desabalada carreira!

A natureza em convulsão deu uma sacudida nas placas tectônicas ali do Oceano Pacífico com tanta convicção que até a Cordilheira dos Andes tremeu de medo. O negócio foi tão feio que ricocheteou na famosa Av. Paulista, terra da garoa e dos reservatórios de água vazios, milhares de quilômetros distante do epicentro do sismo.

Claro, não precisa achar que eu estou esquecendo alguma coisa, caríssimo leitor… Um susto desses de um terremoto que dura alguns segundos não é nada diante da ameaça dos mandarins da república das bananas de levar as nossas calças nos próximos dias. E quando digo as calças, não estou usando de nenhuma figura de retórica não. Depois da CPMF, os sujeitos vão exigir as nossas calças sim senhor!

Imigrantes correndo para lugares incertos e não sabidos… Terremotos tirando o chão dos pés distraídos… Políticos incompetentes ameaçando bater as nossas carteiras… E, não obstante tanta confusão, como se tudo isso não bastasse, o Fluminense ainda leva de 4 a 1, em casa, com o Fred mandando um pênalti para fora!

 

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