Conecte-se agora
Fechar

Líderes da Milennium no Acre reconhecem problemas no sistema

Publicado

em

20150909052037Os principais líderes da Milennium no Acre resolveram reunir seus filiados, na noite desta terça-feira, 08, no auditório da escola Armando Nogueira, para assegurar que a empresa deve disponibilizar nos próximos dias o chamado botão de saque para seus investidores.

O encontro foi marcado após denúncia feita por ac24horas, em reportagem veiculada nesta terça-feira, com base em reclamações de pessoas que se dizem lesadas pela Milennium.

LEIA MAIS: Milennium não paga e usuários devem denunciar o caso ao MP

No encontro, as explicações com detalhes sobre o funcionamento da empresa foram feitas por Antônio Matos, um dos principais nomes da Milennium no Acre. Matos contou que esteve na sede da empresa em Curitiba, no Paraná, e conversou pessoalmente com seus presidentes. O associado assegura que a Milennium é séria, garantiu os pagamentos, mas não soube informar uma data exata para pagamentos em massa, já que segundo ele há algumas pessoas recebendo dinheiro da empresa normalmente.

“Ninguém tem um dia exato. Não tem uma hora certa. Porém nós acreditamos que a partir da semana que vêm vai estar liberado realmente o botão de saque. Agora, várias pessoas já estão sacando. Inclusive hoje várias pessoas já mostraram seus comprovantes de saques. Porém, elas não estão sacando em massa porque a plataforma automática não está funcionando porque o pessoal está resolvendo um problema no sistema. Porém eles estão pagando no manual, certo. Agora, resolvido esse problema do sistema todos vão poder sacar o seu dinheiro automaticamente em espécie. Já estão sacando em espécie, no banco, na conta bancária. Isso eu posso mostrar com vários comprovantes que foram mostrados pra mim hoje. Porém estão sendo feitos lentamente porque estão sendo feitos no manual”, disse.

Matos acrescentou ainda que a partir da próxima semana, “com a nova plataforma que será montada na semana que vem, vai ser uma plataforma automática, então a pessoa vai solicitar um saque num dia e no máximo em 24 horas vai estar na conta dela. Isso levando a crer que muitas das pessoas não estão recebendo porque os seus dados estão inválidos. Pessoas que cadastram num CPF e depois colocam uma conta bancária em outro CPF, pessoas que colocam dados divergentes, de várias formas: CPF errado, nome errado, aí é claro o banco rejeita”, completa.

Ele reconheceu o problema no sistema responsável por desabilitar o botão de saque. Um dos filiados à Milennium, segundo Antônio Matos, foi o causador do dano.

“Houve vários problemas relacionados ao sistema. Tivemos problema com a questão que foi adulterado o sistema. Uma pessoa que cuidava do sistema, essa pessoa abriu uma nova empresa junto com alguns sócios e fez questão de adulterar o sistema para que viesse queimar o projeto Milennium e ela pudesse crescer com o projeto que ela tava lançando, porém essa pessoa não está mais na Milennium. Ela saiu. Já entregou nas mãos hoje de pessoas seguras que estão corrigindo os defeitos pra quem na semana que vem venha 100% e acabou-se então os problemas”, afirmou ele.
Em todo Brasil, pelo menos 200 mil pessoas estão filiadas à Milennium. No Acre fala-se em quatro mil, mas o principal líder da empresa local não soube informar a quantidade exata porque segundo ele no cadastro não aparecem informações especificas sobre o lugar em que a pessoa é cadastrada.

Sobre os boatos de que e Milennium deve se mudar do Brasil, o representante informou que a empresa continua no Brasil, porém com expansão internacional.

“A Milennium continua sendo Milennium. Continua o mesmo projeto pagando do mesmo jeito. A única coisa que tem mudado é que a Milennium vem internacional porque ela abre espaço para agregar pessoas no sistema, no mercado internacional. E abrindo isso é uma expansão de mercado. A Milennium continua funcionando no Brasil normal.”
Ao ser perguntado se a Milennium está assegurada juridicamente, ele respondeu que não. E citou exemplos como a da Telexfree e a BBOM.

“Garantia não existe nunca. Porque se existisse garantia judicial empresas como Telexfree, BBOM estariam funcionando normalmente no mercado. Nós temos informações de que BBOM, por exemplo, ganhou na Justiça a causa e que está voltando 100% do jeito que era com rastreador dia 15. Nós tínhamos garantia judicial nisso, a empresa era sólida pagando seus impostos direitinho, porém a Justiça achou por bem parar a empresa, segurar os seus bens dizendo que estava defendendo a população e que se isso era em defesa da população deveria pelo menos ter devolvido o dinheiro da população e isso não aconteceu. Então eu não posso dar garantia por esse negócio com por nenhum outro”, conclui.

Mais Informações

Cotidiano

Mulher grávida de seis meses é flagrada tentando entrar com drogas durante a visita na FOC

Publicado

em

O Grupo de Operações Especiais (Goe) do Instituto de Administração Penitenciária (Iapem), prendeu em flagrante, uma mulher grávida neste sábado (18), ao tentar entrar no presídio Francisco de Oliveira Conde (FOC), durante a visita, com produto entopecente.

Ana Carla Lima da Silva estava com aproximadamente 700g de maconha escondidas embaixo dos seios. A intenção era entregar ao preso, Valtemir Lima da Silva.

Como estava grávida de seis meses tentou passar pela revista com o material ilegal, alegando que os seios estavam grandes por estar gestante. A desculpa não colou e foi presa em flagrante pelo crime de tráfico de drogas.

Ana foi encaminhada a Delegacia de Flagrantes (DEFLA), para a confecção do Boletim de Ocorrências e depoimento com a autoridade plantonista.

Continuar lendo

Acre

Estudantes da João Aguiar realizam protesto contra a falta de segurança na instituição

Publicado

em

Estudantes da escola João Batista Aguiar, no Manoel Julião, saíram pelas ruas do Conjunto neste sábado, 18, em protesto contra a falta de segurança no estabelecimento de ensino.

Eles usaram uma faixa e diversas cartolinas pedindo providências ao setor de Segurança Pública do Acre.  “Todo político que muito fala em segurança  é o que mais se compromete com a criminalidade”, dizia a faixa principal carregada pelos alunos.

Há meses que a escola vem sofrendo com roubos.  Nesta semana, por exemplo, criminosos  arrombaram portas e grades do prédio da instituição para entrar e levar bens.

Na ação, ele levaram um bebedouro, computadores e, ainda, parte da merenda escolar enviada à escola para a alimentação dos estudantes. Esse não foi o primeiro crime na escola. Vários registros já foram feitos na delegacia da região.

Continuar lendo

Extra Total

Presidente da Faeac, Assueiro Veronez diz que modelo econômico desenvolvido desde Jorge Viana fracassou

Publicado

em

“O modelo de desenvolvimento praticado no Acre exclui as pessoas e a economia” disse Assuero Veronez, presidente da Federação de Agricultura e Pecuária (Faeac), em entrevista exclusiva ao ac24horas. Veronez foi um dos palestrantes do Seminário Estradas e Bandeiras, promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FUG) esta semana, no auditório da Federação das Indústrias do Acre (Fieac), que reuniu um público formado em sua maioria por militantes partidários, mas que formatou um importante documento que será entregue aos pré-candidatos ao governo nas eleições de 2018, com sugestões e alternativas para o desenvolvimento do estado.

A declaração de Veronez vai na contramão do que foi defendido pelo governador Sebastião Viana, semana passada, na Conferência das Partes (COP23), em Bonn na Alemanha, no painel: O Desafio de Balikpapan: Uma Abordagem Global Para o Desenvolvimento de Baixas Emissões em Regiões de Florestas Tropicais em que foi destacado o pacto pelo fim do desmatamento. As metas lançadas pelo estado no Acordo de Paris e os compromissos ambientais assumidos na Alemanha, são vistas com extrema preocupação pelo setor produtivo.

“Inibem o avanço de fronteiras e determina de forma muito dura a reconstituição de áreas de reserva legal e de preservação permanente. É uma tarefa muito complicada de executar porque falta tecnologia e variedade genética para desenvolver com vegetação nativa” explicou Veronez.

O presidente também manifestou sua preocupação com outro setor, o madeireiro, que, segundo ele, está falido. Para cercar pastos e áreas de preservação e reflorestamento, os pecuaristas da região utilizam estacas de eucalipto, transportada de Minas Gerais, por que no Acre, falta madeira.

“A visão na maioria das vezes é muito imediatista. Quando você assume obrigações internacionais em busca de apoio, esse compromisso, ou seja, a tarefa a ser cumprida cabe à sociedade, neste caso específico, aos produtores que terão de arcar com esse ônus”, volta a analisar.

Para Veronez o setor produtivo do estado está sempre em uma posição de pouca influência. É chamado apenas para cumprir as tarefas. A política forte para o setor florestal, estabelecida desde o governo de Jorge Viana – o governo da floresta, na opinião de Veronez, embora tenha investido pesado na tentativa de viabilizar a economia, “fracassou, não aconteceu”, disse.

O pecuarista segue explicando que no ponto de vista de valores subjetivos, como a biodiversidade, proteção do clima, regime de chuvas, “não há o que se discutir, são valores não remunerados”, mas em contrapartida, os recursos oferecidos para quem mantém essa política de floresta em pé, são poucos.

“O próprio mercado de carbono anda em baixa. Uma crise na Europa e já não se coloca dinheiro nestes programas. Os recursos que vem são muito poucos. A Noruega que deposita um pouquinho no Fundo Amazônia, a Alemanha que destina algum recurso, o governo da Califórnia. Mas na prática, isso não traz grande transformação social”, analisou.

Ainda de acordo o representante Faeac, o governo tem conquistado apenas notoriedade pelo trabalho que é desenvolvido em função da preservação, mas a floresta como ativo econômico não mostrou resultado.

“Vivemos de expectativas de algo concreto na geração de emprego e renda, sem que isso esteja acontecendo, pelo contrário, os setores produtivos estão em dificuldades, o extrativismo não é uma atividade vista como fator de desenvolvimento, apenas social, mas os problemas de regiões pobres não vêm sendo resolvidos” chama atenção o presidente.

Assuero citou como exemplo a expectativa econômica de cidades isoladas do Acre como Marechal Thaumaturgo, Porto Walter e Santa Rosa do Purus, que vivem sem perspectiva de geração de emprego e renda.

“Para esses jovens, dessas regiões isoladas, o futuro é sair de lá, espero que nos próximos anos, o futuro do jovem que vive em Rio Branco, não seja o de sair daqui. Estou começando a ver muita gente fazer o caminho inverso que eu fiz, quando muito jovem vim para o Acre que era uma terra de oportunidades. Hoje, sem a economia dar resposta, não existe oportunidade”, destacou.

Os trilhos amazônicos e a soja como alternativa econômica para o estado

Ao destacar a pecuária como uma economia estabilizada e de forte potencial econômico para o estado, Veronez destaca a diversificação como fundamental saída de desenvolvimento. Ele cita a vocação não somente pela plantação de soja, mas do milho e o arroz.

“A criação de pequenos animais como aves, suínos e peixes, precisa de grãos para comer. A composição de ração precisa de milho e soja, é importante que se produza aqui, para baratear os custos e nos tornar mais competitivos”, disse Veronez.

Segundo a Faeac existem em torno de 500 mil hectares de terras identificadas como de potencial agrícola pela Embrapa, que podem ser aproveitados. O presidente cobra a criação de um ambiente para quem deseja investir em pecuária, a exemplo do que já aconteceu em Mato Grosso e Rondônia.

“Nós precisamos de grandes secadores, sem eles não tem como fazer agricultura, os que foram construídos não foram suficientes, além disso, precisamos de uma política pública tributária favorável ao produtor, enfim, coisas que estão acontecendo aos poucos, mas que precisam de mais rapidez” acrescentou.

Com relação ao debate sobre as BRs 364 e 317 e o reflexo disso na competividade do que pode ser produzido no Acre, Veronez cita um novo modal de transporte alternativo para a saída de grãos, o Rio Madeiro, um dos três Mississipi do Brasil.

“O Brasil tem pelo menos três rios que a gente fala que serão três Mississipi – o rio americano que escoa quase toda produção dos Estados Unidos, o chamado Corn Belt (em português Cinturão do milho), que é o Tocantins, o Tapajós e o Madeira”, citou o presidente.

Ele destaca ainda que o Rio Madeira não precisa de grandes intervenções por ser uma fonte navegável sem acidentes geográficos. Veronez disse que as grandes compradoras e exportadoras de grãos já estão instaladas em Porto Velho, facilitando a possibilidade de produção competitiva para quem pensa em fazer agricultura no Acre.

“Nós estamos a 500 km desse mercado, a soja do norte do Mato Grosso muitas vezes anda 2.000 km para ser embarcada em Santos ou Paranaguá. Estamos testando variedades e introduzindo culturas que só tende a aumentar” voltou a destacar.

O presidente da Faeac acredita que é possível plantar sem desmatar, assegura que o setor do agronegócio do Brasil é uma referência mundial nesse aspecto, mantém 66% do país com vegetação nativa, sendo um dos principais produtores de grãos mundial.

 

 

 

Continuar lendo
Propaganda

Leia também

Mais lidas

Copyright © 2017 Ac24Horas - Todos os direitos reservados.