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James Gomes acusa Rocha de “ditador, arrogante e prepotente” no comando do PSDB

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O rompimento do prefeito James Gomes com o presidente regional do PSDB, deputado federal Major Rocha, não foi de forma amigável. Depois de ser acusado de traidor pelo dirigente partidário, Gomes disparou sua metralhadora giratória contra Rocha, acusando o tucano de “ditador, arrogante e prepotente” na forma de conduzir as decisões políticos no ninho tucano do Acre.

Segundo James Gomes, ele só saiu do PSDB após ter se esgotado o diálogo com o presidente regional do partido. “Caminho para encerrar meu segundo mandato, e em todas as eleições a oposição foi vitoriosa no Quinari e sempre eu e meu grupo cumprimos com o nosso dever”, diz o prefeito, ao afirmar que Rocha faria uma intervenção na executiva municipal para indicar à sua sucessão.

“Percebendo a artimanha do deputado Rocha em uma provável intervenção na municipal preterindo o nome que escolhemos como pré-candidato nas eleições vindouras, em detrimento de uma candidatura com ligações com a Frente Popular, comuniquei a decisão ao ex-deputado Márcio Bittar de deixar o partido que dei minha parcela de contribuição em sua construção”, diz Gomes.

James Gomes não apoiou a candidatura de deputado federal de Major Rocha, assumindo a defesa da candidatura de Marfisa Galvão (PSD), esposa do senador Sérgio Petecão também do PSD. O gestor ressalta que Rocha “passou a criticar a gestão municipal, com o claro objetivo de desqualificar o trabalho que estamos fazendo frente à prefeitura”, numa suposta retaliação. 

O dissidente tucano destaca que 120 filiados do PSDB no Quinari vão pedir desfiliação para segui-lo no PP. Na revoada, os vereadores Magildo Lima e Manoel Macedo resolveram assinar filiação ao PP. “Estou deixando o partido juntamente com a primeira suplente de Senado Mailza Gomes, demais membros do nosso grupo e toda liderança que construímos”, enfatiza Gomes.

Além de James Gomes, o presidente regional do PP, senador Gladson Cameli, segue filiando lideranças políticas de partidos da FPA e de outros partidos de oposição em todo Acre. Gomes afirma que manterá a linha ideológica de oposição. “Compreendo que a democracia possibilita as mudanças de partido e não de ideologia. Reafirmo o compromisso com o projeto de oposição no Acre”. 

TRAIDORES NO NINHO

O presidente regional do PSDB, deputado federal Major Rocha, resolveu falar sobre a revoada de prefeitos do ninho tucano. Ele afirma que os prefeitos Rivelino Mota, de Santa Rosa — André Hassem, de Epitaciolândia e James Gomes, do Quinari não tinham compromisso com o partido. “O compromisso deles nunca foi com o PSDB. Agora, nós vamos exigir isso. O James traiu o partido, com o PSD do Petecão, agora traiu Petecão indo para o PP. O André Hassem traiu o PSDB com Antônia Lúcia, agora traiu a missionária com o PP. Quem não tem palavra nem fidelidade, sempre vai trair alguém, o senador Gladson Cameli é que se cuide com suas novas aquisições”. Rocha afirma que o ninho tucano terá candidato a prefeito em Epitaciolândia, Quinari e Santa Rosa.

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Destaque 2

Conselheiro do B13 é executado com 15 tiros por trair a facção

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A onda de violência não cessa e a vigésima segunda morte foi registrada nos primeiros 16 dias do ano no Acre. O Conselheiro do Bonde dos 13, Antônio José de Oliveira, vulgo “Japonês” foi executado com 15 tiros na noite desta quinta-feira (16) na porta de entrada da UPA da Cidade do Povo, em Rio Branco.

De acordo com informações da polícia, “Japonês” teria ido deixar um amigo para receber atendimento na UPA, ao chegar na frente da unidade de saúde, membros da própria facção Bonde dos 13, o abordaram e de posse de armas de fogo efetuaram vários tiros. Antônio foi atingido pelo projeteis na região do peito, abdômen, braço e nas costas. No momento da ação dos criminosos a porta da unidade de saúde foi quebrada e várias pessoas que estavam na recepção do hospital entraram em desespero e correram ao escutar os tiros. Nenhum paciente saiu ferido no ataque dos faccionários.

Populares ao verem o homem ferido, levaram a vítima para dentro da Unidade de Saúde para receber atendimentos. A ambulância do Samu foi acionada, mas quando os paramédicos ao chegaram ao local, Antônio já se encontrava morto.

Segundo informações repassadas a reportagem do ac24horas, “Japonês” era conselheiro da facção responsável de recolher as taxas que os comerciantes pagam a organização criminosa, ele teria se apropriado do dinheiro e não repassou aos outros líderes da facção. O conselho geral do B13 se reuniu e decidiu que “Japonês” seria executado por trair a organização.

A área foi isolada pela Polícia Militar para os trabalhos dos peritos em criminalística. O corpo de “Japonês” foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para os exames cadavéricos.

Agentes de Polícia Civil da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) já iniciaram as investigações em busca de identificar os autores do crime.

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Acre

Números de homicídios voltam a crescer com 19 mortes em 15 dias

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Foram 19 homicídios registrados entre o dia 1º e 15 de janeiro em todo o Estado do Acre. A capital se encarregou por 80% desses dados figurando entre a mais violenta. Comparado ao mesmo período de 2019 – quando 12 homicídios tinham sido registrados – o aumento é de 20%. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública não acrescenta nas estatísticas os óbitos por confronto entre militares e faccionados (um total de 04 homicídios).

“Precisamos reavaliar as ações e nos reprogramar, coisas que estamos fazendo nas últimas semanas, embora saibamos que esse aumento se dá pelo controle de territórios pelas facções”, acrescentou.

Os números mostram a migração dos crimes para cidades que eram consideradas pacatas como Porto Walter, na região mais isolada do estado, e Manoel Urbano, no Purus. Especialista em segurança pública, Brandão afirma que é necessário se repensar nas táticas de combate ao crime organizado.

O Acre fechou o ano passado com uma redução de 27,9% em relação aos homicídios de 2018. Durante 12 meses, equipes do comando da segurança comemoraram a redução da violência. Ano passado foram 302 crimes letais em todos os municípios. Em janeiro de 2019 foram registrados 32 homicídios. A redução chegou até 66% na capital.

Coronel Brandão defendeu um olhar mais profundo para a situação de segurança. “É preciso atuar na origem do crime fechando fronteiras e criando dificuldades para que as organizações não possam estar se capitalizando” afirmou.

O fechamento das fronteiras, operações que se intensificaram nos últimos dias, ocorre para tentar descapitalizar o crime organizado, criando um ambiente positivo para a paz social esperada pelas famílias.

“Serão acrescidos equipamentos eletrônicos e tecnológicos, também serão inseridos a polícia rodoviária federal e a receita federal para intensificar ainda mais o combate ao crime no Acre”, concluiu Brandão.

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