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O combativo Caçapava

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Nasceu na cidade de Caçapava do Sul, no Rio Grande do Sul, distante cerca de 240 km da capital Porto Alegre, em 26 de dezembro de 1954 , Luís Carlos Melo Lopes.

Começou no futebol no time da cidade, o Gaúcho, e em 1972 foi levado para o Internacional, onde passou a ser chamado pelo nome de sua cidade de origem, Caçapava.

Meio campista vigoroso, de pouca técnica, mas com muita disciplina tática e poder incansável de marcação, fez parte de uma das maiores equipes da história do Internacional.

Foi campeão gaúcho em quatro oportunidades, 1974, 1975, 1976 e 1978 e bicampeão brasileiro em 1975 e 1976. Junto com Carpegiani, Batista e Falcão, contribuiu muito para que a equipe colorada tivesse, durante muitos anos, o melhor meio campo do Brasil. O que sobrava em habilidade nos demais companheiros meio campistas era pouco notado em Caçapava, por outro lado, difícil que alguém fosse mais raçudo que ele. Para muitos, era ele quem fazia o trabalha “sujo” que permitia ao espetacular Falcão, um dos maiores jogadores da história do Colorado, ter a liberdade de avançar para o ataque.

Aliás, Falcão sempre foi um grande amigo e costumava dar dicas sobre como marcar alguns jogadores. Certa vez passou horas orientando sobre como ele poderia evitar um espetacular drible, o elástico, que era a marca registrada de Roberto Rivellino. Para executá-lo, o meio campista tricolor, puxava a bola para um lado e saía para o outro. Na primeira oportunidade que teve, Caçapava aplicou um “carrinho” no meio de Rivellino quase que dividindo o adversário em dois. Aborrecido, Falcão foi a sua direção questionando porque não tinha feito o que houvera sido combinado, e ouviu como resposta: “…esqueci para que lado ele ia sair, então resolvi ir no meio…”

A única coisa que media medo no volante era a necessidade de fazer qualquer tipo de cirurgia. Certa vez, após ser informado pelo médico do Internacional, que havia aparecido uma lesão em seu joelho direito no exame de artroscopia, e que por conta disso seria necessário uma operação, Caçapava retrucou: “…mas, doutor, não sinto nada, este joelho do exame deve ser do Batista (seu companheiro de equipe)…”

Entre os anos de 1976 e 1977 chegou a ser convocado para a seleção brasileira, atuando em 4 partidas.

Em 1979, o presidente do Corinthians tentou contratar junto ao Internacional o meio campista Batista, jogador tão combativo quanto Caçapava, mas com maior qualidade técnica, não conseguiu. Como alternativa, fechou junto aos dirigentes colorados outro acordo, a troca do lateral Claudio Mineiro por Caçapava.

Seu estilo de jogo caiu no agrado do torcedor alvinegro, sobretudo por sua raça. Logo em seu primeiro ano conquistou o estadual paulista como titular, condição que manteve durante grande parte do período em que vestiu a camisa do Corinthians.

Em 1982 foi contratado pelo Palmeiras para disputar o Campeonato Paulista. Atuou em poucas partidas, sobretudo devido as inúmeras contusões que prejudicaram seu condicionamento físico, principalmente o seu controle de seu peso. A saída foi passar a peregrinar por várias equipes brasileiras.

No ano seguinte já estava no Vila Nova de Goiás, em 1984, no Ceará, onde, como titular, foi campeão estadual. Em 1985 voltou ao Rio Grande do Sul para atuar no Novo Hamburgo, onde ficou por mais de um ano. De volta ao futebol nordestino, encerrou a carreira atuando pelo Fortaleza em 1987.

Caçapava foi um dos precursores, no Brasil, de uma linha de atletas que não precisou demonstrar muito qualidade técnica para ganhar destaque e importância em sua equipe, mas sim atuar com muita vontade, como se a cada jogada um prato de comida estivesse em disputa.

 

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Cotidiano

Galvez vai enfrentar o ABC, de Natal, pela primeira fase da Copa do Brasil, na Capital

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O outro representante do Acre na Copa do Brasil, Galvez EC terá como adversário o ABC, de Natal, maior campeão estadual do país.

O sorteio da CBF realizado ontem a noite definiu o confronto que ainda não tem data confirmada, mas local sim.

As duas equipes se enfrentam na Arena da Floresta, em Rio Branco, em partida única, com os visitantes tendo a vantagem do empate para avançar no competição.

Em janeiro, a equipe sub 20 do Imperador disputa a Copa São Paulo de Futebol Júnior, e terá entre seus adversários da primeira fase, a forte equipe do Palmeiras.

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Destaque 3

Copa do Brasil: Rio Branco vai encarar o Bahia na primeira fase da competição, no Arena

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O sorteio da CBF, realizado na noite desta quinta-feira (13), definiu os confrontos da primeira fase da Copa do Brasil.

O Rio Branco FC, campeão estadual, vai encarar o EC Bahia, em partida unica. O jogo ainda não tem data definida, mas deve ocorrer entre 6 e 16 de fevereiro de 2019, na Arena da Floresta.

Para se classificar, o Estrelão precisa vencer a partida. Os baianos avançam com o empate.

O vencedor do confronto encara o classificado de Tupi (MG) x Santa Cruz (RN).

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Cotidiano

Master 50: com show de campeão da Copa Norte, Rio Branco goleia e levanta taça

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No futebol quem sabe jogar não desaprende. O atacante Vinicius comprovou essa máxima na decisão do estadual Master 50 na noite de ontem (5) na Arena da Floresta.

Vestindo a camisa do Rio Branco, o agora veterano jogador marcou os 3 gols da vitoria de 3 x 1 sobre os Amigos do Acre e fez aumentar os troféus na galeria do Estrelão.

Vinicius foi campeão da Copa Norte com o Mais Querido em 1997, e marcou um dos gols na memorável vitoria sobre o Remo por (2×1), em pleno Mangueirão, em Belém.

Ao lado de outros grandes craques do futebol local, Vinicius brindou os torcedores com uma apresentação memorável e mostrou que para o futebol habilidade e categoria não tem idade.

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