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A força oculta de Marina Silva

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Tem um personagem que sempre esteve ao lado da presidenciável Marina Silva (PSB) que a imprensa nacional desconhece. Trata-se do jornalista acreano Toinho Alves. Uma pessoa que sempre foi fiel aos seus princípios ideológicos. Apesar de ter transitados pelos primeiros governos da FPA de Jorge Viana (PT) e Binho Marques (PT), Toinho optou em manter-se ao lado de Marina quando o “projeto da FPA” tomou uma direção diferente dos sonhos iniciais da criação de uma sociedade sustentável no coração da Amazônia. Sujeito desapegado e muito conhecido no Acre, Toinho nos mais recentes anos parece ter estado mais ligado às suas convicções espirituais forjadas na Doutrina do Santo Daime do que a busca desenfreada ao poder político. Pelos menos é essa a visão que tenho do Toinho com quem tive o prazer de ter tido “eventuais” boas conversas nesses 12 anos em que moro no Acre.

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A visão de quem está na luta
Conversei com Toinho Alves, que está no Comitê de Campanha da Marina, em São Paulo, nesta quinta, 11, por telefone. Indagado sobre como andam as coisas na disputa presidencial, Toinho filosofou: “Está pau pra comer sabão e pau pra saber que sabão não se come”. O tempo todo atendendo outras demandas típicas de uma campanha enquanto conversava comigo, Toinho explicou: “A tentativa é chegar vivo ao segundo turno. A gente sabia que viria paulada de todos os lados. Mas se a gente chegar lá o jogo será mais equilibrado porque a Marina e a Dilma (PT) terão tempos iguais de rádio e TV. Agora, com pouco mais de dois minutos da Marina contra mais de 10 da candidata do PT fica difícil passar a nossa mensagem para os eleitores,” disse ele.

Para onde vai a eleição
Toinho confessou que na realidade imaginava que a disputa iria para um segundo turno. “Nunca considerei real a fatura já no primeiro turno. Sabia que depois da comoção as coisas entrariam no eixo natural. Claro que a possibilidade de vencer no primeiro turno ainda existe para a Marina e, mesmo para a Dilma. Mas tudo vai depender da performance do Aécio Neves (PSDB). É preciso saber se ele vai conseguir manter os seus percentuais de intenção de votos. Mas tudo indica que haverá mesmo um segundo turno,” avaliou.

Forças desproporcionais
Outro fator que preocupa o jornalista é o poder da máquina governamental e os valores financeiros já arrecadados pela candidata do PT. “A Dilma já conseguiu em torno de R$ 120 milhões de doações. Os outros candidatos conseguiram até agora um terço desse valor. Para quem está no poder é mais fácil encontrar fontes de financiamento,” lamentou Toinho.

A “provável” vitória de Marina no Acre
Quis saber como Marina estava reagindo a possível vitória eleitoral na sua terra natal, já que na eleição de 2010, ficou em terceiro lugar. “A atual campanha é muito diferente da anterior. Ela tinha acabado de sair do PT e se a gente analisar Marina e Dilma tiveram votações próximas em torno de 23%. O Serra (PSDB) teve quase 50%. Muita gente ainda identificava a Marina como sendo do PT. Por isso, as duas dividiram votos nos mesmo campo da “esquerda”. Além disso, Marina estava no PV, um partido pequeno. As pessoas do Acre não acreditavam que Marina poderia ter 20 milhões de votos. Acho que ficou aquela sensação, a nossa conterrânea tinha chances reais de ter ido para o segundo turno e eu poderia ter votado nela. As pessoas não gostam de votar em candidatos sem chances de vitória e os acreanos se surpreenderam com a Marina em 2010,” relatou.

Toinho ressaltou que a projeção política nacional de Marina e as chances reais que têm de uma vitória nacional em 2014 está despertando um sentimento de orgulho nos acreanos. “Agora, a Marina não está mais relacionada com o PT. Já viram que a proposta dela é diferente. A candidatura da Marina tem outro significado do que quatro anos atrás. Além disso, tem muito mais gente trabalhando pela Marina do Acre do núcleo da Rede e também dos partidos aliados,” revelou o jornalista.

Formação da bancada federal
O candidato acreano a deputado federal Raimundo Vaz (PRP) esteve gravando com Marina, em São Paulo. Toinho contou que os partidos que apoiam a Marina à presidência tem 1300 candidatos à Câmara Federal e ao Senado. A eleição de representantes para o Congresso Nacional de apoiadores de Marina será fundamental para uma futura base de governo, caso vença. Assim Marina escolheu os principais de cada partido para realizar gravações individuais porque a agenda de uma candidata à presidência é muito intensa. “Ela está fazendo gravações coletivas e individuais conforme o tempo,” disse Toinho.

O até breve
Para finalizar o bate-papo com o Toinho, me coloquei a disposição para divulgar o que seja necessário a respeito de Marina como jornalista político. Claro que finalizei com aquela típica saudação: “Toinho se precisar de alguma coisa aqui pelo Acre me avise”. O assessor e amigo pessoal de Marina respondeu-me com humildade: “na realidade preciso sim, vote na Marina que você já estará nos ajudando”.

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