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Proposta inovadora da “poupança alfabetização” diferencia Bocalom dos demais postulantes ao Palácio Rio Branco

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“Mas eu não disse que fizessem qualquer coisa, menos registrar 13 candidaturas para deputado federal!”. A bronca toda era por causa do número 13, que o supersticioso Tião Bocalom não quer que figure em nenhuma informação de sua campanha rumo ao Palácio Rio Branco. Sem abandonar o estilo casmurro, o ex-prefeito de Acrelândia vem com a mesma linguagem para esta campanha: maracutaia, corrupção, panelinha, em Acrelândia… são adjetivos utilizados contra o PT do Acre em qualquer minuto de entrevista que lhe é oportunizado.

SEBASTIÃO CHAMADAMas a briga não é somente com o número 13. Em uma sucessão de erros Bocalom jogou fora este ano, primeiro uma confortável candidatura a deputado federal pelo PSDB, na quebra de um acordo que ele fez com Márcio Bittar na pré-campanha de prefeito, em 2012; depois teve um novo episódio que a imprensa tratou como rasteira, desta vez com o desastrado senador Petecão. Quando todos diziam que Bocalom estava fora da disputa majoritária foi a mão amiga de Petecão – numa clara demonstração de tentar enfraquecer o grupo de Márcio Bittar – que lhe ajudou a conseguir o DEM. Depois de ser empossado como presidente do partido, Bocalom se esqueceu do pacto e lançou sua candidatura majoritária – a quarta consecutiva – e terceira concorrendo ao cargo de governo do Estado, sem a análise de melhor nome nas intenções de votos entre o dele e o de Petecão. Foi com clara intervenção dentro do DEM que acabou fazendo tudo que combatia em discurso.

Marcio ChamadaSeguindo a mesma linha de cardeais da Frente Popular do Acre – onde esteve durante o ano de 2008 ocupando cargo de secretário de agricultura – Bocalom vê como natural os conflitos lhe envolvendo com lideranças do PSDB e PSD. “Não tenho inimigos políticos, tenho adversários”, faz questão de afirmar.

Mas este não é o único assunto que consegue lhe tirar do sério. A sua suposta aproximação com o grupo do contraventor, Carlinhos Cachoeira é outra história mal explicada. A campanha de Bocalom para governo seria financiada por Thiago Fernandes Rodrigues Teixeira, sócio do advogado Neilton Cruvinel que defendeu o ex-senador Demóstenes – acusado por oito crimes de corrupção passiva, além do crime de advocacia.

Na sua pré-campanha, Bocalom confirmou em entrevista concedida ao programa Gazeta Entrevista (Tv Gazeta), que o DEM negociou a pré-candidatura de Thiago Fernandes Rodrigues Teixeira para deputado federal no Acre, em troca de ajuda financeira para a sua campanha. Thiago é lotado no gabinete do senador José Agripino com quem Bocalom esteve na última semana em Brasília e que coincidentemente é o coordenador de campanha do presidenciável Aécio Neves.

Agora Bocalom nega que esse projeto de candidatura de Thiago Fernandes tenha tido êxito. Indiferente à enxurrada de fatos contra a sua imagem, aposta no chamado recall eleitoral para vencer as eleições deste ano. Quem entra na nova sede do DEM, localizada na Avenida Nações Unidas, na capital, recebe como cartão de visita um material reproduzido em preto e branco que apresenta dados de uma pesquisa registrada no TRE-AC sob nº 023/2014 (pelo Instituto Phoenix) em que coloca o democrata em vantagem pela disputada do executivo acreano.

Na pesquisa que Tião Bocalom prefere não acreditar, feita pelo Instituto Delta em junho deste ano, os números indicam que a pecha de não cumpridor de promessa não pegou. Apenas 8% o veem assim. Ele é visto por 11,32% dos entrevistados como um político honesto e por outros 11% como bom gestor. Esta última imagem, de administrador, a equipe de campanha garante trabalhar durante o horário eleitoral. É a certeza de ouvirmos repetidas vezes o nome Acrelândia no horário nobre. A ladainha não deu certo em 2012, mas quem não abre mão dela é o próprio candidato.

Além dessa, qualidade, ética e transparência serão peças de marketing na campanha do democrata. O plano de governo registrado no TRE fala dessa disciplina para aplicar bem o dinheiro público e no atendimento as pessoas. A promessa é a de que será o governo mais transparente do Brasil já no primeiro ano de mandato, caso seja eleito. O apoio à produção, uma das marcas de seu discurso também será focado. Para o democrata, a enchente do rio Madeira fortaleceu sua tese de Produzir Para Empregar. Ele aposta no apoio da zona rural para ir ao segundo turno com Sebastião Viana (PT) ou Márcio Bittar (PSDB).

Como Bocalom vai conseguir mostrar isso em pouco mais de 120 segundos, talvez seja a maior equação que vem tirando o sono do professor de matemática. Com números reduzidos de partidos coligados (apenas PMN e PV), o ex-prefeito de Acrelândia perderá quase cinco minutos de programa de rádio e tv com relação à eleição de 2010. Deve aparecer pouco mais de meia hora na telinha da TV (incluindo as inserções partidárias).

Para tornar sua campanha mais criativa e menos jornalística, Bocalom oficializou divórcio com o marqueteiro baiano Zé Américo que lhe acompanhou desde 2006. Em fevereiro de 2013, o publicitário ameaçou entrar na Justiça para receber a última parcela do contrato firmado com o PSDB para prestação de serviços durante o 1º turno e todo o valor acertado para o 2º turno do período eleitoral de 2012. Mas o desfecho desse mal entendido acabou bem para ambos os lados.

Uma equipe de Rondônia (mesmo estado do Instituto Phoenix) foi contratada para o desafio de eleger Bocalom governador. É aí que o DEM esconde o jogo, não revela como fará para dividir o minguado tempo de rádio e tv com as aparições de Tião Bocalom e seu vice, o deputado federal Henrique Afonso que tem forte influência em Cruzeiro do Sul e no segmento evangélico..

O que a direção do partido não esconde é o arsenal que está sendo preparado contra o governador Sebastião Viana. A Coligação trabalha fortemente elementos da realidade. Pretende unir política e economia no mesmo diagnóstico. A publicidade deve permanecer em torno do escândalo G7, manter como pauta a corrupção e pontos que considera frágeis da gestão do petista Sebastião Viana, como saúde, segurança pública e geração de emprego e renda. Nesse sentido, Bocalom quer contar com o PSDB como aliado. “Eles vão ter mais tempo de televisão, o Márcio precisa bater”, receitou.

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Bocalom afirma não ter medo de nada que possa ser rebatido pela Frente Popular, nem mesmo o avivamento do processo do INCRA que em 2012 o acusou por grilagem em terras destinadas à reforma agrária e falsa declaração patrimonial à Justiça Eleitoral.

Se a Frente Popular escalou o prefeito Marcus Viana para coordenar a campanha em Rio Branco, a Coligação Produzir para Empregar aposta em Henrique Afonso para reverter o quadro político em Cruzeiro do Sul, aonde Bocalom patina com 11% das intenções de votos e tem mais de 21% de rejeição (segundo pesquisa Delta). Henrique Afonso teve 47% dos votos válidos na última eleição para prefeito.

O que parece ser novo na proposta de Bocalom, identificado pelos mais críticos como “eterno candidato”, são promessas registradas em seu plano de governo que atingem grandes massas como a de Bolsa Jovem – destinada a estudantes do ensino médio e a poupança alfabetização. Este último projeto foca 118 mil analfabetos no Acre (dados do IBGE fornecidos pela coligação).

Mais rico – conforme dados de patrimônio informado ao TRE – aos 61 anos, Bocalom afirma que está preparado psicologicamente para o embate. Este ano, ele não contará com o apoio nas ruas da esposa, dona Beth Bocalom, que vem enfrentando problemas de saúde. Na semana passada também perdeu uma irmã vitima de câncer. Mas o vovô Bocalom, como é chamado carinhosamente pelas netas, afirma que isso tudo está superado. De nova moradia – uma casa alugada no bairro do Bosque -, o democrata diz que sua preparação física é feita nas ruas, para onde sai às 5 horas da manhã. Com o slogan “a mudança que o povo quer”, ele acredita que será identificado com verdadeira oposição. Mas jura que não vai agredir Márcio Bittar de quem espera apoio no segundo turno. Talvez, por isso, Bocalom ainda atenda no antigo telefone que tem 45 como prefixo, diferentemente do 13. Esse número não é permitido no seu vocabulário.

“Vou para as ruas sem ódio, mas com oposição firme que mostra os erros e as maracutaias do PT”, concluiu.

Dados de Bocalom
Nome de batismo: Sebastião Bocalom Rodrigues
Idade: 61 anos (18/05/1953)
Naturalidade: Bela Vista do Paraiso
Estado Civil: Casado(a)
Ocupação: Professor de Ensino Médio
Escolaridade: Superior completo

Urna_ BocalomCandidato a Governador Bocalom 25
Número: 25
Nome para urna: Bocalom
Cargo a que concorre: Governador
Estado: Acre
Partido: Democratas
Coligação: PRODUZIR PARA EMPREGAR (DEM / PV / PMN)

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Na rede

TRE alinha com o exército ações de segurança nas eleições do Juruá

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A presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE), Denise Bonfim, e o vice-presidente e corregedor da Corte, desembargador Luiz Camolez, em agenda de trabalho, reuniram-se, na tarde da última quinta-feira, 22, no município de Cruzeiro do Sul, com o comando do 61º Batalhão de Infantaria de Selva, representado, na ocasião, pelo seu subcomandante, tenente-coronel Kenzo, e pelo major Vinícius.

Da reunião, que teve o propósito de alinhar ações institucionais voltadas à segurança das Eleições 2020, no âmbito da 4ª Zona Eleitoral (4ª ZE), que abrange os municípios de Cruzeiro do Sul Mâncio Lima, Marechal Thaumaturgo, Porto Valter e Rodrigues Alves, também participaram o juiz-auxiliar da Presidência do TRE, Lois Arruda, e o juiz eleitoral da 4ª ZE, Marlon Machado.

Durante o encontro, que aconteceu no Batalhão Marechal Thaumaturgo de Azevedo – 61º BIS, os desembargadores Denise Bonfim e Luiz Camolez, ao agradecerem pela receptividade e atenção prestadas pelos oficiais do Exército Brasileiro, fizeram questão de destacar o incondicional apoio das Forças Armadas à Justiça Eleitoral.

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Cotidiano

Advogados de Duarte estudam ação contra abuso e Socorro diz que agiu como prefeita, não como candidata

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Os advogados do deputado e candidato à prefeitura de Rio Branco pelo MDB, Roberto Duarte, estudam ingressar com ação junto a Justiça Eleitoral contra um suposto abuso de poder político praticado pela prefeita de Rio Branco, Socorro Neri. A denúncia seria motivada devido a prefeitura ter dado apoio e suporte a Edi Carlos de Aquino, feirante que trabalha na região do Boa União, que foi abordado de maneira equivocada pela fiscalização do município no último final de semana.

Nas imagens divulgadas no último sábado, 14, o uso da força é utilizado pelos fiscais da prefeitura para destruir a barraquinha do feirante que vende melancia, tudo isso com o apoio e o consentimento de agentes da Polícia Militar do Acre. Após o episódio, o feirante teria recebido uma estrutura nova por parte da Safra.

Socorro Neri, em resposta a ação proposta pelos advogados de Duarte, diz que agiu como prefeita e não como candidata: “Sou prefeita e já atuei na área de assistência social. É minha obrigação cuidar da cidade e das pessoas. Mandei apurar possíveis excessos e não concordo que um pai de família tenha seu instrumento de trabalho destruído pela municipalidade. A prefeitura tentou corrigir um erro. Era o mínimo que um prefeito pode fazer”.  Explicou ela. Neri acrescenta que “não houve cessão e nem doação da barraca, apenas permissão de uso como é feito com os demais feirantes dessa ação permanente que a prefeitura desenvolve”.

Em nota, a prefeita Socorro Neri lamentou a situação do feirante. Ela chegou a visitar o feirante no domingo, 25, para pedir desculpas e afirmar que não concordava com o tipo de abordagem dos fiscais do município.

A ação dos advogados teria como pano de fundo a Lei Eleitoral 9504/97 que no artigo 73 aponta que são proibidas aos agentes públicos, servidores ou não, as seguintes condutas tendentes a afetar a igualdade de oportunidades entre candidatos nos pleitos eleitorais de usar materiais ou serviços, custeados pelos Governos ou Casas Legislativas, que excedam as prerrogativas consignadas nos regimentos e normas dos órgãos que integram ou fazer ou permitir uso promocional em favor de candidato, partido político ou coligação, de distribuição gratuita de bens e serviços de caráter social custeados ou subvencionados pelo Poder Público.

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Acre

Com 25 pessoas na UTI, Acre tem 111 internações por Covid-19

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A taxa geral de ocupação de leitos de Unidade Tratamento Intensivo (UTI) exclusivos para pacientes com a Covid-19 no Acre está em torno de 26%. Os dados são do boletim deste domingo (25).

Os dados são do Boletim de Assistência ao Enfrentamento da Covid-19, emitido pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). O boletim mostra a ocupação de leitos do Sistema Único de Saúde (SUS), por especialidade do leito e por regional.

Segundo dados oficiais, das 111 internações em leitos do SUS, 61 testaram positivo para Covid-19, ou seja, a maioria das pessoas que buscam atendimento médico foram infectadas pelo vírus. Os leitos clínicos, pediátricos e obstétricos registram 86 internações em decorrência da Covid-19.

Na região do Baixo Acre, que engloba as cidades de Rio Branco, Sena Madureira, Plácido de Castro e Acrelândia, das 70 Unidades de Tratamento Intensivo (UTI), 19 estão ocupadas registrando uma taxa de ocupação de 27%.

Já região do Juruá, que engloba Cruzeiro do Sul, Tarauacá e Marechal Thaumaturgo, dos 20 leitos de UTI existentes, cinco estão ocupados, registrando 25% de ocupação. Os leitos clínicos somam 95 e 05 estão ocupados, registrando 5% de ocupação.

Já regional do Alto Acre, que engloba as cidades de Brasileia e Epitaciolândia, dois leitos de enfermaria estão ocupados, num total de 19 leitos disponíveis. A regional do Alto Acre é a única que não tem leitos de UTI para a Covid-19.

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Cotidiano

Dois são denunciados à PF por tentaram obter registro de médico com diplomas falsos

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Dois homens foram denunciados pelo Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC) ao Ministério Público Federal (MPF) e à Polícia Federal (PF) por tentarem obter registro profissional no Estado com diplomas falsos de Medicina.

Após checagem junto à instituição de ensino superior onde os supostos médicos teriam estudado, o setor de registros do CRM-AC descobriu que não consta nenhuma informação sobre disciplinas do curso de Medicina cursadas pelos dois homens. Além disso, existem outras inconformidades nos diplomas apresentados como a questão das assinaturas das autoridades, formato dos carimbos e sigla da universidade, que não seguem o padrão dos demais documentos da instituição.

O CRM-AC indeferiu os pedidos de registro dos dois falsos médicos e ainda acionou a PF e MPF para tomarem as devidas providências.

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Bombando

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