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Prepare os ouvidos: candidatos vão colocar a boca no trombone

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A final da Copa é no próximo domingo, dia 13. Se o Brasil passar pela Alemanha a campanha política de 2014 ainda continuará incubada. Mas se a festa para o Brasil terminar na terça, dia 8, o barulho literalmente vai começar. São centenas de candidatos a deputado estadual e federal que sonham com um lugar ao Sol. A maioria desconhecidos que tem “ideias geniais” para salvar a população dos problemas sociais e transformar o Acre num paraíso. Querem uma chance para mostrarem o quanto são capazes e, se der, claro, ainda terem uma ascensão social e financeira. Não custa nada sonhar. Mas a realidade é que são bem poucos que têm chances reais de chegar à ALEAC ou à Câmara Federal. Aqueles que têm menos posses se utilizarão dos “bocas de ferro” ou carros de som com aquelas musiquinhas chatas e propostas mirabolantes. Vão tentar convencer os eleitores no “grito” de que merecem ser deputados ou deputadas. Portanto, é melhor relaxar porque o TRE libera está semana a propaganda sonora e durma-se com um barulho desses.

A difícil eleição para estadual
Apenas 24 vagas para centenas de candidatos. A eleição para deputado estadual é difícil. Além de ser a disputa que mais favorece a compra de votos tem ainda outro problema. O Acre ainda é um estado pequeno em que quase todo mundo conhece todo mundo. Difícil o eleitor que não terá um parente ou um vizinho na disputa para estadual.

Muito dinheiro por nada
Os candidatos majoritários apresentaram sua declarações de bens. Não tem nenhum pobre na história. Alguns declararam menos do que realmente têm. Mas isso não importa se trabalharem para ajudar no crescimento social do Acre.

Já dizia Joãozinho Trinta…
Pobre gosta de luxo. Quem vai ser louco de votar num miserável? Pensam que se o candidato não tem nada está entrando na política para se dar bem. Assim a luta de classes passa por outras esferas. Na eleição nem todos os gatos são pardos.

A esperança ainda existe
Me lembro da primeira eleição da favelada Benedita da Silva (PT). Quem a elegeu vereadora foi a elite rica da zona sul do Rio de Janeiro. Depois virou senadora e governadora. Mas quem sempre elegeu Benedita foi a elite. Ou alguém acredita ser possível se eleger apenas no grito?

Lembranças de Lula
O ex-presidente Lula (PT) só elegeu-se em 2002 porque conseguiu provar para as elites que não transformaria o Brasil num país socialista. Ninguém perderia seus bens e tudo continuaria “mais ou menos” igual. Surgiu o Lula paz e amor, uma criação do gênio da política José Dirceu.

Questão de opinião
Podem gostar ou não do Zé Dirceu. Mas sem ele não existiria Lula presidente. Foi o grande articulador da campanha vitoriosa de 2002. Depois cometeu os seus “pecados” e está pagando até hoje. Mas foi quem colocou o PT no poder.

“Os coxinhas”
Os militantes de esquerda do Rio de Janeiro chamam os políticos conservadores de “coxinhas”. O termo se refere a elite paulista. Mas a origem são os policiais paulistanos que paravam nos bares e usavam da “autoridade” para comerem coxinhas de graça.

A hora dos conservadores
Muitos candidatos vão se utilizar de questões morais para tentarem se eleger. Essa mistura maluca de algumas religiões evangélicas com a política gerou esse sentimento de Tradição, Família e Propriedade. A TFP nunca esteve tão viva.

Guela abaixo
O candidato ao Senado Gladson Cameli (PP) teve que aceitar como seu segundo suplente o Missionário José. Mas quem não se lembra que Tião Viana (PT) na sua primeira eleição ao Senado também teve um segundo suplente desse tipo? E que depois ainda virou adversário?

Só um detalhe
Será que alguém acha que o eleitor vota no segundo suplente? O professor Coelho (sem partido) pode contar bem essa história. Passou oito anos sonhando em ser senador ao menos um dia e vai ficar só na vontade.

Parceira
Gladson fez bem de prestigiar a deputada federal Antônia Lúcia (PSC). Também acalmou os ânimos do PMDB que queria que o acordo fosse cumprido. Quem vai votar vai escolher Gladson, Perpétua (PC do B) ou os outros candidatos. Duvido que um suplente mude alguma coisa.

Saiu por cima
A jornalista Silvânia Pinheiro (PP) nunca foi política. Estaria compondo a chapa de Gladson por uma necessidade momentânea. Tanto que Antônia Lúcia conversou com ela no meio do furacão. Depois manifestou o seu carinho por Silvânia através das redes sociais.

Desejo mórbido
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), disse numa entrevista recente que se a Argentina fosse a campeã da Copa do Mundo iria se matar. Milhares de adversários do prefeito têm torcido pela Argentina com toda a força na esperança da proposta se cumprir.

Vai esperando…
Mas tem uma parte de adversários do prefeito carioca mais conscientes que continuam a torcer para o Brasil. O argumento é que não se pode acreditar em promessas de políticas. E estão pra lá de certos…

Rio, terra da Dilma
Se tem um lugar onde Dilma Rousseff (PT) terá uma votação expressiva será no Rio de Janeiro. Todos os principais candidatos a governador estarão ao lado da mulher. Garotinho (PDT), Crivela (PRB), Pezão (PMDB) e Lindemberg (PT) terão como candidata à presidência Dilma. Ainda que aja alguns rachas internos nesses partidos, mas todos tiveram relação direto com o seu governo. No Rio de Janeiro e no Nordeste Dilma deverá sair vitoriosa. Soma-se a isso o fato da Copa estar sendo um sucesso. Acho que Lula vai continuar curtindo a sua aposentadoria numa boa…

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