Conecte-se agora

Respeitem o futebol assim como o Carnaval

Publicado

em

unnamed (1)

Ladeira da cidade de Gonçalves, encravada na Serra da Mantiqueira, no interior de Minas Gerais

Sou a favor da luta dos direitos dos trabalhadores (mas sou contra a sabotagem de algumas categorias profissionais que, no fim, estão somente prejudicando a população), bato palmas para quem reclama dos altos custos das obras dos estádios e dos projetos de mobilidade urbana que não foram concluídos (mas sou contra sair quebrando o já combalido patrimônio público como forma de protestar), e respeito aqueles que pedem “Padrão Fifa” na educação, na saúde e na segurança (mas sou contra quem acha que isso é somente problema do governo federal, quando todos são culpados da inércia: governos federal, estaduais e municipais, inclusive muitos deles que nós mesmos elegemos nos últimos seis anos, quando o Brasil se engajou na organização do Mundial de futebol).

Admito que alguns não concordem com a realização da Copa do Mundo, mas não deixar os outros torcerem pelo Brasil é uma babaquice sem fim. É hora sim de torcer para que o País ganhe o hexa sobre a Espanha, a Alemanha, a Argentina…

Futebol é apolítico, faz parte da cultura popular nacional. É obrigação de qualquer brasileiro respeitar cada um que veste a camisa do Brasil, empunha uma bandeira, decore a sua rua. Não tem nada a ver com outros desejos da população que, repito, devem ser aceitos, desde que feitos com honestidade e senso de responsabilidade, principalmente agora durante a Copa do Mundo.

É preciso respeitar, mais do que nunca, não somente o seu direito, mas também dos outros em seu momento de celebração inconteste de seus costumes e hábitos. Fora isso é diminuir a importância e o significado do Brasil, que é muito maior, mas muito maior, do que políticos corruptos e cidadãos mal intencionados.

Isso é como impedir a realização do Carnaval, que também é outra manifestação de costumes e hábitos arraigados no Brasil. Podem até não gostarem, mas é preciso respeitar a iniciativa de participação popular dos outros. De novo, o Carnaval é muito maior, mas muito maior, do que políticos corruptos e cidadãos mal intencionados, embora sejam muitas vezes eles que também se metem na organização desta celebração tipicamente brasileira, desperdiçando milhões de reais…

Bandeirinhas penduradasno bairro da Vila Madalena, em São Paulo

Bandeirinhas penduradasno bairro da Vila Madalena, em São Paulo

Propaganda

Acre

Com pinta de campeã, bloco Unidos do Fuxico incendeia avenida

Publicado

em

O luxo das fantasias, a bateria ritmada e o capricho nas alegorias mostrou um bloco com jeito de escola de samba.

A Unidos do Fuxico, resultado da junção da antiga escola Unidos do 15 com o bloco Vila do Fuxico trouxe luxo e bem mais profissionalismo que os outros blocos que desfilaram até agora na Epaminondas Jácome.

Mesmo com o início de uma tímida chuva, os cerca de 300 integrantes levantaram o público que se encantou com as cores e o brilho das fantasias.

O enredo escolhido foi a educação. “As letras são o caminho” dizia o samba.

No carro abre-alas uma sala de aula e seus estudantes, cada um com um exemplar da Constituição Federal.

FOTOS: KENNEDY SANTOS

O bloco esnobou com a presença da rainha de bateria Chayene Crystine que desfilou no carnaval de São Paulo e foi campeã no grupo de acesso com a escola Pérola Negra.

“Cheguei de São Paulo direto para o carnaval da minha cidade. Não podia deixar de sair no bloco do meu bairro. Já tive sorte no carnaval paulista e vamos com tudo com a Unidos do Fuxico”.

Wellington Fraga, presidente do bloco, destaca que foram gastos cerca de 30 mil reais. “Como quase não temos apoio, realizamos durante todo o ano rifas, bingos e corremos atrás de patrocínio”.

FOTOS: KENNEDY SANTOS

Outro diferencial do bloco é a bateria, afinada e ritmada fez o público sair do chão. Duas integrantes chamavam atenção. Alana e Naula, de 10 e 8 anos respectivamente, mandaram muito nem no tamborim.

Outro diferencial do bloco foi a presença de dois professores da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) que traduzia a letra do samba pela avenida.

FOTOS: KENNEDY SANTOS

A verdade é quem assistiu o desfile da Unidos do Fuxico saiu com a sensação de que não falta nada para o bloco ser chamado de escola de samba.

Continuar lendo

Esporte

Os inúmeros desafios do novo presidente da FIFA

Publicado

em

É difícil traçar todos os desafios pela frente do novo presidente da FIFA, o suíço Gianni Infantino, mas alguns parecem evidentes.

A começar pela resolução de questões domésticas da entidade. É que desde que estourou os escândalos no futebol em maio do ano passado, envolvendo seus dirigentes, a FIFA passou a ter dificuldade de atrair patrocinadores para as suas atividades.

A entidade fechou o ano de 2015 com déficit, resultado raro nas décadas recentes. Um rombo de mais de US$ 100 milhões e, se continuar, pode levar a FIFA à falência a médio prazo.

Uma limpa ainda deverá ser feita dentro dos quadros da casa, de funcionários a membros de comitês (corrupção de alta monta, como se sabe, nunca é de uma pessoa, mas de quadrilha) – a ação, aliás, já começou, sendo o caso mais notório (por enquanto) o do secretário-geral Jérome Valcke, que criticava regularmente a organização da Copa no Brasil, mas depois foi acusado de receber comissão na venda irregular de ingressos para a mesma competição.

Feito o dever de casa, Infantino vai ter que tratar de perto das relações com as confederações continentais e federações dos países membros. De acordo com as investigações dos Estados Unidos e Suíça sobre o futebol, pelo menos duas confederação (Concacaf e Conmebol) e várias federações (incluindo CBF) estão comprovadamente envolvidas em casos de corrupção – as outras quatro confederações estão sob suspeição. É inegável a necessidade de impor controle maior sobre elas – e exigir ética.

Chama à atenção a informação da própria FIFA de que 25% dos valores de negociações e transferência de jogadores são sonegados ou fruto de lavagem de dinheiro. O caso não espanta quando volta e meia um atleta brasileiro é vendido para o exterior e nós, torcedores, ficamos a perguntar: nossa, mas o jogador vale mesmo isso? Não é muito dinheiro? Pois é…

A FIFA, como reguladora do futebol no mundo, deve olhar isso. Não é possível continuarem usando largamente o esporte mais popular do mundo para transações financeiras escusas – isso estabelece no meio um ambiente de leis próprias.

Sobre as competições por ela organizadas, a entidade deveria se centrar em dar transparência e oferecer concorrência mais justa nos acordos com parceiros (patrocinadores, mídia e serviços operacionais), principalmente na Copa do Mundo, quando valores de contrato ultrapassam a casa de um bilhão de dólares.

Também se faz necessário prover relações mais claras com governos que recebem – e investem – nas Copas do Mundo. A FIFA precisa deter a megalomania de países-sede e propor a realização do Mundial de forma mais exequível e coerente com as condições do anfitrião – ou então, procurar alguém que o faça sem contratempos e desconfiança da população.

O recente congresso da FIFA que elegeu Infantino aprovou uma série de medidas para resgatar a credibilidade da entidade – inclusive limitando a presidência a 12 anos de mandato; Joseph Blatter permaneceu 17 anos no poder e o brasileiro João Havelange, acusado de montar o esquema de corrupção na FIFA, 25 anos.

Mas sugiro ao novo presidente, antes de mais nada, contratar uma boa banca de advogados. Não é difícil supor que exista uma grande máfia no futebol mundial. Ele vai precisar para combatê-la.

 

 

 

 

 

 

 

Continuar lendo

Bombando

Newsletter

INSCREVER-SE

Quero receber por e-mail as últimas notícias mais importantes do ac24horas.com.

* indicates required
Propaganda
Propaganda

Mais lidas