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Depois de ser exonerado de cargo de direção para disputar eleição Henrique Corinto é nomeado assessor especial por Sebastião

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Parece mentira, mas não é. O diretor-presidente do Instituto Socioeducativo (ISE), Henrique Corinto, que foi exonerado no dia 1o de abril, para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), com direito a solenidade na Casa Rosada, patrocinada pelo governador Sebastião Viana (PT), foi nomeado novamente como assessor de planejamento do ISE, no dia 13 de maio.

A suposta manobra foi denunciada por dirigentes de partidos nanicos da Frente Popular, coligação capitaneada pelo PT. Para eles, o governo fez um tipo de “ato secreto” para beneficiar Corinto, que é filiado ao PCdoB, segundo partido na hierarquia da FPA. Henrique Corinto foi exonerado por força de lei que prevê o afastamento do ordenador de despesas seis meses antes do pleito.

Revoltados com a falta de espaço e estrutura para seus candidatos, os dirigentes de partidos nanicos acreditam que os cardeais petistas estariam fazendo uma manobra para burlar a lei eleitoral e “beneficiar apadrinhados”, mantendo os altos salários até um período mais próximo das eleições. No cargo que ocupa, Henrique Corinto, terá que se afastar apenas três meses antes da eleição.

Procurado pela reportagem, Corinto lembrou do que determina a lei eleitoral, além de negar que esteja sendo beneficiado. “Estas pessoas que denunciam deveriam vir para o debate isento e sem preconceito. Estou tendo mais prejuízo do que benefícios, explico: enquanto os outros que se afastaram estão em plena campanha, eu só posso fazer isso aos finais de semana”, enfatiza.

SECRETOS_01

O novo assessor de planejamento do ISE afirma que foi nomeado para dar continuidade aos projetos que iniciou para os jovens que cumprem medidas socioeducativas. “Como tínhamos projetos em andamento, não ligados a área orçamentária, o governo achou melhor que eu permanecesse. Fui nomeado e estou cumprindo minhas quarentas horas”, destaca Corinto.

Henrique corinto lembra ainda que na função que ocupa não teria condições de fazer o uso da máquina para beneficiar sua candidatura. “Minha função é de fazer planejamento, desenvolver os projetos em andamento e prestar contas. Esta questionada vantagem se torna prejuízo, já que não tenho o mesmo tempo dos demais secretários e ainda vou à convenção para saber se serei candidato”.

Outros pré-candidatos da FPA permanecem em seus cargos de assessor especial do governo, como é o caso do ex-presidente do PT, Leonardo Brito e o ex-prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim, que disputarão vagas na Câmara Federal. Nos meses que antecedem a eleição, iniciou-se uma verdadeira guerra entre os partidos da coligação. Eles reivindicam estrutura de campanha.

EXONERAÇÃO DO CARGO DE DIREÇÃO

ESTADO DO ACRE

DECRETO No 7.267 DE 31 DE MARÇO DE 2014

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE, no uso da atribuição que lhe confere o art. 78, inciso VI, da Constituição Estadual,

2 Quarta-feira, 02 de abril de 2014 No 11.277 DIÁRIO OFICIAL

RESOLVE:

Art. 1o Exonerar, a pedido, JOSÉ HENRIQUE CORINTO DE MOURA, do cargo de Diretor-Presidente do Instituto Socioeducativo do Estado do Acre – ISE, nomeado através do Decreto n° 3.132, de 16 de janeiro de 2012. Art. 2o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos a contar de 1o de abril de 2014.

Art. 3o Revogar o Decreto no 4.883, de 28 de novembro de 2012.

Rio Branco-Acre, 31 de março de 2014, 126o da República, 112o do Tratado de Petrópolis e 53o do Estado do Acre.

Tião Viana

Governador do Estado do Acre

NOMEAÇÃO NO CARGO DE ASSESSOR ESPECIAL

ESTADO DO ACRE

DECRETO No 7.586 DE 13 DE MAIO DE 2014

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE, no uso da atribuição que lhe confere o art. 78, inciso VI, da Constituição Estadual,

RESOLVE:

Art. 1o Nomear JOSÉ HENRIQUE CORINTO DE MOURA, para exercer o cargo de Assessor Especial de Planejamento do Instituto Sócioeduca- tivo do Estado do Acre – ISE.

Art. 2° Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos a contar de 1o de abril de 2014.

Rio Branco-Acre, 13 de maio de 2014, 126o da República, 112o do Tratado de Petrópolis e 53o do Estado do Acre.

Tião Viana

Governador do Estado do Acre

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Cidades

Mercado financeiro reduz projeção de crescimento da economia para 2,48%

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A projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia, este ano, foi levemente reduzida. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi ajustada de 2,50% para 2,48%.

Para 2020, a estimativa de crescimento do PIB subiu de 2,50% para 2,58%. Em 2021 e 2022, a expectativa segue em 2,50% de crescimento do PIB. As projeções são do boletim Focus, publicação semanal do BC, com estimativas de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Inflação

A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) permaneceu em 3,87%, este ano. Para 2020, a previsão para o IPCA permanece em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração na estimativa: 3,75%.

A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. A estimativa para 2020 está no centro da meta (4%). Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022.

Para controlar a inflação e alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano, até o fim de 2019. Para o final de 2020, a estimativa para a taxa é 8% ao ano, assim como a previsão para 2021 e 2022.

A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).

A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro neste ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação.

Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Dólar

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,70 no final deste ano e em R$ 3,75, no fim de 2020.

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