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Deputados trocam farpas por causa de invasão de PMs à delegacia

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O primeiro dia de sessão na Aleac, após o carnaval foi marcado por uma troca de farpas entre os deputados estaduais. Eles fizeram um bate-boca na manhã desta quinta-feira (6), por causa da invasão à Defla por policiais militares para libertar o sargento James Wendel, que recebeu voz de prisão do delegados Leonardo Santa Bárbara, por desobediência e falso testemunho.

O militar aposentado, Major Rocha (PSDB) defendeu os policiais militares e disse que há uma crise instalada entre as polícias Militar e Civil. O Deputado tucano diz que existe um grupo de delegados trabalhando contra a segurança pública. “Existe um grave problema na segurança pública. Se eu estivesse no comandando aquela operação, eu teria dado voz de prisão ao delgado”, diz Rocha.

Segundo o parlamentar, “é inadmissível que mais uma vez, um profissional de segurança seja desrespeitado ao exemplo dos 11 policiais militares que foram presos e expostos como criminosos pela cúpula da Polícia Civil”, enfatiza Rocha ao afirmar que o delgado Leonardo Santa Bárbara teria um histórico de truculência envolvendo até o presidente da OAB Acre.

O delegado/deputado Walter Prado (PROS) retrucou Rocha. Para Prado existiu um desequilíbrio momentâneo entre as policiais Civil e Militar, que poderia ter resultado numa tragédia se um dos envolvidos tivesse sacado uma arma. “A solução seria acionar o promotor e o juiz plantonista para dirimir sobre o caso. Não precisa fazer o arrebatamento do sargento na base da força”.

Walter Prado acredita que o problema maior não foi a invasão, mas a tentativa de desmoralizar a Polícia Civil. “O ato de invadir delegacia não é um ato de equilíbrio. Teria que chamar o promotor e o juiz para corrigir os excessos que estavam sendo cometidos pelo delegado. Se invadir o quartel está errado, se invadir a delegacia também está errado foi uma ação antijurídica”.

Rocha rebateu Prado e disse que não fez a defesa da invasão. “Segundo os próprios policiais, a invasão não aconteceu. O que eu disse é que o povo do Acre está refém de uma briga que é visível. Um episódio que marcou esta crise foi a prisão de 11 policiais que foram tratados como criminosos. Eles tiveram uma condenação prévia e foram expostos como criminosos”.

Segundo o líder tucano, “um grupo de delegados está criando todos os obstáculos possíveis para dificultar a ação dos policiais militares”. O líder do governo, Astério Moreira (PEN) também rechaçou as declarações de Rocha. “Não vejo uma grave crise entre a Polícia Civil e a Polícia Militar. Não são todos os policiais que estão envolvidos nesta questão. Se a PM errou quem vai dizer é o MP e a Justiça”.

Apesar de afastar a crise institucional, Astério reconhece que a situação “no momento foi grave, que poderia sim, acontecer uma tragédia com alguém usando uma arma, mas o caso tem que ser apurado na instância certa”. O comunista Eduardo Farias disse que os envolvidos devem receber punição exemplar. Para ele, não se trata de uma briga de corporações, mas uma disputa de egos.

 

 

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