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Artistas acreanos participam da abertura da 4ª edição do Pachamama

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Com um colorido latino-americano e um batuque afro-brasileiro o grupo Tambor de Fulô e seus Cravos sacudiu, na noite desta segunda-feira, 18, a abertura do 4º Festival Internacional Pachamama – Cinema de Fronteira. Com a música Doce Herói escrita por Keilah Diniz, o grupo homenageou o sindicalista e ativista ambiental Chico Mendes, para o qual o Pachamama dedica esta edição.

IV Pachamama-Cinema de Fronteira_Talita Oliveira (14)

O movimento fez referências ao maracatu, coco, ciranda, afoxé e outros representantes dos folguedos tradicionais, incluindo as representações locais. O grupo começou em 2010 com Marilua Azevedo, Dani Mirini, Lídia Sales, Natielly Pereira e Camila Cabeça  (que puxa a cantoria) e não limita, em números, a participação de mais gente. Atualmente, três rapazes 0, e hoje conta com integrantes homens.

“O grupo é um aprendizagem constante, e o nosso objetivo é fortalecer as praticas musicais, temos trabalho dentro da universidade e também na comunidade. O nosso trabalho não é só mais um maracatu, é um trabalho voltado também à música acreana, aos nossos artistas. Só temos a agradecer pelo convite, e dizer que é uma honra estar homenageando a nossa história, o Chico Mendes”, afirma Camila Cabeça.

IV Pachamama-Cinema de Fronteira_Talita Oliveira (25)

Outro artista da música acreana foi destaque na abertura no 4º Festiva de Pachamama. Com as músicas “Rainha da Floresta” e “Rio Estranho” o artista Pia Vila cantou e emocionou o público presente no Cine Teatro Recreio. É a primeira vez que ele participa do festival. Pia Vila é veterano no cenário musical do estado. Tem na bagagem a participação de várias edições do Festival Acreano de Música Popular (Famp), do qual foi convidado especial em 2003. Foi vencedor do 7º Festival de Música Popular da Amazônia.

Pachamama sem fronteiras

O 4º Festival Internacional Pachamama – Cinema de Fronteira tem por objetivo promover o intercâmbio cultural entre o Brasil e os países vizinhos – Peru e Bolívia – com a criação de uma rede de produtores e consumidores de produtos e serviços multiculturais e hoje amplia sua grade de filmes com produções de vários países da América Latina e Espanha.

Este ano o evento também homenageia o diretor argentino José Campuzano, que já conquistou vários prêmios em festivais internacionais, e o cineasta e ator brasileiro Zé do Caixão, que completa 50 anos de trajetória no cinema independente e foi um dos destaques da abertura do evento.

O público pode conferir toda a programação acessando www.cinemadefronteira.com.br.

Acre

Ministério Público do Estado do Acre realiza primeira edição do “Prêmio MP Atitude”

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Com a intenção de reconhecer e valorizar práticas sociais de cidadãos, empresas e organizações governamentais e não governamentais que contribuíram de alguma forma, para o aprimoramento da cidadania, o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, e da diretoria de Comunicação do MPAC, realizou nessa sexta-feira, 19, a primeira edição do ‘Prêmio MP Atitude – Pequenas ações transformam o mundo’.

O Prêmio Atitude contou com dez categorias de avaliação e os projetos foram avaliados por uma comissão julgadora, composta por membros do MP acreano, pessoas da comunidade, representantes de organizações governamentais, não governamentais, comunidade acadêmica e comunicadores /jornalistas.

Foram 32 projetos inscritos nas categorias “Personalidade, Destaque Comunitário, Responsabilidade social, Destaque Ambiental, Inovação, Educação, Infância e Juventude, Saúde e Direitos humanos”.  Entre os nove vencedores, dois deles receberam o Troféu Inspiração.

Oswaldo D’Albuquerque destacou que a iniciativa representa a premiação da cidadania, do respeito ao próximo, da igualdade e da diversidade.

“Nosso objetivo é incentivar a promoção do amor, da fraternidade, da união de esforços, para promover uma cultura de paz e incentivar as belas atitudes, que muitas vezes ficam anônimas, para serem reconhecidas, compartilhadas e replicadas pela nossa sociedade civil e cada um de nós. É para reconhecer o trabalho de cada um que ajuda seu semelhante, para incentivar que essas boas práticas sejam replicadas e compartilhadas por todos”, destacou o procurador-geral.


Os vencedores em todas as categorias

Na categoria “Personalidade”, o vencedor foi Foster Brown, pesquisador e defensor das causas ambientais no estado. Já o “Destaque Comunitário” foi para Marina Zago pelo “projeto Acolher, capacitar e promover”. Ausente no ato, ela foi representada por Aline Bastos. Na categoria “Responsabilidade Social”, o “projeto Maçonaria Solidária” foi o escolhido. O prêmio foi entregue ao representante, Valério Lourenço.

Na categoria “Destaque Ambiental”, o vencedor foi o projeto “Bichos de Cascos – conservação de quelônios do Vale do Juruá”, de Thiago Lucena, por hora representado por Francisco Gilvan. Já a “Inovação” ficou por conta do “Projeto Arte de Ser – Centro de Convivência”, de Fabiano Guimarães.

Na categoria “Educação”, o vitorioso foi o “Projeto Poesia na Escola”, da professora Edir Marques e do poeta acreano Mauro Modesto. A “Infância e Juventude” foi para a Casa Lar Ester, representada na ocasião por Lucas Morais. E na categoria “Saúde”, a “Casa do Seringueiro” de Edvaldo de Freitas foi a premiada.

A categoria “Direitos Humanos” teve o projeto “Acesso a terra e água: superação da violência” de Maria Braga, como vencedor.


MP Atitude Inspiração

O Prêmio MP Atitude Inspiração foi para a senhora Raimunda da Silva que toda quarta-feira distribui sopa para pessoas carentes na região do Bairro Sobral. A senhora Maria Júlia também foi premiada. Ela mantém uma creche em sua casa que atende mais de 300 crianças carentes.

O Prêmio MP Atitude será concedido a cada dois anos a pessoas físicas ou jurídicas de direito privado, com ou sem fins lucrativos, que mereçam destaque nas ações sociais que desenvolvem. A procuradora de Justiça, Patrícia Rego, falou de sua importância.

“Me relaciono constantemente na lida institucional com a grande maioria dos premiados. O professor Foster, a Cleísa e o Cleiver são algumas dessas pessoas. Esse casal levantou uma forte luta de conscientização sobre a Síndrome Alcoólica Fetal, que teve nossa parceria e resultou na sanção de uma lei municipal e estadual que trata a conscientização como política publica. Essa certificação é o reconhecimento da sociedade, é a gratidão em forma de certificado pela diferença que elas fazem na vida do próximo”, destacou a procuradora.


Encerramento e agradecimentos

Ao término da premiação, Oswaldo D’Albuquerque agradeceu a presença e colaboração de todos, além de parabenizar as atitudes vitoriosas e que são louváveis para o exercício da cidadania e o amor ao próximo. Agradeceu, ainda, a equipe da Diretoria de Comunicação do MPAC e a chefe do departamento de Relações Estratégicas, Socorro Camelo e o jornalista Fábio Gusmão, pela idealização do prêmio.

Em nome dos contemplados, a professora Edir Marques fez um discurso de agradecimento e congratulação ao MPAC e um apelo de conscientização aos poderes públicos, sociedade civil, imprensa e todos os cidadãos.

“Parabéns ao MPAC por essa linda homenagem que nos emociona e torna conhecida pela sociedade, as atitudes de tantas pessoas anônimas, que se não transformam o mundo, transformam alguém. São atitudes que fazem com que as pessoas se tornem melhores e se elevem nesse mundo sofrido e injusto. Com esta atitude do MPAC, com certeza teremos outras pessoas tendo coragem para assumir uma atitude para o bem. Peço à mídia, que diante de tantas desgraças e noticias que nos debilitam, que deem mais ênfase as atitudes positivas para que as pessoas conheçam o trabalho feito e que uma nova esperança ressurja, para que elas acreditem que não há somente coisas ruins, violência, maldade, mas que existem pessoas que fazem o bem e são muitas. Vamos conhecê-las e incentivá-las sempre. Parabéns a todos”, Finalizou a professora.

Ana Paula Pojo – Agência de Notícias do MPAC
Fotos – Tiago Teles

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Acre

Gladson Cameli e Bispo Dom Joaquim representam o Acre na solenidade com o Papa

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O senador Gladson Cameli (Progressistas) e o Bispo Dom Joaquim Pertiíñez representaram o Brasil e o estado do Acre no evento voltado aos Povos da Amazônia, com a presença do Papa Francisco em Puerto Maldonado, província de Tambopata, região de Madre de Dios, no sudoeste do Peru na manhã de ontem (19).

Cameli aproveitou para reforçar o seu compromisso com as prioridades religiosas voltadas para a defesa da vida. Ao lado de Carlos Chávez-Taffur Schmidt, assessor da embaixada peruana, o senador recepcionou a comitiva liderada peloo presidente peruano Pedro Pablo Kuczynski e chegou bem perto do Papa Francisco.

“O Papa Francisco apresentou ao mundo um debate ambiental de apelo muito forte em defesa dos Povos originários da Amazônia. Alegre, motivado, ele continua dando exemplo de muita humilde, emocionou a todos nós durante sua permanência em Puerto Maldonado” comentou o senador.

A mensagem do maior representante da Igreja Católica, esteve voltada para a defesa da floresta amazônica e seus povos originários. Para Cameli, o forte apelo em favor dos indígenas precisa pautar o Senado Federal.

“Durante nossa viagem pela transoceânica, observamos muitas frentes madeireiras misturadas a pequenos povoados. Isso é preocupante. Sua santidade tem razão quando fala que essa região corre perigo, assistimos a fortes apelos dos representantes de mais de 350 comunidades, entre eles, representantes do Acre e Rondônia” acrescentou o senador.

Em Puerto Maldonado, o progressista conheceu o planejamento de preparação do Sínodo especial para a região pan-amazônica convocado pelo pontífice para outubro de 2019, destacando a importância do encontro em Puerto Maldonado.

“A decisão do Papa Francisco de fazer esse encontro na região Peruana, é um gesto significativo. Tenho absoluta certeza de que o forte apelo do sacerdote será um divisor de águas para a preservação do meio ambiente e dos intercâmbios culturais. Como disse Francisco, todo esforço pela vida na Amazônia é pouco”, concluiu o senador.

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Acre

Com povos da Amazônia Papa prega ecologia integral para o homem e o meio ambiente

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Durante encontro com Povos da Amazônia, no Coliseu Madre de Dios, na manhã de ontem (19), em Puerto Maldonado, no sul do Peru, o Papa Francisco defendeu uma ecologia integral, que leve em consideração não somente o homem, mas o meio ambiente.

Diante de múltiplas danças, homenagens e apresentações culturais, o sacerdote classificou o ambiente como uma variedade infinita de enorme riqueza biológica, cultural e espiritual. Para o pontífice os povos originários da Amazônia estão ameaçados e correndo um grande risco.

Ainda de acordo a mensagem lida pelo sacerdote no primeiro compromisso em Puerto Maldonado, para 350 etnias e representações de povos da Amazônia, o Papa Francisco criticou políticas públicas ambientais que promovem a preservação da natureza sem levar em conta o homem.

O desmatamento foi citado como uma ferida profunda da região. Depois de ouvir várias lideranças e apelos contra descriminação e exclusão, o Papa pediu uma Igreja com cara amazônica.


“Os povos originários da floresta não podem ser considerados uma minoria, todo esforço pela vida na Amazônia é pouco, Jesus Cristo se encarnou na cultura” disse o pontífice.

Para os representantes católicos na região, a presença do Papa Francisco foi fundamental para a preparação do Sínodo especial que se chamara pan-amazônica, convocado pelo sacerdote para outubro de 2019.

A reportagem do ac24horas conversou com uma das assessoras episcopal de organização do evento, Irene Lopes. Ela confirmou o fortalecimento do evento com a presença do Papa e os povos indígenas, lembrando que a encíclica lançada pelo Vaticano fala sobre a mudança climática, a dívida ecológica, a questão da água, a crise ecológica e as mudanças no estilo de vida.

“Com o documento, Francisco quer que as pessoas e instituições reflitam sobre o cuidado com o meio ambiente” disse Irene.

No documento, o Papa lançou um convite que ele classifica como urgente para “renovar o diálogo sobre a maneira como estamos construindo o futuro do planeta. Precisamos de um debate que nos una a todos, porque o desafio ambiental que vivemos e as suas raízes humanas dizem respeito e têm impacto sobre todos nós” diz o Papa.

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