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Algo novo tem que acontecer no Acre!

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O novo sempre vem! (Belchior). Em meio a tanta inquietude e incerteza vigente, o que eu sei que há de mais certo é a decisão do povo de mudar sua realidade, pois o cenário mostra que ele (o povo) não aguenta mais tanta inoperância, atrevimento e decepção causados pelos dirigentes dessa geração.

A população não aguenta mais a morosidade em responder as questões mais sensíveis, simples e necessárias na promoção da felicidade das pessoas; não aguenta mais o descaramento de gente que já deu prova na história de desprezar a existência de segmentos da sociedade que sofrem pela falta de tudo e de todos; homens que fazem da política uma agência de negócios a serviço de seus cofres, seus grupos econômicos; não aguenta mais os campos em agonizantes gemidos nas grandes plantações, gerando fortuna aos poderosos magnatas, sanguessugas do poder e, portanto, da economia; não aguenta mais, grandes cordões de desempregados, correndo o risco de caminhar às masmorras das drogas, prostituição, marginalidade, da desilusão; não aguenta mais olhar para o passado e ver gotas de lágrimas contando o triste sofrimento da opressão, para o presente e ver a indiferença às suas necessidades e embaraçar-se diante do futuro mergulhado no vão das políticas e das palavras; não aguenta mais esperar quem não dá esperança a ninguém, a não ser a si próprio.

O maior desafio que o Acre tem a enfrentar é atravessar essa crise de desânimo e esperança em que o povo está. Mas que atravessar, é criar perspectivas e condições para que uma nova realidade tome o lugar dessa coisa tão agonizante que se instalou no mundo real das pessoas. Pois no mundo imaginário da pós-modernidade a realidade ganhou tonalidade colorida. Não temos quase percepção das cores que agridem os sentimentos, pensamentos, movimentos e a barriga das pessoas. O que vejo é uma grande máscara que se acopla na atmosfera política, econômica e social do nosso Estado a encobrir nossa visão, para não enxergarmos o movimento intenso da história das pessoas, agonizando nas cabeceiras dos rios, na intrafegabilidade das estradas, dos campos e nas periferias das cidades, com a falta de emprego, lazer, comida, remédio e tudo mais. Tudo virou imagem sacralizada pela avareza e vaidade de quem quer se perpetuar no poder. Acredito que o novo só virá se tivermos a ousadia de desmistificar essa realidade de sombras, e alumiar nosso Acre com a mais brilhante Estrela da Manhã.

Eu ponho fé no nosso povo, e me perturba reconhecer que vivemos a mais profunda crise de representatividade. A descrença generalizada ganhou o espaço da mente e do coração das pessoas. Não é possível deixar que esse fenômeno cresça a ponto de se enraizar e comprometer estruturas de instituições, programas, ideais e boas intenções. O novo tem que chegar e vai chegar, sob pena das ruínas exigirem seu recomeço daquilo que custou suor, lágrimas e sangue ao Acre, a sua bela e fascinante História.

Só tem um jeito de repor ao povo a condição de agentes de esperança. Primeiro, dando a ele o protagonismo na construção de um novo tempo. Para isso, é preciso uma mudança radical no sistema de poder instalado na sociedade. Não acredito mais que o atual modelo tenha tempo ou credibilidade para produzir mudanças de paradigmas e políticas transformadoras, capazes de resultar em benefícios geradores de bem estar às pessoas. Segundo, é necessário o estabelecimento de novos paradigmas políticos e de desenvolvimento que ensejem frutos na sociedade, como resultado da ampla participação da sociedade civil organizada.

Sou cristão, mas admito que os paradigmas gramscianos, no que concerne aos meios estratégicos de transformações na sociedade, podem ser o nosso foco na construção de um Acre melhor. Gramsci indica os aspectos superestruturais da sociedade como a mola principal das mudanças que almejamos. Os aspectos políticos, jurídicos, educacionais, ideológicos e culturais são os campos onde travaremos nossas lutas e conquistas, rumo a um tempo novo para o Acre.

Vejo na EDUCAÇÃO a esperança de configurarmos um tempo seguro e de grandes realizações para O ACRE. É nela que arvoraremos nossa pretensão de um acre solidário, próspero e promotor de cidadania. Os valores mais estratégicos serão trabalhados durante toda a fase de desenvolvimento do ser humano. A valorização da vida, do conhecimento e suas inovações, a manifestação da ética, em todos os espaços e em todas as áreas da vida da sociedade, a prioridade de atenção aos mais necessitados, a necessidade de repartir com quem não tem, o amor ao próximo e o respeito às diferenças, só podem ter sentido no tecido social, se a EDUCAÇÃO FOR PRIORIDADE ABSOLUTA. Nela e com ela vamos tirar nosso Estado do ostracismo. Vamos sair da esterilidade e caminhar para um mundo bem melhor. Não estou dando à educação uma missão messiânica no Acre, mas entendo que se soubermos considerar a importância da transversalidade em todas as áreas de atuação política no nosso Estado, e isso só os valores podem exercer, estaremos realizando algo muito novo no nosso Acre.

Os valores indicam o que queremos ser. É nessa definição que elaboramos nosso esforço de transformar nosso Estado, extraindo dos valores as causas que assumimos no dia-a-dia da nossa luta.

Acredito que o Acre nunca almejou com tanta intensidade a paz em suas relações sociais. Penso que é possível e valioso perseguir esse tesouro. Não tem algo mais valioso no Acre que viver no seu seio, com união, harmonia e alegria fazendo parte da nossa rotina. Todavia o que assistimos é um cenário de guerra interminável, em todos os cantos da sociedade. Isso tira nossa autoestima e nos transforma em um povo sem vida e sem esperança. O novo vem, quando nos juntamos num pacto permanente em defesa da paz e no enfrentamento das guerras.

Às vezes fico pensando na nossa fragilidade em resolver os mais importantes e simples problemas da sociedade. Por exemplo, vejo as políticas públicas de saúde como o desafio que deve ser colocado em nossa frente como menina dos olhos de nossa atenção e solução.

O desemprego é fenômeno que merece ser estudado a partir das causas e consequências. Não é possível ficarmos tão somente nos programas de transferência de renda. É necessário ir além, como diz o velho ditado “antes de dar o peixe ensine-o a pescar”. A promoção e o incentivo de atividades econômicas que resultam na geração de rendas e oportunidades é nossa busca e conquista neste século.

Só acredito em algo muito novo, quando tivermos claro o que concerne o epicentro de um projeto novo, vivo, consistente, viável e producente. Penso que precisamos nos encontrar com um modelo que restabeleça a dignidade da vida, o fortalecimento da família e o respeito às liberdades da sociedade.

A promoção da vida e vida em abundância é a pedra angular do projeto. A pedra angular é o elemento essencial que dá existência aquilo que se chama de fundamento da sociedade, para definir a colocação de outras pedras e alinhar toda a construção.

O novo vem quando aprendemos a democratizar nosso modelo de democracia. Então a promoção da democracia na sua plenitude, me parece, é onde está o veio principal da cara nova da política do Acre.

Democratizar é participar; é assegurar o direito a informação; é usufruir do resultado das riquezas produzidas na sociedade; é dar condições dos aparelhos de controle e fiscalização ter autonomia para exercer suas atribuições na era pós-moderna; é reconhecer o direito de autonomia autoral oriunda da participação da população nas redes sociais no destino do Brasil; é proporcionar a vivência e a expressão de relações multicêntricas que se manifestam na sociedade; é dar a maioria o respeito de o Brasil ser o que ela exprime nas suas necessidades, anseios e decisões; é também assegurar constitucionalmente o espaço de vivência e participação das minorias.

Temos que encontrar um jeito de incentivar iniciativas de produção que levem ao crescimento de todos, crescimento este que leve em conta a repartição de lucros e propicie situações possibilitadoras de felicidade dos mais oprimidos.

Para concluir, apresento duas considerações que mostram a necessidade de mudança de paradigmas, num futuro projeto de desenvolvimento do Estado e no aparecimento de algo novo na política:

·         Humanizar o homem deve ser a tarefa mais urgente e necessária nos dias de hoje. Acredito que isso passa pelo fortalecimento e repasse dos valores morais que restituam o valor da vida e da família na sociedade. Vivemos atualmente uma crise de ideais identificatórios nos marcos do século XXI, como diz Marina Silva. Somente com a elucidação do que queremos para essa época, definiremos valores, através dos quais, saberemos mostrar as bandeiras fundamentais que, com certeza, impulsionarão os cordões em defesa de uma sociedade sadia, livre, justa e igualitária.

·         Nossa peregrinação passa muito rápido na sociedade. Por isso, que o realizar algo importante que promova a plenitude da vida, seja a marca que identifique nossa razão de ser no século XXI. A palavra de ordem que devemos levantar é o crescimento da diminuição das desigualdades, da diminuição das injustiças sociais, da diminuição da pobreza e da diminuição do ceticismo. Precisamos reencontrar a nossa essencialidade e dar a nós mesmos a esperança de ressignificação da vida no planeta terra, superar a obsessão humana de ter pelo ter. É mister que na nossa missão libertadora nos reencontremos mais humanos, solidários, coletivos, afetivos, altruístas, misericordiosos, justos, criativos, inventivos e participativos. Oremos a Deus para que o homem tenha maior compaixão, pois a compaixão está entre os valores mais sublimes para garantia de um mundo melhor.

Encerro, parafraseando Willian Shakespeare: “aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão”. (Henrique Afonso – Deputado Federal PV/AC)

Hnerique Afonso é deputado federal pelo Partido Verde/Acre 

 

 

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Destaque Direita

Câmara vai convocar SEMCAS para explicar distribuição de cinco casas para uma única família

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É grande a repercussão do caso que veio à bala através de relatório do Ministério Público Estadual que apontou na manhã de ontem (23) a distribuição de cinco casas do Programa Minha Casa, Minha Vida, para uma única família no Conjunto Esperança II, em Rio Branco. Na manhã de hoje na Câmara Municipal, o vereador Fabiano Oliveira (PP) requereu a secretária municipal de Cidadania e Assistência Social, Dora Araújo, para ser sabatinada e explicar os procedimentos adotados nos benefícios dados à família.

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A Mesa Diretora acatou o pedido e o requerimento ainda deve passar pela aprovação do plenário para que seja marcada uma data para a convocação da secretária. Segundo o requerimento, a secretária interina da SEHAB, Claudia Pinho Valle, deverá ser convidada para colaborar com as informações.

De acordo o documento divulgado na manhã de ontem (23) na imprensa oficial, uma das beneficiadas, Raquel Pinho, é professora, não morava no local onde as famílias foram cadastradas, é solteira e não tem filhos. O caso foi levado ao Ministério Público Estadual através de informações sobre obras paralisadas pelo Depasa em áreas alagadiças do Beco HIV, no entorno do igarapé Fundo em Rio Branco.

O vereador Fabiano justificou o requerimento informando uma série de denúncias com relação à má distribuição das Casas do Programa Minha Casa, Minha Vida, “que vem deixando de fora centenas de famílias necessitadas e que estão com o aluguel social vencido passando por sérios constrangimentos”, acrescentou.

O debate ganhou adesão até de vereadores que fazem parte da base do prefeito. O vereador Alonso Andrade (PV) aparteou o colega dizendo que não concorda com as irregularidades que vem sendo publicadas com relação a distribuição das casas populares. “O caso é recorrente e merece a atenção desta Casa” disse Alonso.

O vereador Raimundo Vaz disse que é de total interesse do poder público esclarecer os fatos e ainda, contribuir com o município e o estado no sentido de colocar um fim nas questões que vêm causando indignação de quem realmente precisa de uma casa para morar.

“Essa questão precisa ser melhor esclarecida, não podemos mais conviver com todos esses questionamentos e denúncias em uma área social que é de fundamental importância para o desenvolvimento de um estado e um município mais justo”, acrescentou Vaz.

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Destaque Direita

Famílias que invadiram casas no Rui Lino III responderão por invasão de domicílio, diz Emilson

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As 13 famílias que invadiram as unidades habitacionais no Conjunto Rui Lino III durante o final de semana responderão pelo crime de invasão domiciliar, informou na tarde desta segunda-feira, 23, o secretário de Segurança Pública do Acre, Emilson Farias, durante entrevista coletiva, no Palácio das Secretarias.

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O secretário acrescentou ainda que os responsáveis pelas invasões foram encaminhados à delegacia para serem ouvidos. A retirada das famílias é feita por policiais militares.

“Houve de fato algumas famílias que entraram de maneira inadvertida e contrariando a própria ordem judicial. Aquelas pessoas estão sendo retiradas daquele local e estão respondendo por invasão de domicílio. Aquelas casas são casas que após uma análise econômica da Sehab, aquiescência da Caixa, será ocupada por quem determina os próprios requisitos da Caixa Econômica.”

A Secretaria de Habitação informou que fez um levantamento sobre a situação das famílias que invadiram as residências e constatou que todas elas são beneficiárias do aluguel social, que está sob responsabilidade da prefeitura de Rio Branco. Ainda de acordo com o levantamento não há atraso no pagamento desses alugueis.
As unidades do Rui Lino III foram construídas com recursos da Caixa Econômica Federal, que também é responsável junto com a Secretaria de Habitação pela seleção das famílias.

“Por mais que compreendamos que são pessoas simples que estão ali, temos que compreender que outras pessoas tão simples quanto elas ou às vezes mais simples podem estar também nesse fila de espera. Por mais que entendamos que essas pessoas que estão ali tem uma situação socioeconômica bastante fragilizada, que estão no aluguel social, elas podem tá passando a frente de pessoas que podem estar numa situação pior do que elas”, completa Emilson Farias.
Algumas das unidades tiveram suas portas e janelas arrancadas e furtadas. Esses casos também estão sob investigação.

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Davi Friale diz que friagem será de intensidade moderada, mas alerta sobre temporais em todo o AC

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O pesquisador meteorológico Davi Friale avisou que a frente fria que chegou ao Acre nesta segunda-feira, 23, deve provocar temporais em alguns pontos. Sobre a frente fria, ele disse que a temperatura estará abaixo de 22 graus com sensação térmica de 18 graus.

“Em Rio Branco e Brasileia, esta segunda-feira começa com ventos intensos de sudeste e queda brusca da temperatura, sendo que o céu ficará encoberto e a temperatura máxima estará abaixo de 22ºC, porém, com sensação térmica inferior a 18ºC, para quem estiver exposto a esses ventos intensos”, informa.

Já nesta terça e quarta pela manhã a temperatura deve despencar um pouco mais, entre 14 e 17 graus.

“A temperatura mínima, ao amanhecer de terça-feira e de quarta-feira, vai oscilar entre 14 e 17ºC, nas regiões de Rio Branco, Brasileia, Sena Madureira, Guajará-Mirim, Costa Marques, Vilhena e proximidades. Já, em Porto Velho, Ariquemes, Tarauacá, Cruzeiro do Sul, Boca do Acre e vizinhanças, as mínimas vão oscilar entre 17 e 20ºC, ao amanhecer dos próximos dias”.

Ele avisa ainda que a chegada da frente fria será forte, mas a friagem terá intensidade moderada e de curta duração, pois, na quarta-feira, a partir da tarde, o calor já estará voltando.

“No entanto – ainda a confirmar – outra friagem no final deste mês de maio e mais uma no início de junho, possivelmente, com maior intensidade, deverá atingir a Amazônia Ocidental.”

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Parceria do município com Igreja amplia 15 vagas para tratamento de dependentes na Paolo Pêra

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A prefeitura municipal de Rio Branco inaugurou na manhã de hoje (21), no Ramal Benfica, Segundo Distrito da capital, a nova Unidade de Acolhimento Paolo Pêra, um investimento de R$ 511,8 mil para o atendimento de homens adultos com necessidades decorrente ao uso de crack, álcool e outras drogas. O projeto foi idealizado pelo deputado estadual Jonas Lima (PT). A solenidade contou com a presença do prefeito Marcus Viana, deputados estaduais, vereadores, secretários municipais, a comunidade da Igreja Batista Filadélfia e moradores da região.

A nova unidade possui recepção, administração, dois vestiários para os internos, área de serviços, dormitórios, consultórios psicológicos e tem capacidade para 15 pessoas. O espaço vai funcionar como um componente de atenção residencial de caráter transitório da Rede de Atenção Psicossocial para adultos acima de 18 anos.

Entre os investimentos recebidos estão verbas federais aplicadas através de emenda apresentada pelo ex-deputado federal Thaumaturgo Filho e emenda individual do deputado Jonas Lima. O vereador de Rio Branco, Fabiano Oliveira também destinou via emenda individual através da Secretaria de Saúde, R$ 40 mil. A secretaria de pequenos negócios doou um kit para plantação incluindo um micro trator.

Discursos emocionados marcaram a inauguração. O autor do projeto de implantação do da Unidade de acolhimento, o deputado estadual Jonas Lima, que também destinou recursos para o empreendimento disse que a obra era um antigo sonho dele e de sua família. Jonas surpreendeu a todos quando apresentou um irmão que há um ano e meio se recupera do mundo das drogas. “Eu disse que tinha fé em Deus que quando inaugurássemos essa unidade você estaria curado” acrescentou o parlamentar.

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Para o prefeito Marcus Viana, o trabalho de combate às drogas e dependência tem que ser conjunto. “A prefeitura sozinha não vai conseguir chegar onde precisa, por mais que o poder público trabalhe, quem toca o coração de uma família, quem entra em uma casa, resgata jovens é a Igreja”, disse.

Ele citou o esforço e a dedicação da Igreja Batista Filadélfia através do Apostólo Edgar e lembrou que 8 casas terapêuticas recebe o apoio do município em parceria com as Igrejas. “O combate às drogas não tem bandeira política é um esforço de toda a sociedade”, concluiu o prefeito.

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