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Aprendiz de ditador

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Deplorável, o que fizeram os dois senadores do PT acriano para complicar o resultado do referendo de 2010.

A consulta que exigia o retorno da hora habitual usada desde os tempos da extinção da megafauna até 2008 foi motivo de várias acrobacias burocráticas, malabarismos jurídicos e, acima de tudo, muito cinismo para esconder o que se fazia em Brasília e o que se dizia aqui.

Agora que a vontade popular será respeitada, percebeu-se quem é quem no jogo do bicho. A pérola, mais uma vez, saiu de Jorge Vianna: “Lamento profundamente o desfecho dessa situação. Os que trabalham e usam seus mandatos parlamentares para atrasar o Acre venceram”.

Antes de qualquer coisa, quem venceu não foi esse ou aquele parlamentar. A vitória foi da maioria do eleitorado do Acre que disseram não à Lei do Senador Sebastiao Vianna que alterou o fuso horário.

Essa negativa talvez possa ser traduzida em uns simples recados: da próxima vez, lembrem-se de nos consultar previamente; os interesses da televisão não são necessariamente os nossos; os bancos não comem e dormem.

Maioria, Senador! Maioria! Característica fundamental de um regime democrático que deve ser respeitada. Como a que o elegeu, mesmo tendo tantos que não lhe queriam na Capital Federal.

Ao falar de quem venceu, o Senador mostra qual sua dimensão do cenário: ele estava em guerra, lutando desesperadamente para que o Referendo não desse em nada.

Se não concordou com o que disse o Referendo, estava no seu direito. Um tema como esse deriva convicções muito particulares. Agora, portar-se como se tivesse procuração exclusiva para dizer o que é bom e o que não é pra nós, a mim me parece sinais de prepotência e capricho.

Se dermos delegação para que apenas alguns digam o que é certo para o povo, nos aproximaremos dos regimes mais vis e detestáveis.

Na Rússia, por muito tempo eram os camaradas gordos do Partido Comunista que repartiam o pão social com cada um, na Alemanha, Hitler chorava todas as lágrimas dos seus cidadãos e na Itália, era Mussolini quem escolhia o modelo de carro dos italianos.

Se não prestigiarmos, lutarmos e ratificarmos o que quer a maioria, teremos dois caminhos a seguir:

1)    Inventemos um novo regime político;

2)    Mergulhemos nas noites negras dos grandes ditadores. 

Aníbal Diniz , Jorge Vianna e todos os eu foram contra o resultado do refendo precisam dizer o que querem.

Caso contrário, sem o respeito regular da democracia, nunca entenderemos a voz do barbeiro no filme o grande ditador:

“O Sol está abrindo caminho! Estamos fora das trevas, indo em direção à luz! Estamos indo para um novo mundo; um mundo mais feliz, onde os homens vencerão a ganância, o ódio e a brutalidade”.

 

 

 

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