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“Carapanãs” assumem movimento grevista e Sinplac admite perda do controle

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Jairo Carioca – da redação de ac24horas
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“Os carapanãs”, assim são identificados os membros do grupo que assumiu o comando de greve da educação estadual. Há informações de que infiltrados no comando deliberativo do Sinteac, “os carapanãs” tenham sugerido a contratação de seguranças para a porta do Colégio Estadual Rio Branco (CERB) com o objetivo de evitar a votação da uma contraproposta supostamente acordada entre os representantes do Sinplac e o Sinteac com membros do governo para colocar fim à greve nesta sexta-feira (19). Até o inicio da tarde de hoje (19) ninguém assumiu a contratação dos seguranças.

A assessoria do Sinplac negou autoria e vai emitir uma nota de repúdio. O secretário de educação, Daniel Zen, pelo facebook, disse não ser autor da intervenção. Procurado, João Sandim não foi encontrado na sede do sindicato. Ele teria viajado para Cruzeiro do Sul assim que terminou a manifestação em Rio Branco e mantém seu telefone fora da área de serviço. João Sandim teria sido voto vencido na reunião que deliberou sobre a contratação dos seguranças.

O secretário administrativo do Sinplac, Edvaldo Rocha, aceitou falar com a reportagem. Ele confirmou a existência do que chama de “movimento estranho” na educação e admitiu que a entidade perdeu o controle sobre eles.

“Realmente a gente perdeu as rédeas e não conseguimos diálogo com a categoria por conta desse movimento estranho que sempre vaia as nossas lideranças e tem conseguido induzir os professores na hora de decidirem sobre a continuidade da paralisação”, disse Edvaldo.

As declarações de Edvaldo não foram em vão. Pela manhã ficou visível a tomada de controle da manifestação quando a presidente do Sinplac, Alcilene Gurgel foi chamada de “pelego” e vaiada quando convocava os professores para deliberar sobre o fim da greve. Chateada ela passou mal. A assessoria do Sinplac informou que a presidente teve uma crise de pressão.

“Os carapanãs” assumiram o microfone e convocaram os professores para uma passeata com destino à Casa Rosada e o Ministério Público Estadual. No MP, eles prometeram entregar uma fita com as imagens do bloqueio do CERB feito pelos seguranças e do cinegrafista, segundo eles, que foram infiltrados pelo governo para intimidar os professores.

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Um sindicalista que faz parte do comando de negociações com o governo que pediu para não ter seu nome identificado, disse que o movimento existe. “Os carapanãs” fazem parte do grupo radical de professores da Ufac e são ligados ao historiador Gerson Albuquerque. Mas segundo o sindicalista, o que ninguém esperava aconteceu “que foi a ampliação do grupo motivado pelo clamor das ruas em todo o país”, acrescentou.

Para Edvaldo Rocha, esse grupo – que ele chama de estranho – está preocupado não com a categoria, mas contra a direção dos sindicatos. A eleição para o Sinteac está marcada para agosto e do Sinplac para o mês de setembro.

“A gente até agora não entendeu se a categoria está rejeitando a proposta ou o tempo do governo por conta dessa decisão, toda vez que a gente tenta explicar eles começam a vaiar, fazer tumulto e acabam levando os demais”, concluiu Edvaldo.

Em segunda postagem feita na tarde de hoje (19), Zen se aproveita do racha no movimento para dizer que “tem gente mais interessada na manutenção da greve pela greve do que no desfecho dela, independente de acordo que venha a ser firmado”, escreveu.

Ainda de acordo Zen o mesmo grupo insiste em dizer que havia dinheiro e que o governo estava mentindo, blefando, escondendo o jogo e maquiando os números.

“São as mesmas pessoas que, nas reuniões, se comportam educadamente, como gatinhos, mas que bradam como leões, como hooligans na frente dos demais colegas grevistas. Eles insuflam, inflamam, tumultuam, mas não conseguem sustentar suas alegações com fundamento em argumentos racionais, baseados na realidade”, acrescenta Zen.

A reportagem tentou falar com o professor Gerson Albuquerque da Ufac, mas ele não foi localizado. 

 

 

 

 

 

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Acre

Coronel assume subcomando geral do Corpo de Bombeiros no Acre

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O Coronel Charles da Silva Santos assume oficialmente nesta quarta-feira, 21, como subcomandante geral do Corpo de Bombeiros Militar no Acre. A nomeação foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) de hoje. De acordo com o órgão, Santos estava há oito meses como Coordenador Estadual do Fundo de Segurança Pública e Coordenador Operacional do CIOSP da Secretaria de Estado e da Segurança Pública. Ele já foi Comandante Operacional de Rio Branco e do interior e chefiou o gabinete do Comandante-geral.

O novo subcomandante é bacharel em Ciências Contábeis, com pós-graduação em administração pública e Segurança pública. Agora, irá conduzir a corporação ao lado do comandante-geral, Coronel Carlos Batista.

Coronel Charles garante que está preparado para a nova missão. “Darei irrestrito apoio as demandas do Comandante-geral e consequentemente da corporação. Junto com os Oficiais, praças e funcionários civis, faremos uma administração boa para todos, visando nosso público mais importante que é a comunidade acreana”, disse o novo Subcomandante.

Com informações da Assessoria

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Acre

Gladson Cameli torna sem efeito promoções de PM’s e Bombeiros

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Após a reportagem do ac24horas, na qual o Ministério Público do Acre (MPAC) recomendava a revogação das promoções de agentes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Acre pelo cometimento de ato improbidade administrativa, o governador Gladson Cameli (Progressistas) acatou a recomendação do Ministério Público e tornou sem efeito o Decreto nº 3.161, na manhã desta quarta-feira, 21, por meio do Diário Oficial do Estado do Acre (DOE).

RELEMBRE O CASO – Em suma, o MPAC pedia a revogação das promoções de agentes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Acre e advertia ainda da necessidade de readequação dos gastos com pessoal, uma vez que tal decisão gera impacto nas contas públicas. O MPAC havia estipulado um prazo de 15 dias para manifestação do governador.

Tal decisão, infligiu a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e desconsiderou o que prevê o Artigo 12 do Decreto nº 114/1975, no qual determina que as decisões envolvendo promoções devem se dá “mediante proposta do Comandante Geral da Corporação, ouvido o Estado Maior do Exército, através da IGPM”. Gladson descumpriu e ignorou tal determinação.

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