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Um histórico de crimes sexuais

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Gleydison Meireles – da redação de ac24horas
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Os crimes dos quais vem sendo acusado não é uma novidade na vida do empresário e colunista social Osmir D’Albuquerque Lima Neto, 42 anos. Osmir Neto possui um histórico de crimes sexuais contra menores e adolescentes, inclusive, já foi condenado há 32 anos de prisão pela prática criminosa.

Em meados do ano 2000, Osmir Neto foi denunciado por crimes de pedofilia e teve prisão preventiva decretada pela 26ª Vara Criminal do Rio de Janeiro. O colunista social foi acusado de seduzir menores em estúdios fotográficos. Em 1996, Neto criou a revista Quick New York Magazine, onde estampava fotos de crianças que iam aos seus estúdios, em Botafogo e Ipanema, atraídas pela proposta de que se tornariam modelos, além das fotos o acusado lançou vídeos, que eram negociados até em bancas de jornais. As vítimas eram atraídas pelo colunista em Shoppings Centers da cidade.

Quando soube da decisão judicial, Osmir Neto, que também foi acusado de fazer parte de um esquema de pedofilia na internet, fugiu para os Estados Unidos, ficando foragido por cerca de um ano. Em 2001 o acusado retornou ao País quando foi preso no Estado do Pará. Os policiais civis da capital paraense deram voz de prisão a Osmr Neto em um apartamento do Hilton Hotel, no centro de Belém, onde ele estava hospedado.

Em fevereiro de 2003, o juiz Marco Couto, da 26ª Vara Criminal do Rio de Janeiro condenou o colunista social, a 32 anos de prisão por seduzir menores em estúdios fotográficos. O colunista social cumpriu pena no Presídio Hélio Gomes, na cidade do Rio de Janeiro.

Na época dos fatos o juiz Marco Couto destacou que em algumas fotos, as crianças apareciam puxando a saia para baixo e em poses sensuais, demonstrando constrangimento.

Durante a audiência em que Osmir Neto alegou que não sabia que as moças eram menores, mas o juiz não aceitou as alegação, já que algumas vitimas tinham 11 ou 12 anos.

Quando retornou ao Acre, há cerca de cinco anos, Osmir Neto criou a Orion Produções instalada no sétimo andar do Centro Empresarial Rio Branco, região central da capital acreana, com o objetivo “revelar” talentos para o mundo fashion e para produções culturais.  

Bem relacionado e com as portas abertas no meio das altas rodas da sociedade, Osmir Neto enveredou pelo colunismo social, ganhado destaque e atraindo a atenção de crianças e adolescentes, que sonhavam com a profissão de modelo fotográfico ou de passarela. Segundo funcionários do prédio comercial onde funcionava o escritório da empresa do colunista social, que também usava o local como apartamento, diariamente dezenas de adolescentes visitavam o escritório da produtora.

Assim como na capital fluminense, Osmir Neto criou no Acre a revista Chique, que em suas edições abordava matérias com temas que variavam da culinária ao turismo estadual e claro, o mundo da moda acreana.

Era com essa “ferramenta”, a revista, que o colunista usava para convencer as vítimas a ceder aos seus desejos sexuais.

Na tarde de quarta-feira, 3 de julho de 2013, dez anos depois de sua condenação, Osmir Neto foi preso mais uma vez pelos mesmos crimes, estupro, estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude. De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil, 19 vítimas, candidatas a modelo, foram abusadas pelo colunista social.

As investigações, que culminaram com a prisão do empresário, teve a duração de três anos e durante todo o período os investigadores colheram provas suficientes que embasaram o pedido de prisão e a decisão judicial.

Osmir Neto foi encaminhado ao presídio estadual Francisco D’Oliveira Conde, no início da noite de quarta-feira, após prestar depoimento na sede da Divisão de Investigações Criminais (DIC), da Polícia Civil.

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Em reunião no bairro Jorge Kalume, Vaz fala em redução de cargos e concurso para a Educação

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Moradores do bairro Jorge Kalume receberam a visita nesta quinta-feira do candidato do PR à prefeitura de Rio Branco, Raimundo Vaz, e de seu vice Francineudo Costa, do PSDB. Ao lado de candidatos a vereador e militantes, eles participaram de uma caminhada por todo o conjunto, percorrendo as ruas e conversando com as pessoas.

Em reunião com a comunidade, Vaz apresentou suas propostas e enfatizou que fará uma administração de resultados. Sua prioridade é realizar reforma administrativa para reduzir o número de cargos comissionados, principalmente para promover concurso para a Educação que possui centenas de professores provisórios e para a saúde, desburocratizar a administração e facilitar o acesso aos serviços públicos para os cidadãos.

“Nosso plano de governo tem esse objetivo que é o de valorizar o servidor e ainda contratar pessoas de forma efetiva por meio de concursos para áreas como a Educação, que deve ser prioridade na administração pública.”

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Acre

Após participar de audiência pública, Joaquim Rolim deixa a presidência da Eletrobras Acre

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O engenheiro eletricista Joaquim Rolim deixou o cargo de diretor-presidente da Eletrobras Distribuição Acre nesta quarta-feira, 24. A decisão foi anunciada em reunião do Conselho de Administração, onde o presidente Marcos Aurélio Madureira, agradeceu a colaboração prestada por Rolim. A presidência foi assumida interinamente pelo engenheiro Luiz Armando Crestana, Diretor Comercial da Empresa.

No mesmo dia de deu desligamento da empresa, Joaquim Rolim participou de uma audiência onde o mesmo teve que explicar os motivos do alto índice de reclamações dos consumidores acreanos, em virtude de interrupções de fornecimento de energia, seguidas por cobrança indevida de faturas e erros na leitura.

Joaquim_in2O representante da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o superintendente de Fiscalização dos Serviços de Eletricidade, Leonardo Oliveira, afirmou que a Eletroacre não teria alcançado o Índice Aneel de Satisfação do Consumidor (IASC). “A empresa está abaixo da média”, afirmou Leonardo quando participava da audiência pública.

Em nota oficial divulgada pela assessoria de comunicação, Rolim tem sua gestão à frente da Eletrobras Distribuição Acre destacada com a conquista do prêmio IASC (Índice Aneel de Satisfação do Consumidor) na categoria de maior crescimento 2013/2014, com o resultado de 41% de melhoria, conforme pesquisa realizada com os clientes do estado do Acre. Também apresentou melhoria de 31,5% no Índice de Aprovação do Consumidor conforme pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia (Abradee) no ano passado.

 

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“Não vou decepcionar o Acre”, garante Gladson Cameli, o mais novo senador do Acre e do Brasil

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“Não vou decepcionar o Acre”. A curta frase em tom firme foi dita por Gladson Cameli horas depois de anunciada a sua eleição para o mandato de senador da República, garantida na votação deste domingo, 5, quando derrotou a comunista Perpétua Almeida (136.706 votos) e os outros concorrentes Roberto Duarte, do PMN 17.119 votos) e o professor Fortunato Martins, do Psol ( 2.232 votos).

Mas antes disso, no último dia de campanha a equipe de ac24horas pegou uma carona no avião Caravan prefixo PPP/AMV, que o deputado federal Gladson Cameli (PP) utilizou durante toda a campanha. E foi a bordo da aeronove, num voo entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul, que ele concedeu uma entrevista exclusiva ao repórter Jairo Carioca e o fotógrafo Suamy Beyound.

O cenário e as atenções foram divididos com o filho Guilherme (que tem um ano e três meses), o xodó da família. Às duas horas de voo foi mais um momento que o candidato aproveitou para ficar ao lado do filho e da esposa, Ana Paula Cameli. Com o pai, Eládio Messias Cameli, ele conversou por telefone, pediu a benção, informou sobre os eventos e ouviu conselhos. Na reta final da campanha, contou com a presença da mãe, Linda Cameli, com quem assistiu o último programa eleitoral e agradeceu o trabalho de toda a equipe de assessores e marketing.

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Mesmo tendo iniciado a carreira de piloto de avião (o candidato tem uma coleção de miniaturas de aviões na estante de sua casa), Cameli rechaçou a ideia de que durante toda a campanha esteve no que na aviação costuma se chamar de ‘voo de cruzeiro’ que é quando a aeronave está com altitude e velocidade estabilizadas. “O projeto do senado iniciou após a minha reeleição em 2010. Eu aprendi com meu tio, Orleir, que a política pode ser feita para ajudar a quem mais precisa”, revelou.

Oferecendo durante todo o seu programa eleitoral a proposta de colocar o Acre e as pessoas em primeiro lugar, o progressista foi dono de 58,36% dos votos ( 218 mil e 756 votos), sem ter citado em mais de uma hora de aparição na telinha de TV, uma única vez o nome de sua principal adversária, a comunista Perpétua Almeida (PCdoB). E pela elegância e tranquilidade chegou a aumentar o seu tempo de TV, tal brutal e covarde foram as agressões, recebendo da Justiça eleitoral o direito de reposição verdade. E muitas vezes o fez usando apenas uma tela azul. Todos os ataques foram coordenados pelos partidos PT e PCdoB, na tentativa de desconstruir seu principal discurso, a liberação de R$ 105 milhões em emendas e indicações para os 22 municípios do Acre, além de R$ 30 milhões do PAC da Mobilidade para obras estruturantes na capital.

Tal plataforma obrigou a Frente Popular do Acre chamar seu staf para bater duro em Cameli. Um deles, o prefeito do município de Rio Branco, Marcus Viana, apareceu mais vezes no horário eleitoral gratuito do que a própria Perpétua Almeida, com discurso apelativo que nas entrelinhas deixava entender que Gladson Cameli era um mentiroso. “Eles não atacaram somente a mim, desrespeitaram as famílias acreanas”, comentou.

Bacharel em engenharia civil desde 2001, formado pelo Instituto Luterano de Ensino Superior de Manaus, – Ulbra -, no Amazonas, o fato concreto é que Gladson Cameli após uma virada surpreendente nas intenções de votos, principalmente em Rio Branco – onde o PCdoB projetava vencer a eleição – caminhou a passos largos, garantindo a terceira vitória consecutiva em sua curta carreira política iniciada em 2006, quando se elegeu deputado federal, reeleito em 2010, e agora elegendo-se para o Senado da República, um dos cargos mais cobiçados da política brasileira, em uma eleição que a Casa renova apenas em um terço os representantes dos estados.

Para chegar à vitória no desafio que ele citou ser um dos maiores de sua carreira política, segundo seu ajudante de ordem e pessoa de extrema confiança da família Cameli, o Cel. Alves, Gladson percorreu via terrestre mais de 20 mil km visitando através de caravanas, ao lado do candidato ao governo da Aliança, Marcio Bittar (PSDB), os municípios do Alto e Baixo Acre. Estima-se que ele tenha caminhado cerca de 270 km, fazendo corpo a corpo com eleitores e participando de caminhadas nos bairros dos 22 municípios. De voo na Região do Juruá e Purus, foram aproximadas 80 horas, dezenas de pousos e decolagens. Uma média de 18 horas por dia de trabalho.

Eleito o segundo Senador da República do município de Cruzeiro do Sul (o primeiro foi Aluízio Bezerra de 1987 à 1995), Gladson Cameli retornou ainda na noite de domingo à terra natal para comemorar a vitória ao lado dos eleitores que lhe deram a maior votação em todo o Estado. Ele dedicou sua eleição ao tio, Orleir Cameli e garantiu que não vai decepcionar o Acre.

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Veja na íntegra a entrevista exclusiva feita pelo repórter Jairo Carioca com fotos de Suamy Beyoud.

ac24horas – Senador, até aqui são aproximadas 80 horas de voo, mais de 20 mil quilômetros rodados, cerca de 270 km de caminhadas e várias visitas aos 22 municípios do Acre. O senhor acredita que o resultado das urnas tenha sido em função desse esforço e de uma campanha planejada e tecnicamente correta?

Gladson Cameli – Eu acredito que Deus sempre esteve no controle, principalmente quando nos propomos a fazer uma campanha pé no chão, conversando com as pessoas, levando propostas e apresentando o trabalho que fiz nos meus oito anos de mandato. Antes de começar a campanha eu andei o Acre todo, e fui muito incentivado a sair candidato ao senado. Eu não cheguei aqui sozinho, tive apoiadores. Ajudei a construir a maior aliança que a oposição já teve e sou muito grato por tudo que me aconteceu.

ac24horas – O Marcio Bittar, no voo até Tarauacá me disse que você foi muito importante na construção dessa aliança. Você acha que definitivamente foi quebrado esse mito de que a oposição é desunida?

Gladson Cameli – Eu acho que vencemos uma etapa importante. Conseguimos em primeiro lugar vencer muitos egos pessoais. Tive a humildade de recuar em muitos momentos e cheguei a propor essa vaga para o Senado ao deputado federal Flaviano, ao próprio Márcio, mas tudo em busca de uma unidade. Avancei quando os principais líderes tiveram a consciência de fazermos um projeto coletivo, voltado para as pessoas. O Petecão, o Vagner Sales, o Marcio Bittar e o Flaviano tiveram um papel fundamental nessa construção. Tenho a consciência de que para unir a oposição ainda precisamos avançar muito. Mas esse é o desafio. A luta não para por aqui, está apenas começando.

ac24horas – Qual foi o momento mais difícil para o Gladson Cameli nessa campanha?

Gladson Cameli ­– Com certeza foi estar longe da minha família, do meu filho Guilherme, que tem apenas um ano e três meses e que precisa muito da minha atenção como pai, do meu carinho. Tenho muito que agradecer a Ana Paula que foi nessa campanha mais que uma esposa. Foi uma amiga que me deu colo nos momentos em que eu mais precisei. Fora isso, senti muita falta da presença física do meu tio Orleir. Essa foi a primeira campanha que eu enfrentei sem ele. Foi muito doloroso para mim (emocionou-se).

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ac24horas – Durante a nossa ida para o aeroporto você recebeu um telefonema do seu pai, o Eládio. Isso foi uma rotina durante a campanha?

Gladson Cameli – Eu não precisei ser candidato para mudar minhas convicções. Eu parto do princípio de que a família é a base para qualquer sucesso. A minha educação desde criança teve isso como base. Estudei no Instituto São José, tive o prazer de ser aluno da irmã Paulina. Até hoje eu peço a benção do meu pai, da minha mãe, dos tios e avós. Meu pai foi fundamental na minha campanha. Ele brigou, puxou minha orelha quando precisou. E acima de tudo temos um grande respeito um pelo outro. Isso é o retrato da família acreana que eu vou continuar preservando em todos os momentos de minha vida, independente do lugar que eu esteja ocupando.

ac24horas – E os ataques que você recebeu. Você estava preparado psicologicamente para esse embate; o que mais lhe surpreendeu?

Gladson entrevista in3Gladson Cameli – Ser acusado daquilo que você não fez e daquilo que você não é foi muito difícil. Nunca fui e nem sou o dono da razão; aprendo a cada dia… sou um sonhador, quero colocar o Acre e as pessoas em primeiro lugar. Os ataques me serviram de ensinamentos. Saio dessa eleição consciente de que a população acreana não aprova essa postura. Por isso não respondi a nenhuma acusação leviana. Minha resposta será com o trabalho. Ao prefeito Marcus Viana, eu quero dizer que os R$ 30 milhões liberados através do Ministério das Cidades são poucos, vou batalhar para ajudar a liberar a segunda etapa do PAC da Mobilidade II que tem mais R$ 80 milhões para obras em Rio Branco. Esse é o meu principal desafio: colocar o Acre e as pessoas em primeiro lugar.

ac24horas – Você acredita que essa postura tenha sido fundamental para lhe dar a dianteira nas intenções de votos, literalmente um ‘voo cruzeiro’ nessa campanha?

Gladson Cameli – Não foi uma campanha fácil. Começamos em Rio Branco, o maior colégio eleitoral, com 20 pontos percentuais atrás da minha principal adversária. Embora eu tenha feito o curso de piloto e ser apaixonado por avião, não pilotei essa campanha sozinho. Tive amigos que assim como eu, gostam de fazer política séria e transparente. Tenho que agradecer a todos os candidatos a deputados estaduais e federais, aos militantes que balançaram a nossa bandeira, que cantaram as nossas músicas. Enfim a todos que acreditaram em nossas propostas. A política é como pilotar um avião. Você precisa gostar do que faz, pois o risco é constante.

ac24horas – O senhor andou pelo estado inteiro durante a sua campanha. Conheceu novamente várias realidades. O que o povo acreano pode esperar do novo Senador da República?

Gladson Cameli – O meu maior projeto vai ser a minha presença nos municípios indiferente de cores partidárias. Todas as cidades do nosso estado, de Marechal Thaumaturgo a Assis Brasil, precisam da maior presença do governo federal. Quero fazer um mandato participativo, ouvindo as comunidades mais distantes, os vereadores, os prefeitos. Vou me juntar aos senadores Sérgio Petecão (PSD-AC) e Jorge Viana (PT-AC), ao futuro governador para ajudar ao Acre vencer seus maiores desafios. Serei senador de todos os acreanos, inclusive daqueles que jogaram pedras em mim.

ac24horas – Por falar em segundo turno, qual será o seu papel agora?

Gladson Cameli – Continuar lutando pela alternância de poder. A alternância de poder é salutar para o processo democrático. Acredito que o Marcio Bittar vai disputar essa eleição com o Sebastião Viana com chances reais de vitória. Ele contará com meu apoio total e incondicional.

gladson x orleirac24horas – O senhor retorna para comemorar sua vitória com as famílias cruzeirenses. Isso é um reconhecimento ao povo de sua terra natal?

Gladson Cameli – Nós acreanos só temos uma única família que é o nosso Estado. A família do Juruá representa cada cidadão, cada pedaço de chão dessa terra rica e maravilhosa que é o Acre.

Peço permissão aos irmãos acreanos para dedicar essa campanha vitoriosa a um grande homem: o meu tio Orleir Cameli. Nos últimos dias de sua vida ele me pediu para não decepcionar o povo do Acre (emocionou-se novamente). E tenham a certeza de que não decepcionarei.

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Suinocultores do Acre amargam prejuízos e ameaçam protestos contra Dom Porquito

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As medidas anunciadas recentemente pelo governador Sebastião Viana de apoio à suinocultura na cidade de Brasileia, na fronteira do Acre, não agradam a Cooperativa de Suinocultores do Acre (SUINACRE) composta por um grupo de 34 produtores pioneiros no negócio. Se sentindo excluídos do que chamam de “ousadia” do governo eles ameaçam a realização de protestos e até de uma ação civil pública contra os incentivos direcionados à Indústria Dom Porquito, localizada na cidade de Brasileia, na fronteira com os países Peru e Bolívia. O secretário Edvaldo Magalhães, da Indústria e Comércio, negou política de abandono e garantiu que os produtores do entorno de Rio Branco vão receber investimentos para modernização.

De fato o projeto de implantação da Indústria Dom Porquito é ambicioso. Inaugurada no último dia 13, nos próximos dois anos o projeto prevê a geração de 800 empregos, o envolvimento de 100 produtores e a receita de R$ 150 milhões por ano – meta que supera o total da arrecadação anual do município de Brasileia.

Mas a reclamação dos produtores não é com a abertura do mercado de exportação para o Japão e países andinos como já foi anunciado, diz respeito à superlotação de suínos no mercado interno. Eles acusam a Dom Porquito de vender com incentivo do governo suínos no mercado de Rio Branco e o resto do Acre.

“Essa política está acabando com os pequenos produtores que viviam bem da venda no comércio local que foi invadido pela Dom Porquito que não deveria praticar vendas da carne suína para o mercado interno, mas o mercado externo como foi proposto” pelo governador Sebastiao Viana na inauguração da Dom Porquito, observa Tommaso Solito.

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Outra reclamação dos cooperados são os preços que passaram a ser praticados com a intervenção da indústria. O quilo da carcaça que era vendida a R$ 8 baixou para até R$ 5,60. Vários produtores das cidades de Rio Branco, Acrelândia e Plácido de Castro estão abandonando o negócio alegando que a produção de suínos no Acre deixou de ser um negócio rentável. De acordo com o presidente SUINAC, Tommaso Solito, o preço do suíno praticado pela Dom Porquito abaixo do custo de produção é devido ao excesso de oferta no mercado local e não necessariamente pela modernização dos galpões.

“A Dom Porquito pratica esse preço recebendo todos os incentivos do governo. Incentivos que não chegam para nós que fomos os pioneiros nesse ramo e que fomos incentivados a fazer financiamentos, comprar matrizes com a garantia de vendermos nosso produto”, volta a comentar Tommaso.

Outra observação de Tommaso é que o governo deve abrir caminhos para os produtores que já estão no mercado há muito tempo e não desqualificar o sistema de produção já existente, sem sequer ter conhecido as instalações dos cooperados da SUINAC.

Gládio Gadelha que produz suíno há 19 anos em Rio Branco, disse que o governador Sebastião Viana durante a campanha eleitoral fez promessas ao mesmo de incentivar o setor, o que o levou a buscar recursos mediante financiamento e ampliar o negócio, aumentando o número do plantel e modernizando os galpões, com tecnologia e genética nos mesmos padrões do sul do país.

“Pode fazer investimentos que nós vamos garantir mercado. Assim disse o Secretário Edvaldo Magalhães e assim nós fizemos. Fomos simplesmente abandonados. Esse ano nem na merenda escolar nós fomos incluídos. Também não fomos convidados a participar da Expoacre por que não pactuamos com esse modelo proposto pela Dom Porquito que torna os produtores escravos do negócio”, disse Gadelha.

Com porco sobrando e sem mercado para vender o que produz, Gadelha vê a cada dia o negócio com suíno indo por água abaixo. Esse ano ele não conseguiu nem recuperar os galpões que foram derrubados por um vendaval em sua propriedade, na estrada Transacreana. Gadelha foi o pioneiro na introdução do suíno moderno no Acre, lutando há quase duas décadas, inclusive escoando a produção, enfrentando estradas de barro, atoleiros e hoje está sendo desqualificado pelo governo.

A reportagem visitou a maternidade de suínos construída na propriedade de Gadelha com financiamento feito junto ao Banco da Amazônia.  A produção é de 300 animais por mês. Com baias convencionais a estrutura não deixa nada a desejar. Gadelha também apresentou com orgulho os reprodutores híbridos que garantem a qualidade do negócio.

“Nossa carne de suíno tem a mesma qualidade que se encontra no sul do Brasil. aqui os animais não são alimentados com farinha de carne ou banha de boi, mas somente com ração balanceada”, disse Gadelha.

Governo fala do tripé de desenvolvimento
para a carne suína no Acre

Edvaldo_in1Para o secretário de Indústria e Comércio do governo do Acre, Edvaldo Magalhães, o estado atua em cada região de acordo com as suas especificidades. Com relação à região do entorno de Rio Branco, ele garantiu investimentos na suinocultura em torno de R$ 2,4 milhões.

A primeira perna deste tripé, Magalhães afirma ser o Alto Acre “que envolve toda cadeia produtiva que já tem uma pecuária estruturada, avicultura consolidada e a suinocultura que era um projeto antigo do governador para região”, comentou.

As indústrias instaladas no entorno de Rio Branco para atender os produtores de suínos, entre elas, o frigorífico Annasara, formam a outra meta de investimentos no setor. Ainda de acordo o secretário, completa esse tripé, a região do Juruá. Ele garante que a Dom Porquito terá características diferentes.

“Para a larga escala de produção de leitões temos que ter uma rede de engorda maior”, acrescentou.

O investimento do governo na construção de 55 galpões entre as cidades de Brasileia, Epitaciolândia, podendo chegar a Capixaba tem como meta o abastecimento da Indústria Dom Porquito que será o frigorífico com SIF exportação.

Embora não tenha confirmado a venda de carcaças de suínos para o comércio de Rio Branco e Cruzeiro do Sul – como denunciam os produtores – Magalhães reconheceu que esse frigorífico, tipo exportação, “ainda não existe”.

“Pra esse volume que já se produz no Acre, quando chegar de novembro em diante quando já se entregou os primeiros 30 galpões, ou vai para o mercado externo ou vai sobrar porco”, acrescentou.

O foco de exportação inicial será o mercado de fronteira da Bolívia e do Peru, desde Iñapari, Puerto Maldonado, nesta última cidade, Magalhães garante existir parceria para exportação.

Secretário lembra pacto com cooperados da Suinac
e fala de padronização de estágios de produção

Magalhães se lembrou de pactos cumpridos entre o governo do Acre e os cooperados como a construção de um frigorífico que não existia no entorno de Rio Branco e intervenções para impedir a entrada de suínos do Mato Grosso no mercado interno.

Ainda de acordo as informações do secretário, 10 produtores tradicionais do entorno do Alto Acre receberão investimentos na construção de galpões maternidade e galpões de engorda com o objetivo de manter a padronização da produção.

“Hoje eles estão em estágios diferentes de produção, com esses investimentos que nós vamos fazer, ocorrerá essa padronização, ou seja, existe a garantia de modernização. Nesse setor quem não se modernizar deixa de ser competitivo”, ressaltou.

Com relação aos preços de mercado, Magalhães disse que a regulação acontece por quem compra o produto.

De acordo com o Presidente da SUINAC, essa promessa do Secretário foi feita há dois anos, numa realidade diferente e hoje parte dos produtores selecionados está abandonando a atividade depois de terem realizados investimentos, inclusive incentivados pelo governo.

Governo visitou produtores do entorno
de Rio Branco há mais de um ano

A última visita do governo nas instalações de produtores do entorno de Rio Branco foi em julho de 2012, em pleno período eleitoral. Na oportunidade, o governador Sebastião Viana, acompanhado do secretário de pequenos negócios, José Carlos Reis, assumiu compromisso de estimular o crescimento da suinocultura no Estado. Na visita foi anunciada apoio e suporte técnico aos cooperados, “coisa que nunca aconteceu”.

 

 

 

 

 

 

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