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Bittar é acusado de ligação com empresário denunciado pelo MPF de venda de notas frias

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Dois meses após estar ocupando um dos mais importantes cargos da Câmara dos Deputado –a primeira-secretaria, uma espécie de prefeitura da Casa -, o deputado federal Márcio Bittar (PSDB-AC), se envolve em uma nova polêmica. Edição desta segunda-feira do Correio Braziliense, um dos mais importantes do país, informa que o deputado justificou despesas parlamentares com notas fiscais emitidas pelo empresário João Cardoso Farias, dono da Marca-Texto Produção e Arte, denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) pela venda de notas frias em escândalo que envolveu a Editora e a Fundação Universidade de Brasília (FUB). O empresário também é apontado por participação em esquemas de fraude à lei de licitações, desvio de dinheiro público, enriquecimento ilícito, falsificação de documentos e formação de quadrilha.

Diz o jornal que entre fevereiro de 2011 e março de 2013, a Câmara pagou R$ 325 mil ao parlamentar do Acre a título de reembolso por serviços supostamente prestados pela empresa. Os valores estão à disposição no Portal Transparência, da Câmara.

O primeiro documento fiscal da Marca-Texto foi apresentado por Bitar, em fevereiro de 2011, quando tomou posse para o segundo mandato legislativo.

De acordo com o Portal Transparência, vinte e quatro notas da Marca-Texto foram usadas por Bittar para justificar despesas com divulgação da atividade parlamentar e gastos com consultorias, pesquisas e trabalhos técnicos.

A primeira nota era de R$ 13 mil. A última é do mês de março, deste ano. Segundo o Portal, o parlamentar justificou, no mês passado, despesas com divulgação da atividade parlamentar no valor de R$ 10 mil. Em fevereiro, deste ano, foram reembolsados pela Câmara mediante apresentação de notas fiscais da Marca-Texto, R$ 15 mil, segundo a Transparência da Casa.

Luciano Tavares – da redação de ac24horas, Rio Branco-AC
lucianotavares@ac24horas.com
Com Juliana Colares, do Correio Braziliense, Brasília

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Nota do deputado

No início da manhã o deputado Márcio Bittar divulgou nota sobre o episódio. Leia:

1 – A contratação da empresa Marca Texto Produções foi uma decisão tomada dentro dos parâmetros legais, perfeitamente documentadas junto à Câmara, com publicação no site de transparência desta Casa Legislativa. Foi assinado um contrato de prestação de serviços que tem sido seguido à risca pela empresa contratada.

Tal contratação tem se demonstrado acertada, na medida em que não possuo assessoria jornalística no meu gabinete parlamentar e a nominada empresa tem conseguido suprir tal lacuna, alimentando meu site e mídias sociais, pesquisando temas para subsidiar meus pronunciamentos na tribuna da Câmara e revisando textos de minha própria autoria. Importante esclarecer que a mesma empresa Marca Texto é responsável pela assessoria de outros gabinetes desta Casa, assim como de gabinetes da Câmara Legislativa do DF.

Por outro lado, a informação de que o proprietário da empresa Marca Texto responde a processos, declaro que desconheço totalmente este assunto, uma vez que não privo da sua intimidade. Não obstante, tal situação não se me afigura eticamente discutível, uma vez que a empresa contratada por mim presta os serviços de forma regular e satisfatória e, por outra via, a empresa Marca Texto, até onde sei, opera de forma legítima na sua área de atuação.

Ainda informo que a remessa de documentos probatórios à Câmara é feita de forma sistemática, sempre que há solicitação. O trabalho realizado pela empresa visa, repito, subsidiar o meu trabalho parlamentar, que pode ser acompanhado de forma pública.

2 – Quanto ao fato de ter um funcionário que contribuiu para a minha campanha de 2010, informo que a contribuição foi feita de forma regular, registrada no sistema do Tribunal Regional Eleitoral e que é motivo de orgulho, para qualquer parlamentar, ter servidores que acreditam no seu trabalho e fazem doações legítimas e devidamente registradas.

Diante de todo exposto, espero ter retirado qualquer dúvida sobre a contratação da empresa e coloco-me à disposição para tratar sobre os diversos assuntos que defendo na Câmara dos Deputados, como parlamentar e como Primeiro Secretário .

Certo de poder contar com sua atenção, subscrevo-me,

MARCIO BITTAR – Deputado Federal – PSDB/AC
Primeiro Secretário da Câmara dos Deputados

 

 

 

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Acre

Empresário Luiz Morais morre aos 75 anos por insuficiência respiratória em Rio Branco

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Faleceu no final da tarde desta quinta-feira (23) em Rio Branco, aos 75 anos, o empresário Luiz do Nascimento Morais. Pioneiro na área de construção civil do Acre, proprietário da L. Morais, Consbrás e Costrubrás, Morais era natural do município de Sena Madureira, onde trabalhou como seringueiro.

No início da década de 70, Morais veio para Rio Branco e iniciou sua vida empreendedora, organizando sua empresa no ramo de Construção Civil. Uma das primeiras obras que ele participou foi na construção da Ponte Coronel. Wanderlei Dantas.

Depois, Morais construiu prédios como o Shopp Center Daniele, no centro da capital e trabalhou em obras públicas na construção dos Centros de Juventude dos bairros Rui Lino, Esperança e Estação Experimental.

O empresário deu entrada no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco, no início da semana. Diagnosticado com pneumonia, ele foi liberado pela equipe médica do HUERB.

Com menos de 24 horas que teve alta, a quadro clínico do empresário se agravou e ele foi atendido pelo Serviço Móvel de Urgência, e em seguida, internado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Sobral.

“Foi quando iniciamos várias tentativas de transferência do pai para o Huerb, onde ele precisava fazer drenagem nos pulmões. Esbarramos na tal regulação, apelamos para todas as autoridades da saúde e meu pai não foi transferido, vindo à óbito por volta das cinco horas por insuficiência respiratória. Ele foi levado para a emergência da UPA já morto”, relatou Elizângela Morais, filha que acompanhou os últimos instantes de vida do pai na UPA.

A família reúne documentos e vai entrar com processo contra o Estado, acusando negligência médica desde a entrada no HUERB.

O Corpo do empresário está sendo velado na Capela Morada da Paz, no Calafate, onde ocorrerá o sepultamento às 14h30 de sexta-feira, 24.

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Acre

Cabo de alta tensão se rompe, mata capataz e 30 cabeças de gado na Transacreana

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A queda de um cabo de alta tensão no ramal Rio Branco da Capela, no km-100 da Transacreana, na manhã desta quinta-feira, 23, resultou na morte de um homem, 30 cabeças de gado, um cavalo e um cachorro em um propriedade rural da região. A vítima é o capataz Kelvin de Souza dos Santos, de 26 anos, que havia saído em seu cavalo para buscar o rebanho no pasto.

As Imagens foram registradas por moradores da região, que narraram o cenário da tragédia.

“Está não é a primeira vez que acontece isso naquela região. A Eletrobrás está com um sistema de iluminação precário, com fios cheios de remendo e que vez ou outra cai na estrada. Outros fazendeiros já perderam gado da mesma forma. Agora o fazendeiro perdeu um trabalhador que deixou dependentes, perdeu gado e a família quem vai indenizar?”, disse Jorge Neto, que mora no ramal.

A reportagem tentou ouvir a Eletrobrás, mas ninguém atendeu atendeu o telefone na empresa.

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Acre

Polícia Civil prende em flagrante traficante quando realizava entrega da droga

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Agentes de Polícia de Civil da Delegacia de Repressão a Entorpecente (DRE) prenderam em flagrante delito, na tarde desta quinta-feira, 23, Jean Carlos Lopes de Souza, 33 anos, vulgo “Jacaré” acusado de tráfico de drogas.

A prisão de “Jacaré” foi realizada após a especializada receber denúncia anônima dando conta de que o acusado estaria comercializando droga em um posto de combustíveis nas proximidades da Via Chico Mendes.

As ações do acusado já vinham sendo monitoradas e no momento em que realizava a entrega do produto, recebeu voz de prisão sendo conduzido a delegacia para ser lavrado o auto de flagrante.

Em posse do acusado foi encontrado um quantia em valor de R$ 738,00 além de 14 invólucros (produto usado na embalagem do entorpecente) contendo cocaína.

“Estamos intensificando nossas ações no sentido de identificar e prender essas pessoas que insistem em comercializar droga”, disse delegado Pedro Resende.

De acordo com a autoridade policial, o acusado será indiciado pelo crime de tráfico de drogas previsto na lei de Nº 11.343/2006 com pena prevista de 5 a 15 anos de reclusão.

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