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Detran se prepara para mais um leilão de veículos apreendidos

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Gleydison Meireles, da redação do ac24horas
ggreyck@gmail.com

O Departamento Estadual de Trânsito do Acre (Detran/AC) está preparando para o final de abril mais um leilão com cerca de 100 lotes de veículos apreendidos. Em Cruzeiro do Sul o leilão acontece no dia 18 deste mês. Podem participar como arrematantes pessoas Física e Jurídica.

No Juruá, serão entre 80 a 100 lotes ofertados para arremate de motocicletas, carros e sucatas apreendidos nos municípios de Cruzeiro do Sul, Feijó e Tarauacá. Já na capital, os lotes disponíveis serão oriundos, além de Rio Branco, do Vale do Acre, Vale do Yaco e Alto Acre, sendo que a grande maioria dos lotes de veículos continua sendo de motocicletas.

De acordo com o Gerente de Operações do Detran, Ítalo Cesar Soares de Medeiros o leilão em Rio Branco tem a previsão para acontecer no final do mês de abril e para isso o órgão está preparando o edital para publicação no Diário Oficial.

“O edital do leilão está em fase de conclusão para sua posterior publicação no Diário Oficial do Estado, a principio a data ainda não foi marcada, mas esperamos que possamos realizá-lo já no final deste mês”, disse Ítalo Medeiros.

O Gerente de Operações esclarece ainda que qualquer pessoa, física ou jurídica, pode participar. É necessário que o interessado apresente o documento de identidade e CPF ou CNPJ. No ato da arrematação, deve ser apresentada também a cópia dos documentos.

Os lotes serão liberados 24 horas após o leilão e os arrematantes por a data do leilão. Os compradores dispõem de 30 dias para a retirada do local dos bens arrematados. Porém, cinco dias após a realização do leilão, não será cobrada nenhuma taxa para a retirada dos veículos. Vencido o prazo, os compradores ficarão sujeitos ao pagamento de multa equivalente a 2% por dia de atraso até o limite de 30 dias.

Os carros apreendidos por falta de pagamento de licenciamento, IPVA e multas, que forem a leilão o debito será transferido para o proprietário do veículo leiloado.

“Quem arrematar uma motocicleta ou carro que foi apreendido por multas ou falta de pagamento de licenciamento e IPVA receberá o bem totalmente legalizado, porém a dívida continuará ativa e será transferido para o antigo proprietário, salvo os casos em que o valor arrecadado com o leilão cubra o valor do débito”, esclareceu Medeiros, que afirmou ainda que se o valor do arremate superar o valor da dívida a diferença será restituída ao antigo proprietário do veículo leiloado.

No caso de multas aplicadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), Ítalo Medeiros disse que esses valores não serão quitados no arremate do bem, neste caso as multas devem ser sanadas junto ao órgão federal pelo arrematante.

O gestor explica também que para veículos adquiridos por meio de financiamento e que foram apreendidos, o Detran comunica formalmente a financeira e caso não haja interesse da empresa em resgatar o bem este pode ir a leilão, mas para isso os trâmites burocráticos são diferentes.

“Carros financiados apreendidos pelo Detran também pode ir a leilão, nesse caso a empresa responsável pelo financiamento é comunicada e caso não tenha interesse em resgatar o bem (motocicleta ou carro) este será leiloado”.

Ítalo Medeiros disse ainda que 40% da frota que circula no Estado não está regularizada junto ao Detran. Nos casos dos veículos que não estão mais em operação é preciso que os proprietários procurem o Detran para regularização.

“Tem veículo que não está mais circulando, mas que continua ativo nos registros do DETRAN. É preciso que os proprietários procurem o órgão para ‘dar baixa’ em nossos sistemas, caso contrario os proprietários acumulam dividas junto no Detran”.

Os proprietários dos veículos apreendidos que quiserem resgatar o bem antes do leilão podem está procurando o órgão para regularizar a situação do veículo. Os débitos poderão ser negociados junto ao Detran.

 

 

 

 

 

Mais Informações

Acre

Após denúncia no ac24horas, Deracre começa a recuperar ponte na fronteira do Acre

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A Ponte José Augusto, entre Brasiléia e Epitaciolândia, começou a ser recuperada pelo Departamento Estadual de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre). A estrutura estava cedendo e vários buracos se espalham pelo corredor dos pedestres.

A denúncia, feito pelo ac24horas há duas semas, chamava a atenção para o risco que pairava sobre os pedestres que usavam a ponta para cortar as duas cidades. De mão única, a ponte é utilizada por caminhões e veículos pequenos que circulam pelos municípios.

Os serviços foram iniciados na terça-feira, dia 21, e vão custar R$ R$ 30 mil para a troca do piso de madeira. Será feito, ainda, segundo o Deracre, um reforço na estrutura da ponte metálica. A obra deverá estar finalizada até a próxima sexta-feira, dia 24.

Os serviços, segundo o morador de Brasiléia, Paulo Chaves, devem dar ainda mais custo para o governo nos próximos meses quando. “Eles já fizeram isso aí com madeira, e agora estão fazendo de novo. Daqui uns seis meses vai ser a mesma coisa. Cadê o Ministério Público? Cadê o dinheiro da ponte que ia ser feita?”

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Acre

Corpo de homem com marca de pauladas é encontrado no Segundo Distrito da capital

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Na manhã desta quarta-feira (22), populares da Rua Apuí, região do bairro Belo Jardim I, no Segundo Distrito de Rio Branco, encontraram um corpo de um homem, ainda sem identificação, morto a pauladas.

O homem estava com pedaços de madeira ao redor do corpo e sinais de agressão em várias partes do corpo, inclusive a cabeça com perda de massa encefálica.

O local foi isolado pela polícia até a chegada dos perítos criminais que colheram informações e recolheram o corpo a base do Instituto Médico Legal (IML).

O caso já foi registrado e deverá ser investigado pela delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (Dhpp).

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Acre

Candidato ao Conselho Regional de Contabilidade foi denunciado à Polícia Federal

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Uma denúncia grave foi feita à Polícia Federal (PF) e ao Conselho Regional de Contabilidade (CRC) e estaria sendo colocada para debaixo do tapete durante as eleições de um dos maiores conselhos de classe do Acre. O caso veio à tona agora, durante o processo eleitoral.

O contador Mateus Calegari é acusado de desacatar os auditores que o atenderam na sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) inclusive impedindo uma das servidoras do órgão de se retirar de uma sala em que estavam reunidos. O relato foi dos servidores.

Calegari, como conta a denúncia enviada ao ac24horas, “mostrou-se emocionalmente alterado” após uma diligência do Ministério do Trabalho a uma das empresas que representa. Insatisfeito com as exigências dos auditores, passou a xingá-los, e afirmar que são “arrogantes”, iguais” e que deveriam ter “humildade”.

Isso, segundo a SRTE, se deu porque a empresa representada por Mateus Calegari estava com a documentação irregular, situação que obrigou o órgão a exigir a regularidade da empresa, sob pena de punição, inclusive já a autuando por escrito, como foi feito.

Sem gravar entrevista, o vice-presidente da Câmara de Fiscalização do Conselho Regional de Contabilidade, José Maurício Prado, pessoa próxima à Calegari, disse que não podia dar nenhuma posição sobre o “procedimento” que corre contra o contador. Prado está com o processo desde o início do ano parado.

O superintendente do Trabalho e Emprego no Acre, Taumaturgo Lima, confirmou todas as acusações remetidas à Polícia Federal. O chefe do setor no Acre, contudo, não quis levar o assunto para o lado pessoal, e disse que defender a classe e os serviços da instituição é essencial.

“Diante desse fato, muito desagradável, uma agressão verbal ao servidor, diante desse desrespeito junto ao servidor, nós encaminhamos uma representação contra o contador para a Polícia Federal e para o Conselho Regional de Contabilidade. Até agora não fomos notificados sobre como ficou nossa denúncia”, alega Lima.

Taumaturgo diz que situações como essa nunca tinham sido registradas entro da Superintendência, portanto, a necessidade de remeter o relato do caso aos órgãos competentes era essencial. Ele acredita que com a denúncia, casos semelhantes serão evitados.

“As providencias que tínhamos que tomar, nos tomamos, agora, se o conselho vai absolver ou punir, não sabemos. Nós nem devemos interferir nisso, mas o conselho vai tomar certamente as medidas que foram necessárias. Remetemos tudo e cópia para a Polícia Federal e ao conselho”, completa.

Mateus Galegari, contudo, nega que tenha destratado os servidores e faz questão de dizer que a denuncia tem um “cunho político”, ou seja, tem o objetivo de prejudicar o processo eleitoral em que ele faz parte. O contador diz, ainda, sem puder provar, que as informações teriam sido passadas por opositores.

“Eu estava no exercício da minha função, defendendo a minha cliente. Eu pedi a prorrogação, e não foi aceito. Em uma das audiências ele [o auditor] faltou, e eu fiquei chateado porque eu não trabalho para o Ministério do Trabalho. Na outra audiência, mas perguntei se não havia uma punição a ele”, diz.

Calegari diz que se sentiu coagido dentro do Ministério do Trabalho ao fazer as reclamações que entendeu devidas ao momento. O contador relata que havia quatro servidores na sala e que em nenhum momento impediu uma das auditoras de sair do local.

“Todos estavam bem exaltados, inclusive a senhora Poliana. Quatro funcionários me coagiram. Eu tenho áudio de tudo. Quem é que se exaltou? Tanto que não tem processo, só a denúncia. Em nenhum momento eu desrespeitei alguém”, completa o contador.

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