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Candidatos ao Enem 2012 no município de Jordão-Acre, terão de viajar até quatro dias de barco para poder fazer as provas

Publicado

em

Salomão Matos
Da redação de ac24horas
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Os 57 candidatos inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio- ENEM 2012, no município de Jordão, [interior do Acre], pretendem entrar com uma representação no Ministério Público Estadual contra a prefeitura municipal daquela cidade e o governo do estado, tendo em vista que em Jordão o exame não será aplicado . Apesar da posição, os estudantes alegam que houve a garantia pelo governo e prefeitura de que eles fizessem assim mesmo as suas inscrições para o vizinho município de Tarauacá, prometendo inclusive transporte aéreo para os matriculados nos dois dias da aplicação das provas [03 e 04 de Novembro], o que até o momento não há nada de concreto. Eles temem perder o processo seletivo para o ingresso no ensino superior, dado a longa distância que separa as duas cidades acrianas na zona rural.

Segundo os alunos candidatos, ficou acordado entre o Secretário de Educação Estadual, Daniel Zen com a garantia da deputada Federal Perpétua Almeida (PC do B), que no dia anterior a aplicação do Enem, uma aeronave seria disponibilizada para eles mas afirmam que, foi cedido apenas uma embarcação para os alunos seguirem pelo rio Jordão até o município de Tarauacá, pelo rio que tem o mesmo nome e o percurso leva em média  de 3 a 4 dias de viagem.

A coordenadora da única escola de ensino médio de Jordão, onde são matriculado os alunos que pretendem participar do Enem este ano, a senhora Adelana Feitosa, disse que não pode ficar responsável sozinha por 57 alunos, sendo que a viagem de barco pelo rio é perigosa e somente 3 são maiores de idade e o restante tem entre 15 e 16 anos. Ela diz, também, que a embarcação cedida não oferece a menor segurança.

A coordenadora do núcleo de educação no município de Jordão, Lucimar Figueiredo, que por sua vez é a esposa do prefeito da cidade Hilário Holanda, procurada para falar sobre o assunto, não foi localizada pela reportagem. ac24horas tentou ainda falar com a  deputada federal Perpétua Almeida em seu número de celular 061-99*5-*820,  mas uma mensagem eletrônica informou apenas que o aparelho está fora da área serviço ou de cobertura.

Por fim, conseguimos contato em seu gabinete em Brasília pelo telefone , 61-3215-4625 e sua assessora que se identificou como Solange Alves, disse que ela estava em uma solenidade em uma base militar. Ela se comprometeu a retornar a ligação o que não foi feito até o fechamento desta reportagem.

O secretário estadual de educação Daniel Zen, também não foi encontrado em seu gabinete aqui em Rio Branco para comentar sobre o assunto.

 

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Jair Facundes revoga medidas cautelares contra indiciados na G7

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O juiz Jair Araújo Facundes, da 3º Vara Federal de Rio Branco, revogou no último dia 14 as medidas cautelares adotadas pelo ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), contra os servidores públicos presos e indiciados pela Polícia Federal na operação G7. Entre as restrições estava a ocupação de cargos públicos pelos investigados.

A revogação foi um dos motivos que levaram o governador Sebastião Viana (PT) a nomear o ex-secretário de Obras Wolvenar Camargo como seu assessor especial na segunda (17). A tendência a partir de agora é que os demais aliados de Viana também passem a exercer funções na gestão petista. Entre os possíveis novos nomeados está Gildo César, ex-diretor do Depasa (Departamento de Pavimentação e Sanemaneto).

Todos os seis funcionários públicos no dia 10 de maio foram indiciados pela PF nos crimes de corrupção passiva, desvio de verbas e fraudes em licitações. Segundo a polícia, eles estariam atuando para beneficiar as empreiteiras reunidas num suposto cartel da construção civil para abocanhar as licitações do Estado, principalmente os lotes do Ruas do Povo e Cidade do Povo.

O inquérito da G7 ainda está sob análise do MPF (Ministério Público Federal) que ainda não se manifestou sobre o caso. O processo foi distribuido para procurador-chefe Eduardo Henrique de Almeida, que pode fazer a denuncia para a justiça.

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