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Pré-candidatos Fernando Melo e Leoncio Castro falam de propostas e não poupam críticas a Angelim

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Luciano Tavares, da redação de ac24horas
lucianotavares.acre@gmail.com

A primeira rodada de debates promovida pela TV Rio Branco, neste sábado à noite, no Programa Tribuna Livre, com a participação dos pré-candidatos a prefeito de Rio Branco, o economista e advogado Fernando Melo (PMDB) e o empresário Leoncio Castro (PMN), foi além do que se esperava de dois neófitos debatedores do campo majoritário.

Ambos não se intimidaram diante dos tarimbados Narciso Mendes e Osmir Lima, auxiliares do jornalista Archibaldo Antunes, na condução do programa de debates.

Em sua saudação inicial, Fernando Melo começou com um afago no ego de Osmir Lima e Narciso Mendes, lembrando a importância dos dois, como então deputados federais constituintes.

Já o jovem, porém, não bobo Leoncio Castro usou a velha e conhecida tática populista durante sua saudação inicial mandando um “boa noite para os moradores dos bairros Tancredo Neves, Cidade Nova e Segundo Distrito de Rio Branco, da Sobral…”

Críticas a Angelim e problemas no transito
norteiam o debate dos prefeituraveis

Castro e Melo pareciam ter combinado críticas à administração petista do prefeito Raimundo Angelim.

Ao se apresentar como uma “pessoa que vem do povo”, o pré-candidato do PMN deu inicio a avalanche de ataques a atual administração municipal.

Leoncio citou falhas graves no planejamento urbano da capital, no programa de saúde da família e no setor da educação, e prometeu construir um viaduto e mais dois terminais de ônibus, como alternativa para desafogar o trânsito da capital.

“Não preparam a cidade para crescer. O próximo prefeito de Rio Branco tem que planejar a cidade de Rio Branco para os nossos filhos. Desde 1980 os grupos que estão à frente da cidade estão no poder, mas não preparam a cidade para o crescimento! O trânsito está um caos porque não planejaram. E a Saúde da Família, outro importante programa que não é executado pela prefeitura. Caso o PMN chegue à prefeitura vamos melhorar esse serviço”, Disse Leoncio Castro.

Ao falar sobre a educação, o pré-candidato disse que vai expandir o ensino integral triplicando a quantidade de creches na rede municipal “para que o pai tenha condições de trabalhar e ter um lugar para deixar seu filho”.

Já o pré-candidato Fernando Melo, com experiência em administração no setor de trânsito obtida quando esteve na direção do Detran, mostrou que Rio Branco enfrenta hoje uma grave crise em seu perímetro urbano, sobretudo, porque as ações implantadas pelos órgãos não acompanham o crescimento da frota de carros e de motos, que acelera a cada mês na capital.

Para Melo, o prefeito Raimundo Angelim não dá a atenção que deveria ao setor de transito. “Eu não vejo o prefeito na rua, vendo o tempo dos semáforos”, criticou o peemedebista.

“Temos uma frota de ônibus cara e velha”, acrescentou Fernando Melo.

Entre as suas propostas, o peemedebista apresentou ainda o projeto de criação da Guarda Comunitária da Paz, que segundo o ele vai trabalhar junto às famílias.

“Será nos moldes da Polícia da Família, criada por mim quando fui secretário de segurança”, disse.

Para justificar parceria com o governo, Castro cita frase de Raul Seixas

“Nunca se vence uma guerra lutando sozinho”, disse o jovem pré-candidato do PMN, para justificar sua opinião favorável a parcerias com o governo do estado, ao citar a frase da música Por Quem os Sinos Dobram, do roqueiro Raul Seixas.

“Hoje o governo estadual faz o papel de prefeitura. Mas ele deveria repassar esses recursos para a prefeitura”, acrescentou.

Ainda para o pré-candidato um dos grandes problemas da falta de recursos nos cofres da prefeitura para investimentos é a enorme quantidade de cargos e de favores que se faz a apadrinhados. “É a política do toma lá da cá!”, disse Castro.

“Angelim é prefeito de gabinete. É um prefeito ausente”, dispara Melo

Para Fernando Melo grande parte dos problemas da capital tem uma explicação: a ausência do prefeito Raimundo Angelim.

“Onde estava o prefeito em janeiro quando a cidade enfrentava um possível surto de dengue? Estava viajando!”, afirma Fernando Melo, que acrescentou: “quando eu for prefeito vou andar nas ruas da cidade para conhecer seus problemas de perto!” Encerrou o peemedebista.

A TV Rio Branco organizou duas rodadas de debate no programa Tribuna Livre, com os prefeituraveis.

Primeira rodada:
27/05: Fernando Melo (PMDB) x Leoncio Castro (PMN);
05/05 (próximo sábado): Luiz Calixto (PSL) x Airton Rocha (PPS);
12/05: Tião Bocalom (PSDB) x Jamyl Asfury (Dem);
19/05:Marcus Alexandre (PT) x Luiz Calixto (PSL).

Segunda rodada:
26/05: Airton Rocha (PPS) x Marcus Alexandre (PT);
02/06:Leoncio Castro (PMN) x Jamyl Asfury (Dem);
09/06: Tião Bocalom (PSDB) x Fernando Melo (PMDB).

Os debates vão ao ar nos sábados às 22h, e reprise às 13h, das segundas-feiras.

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Acre

Cinco partidos de oposição fazem aliança a lançam “chapinha” para federal

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Os dirigentes de PPS, PTC, PSC, PMN e Solidariedade, partidos que integram o bloco de oposição ao governo do PT no Acre, se reuniram nesta sexta-feira (25) e decidiram formalizar uma aliança para lançar uma “chapinha” para deputado federal. A reunião aconteceu na sede do PSC do ex-deputado estadual Jamyl Asfury, que destaca que ficou batido o martelo que os partidos nanicos não servirão de escada para PMDB, Progressistas, PSDB, Democratas e PSD.

No Solidariedade, partido comandado por Marcio Bittar, esposa do pré-candidato ao Senado pelo PMDB, Márcio Bittar, o que pesou foi a decisão da Vanda Milani, que é pré-candidata a deputada federal. Ela teria se manifestado favorável a aliança entre partidos que não contam com políticos com mandato, chegando a cogitar deixar o Solidariedade caso a legenda fechasse aliança com o chapão que conta com Flaviano Melo, Jéssica Sales e possivelmente Alan Rick.

“Todos os dirigentes concordam que não podemos servir de escada para os partidos que querem um chapão. Acreditamos que esse grupo reúne potencial para alcançar mais de 40 mil votos. Se aceitássemos fazer parte do chapão estaríamos apenas contribuindo com a reeleição dos deputados dos PMDB, DEM e possivelmente elegendo um nome do PSDB. Isso não significa um racha, mas o início de um projeto para fortalecer esses cinco partidos”, diz Jamyl Asfury.

A aliança dos partidos nanicos poderá cair como uma bomba entre os grandes partidos oposicionistas que durante toda a semana alguns líderes partidários chagaram a cogitar cruzar os braços e só apoiar a pré-candidatura ao governo do Acre do senador Gladson Cameli (Progressistas) após ele intervir para resolver o problema das coligações proporcionais, já que alguns correm risco de não reeleger deputados e ficarem fora da composição da Aleac e da Câmara.

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Acre

Michel Temer diz que governo acionou ‘forças federais’ para desbloquear estradas do país

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O presidente Michel Temer disse nesta sexta-feira (25) que acionou forças federais para desbloquear estradas, ocupadas por caminhoneiros em greve. Ele fez um pronunciamento no Palácio do Planalto.

Temer optou por acionar as forças federais depois de se reunir com ministros para uma “avaliação de segurança” sobre a situação no país, já que a greve dos caminhoneiros continuou, apesar do acordo firmado entre governo e representantes da categoria na noite de quinta (24).

“Comunico que acionei as forças federais de segurança para desbloquear as estradas e estou solicitando aos senhores governadores que façam o mesmo”, disse o presidente.

Segundo assessoria do Ministério da Segurança Pública, as forças federais incluem: Exército, Marinha, Aeronáutica e Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Temer disse que tomou a decisão para evitar que a população fique sem produtos de “primeira necessidade”.

“Não vamos permitir que a população fique sem gêneros de primeira necessidade. Não vamos permitir que os hospitais fiquem sem insumos para salvar vidas. Não vamos permitir que crianças sejam prejudicadas pelo fechamento de escolas. Como não vamos permitir que produtores tenham seu trabalho mais afetado”, afirmou Temer.

Temer disse que o governo atendeu os pedidos dos caminhoneiros, mas, segundo ele, uma “minoria radical” dos grevistas não quis cumprir o acordo.

Em razão da paralisação, há registros de falta de alimentos em supermercados e de combustível em postos de gasolina, o transporte coletivo em diversas cidades foi afetado, indústrias pararam atividades e voos começaram a ser cancelados por falta de combustível nos aeroportos.

O governo federal e representantes de caminhoneiros anunciaram proposta para suspender a greve por 15 dias. Contudo, as manifestações continuaram pelo país.

Mais cedo, Padilha afirmou que é preciso “dar um tempo” aos caminhoneiros, pois o fim da greve não ocorre de forma imediata. O ministro afirmou que o governo “confia” que a categoria vai cumprir o acordo nos próximos dias.

Na quinta, entre outros pontos, o governo propôs aos caminhoneiros manter a redução de 10% do preço do óleo diesel nas refinarias e reajustar o preço com periodicidade mínima de 30 dias.

A partir disso, a cada 30 dias, a Petrobras vai estipular o preço que será cobrado nas refinarias ao longo do mês. A União vai compensar a Petrobras por eventuais perdas e a estimativa é de que repasse R$ 4,9 bilhões à estatal até o final do ano.

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