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Saúde amplia ações contra hanseníase no Acre

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Rio Branco receberá  R$ 150 mil adicionais para ampliar as ações contra a hanseníase. O Brasil mantém a queda na incidência da hanseníase no país. Entre 2010 e 2011, o coeficiente de detecção de casos novos caiu 15%. Entre menores de 15 anos, este percentual baixou 11%. Os dados preliminares mostram que, em 2011, houve 30.298 casos novos detectados, um coeficiente de 15,88 casos novos por 100 mil habitantes. Destes, 2.192 casos foram registrados em menores de 15 anos (4,77 por 100 mil habitantes). Em 2010, o coeficiente de detecção geral foi de 18,22 por 100 mil habitantes, correspondendo a 34.894 casos novos da doença no país, sendo 2.461 casos na população menor de 15 anos (5,36 por 100 mil habitantes). O Estado possui um coeficiente de detecção de 28,63 por 100 mil, na a população geral, com 210 casos conforme estimativa preliminar para 2011.

O anúncio precede o Dia Mundial de Luta contra Hanseníase, celebrado neste domingo (29). “Estamos obtendo um avanço sustentado no combate à hanseníase. Queremos ampliar esse esforço para obter a eliminação da doença como problema de saúde pública no país”, afirma o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa. A meta do Plano de Eliminação da Hanseníase, estabelecido em 2011, é que haja menos de um caso de hanseníase para cada grupo de 10 mil habitantes até 2015. Além disso, o SUS trabalha para reduzir em 26,9% o coeficiente de detecção de casos novos em menores de 15 anos, aumentar o percentual de cura (90% dos casos novos) e examinar 80% dos contatos intradomiciliares dos casos novos de hanseníase.

MOBILIZAÇÃO – “O alcance das metas prevê um esforço conjunto para a interrupção da cadeia de transmissão da endemia, com ações de vigilância em saúde e atenção aos pacientes”, explica Jarbas Barbosa. O secretário reforça que o Ministério da Saúde tem incentivado a mobilização dos municípios prioritários.

Ao todo, 97% deles – correspondendo a 245 municípios – receberão recursos adicionais que somam R$ 16 milhões. A previsão é que estes recursos comecem a ser liberados ainda neste mês. Em contrapartida, as secretarias municipais de saúde devem desenvolver ações como busca ativa de casos novos, tratamento e acompanhamento de portadores da doença, prevenção de incapacidades e reabilitação e vigilância dos contatos no domicílio dos pacientes. A estratégia está inserida no programa do governo federal Brasil Sem Miséria.

Em setembro, será realizada a Semana Nacional de Mobilização contra a Hanseníase, quando ocorrerá o lançamento da campanha publicitária dirigida à população e profissionais de saúde. Nesta semana, todos os profissionais de saúde do SUS, em especial os agentes comunitários de saúde e profissionais da Estratégia de Saúde da Família, concentrarão esforços para diagnosticar e encaminhar casos novos e, ainda, examinar pessoas que possam ter contraído a doença por contato. Em paralelo, as ações de mobilização deverão promover mais conhecimento sobre a hanseníase, visando eliminar o preconceito e estigma relacionado à doença.

“É fundamental que todos os municípios brasileiros ofereçam o serviço de diagnóstico, tratamento e atenção integral às pessoas acometidas pela hanseníase. No último ano, conseguimos um aumento de 290 unidades de saúde aptas a oferecer assistência a portadores da doença, passando de 9.155 para 9.445 unidades”, afirma o secretário Jarbas Barbosa.

DOENÇA – A hanseníase é uma doença infecciosa e atinge a pele e os nervos dos braços, mãos, pernas, pés, rosto, orelhas, olhos e nariz. O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é longo e varia de dois a cinco anos. É importante que, ao perceber algum sinal, a pessoa com suspeita de hanseníase não se automedique e procure imediatamente um serviço de saúde mais próximo.

É preciso observar manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo e áreas da pele que não coçam; mas, que causam a sensação de formigamento e ficam dormentes, com diminuição ou ausência de dor, da sensibilidade ao calor, ao frio e ao toque.

TRATAMENTO – Todos os casos de hanseníase têm tratamento e cura. A doença pode causar incapacidades físicas, evitadas com o diagnóstico precoce e o tratamento imediato, disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento, gratuito e eficaz pode durar de seis a doze meses.

Os medicamentos devem ser tomados todos os dias em casa e uma vez por mês no serviço de saúde. Também fazem parte do tratamento exercícios para prevenir as incapacidades físicas, além de orientações da equipe de saúde.

APELO GLOBAL – Anualmente, a Fundação Sasakawa (The Nippon Foundation) coordena a assinatura, por líderes e organismos de expressão mundial, de um termo de compromisso denominado Apelo Global. O objetivo é fortalecer a defesa por um mundo sem hanseníase.

A Fundação, que também atua na campanha pela eliminação da hanseníase, é presidida pelo senhor Yohei Sasakawa, que desde 2001 é também Embaixador da Boa Vontade para a Eliminação da Hanseníase da Organização Mundial da Saúde. Personalidades como os Ex-Presidentes Jimmy Carter, Bill Clinton, Nelson Mandela e Luís Inácio Lula da Silva foram signatários do Apelo Global em anos anteriores.

Este ano, o Brasil será o país sede da assinatura do Apelo pelo fim do estigma e da discriminação contra as pessoas portadores da hanseníase. A cerimônia de assinatura será na próxima segunda-feira (30), na Associação Médica Brasileira, em São Paulo (SP).  Está prevista a participação do Embaixador Sasakawa; do coordenador-geral do Programa de Hanseníase da Organização Mundial da Saúde (OMS), Sumana Barua, e de representantes do Ministério da Saúde, da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, da Associação Paulista de Medicina (APM) e do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase.

Por Rafaela Ribeiro, da Agência Saúde – Ascom/MS

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Acre

Vídeo mostra acidente que matou casal de acreanos em Porto Velho

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Um vídeo captado de câmeras de segurança mostra o exato momento em que o casal de acreanos Samuel Assis Lima de Miranda e Beatriz Aguiar colidiu a motocicleta contra uma árvore na madrugada desse domingo (25).A colisão aconteceu durante uma perseguição policial na cidade de Porto Velho, em Rondônia.

Eles trafegavam em uma motocicleta modelo Fan 160 quando uma guarnição policial flagrou o casal na contramão da Avenida Jorge Teixeira e deu ordem de parada.

Segundo a polícia, o condutor Samuel não atendeu e seguiu em alta velocidade. A jovem ainda teria gritado para o homem parar, mas ele não atendeu.

A PM fez acompanhamento e uma perseguição foi iniciada. A polícia informou que Samuel entrou na Avenida Tiradentes, ainda em alta velocidade e nas proximidades da Avenida Rio Madeira acabou colidindo a moto em uma árvore. Ambos morreram no local.

Os corpos do casal chegaram ao Acre na manhã desta segunda-feira (26). Ambos estão sendo velados pelas famílias em locais separados. Beatriz é velada na casa da família, situada no bairro Conquista, em Rio Branco e Samuel é velado numa funerária localizada na rua Isaura Parente, também na capital acreana. O enterro está previsto para ocorrer às 16h no cemitério São João Batista.

Veja o vídeo:

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Acre

“Onde e em quem votar” são as dúvidas dos eleitores acreanos

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“Onde votar” é um dos questionamentos mais identificados pelo Google Trends no Acre nos últimos dias, algo que não é difícil descobrir. A Justiça Eleitoral mantém uma página específica para que os eleitores possam tirar essa dúvida.

“Onde votar” apresentou 37 manifestações na última semana. ´Em quem votar´ é a outra indagação mais comum, com 19 registros, nas buscas do Google no Estado do Acre quando o assunto é eleição 2020.

A consulta ao local de votação pode ser feita por meio do nome do eleitor ou do número do título eleitoral. Por meio da opção Consulta por nome é possível verificar o número do título.

Pela página https://www.tse.jus.br/eleitor/titulo-e-local-de-votacao/titulo-e-local-de-votacao o eleitor saberá rapidamente onde exercerá o direito ao voto, bastando preencher o formulário com o número do título ou CPF, nome da mãe e data de nascimento.

Google Trends é uma ferramenta do Google que mostra os mais populares termos buscados em um passado recente. A ferramenta apresenta gráficos com a frequência em que um termo particular é procurado em várias regiões do mundo, e em vários idiomas.

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Acre

Após críticas, Ufac afirma que não tem relação com debate

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A Universidade Federal do Acre (Ufac) publicou nota afirmando que o debate promovido pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) no último sábado, 24, não tem qualquer relação com as ações promovidas pela instituição e pontuou que não houve utilização de quaisquer recursos públicos da instituição no debate.

A nota vem à tona, após críticas acerca das exclusões dos candidatos à prefeitura de Rio Branco, Roberto Duarte e Jamyl Asfury, do debate promovido pelo DCE que ocorreu no último sábado (24), na Federação das Indústrias do Acre (FIEAC).

Em Nota, a Ufac veio a público reafirmar seu respeito à democracia e seu apartidarismo e pontuou que a atual gestão da universidade tem entre suas características a capacidade de dialogar com todos.

“Não há relação possível a ser estabelecida entre as ações promovidas no formato do debate proposto pelo DCE com os recursos públicos destinados e utilizados de forma proba e eficiente nas atividades da Ufac. A correlação é inadequada, pois a Ufac não faz parte da organização dos debates on-line com os candidatos à Prefeitura de Rio Branco, uma vez que a ação está sendo realizada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), instituição independente e que é responsável por suas próprias agendas”, afirmou Ufac em Nota.

Em outro trecho, a Ufac destacou que o foco da instituição é em Ensino, Pesquisa e Extensão e relembrou as ações de apoio que vem sendo desenvolvida pela instituição nesta pandemia da covid-19, tanto para seus alunos mais carentes com bolsas e auxílios financeiros e educação de qualidade, bem como com a sociedade, realizando ações para o combate à disseminação do coronavírus.

“Por fim, a gestão superior da Ufac reitera seu compromisso com a Democracia e com o povo acreano, mantendo a transparência nos atos e as portas sempre abertas a todos que queiram contribuir com a Educação no Acre”, afirmou.

Veja a nota na íntegra: 

Nota de esclarecimento

A Universidade Federal do Acre (Ufac) vem a público reafirmar seu respeito à Democracia e seu apartidarismo. A atual gestão da universidade tem entre suas características a capacidade de dialogar com todos. Assim, a reitoria tem construído agendas durante o mês de outubro com visitas aos parlamentares, independente de qual sigla partidária represente.

A Ufac é um patrimônio da sociedade acreana, instituição respeitada pela credibilidade, trabalho de qualidade e valor que agrega ao Estado, sendo a única Universidade Pública do Estado do Acre. Por sua vez, a Instituição tem compromisso e responsabilidade social e preza pela transparência das informações que são divulgadas, de modo que a informação sobre a realização de debate pela Ufac ou em suas dependências não são verdadeiras, de modo que nenhum evento está sendo autorizado a ser realizado pelo Comitê Covid-19.

Assim, não há relação possível a ser estabelecida entre as ações promovidas no formato do debate proposto pelo DCE com os recursos públicos destinados e utilizados de forma proba e eficiente nas atividades da Ufac.

A correlação é inadequada, pois a Ufac não faz parte da organização dos debates on-line com os candidatos à Prefeitura de Rio Branco, uma vez que a ação está sendo realizada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), instituição independente e que é responsável por suas próprias agendas.

A Universidade tem demonstrado cada vez mais seu comprometimento com o Estado do Acre, com seu povo, oferecendo ações de apoio em momentos difíceis como a da atual pandemia de covid-19, tanto para seus alunos mais carentes com bolsas e auxílios financeiros e educação de qualidade, bem como com a sociedade, realizando ações para o combate à disseminação do coronavírus. O foco da instituição é em Ensino, Pesquisa e Extensão.

Na segunda-feira, 26, esta Instituição de Ensino Superior (Ifes) inicia o Ensino Remoto Emergencial (ERE), ação que foi exaustivamente planejada para que nenhum aluno fique prejudicado.

Por fim, a gestão superior da Ufac reitera seu compromisso com a Democracia e com o povo acreano, mantendo a transparência nos atos e as portas sempre abertas a todos que queiram contribuir com a Educação no Acre.

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Acre

Com 25 pessoas na UTI, Acre tem 111 internações por Covid-19

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A taxa geral de ocupação de leitos de Unidade Tratamento Intensivo (UTI) exclusivos para pacientes com a Covid-19 no Acre está em torno de 26%. Os dados são do boletim deste domingo (25).

Os dados são do Boletim de Assistência ao Enfrentamento da Covid-19, emitido pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). O boletim mostra a ocupação de leitos do Sistema Único de Saúde (SUS), por especialidade do leito e por regional.

Segundo dados oficiais, das 111 internações em leitos do SUS, 61 testaram positivo para Covid-19, ou seja, a maioria das pessoas que buscam atendimento médico foram infectadas pelo vírus. Os leitos clínicos, pediátricos e obstétricos registram 86 internações em decorrência da Covid-19.

Na região do Baixo Acre, que engloba as cidades de Rio Branco, Sena Madureira, Plácido de Castro e Acrelândia, das 70 Unidades de Tratamento Intensivo (UTI), 19 estão ocupadas registrando uma taxa de ocupação de 27%.

Já região do Juruá, que engloba Cruzeiro do Sul, Tarauacá e Marechal Thaumaturgo, dos 20 leitos de UTI existentes, cinco estão ocupados, registrando 25% de ocupação. Os leitos clínicos somam 95 e 05 estão ocupados, registrando 5% de ocupação.

Já regional do Alto Acre, que engloba as cidades de Brasileia e Epitaciolândia, dois leitos de enfermaria estão ocupados, num total de 19 leitos disponíveis. A regional do Alto Acre é a única que não tem leitos de UTI para a Covid-19.

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