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Nas últimas 48 horas mais de 500 haitianos entraram de forma ilegal no Brasil, por Brasiléia

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Agência O Globo
Por Cleide Carvalho – cleide.carvalho@sp.oglobo.com.br

SÃO PAULO – Nos últimos três dias de 2011, uma leva de 500 haitianos entrou ilegalmente no Brasil pelo Acre, elevando para 1.400 a quantidade de imigrantes daquele país no município de Brasileia (AC). Segundo o secretário-adjunto de Justiça e Direitos Humanos do Acre, José Henrique Corinto, os haitianos ocuparam a praça da cidade. A Defesa Civil do estado enviou galões de água potável e alimentos, mas ainda não providenciou abrigo.

Corinto irá hoje ao município para discutir medidas de emergência no atendimento aos haitianos. Outra equipe estará em Assis Brasil (AC), fronteira com a Bolívia, para saber se há mais haitianos chegando.

A chegada em massa de imigrantes nos últimos dias ocorreu depois de boatos de que o governo brasileiro passaria a expulsar haitianos a partir do dia 31 de dezembro. Os rumores começaram depois de reunião do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), ocorrida em 16 de dezembro. A assessoria do comitê, órgão presidido pelo Ministério da Justiça, confirmou na semana passada que o Brasil estuda medidas para reprimir a imigração ilegal e o tráfico de pessoas pela fronteira com o Acre, mas negou que qualquer decisão a respeito dos haitianos tenha sido tomada.

De acordo com o órgão, os haitianos não podem ser considerados refugiados, pois não são perseguidos por motivos políticos, de raça ou religião em seu país. Por isso, a opção pelo visto humanitário.

Para não chegar ao Brasil ilegalmente, os haitianos deveriam pedir visto em seu país de origem, o que não acontece. Segundo informações do governo do Acre, pelo menos 2.300 haitianos entraram no Acre em 2011. O Conare informou que foram concedidos 1.600 vistos humanitários a haitianos no ano passado.

A imigração ocorre porque o Haiti ainda não se recuperou dos estragos causados pelo terremoto de janeiro de 2010. O primeiro grande grupo de haitianos, formado por 140 pessoas, chegou em Brasileia no dia 14 de janeiro de 2011. Desde então, a entrada ilegal continua, mas eles não são expulsos: obtêm visto humanitário e conseguem tirar carteira de trabalho e CPF para morar e trabalhar no Brasil.

Haitianos que chegam têm qualificação profissional

Segundo Corinto, ao contrário do que se imagina, não são haitianos miseráveis que buscam o Brasil para viver, mas pessoas da classe média do Haiti e profissionais qualificados, como engenheiros, professores, advogados, pedreiros, mestres de obras e carpinteiros. Porém, a maioria chega sem dinheiro. A primeira parada é em Brasileia, mas os destinos preferidos são São Paulo, Porto Velho e Manaus.

– Pelo menos 10% dos haitianos se fixaram em Porto Velho e estão empregados. Conheci cinco professores poliglotas, que aprenderam português e buscam regularizar o diploma para lecionar aqui – afirma Corinto.

Com a construção de usinas do Rio Madeira, em Porto Velho, a cidade sofre com a falta de mão de obra especializada, abrindo mercado de trabalho para imigrantes.

A situação dos haitianos em Brasileia se torna dramática porque a espera pela documentação chega a 40 dias e o município, de apenas 22 mil habitantes, não tem infraestrutura para suportar a chegada de tanta gente. No hotel da cidade, com 30 quartos, estão cerca de 700 haitianos. Com a chegada de centenas de novos imigrantes nos últimos dias, os banheiros do hotel passaram a ser coletivos.

Muitos haitianos foram trazidos por “coiotes” (traficantes de pessoas) e roubados na mata, a caminho do Acre. Com a denúncia de crimes, a Polícia Federal permitiu na semana passada que os haitianos entrassem pela fronteira oficial, na Estrada do Pacífico.

– Os brasileiros sempre criticaram a forma como os países europeus tratavam os imigrantes. Agora, chegou a nossa vez – afirma Corinto.

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Acre

Empresário Luiz Morais morre aos 75 anos por insuficiência respiratória em Rio Branco

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Faleceu no final da tarde desta quinta-feira (23) em Rio Branco, aos 75 anos, o empresário Luiz do Nascimento Morais. Pioneiro na área de construção civil do Acre, proprietário da L. Morais, Consbrás e Costrubrás, Morais era natural do município de Sena Madureira, onde trabalhou como seringueiro.

No início da década de 70, Morais veio para Rio Branco e iniciou sua vida empreendedora, organizando sua empresa no ramo de Construção Civil. Uma das primeiras obras que ele participou foi na construção da Ponte Coronel. Wanderlei Dantas.

Depois, Morais construiu prédios como o Shopp Center Daniele, no centro da capital e trabalhou em obras públicas na construção dos Centros de Juventude dos bairros Rui Lino, Esperança e Estação Experimental.

O empresário deu entrada no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco, no início da semana. Diagnosticado com pneumonia, ele foi liberado pela equipe médica do HUERB.

Com menos de 24 horas que teve alta, a quadro clínico do empresário se agravou e ele foi atendido pelo Serviço Móvel de Urgência, e em seguida, internado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Sobral.

“Foi quando iniciamos várias tentativas de transferência do pai para o Huerb, onde ele precisava fazer drenagem nos pulmões. Esbarramos na tal regulação, apelamos para todas as autoridades da saúde e meu pai não foi transferido, vindo à óbito por volta das cinco horas por insuficiência respiratória. Ele foi levado para a emergência da UPA já morto”, relatou Elizângela Morais, filha que acompanhou os últimos instantes de vida do pai na UPA.

A família reúne documentos e vai entrar com processo contra o Estado, acusando negligência médica desde a entrada no HUERB.

O Corpo do empresário está sendo velado na Capela Morada da Paz, no Calafate, onde ocorrerá o sepultamento às 14h30 de sexta-feira, 24.

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Acre

Cabo de alta tensão se rompe, mata capataz e 30 cabeças de gado na Transacreana

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A queda de um cabo de alta tensão no ramal Rio Branco da Capela, no km-100 da Transacreana, na manhã desta quinta-feira, 23, resultou na morte de um homem, 30 cabeças de gado, um cavalo e um cachorro em um propriedade rural da região. A vítima é o capataz Kelvin de Souza dos Santos, de 26 anos, que havia saído em seu cavalo para buscar o rebanho no pasto.

As Imagens foram registradas por moradores da região, que narraram o cenário da tragédia.

“Está não é a primeira vez que acontece isso naquela região. A Eletrobrás está com um sistema de iluminação precário, com fios cheios de remendo e que vez ou outra cai na estrada. Outros fazendeiros já perderam gado da mesma forma. Agora o fazendeiro perdeu um trabalhador que deixou dependentes, perdeu gado e a família quem vai indenizar?”, disse Jorge Neto, que mora no ramal.

A reportagem tentou ouvir a Eletrobrás, mas ninguém atendeu atendeu o telefone na empresa.

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Acre

Polícia Civil prende em flagrante traficante quando realizava entrega da droga

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Agentes de Polícia de Civil da Delegacia de Repressão a Entorpecente (DRE) prenderam em flagrante delito, na tarde desta quinta-feira, 23, Jean Carlos Lopes de Souza, 33 anos, vulgo “Jacaré” acusado de tráfico de drogas.

A prisão de “Jacaré” foi realizada após a especializada receber denúncia anônima dando conta de que o acusado estaria comercializando droga em um posto de combustíveis nas proximidades da Via Chico Mendes.

As ações do acusado já vinham sendo monitoradas e no momento em que realizava a entrega do produto, recebeu voz de prisão sendo conduzido a delegacia para ser lavrado o auto de flagrante.

Em posse do acusado foi encontrado um quantia em valor de R$ 738,00 além de 14 invólucros (produto usado na embalagem do entorpecente) contendo cocaína.

“Estamos intensificando nossas ações no sentido de identificar e prender essas pessoas que insistem em comercializar droga”, disse delegado Pedro Resende.

De acordo com a autoridade policial, o acusado será indiciado pelo crime de tráfico de drogas previsto na lei de Nº 11.343/2006 com pena prevista de 5 a 15 anos de reclusão.

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