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Professor de história Farlley Derze discorda de texto publicado sobre a decoração natalina de Rio Branco

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O Natal gera turismo, ele estimula o artesanato porque as pessoas vão para ver, e o faturamento dos artesãos da região aumenta. Isso significa que o Natal sociabiliza porque reúne gerações em torno da iluminação natalina. Essa iluminação na capital do Acre é um ponto de partida, que pode se ampliar para outras regiões acreanas, de modo que a economia local encontre no ambiente iluminado, um estímulo para que as pessoas se encontrem, troquem ideias, circulem suas obras de artesanato, dentre outras possibilidades. Gramado, no Rio Grande do Sul, já tem a sua iluminação de natal como um ponto turístico que atrai brasileiros de outras cidades nessa época do ano, além de turistas estrangeiros. Isso ocorre há 15 anos.
A economia local cresce muito nessa época do ano, hotéis, restaurantes, vendedores ambulantes, enfim, a iluminação contribui para que a região se valorize aos olhos de quem vive em outros lugares. O mesmo acontece com a árvore de Natal situada na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. Em ambos os casos, há envolvimento das autoridades do governo. Na Europa, Estados Unidos e Canadá, cidades são iluminadas, isso é uma tradição cultural.
A Europa possui seus problemas, Nova York tem tido inúmeros problemas sociais, o Rio de Janeiro é notícia constante sobre seus problemas sociais, há fome, há desemprego, há violência, mas nada disso substitui a beleza do encontro das pessoas na rua, nesse período de conciliação, esperança, tolerância, fé no futuro. As pesquisas com a população de todas as classes sociais, amplamente divulgadas na TV, jornais e revistas, demonstram que todos querem sua cidade iluminada nessa época do ano. Basta ver o sorriso delas, mesmo diante das dificuldades que encontram no seu cotidiano.
O natal é uma época especial. A luz traz esperança. Mas há brasileiros que preferem a escuridão, sem uma “luz” que se traduza em esperança e fé no futuro. Suas mentes são escuras e vazias porque não percebem nem conhecem a realidade nessa época do ano, onde a memória nos faz lembrar da infância. O Natal ajuda a respeitar as diferenças. O Natal é como um ponto de encontro… encontro de diversos povos, diversas gerações, diversas linguagens. A linguagem natalina interfere nas nossas vidas, na lembrança de um ente querido que já não está entre nós, mas continua presente em nossa memória.
A iluminação natalina no centro da capital enfatiza a memória e a tradição que dignifica a cultura do Acre. A iluminação é um estímulo para se transitar na cidade. São maneiras de pensar o Natal numa cidade multicultural tão fantástica e ecumênica como Rio Branco. Nesse sentido, o Governo de Tião Vianna fez a sua parte social, e cultural.
O jornalista Edmilson Alves, do “ac24horas”, não demonstra a menor responsabilidade com os jornalistas que se esforçam para valorizar essa profissão. Ele veicula notícias com base naquilo que ouviu dos outros. Ou seja, ele não produziu o conhecimento por si mesmo, não descobriu nada, como fazem os jornalistas sérios e comprometidos com a população. Ele prefere o método do papagaio, de ouvir o que alguém disse e reproduzir o que ouviu sem consultar outras fontes, sem pesquisar. São profissionais como o Sr. Edmilson Alves, e suas atitudes de “fast food” que fizeram o Supremo Tribunal de nosso país entender que o diploma de jornalista é desnecessário, diferentemente do que ocorre com outras profissões. Se alguém escreve o que “tem vontade”, como faz o Sr. Edmilson Alves (que se intitula “jornalista”), sem fazer o menor esforço para identificar a origem de uma informação que ouviu e que decidiu acreditar, fica difícil mesmo se entender a relevância de um diploma para alguém que sonhe em se tornar um profissional da comunicação.
Quem perde são os profissionais da comunicação que adotaram outro método para fornecer as notícias que descobriu pelos seus próprios meios, seu próprio suor. O Sr. Edmilson Alves publicou seu texto com o título “decoração natalina importada do Recife é inaugurada com cerimônia ecumênica no Acre”. Com base nas palavras que disse da boca para fora, fica fácil identificar que nunca esteve no Natal de Gramado (RS), nunca esteve no Natal do Rio de Janeiro (RJ), nunca esteve no Natal de Curitiba (PR) para ouvir o coral de crianças na sacada de um prédio iluminado, nunca esteve no Natal de Recife (PE) para comparar o que foi feito em 2009 e 2010 de modo que com os próprios olhos verificasse a diferença entre o Natal do Recife e o de Rio Branco. Devido à dificuldade deste Sr. em lidar com a realidade, vou fazer um gesto altruísta de modo a poupá-lo do esforço que evidentemente não está na pauta de seu “método profissional”, já que não conseguiu se inspirar nos bons exemplos de jornalistas que trabalham de forma criteriosa em nosso país.
Assim, ofereço a ele alguns dados de modo que possa encontrar um tom de neutralidade em seu discurso, já que a delicadeza seria uma utopia em detrimento à leviandade das informações que sabe-se lá por qual motivo político (será que trabalha para a oposição?) ou religioso (será que não é cristão?) e por isso adotou o que lhe contaram como sua verdade particular, na tentativa de confundir a população por meio de palavras que findam por desprezar o sentimento das pessoas nessa época do ano. Pois então seguem alguns dados: os desenhos que formam as estruturas que se encontram iluminadas foram inspirados no trabalho dos artesãos acreanos, portanto, nada a ver com o que se viu na cidade do Recife em 2010. Em lugar nenhum do Recife, no Natal de 2010, foram instalados os anjos iluminados que se encontram nas calçadas da cidade de Rio Branco, portanto, nada a ver com a frase dita pelo Sr. Edmilson Alves de “que a arquiteta Jamile Tormann teria utilizado no Acre, parte da mesma decoração usada em 2010 na capital desse estado nordestino, uma prova de que a simbologia da reciclagem pode ser utilizada sem necessariamente reduzir custos, pois o arranjo natalino acreano de 2011 pode custar ao contribuinte o dobro do valor gasto no ano passado”. Antes de comentar essa frase, o leitor já percebeu que o Sr. Edmilson Alves usa o verbo “teria”, portanto, demonstra sua incerteza e até faz uma tentativa de demonstrar uma isenção diante dos fatos que não conseguiu descobrir. Vamos comentar então a incerteza do Sr. Edmilson Alves que, a essa altura, nos deixa a todos com uma incerteza também: ele “seria” um jornalista? Os números que ele apresenta sobre gastos faz crer que não frequentou aulas de matemática. Pois foram gastos 900 mil reais nesse ano para cobrir uma área mais abrangente do que aquela do ano anterior, onde foram gastos 567 mil reais. Ou seja, não é o dobro do valor financeiro empregado, embora tenha sido mais que o dobro a área contemplada.
Sua afirmação me leva a crer que ele elaborou uma estatística. Por que não divulga tal estatística juntamente com o método que adotou para torna-la pública em forma de números? Assim fica fácil fazer “jornalismo” se o método é apenas ouvir o que os outros falam e reproduzir automaticamente no veículo de informação que lhe dá crédito, como se ele fosse um profissional que aprendeu as modernas técnicas de coleta de dados, embora ele adote a “fofoca” como matéria-prima de seu trabalho descomprometido com a população mais esclarecida que ele. Por exemplo: ele se inspirou no “twiter” de um único jornalista da “revista digital Terra Magazine”, Altino Machado, que possui o blog da Amazônia. Entretanto, o Sr. Altino Machado não se dirigiu à profissional que fez o projeto de iluminação natalina que deu entrevista na coletiva de imprensa organizada pela Prefeitura do Recife (se é que ele estava lá).
Desconheço o grau de relacionamento entre o Sr. Edmilson Alves e o Sr. Altino Machado que só o cito aqui porque segundo o Sr. Edmilson Alves é sua fonte de informação que “teria” estado no Recife. E diz que “quem esteve em Recife no natal do ano passado afirma que a mesma iluminação natalina de lá está sendo usada no Acre neste final de 2011”. Como assim? É preciso discordar.
As mangueiras de LED que foram fixadas no caule das árvores representam os cortes nas seringueiras para homenagear os trabalhadores do seringal, portanto, como foi que a percepção do Sr. Edmilson Alves o iludiu a ponto de não enxergar a própria cultura do Estado em que vive e lhe fez acreditar que se tratava de uma “importação do projeto de iluminação natalina na cidade do Recife em 2010?” Cabe ressaltar que a profissional responsável pela iluminação natalina do Recife (PE) e de Rio Branco (AC) é a mesma pessoa, entretanto, lá no Recife foram utilizadas as estruturas das sombrinhas do frevo que foram iluminadas para homenagear a cultura pernambucana, cidade do frevo. A aberração crítica do Sr. Edmilson Alves a essa altura quer convencer o leitor mais atento de que Rio Branco é a cidade do frevo e Recife é a cidade do látex, do índio, da borracha, do seringal. Entretanto, fica a dever uma resposta sobre como ele chegou a essa conclusão quando diz que “a decoração natalina” foi “importada do Recife”. Este Sr. de ideias questionáveis e fundamentadas em sua carência emocional menciona que a iluminação natalina de Rio Branco é uma reciclagem dos materiais empregados na iluminação da capital pernambucana. Como ele chegou a essa conclusão? Isso pode ser considerado uma calúnia, já que não conhece os fornecedores dos materiais e tampouco se preocupou em saber que destino levou o material utilizado no Recife em 2010, mas bastava ter ido lá no Recife para ver a iluminação natalina de 2011 e descobrir com os próprios olhos que está tudo lá, encantando a população local e o turismo que movimentou 4 bilhões de reais somente nesse período em que se gastou 1 milhão e meio para a iluminação natalina. E, ainda, gerou emprego para a população local.
Esse modelo de jornalismo não pode ser considerado sério. A decoração natalina da cidade de Rio Branco possui um presépio, que assim como os anjos supramencionados, jamais existiu na decoração natalina do Recife. Ou o leitor acredita na empresa que foi contratada para iluminar as duas cidades (Rio Branco – 2011 e Recife – 2009 e 2010), da qual sou o Diretor de Gestão e Pesquisa, ou o leitor acredita no que fala este Sr. Edmilson Alves que não participou das reuniões para elaboração de ambos os projetos, que demonstra não saber a diferença entre as fontes de luz que foram adotadas em ambas cidades, não possui currículo profissional na área de iluminação, jamais entrevistou a profissional que fez os projetos de Rio Branco e Recife, não pesquisou os sites oficiais da Prefeitura do Recife para com os próprios olhos identificar as diferenças de desenhos, fontes de luz, estruturas e temas (frevo em Recife, seringal em Rio Branco). Ou seja, bastava a este Sr. Edmilson Alves que se importasse com a veracidade dos fatos, em vez de improvisar calúnias, além de manchar o bom nome da relevante profissão de jornalismo da qual se encontra distante tecnicamente. Sem contar sua tentativa em desprestigiar um profissional de outra área reconhecida internacionalmente, com diversos prêmios, e Coordenadora de um Curso de Pós-Graduação em Iluminação em 21 cidades brasileiras.
Os argumentos do Sr. Edmilson Alves beiram a infantilidade quando intitula seu “texto” com termos do tipo: “decoração natalina importada”. É como se ele condenasse o Oscar Niemeyer por repetir padrões arquitetônicos nos projetos que idealizou e executou no Brasil e mundo afora. Qual é o problema disso? O padrão estabelece uma linguagem na arte, um estilo, uma identidade profissional. Talvez a limitação cognitiva do Sr. Edmilson Alves para interpretar a arte, ou para interpretar o que ouviu de terceiros, ou interpretar o que tenha tido oportunidade de ver com os próprios olhos (se é que viu), o tenha levado a crer que se tratava de uma “importação da decoração natalina”. Talvez ele tenha confundido as imagens dos pórticos, já que esteticamente existe um pórtico no Recife que homenageia o pescador, onde tal pórtico possui desenhos de redes utilizadas pelo pescador, bem como o pórtico de uma ponte recifense que apresenta as colchas de tear das mulheres rendeiras. Já em Rio Branco, o pórtico homenageia o indígena, e no parque da maternidade o pórtico apresenta peças do artesanato local. Em nome do escritório Jamile Tormann Iluminação Cênica e Arquitetural LTDA, lamentamos que o Sr. Edmilson Alves não tenha nos consultado para nesse momento não ver sua imagem ser motivo de risos e anedotas natalinas quando se aventurou no escuro de suas próprias percepções (ou intenções… ou imaturidade profissional). Mas isso é compreensível, afinal esta pessoa não deve ser mesmo um jornalista.
E se for, já provou que possui uma questionável formação técnica (e cultural). Eu também preferi chama-lo de Sr., para demonstrar que não há nada de minha parte contra a pessoa dele. Este texto que escrevo é apenas uma resposta ao texto que ele produziu e publicou, portanto, oferece margem a uma resposta. Da mesma forma que um Sr. chamado Moisés Diniz respondeu ao site AC24HORAS em que também constatou que “não pode haver jornalismo mais indecente”, “induzem o leitor a interpretar”, “primeiro compararam errado”, “se eles fossem honestos”, “vou cobrar reparação na justiça”, “uma indecência jornalística”…
(Fonte: http://edmilsonacre.blogspot.com/2011/10/deputado-moises-diniz-contesta.html).
A indignação de Moisés Diniz trata-se de outro assunto, nada a ver com a iluminação natalina de Rio Branco (AC), mas serve para que o usuário da Internet ABRA BEM OS OLHOS na hora de ler o que qualquer um decide publicar com base em suas deficiências de interpretação cujo resultado é uma aberração crítica sobre os acontecimentos dos quais não participou.
Se o Sr. Edmilson Alves tivesse a mínima prática de pesquisa para elaborar o jornalismo sério, ele teria descoberto que Jamile Tormann é casada com um acreano da família Derze, nascido em Rio Branco, cuja sogra é de Xapuri, seu sogro é de Sena Madureira, e há 15 anos ela tem dentro de sua própria casa a rica história cultural desse Estado
fabuloso – o Acre – onde vivem pessoas com uma história de delicadeza, generosidade, solidariedade, humildade, gentileza, sensibilidade e inteligência, como um típico acreano.
Se você achou mesmo que a iluminação natalina de Rio Branco foi importada de Recife, o que dizer de alguém como o Sr. que nem saber escrever a palavra “acreano” corretamente, pois escreveu “acriano” no segundo e terceiro parágrafos de seu “texto”. Caro Sr. Edmilson Alves, o importado é você !!!
Assinado: Farlley Derze, acreano, Professor de História, Diretor de Gestão e Pesquisa da Empresa Jamile Tormann Iluminação Cênica e Arquitetural LTDA.
Esta resposta foi encaminhada também para: INÚMEROS BLOGS DE BRASILEIROS; FACEBOOK E DEMAIS REDES SOCIAIS; SINDICATO DOS JORNALISTAS PROFISSIONAIS DO ESTADO DO ACRE – SINJAC; FEDERAÇÃO NACIONAL DOS JORNALISTAS – FENAJ; A GAZETA DO ACRE; A TRIBUNA; PÁGINA 20; O RIO BRANCO; O ALTO ACRE; TRIBUNA DO JURUÁ; JORNAL VOZ DO NORTE; VOZ DO ACRE; FOLHA DO ACRE; RD NOTÍCIAS; AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS DO ACRE; SECRETARIA DE ESTADO, ESPORTE, TURISMO E LAZER DO ACRE (SETUL); PORTAL ACRE; DIÁRIO OFICIAL DO ACRE; DIÁRIO DA JUSTIÇA DO ACRE; FEDERAÇÃO DO COMÉRCIO DE BENS, SERVIÇOS E TURISMO DO ESTADO DO ACRE (FECOMÉRCIO); SESC; SENAC; ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ACRE; CÂMARA MUNICIAL DE RIO BRANCO; PREFEITURA DE RIO BRANCO – AC; GOVERNO DO ESTADO DO ACRE – AC; PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO ACRE; SECRETARIA DE JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA DO ACRE; MINISTÉRIO DO TURISMO DO GOVERNO FEDERAL; EMBRATUR; DEFENSORIA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL (DF).

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Acre

CNMP anuncia investigação contra promotora Alessandra Marques

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Usuária assídua das redes sociais, especialmente o Facebook, a promotora Alessandra Marques agora terá que destinar um pouco do seu tempo para se explicar ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Nesta terça-feira, 22, os conselheiros decidiriam, por unanimidade, abrir procedimento administrativo disciplinar para apurar a conduta da integrante do Ministério Público do Acre.

Um dos motivos é que, segundo consta nos autos da Reclamação Disciplinar nº 1.00425/2020-15, em 2019, a promotora utilizou suas redes sociais e e-mail institucional para postar mensagem insinuando compra de votos durante a eleição para procurador-geral de Justiça do MP do Acre, realizada em novembro passado.

Alessandra era candidata, mas não obteve votos suficientes para entrar na lista tríplice. A procuradora Kátia Rejane acabou sendo reconduzida ao cargo. Na mesma postagem, a promotora também teria dado a entender que houve malversação e gestão ilegal de recursos públicos no MPAC.

Leia também:

>>>Kátia Rejane dá “puxão de orelha” em Alessandra Marques: “membro do MP não tem capacidade técnica para prescrever cloroquina”

>>>Alessandra Marques usa ironia e ensina receita de bolo

Além disso, segundo a Corregedoria Nacional do MP, mais recentemente, também nas redes sociais, a promotora realizou diversas postagens criticando as medidas de prevenção e controle da Covid-19 adotadas no Acre, além de sugerir a utilização da cloroquina.

Em maio, o MPAC chegou a divulgar uma nota esclarecendo que membros do Ministério Público não possuem capacidade técnica ou conhecimento para indicar ou prescrever medicamento, e que população deveria continuar seguindo as recomendações das autoridades de saúde.

A Corregedoria Nacional do MP também apurou que, ao longo de 2019, por meio de sua conta pessoal no Facebook, Alessandra Marques publicou inúmeras mensagens contra figuras públicas e instituições ligadas ao Sistema de Justiça e aos Poderes.

Não se espera do membro do MP fazer circular conteúdo destrutivo, diz corregedor nacional

Segundo Rinaldo Reis, corregedor nacional do MP, a promotora Alessandra Marques violou os deveres funcionais previstos na Lei Orgânica do Ministério Público do Acre, entre os quais, o de zelar pelo prestígio dos Poderes da União, do Estado e dos Municípios, bem como das funções essenciais à Justiça, respeitando suas prerrogativas e a dignidade de seus integrantes.

“Não se espera do Membro do MP o uso da arena pública para a realização de comparações jocosas entre instituições democráticas e cenários de filmes de ficção, ou ainda para fazer circular conteúdo destrutivo em face de autoridades públicas cujo teor em nada ou muito pouco contribui para a edificação da melhoria do aparato público”, disse o corregedor nacional do Ministério Público, Rinaldo Reis.

Segundo o CNMP, as condutas da promotora ensejam a aplicação de três penalidades de suspensão de 45 a 90 dias, sendo uma sanção para cada infração.

Nas redes sociais, Alessandra Marques ainda não se manifestou sobre a abertura de processo disciplinar contra ela. No domingo, postou que liberdade de expressão é um direito respeitado, desde que quem tem poder não seja criticado. O post recebeu 37 curtidas!

Fonte: CNMP

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Acre

Mourão chega a Rio Branco e é recepcionado por Major Rocha

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O vice-presidente Hamilton Mourão desembarcou por volta das 16h50 desta terça-feira, num avião da Força Aérea Brasileira (FAB), no aeroporto internacional de Rio Branco. O governador Gladson Cameli não foi recepcionar o vice-presidente. Quem fez esse papel foi o vice-governador do Acre, Major Rocha.

Do aeroporto, Mourão seguiu em comboio para o Hotel Nobile Suítes Gran Lumni. Logo mais às 19 horas, ele terá um jantar marcado com o governador Cameli e demais representantes do governo do Acre no Pinheiro Palace Hotel, onde a pauta principal será as ações de cunho ambiental.

Além de Rocha, o deputado Luiz Gonzaga (PSDB) e o secretário da Casa Civil, Ribamar Trindade, também recepcionaram o vice-presidente no aeroporto.

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Acre

Peixes da Amazônia pode ser comprada por grupo paulista

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O Grupo paulista Peixe Bom, do Estado de São Paulo, apresentou nesta terça-feira, 22, ao governador Gladson Cameli o seu interesse em assumir o comando do complexo de piscicultura Peixes da Amazônia, localizado às margens da BR-317, no município de Senador Guiomard.

Dono da Peixe Bom, Jurandir Ramos quer investir no Acre – Foto: Reprodução

Representado pelo seu principal investidor, o empresário Jurandir Ramos, que chegou em Rio Branco na segunda-feira, 21, em seu próprio jatinho, o grupo piscicultor especializado em transporte, compra e venda e assessoria de empreendimentos, sinalizou ao governo do Estado e aos demais acionistas do empreendimento acreano de assumir o controle das atividades industriais e administrativas.

Leia também: Peixes da Amazônia apresenta plano para pagar credores que é contestado na justiça

No encontro, o governador do Acre, Gladson Cameli, afirmou que o estado tem interesse de vender a sua parte no empreendimento que seria cerca de 19% das ações com o objetivo de colocar a fábrica para funcionar para gerar emprego e renda. “Digo que estamos de portas abertas para quem quer investir no Acre, pois queremos gerar emprego, renda e desenvolver o nosso estado”, disse o chefe do Palácio Rio Branco ao publicar uma foto da reunião com o empresário.

O deputado estadual Luiz Gonzaga (PSDB) acompanhou a reunião e destacou sobre a expectativa de um bom negócio. “Acredito que essa seja uma boa oportunidade para colocarmos aquela megaestrutura para funcionar. Aquilo ali para gera prejuízo para todo mundo”, argumentou o parlamentar.

O ac24horas apurou que parte dos sócios da empresa tem interesse em se desfazer de suas ações, porém outra parte estaria irredutível. O grupo paulista tem interesse de ter o controle majoritário do negócio tanto que o empresário Jurandir Ramos já se reuniu com os administradores do complexo, onde foi apresentado um raio-x da situação atual do empreendimento que está em recuperação judicial na justiça.

Mesmo devendo cerca de R$ 48 milhões a credores, o empresário teria sinalizado positivamente com o complexo que é referência na região norte, mas que está com suas atividades paradas desde janeiro de 2019.

PLANO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL

O ac24horas teve acesso ao Plano de Recuperação Judicial elaborado pelos diretores e advogados do complexo que pleiteia a homologação do judiciário. Na proposta, o relatório aponta que atualmente a empresa possui capital social de R$ 62 milhões, distribuído em 54.538 ações. O quadro de acionistas composto pelo Fundo de Investimentos e Participações [35,83%]; sócios privados [33,67%] e Agência de Negócio do Estado do Acre S.A. — ANAC [19,15%]. A Central de Cooperativa também tem participação de 11,35%.

Atualmente as dívidas da empresa totalizam R$ 48,6 milhões entre credores e dívidas trabalhistas. De acordo com o Plano de Recuperação Judicial, o atual cenário de crise da empresa está intrinsecamente ligado a ausência de capital de giro. O não provisionamento de determinados gastos ocasionou, como em um efeito cascata, três grandes problemas: adversidades não provisionadas/previstas; desencaixe de fluxo de caixa e ineficiência produtiva.

De acordo com o relatório, a relação de credores é composta por 274 fiduciários divididos em classes trabalhistas [94], garantia real [2], Quirografários [88], Micro e Pequenas Empresas [90].

A expectativa é que a justiça homologue o acordo judicial após a manifestação dos credores.

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Acre

“Espessura do asfalto da prefeitura não é metade de uma caneta”, diz Jarbas Soster ao vistoriar rua

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O empresário do ramo de construção de rodovias e pavimentação asfáltica e candidato à prefeitura pelo Avante, Jarbas Soster, voltou a criticar nas redes sociais nesta terça-feira, 22, a qualidade do serviço executado nas ruas da capital pela prefeitura de Rio Branco.

No vídeo, Jarbas raspa o asfalto que a prefeitura utilizou na rua Marina, na Vila da Amizade, na Vila Acre e mostra a espessura do asfalto que não chega nem a metade de uma caneta.

Revoltado, Jarbas afirmou que essa pavimentação feita pela gestão Socorro Neri (PSB) e pelo secretário de infraestrutura, Edson Rigaud, é uma forma de enganar a população em plena campanha eleitoral. Ele pediu uma investigação do Ministério Público do Acre.

“Isso é maquiar a cidade e tentar enganar a população. Estão queimando dinheiro público e a população não merece isso”, afirmou.

Veja o vídeo:

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