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Sem aumento salarial, jornalistas do Acre vão ao MPT para formalizar denúncia coletiva contra o presidente do Sinjac

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Jornalistas de vários órgãos de comunicação de Rio Branco estão em pé de guerra com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Acre (Sinjac). Os profissionais da área de comunicação encamparam um movimento no Twitter e Facebook, convocando os jornalistas a boicotarem o Prêmio Chalub Leite de Jornalismo, que é patrocinado pelo Governo do Estado.

Com a data base fixada para março, os jornalistas não tiveram reajuste até o momento. Na próxima semana, repórteres de jornais impressos e emissoras de TV pretendem entrar com uma denúncia coletiva no Ministério Público do Trabalho (MPT), pedindo que o presidente do Sinjac, Marcos Vicentti seja convocado para explicar a situação.

Segundo o documento que os jornalistas pretendem entregar no MPT, a categoria, com reajuste com base na inflação, que deveria ser concedido no mês de março, não foi pago, porque o presidente do Sinjac não teria procurado os patrões para assinar o acordo coletivo, prejudicando a maior parte da categoria.

Os jornalistas reclamam ainda, que a desculpa apresentada pelo presidente do Sinjac seria a organização do prêmio de jornalismo. Os profissionais afirmam que a entidade teria tempo para participar das articulações de defesa do Governo do Estado do Acre, na questão das denúncias no projeto de Manejo Florestal, mas não teria tempo para defender os filiados do sindicato.

Outro ponto contestado pelos jornalistas que encamparam o movimento seria o atrelamento do Sinjac a administração petista estadual e municipal, em Rio Branco. O longo documento de protesto dos profissionais em comunicação diz ainda que o presidente do Sinjac, já teria assinado um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), mas continua descumprindo as regras do termo.

A questão da nomeação dos membros da diretoria do Sinjac, em cargos de confiança do Governo do Estado e Prefeitura Municipal de Rio Branco, também faz parte do documento. Segundo o documento, a maioria dos diretores do sindicato estaria a serviço do poder público. O absurdo, de acordo com os manifestantes, chegou a tal ponto “que os políticos ameaçam acionar o conselho de ética do sindicato, para prejudicar jornalistas”.

Os participantes do movimento não quiseram ser identificado, por medo de represálias dos patrões e, do presidente do Sinjac. Abaixo, trecho do documento que será protocolado no MPT, na próxima semana.

VAMOS REUNIR NA PRÓXIMA SEMANA TODOS OS JORNALISTAS
Outubro de 2011 deve ser lembrado pelos jornalistas. O mês não deve ser relacionado ao mês das crianças ou qualquer outra comemoração, mas de muita espera, muita paciência e muita frustração por sermos abandonados pelo Sindicato dos Jornalistas do Acre (Sinjac).

Enquanto a entidade lança o Prêmio Chalub Leite de 2011, eu e você ainda não recebemos o aumento salarial. Esse reajuste de 7% deveria ser concedido em março, mas até o momento não há resposta. Há sete meses estamos o que deveria estar agregado a nossa renda.

O valor equivale a R$ 110,18 ao mês, totalizando até o momento R$ 771,26. O valor leva em conta o salário base da categoria que até março deste ano era R$ 1.574.

Diversos jornalistas cobraram do nosso presidente, Marcos Vicente Batista da Silva, o reajuste, mas ele disse estar tomado por trabalhos e estar concentrado na realização do Prêmio Chalub Leite.

Acreditamos que o prêmio ajuda a valorizar a categoria, mas o salário é item fundamental para a sobrevivência diária do trabalhador. Assim, estão trocando uma comemoração anual pelo nosso reajuste.

Não queremos comparar, mas é preciso: os jornalistas, pessoas esclarecidas, estão sendo tratados como na época dos romanos, ou seja, a pão e circo.

Temos dois caminhos racionais para demonstra a indignação contra a direção do sindicato: a primeira é reunir todos os colegas jornalistas na frente do Ministério Público do Trabalho (MPT) para formalizar uma denúncia contra a atual direção e a segunda, reflexo do tratamento dado a todos nós, é boicotar o Prêmio Chalub Leite.

É preciso deixar claro que respeitamos a memória do nosso falecido colega José Chalub Leite. A situação não deve envolver o nome de uma pessoa que fez história no Acre, então temos o dever de explicar que vamos lembrar dele pelos ensinamentos deixados, separando a situação constrangedora em que vivemos.

O próprio Chalub Leite, se vivo estivesse, escreveria um bom texto criticando a própria direção do Sinjac que até o momento não defendeu os jornalistas.

Não queremos atacar a imagem do repórter fotográfico Marcos Vicente, pois gostamos da pessoa gentil e amiga que ele é, mas queremos nosso aumento. Uma reivindicação justa!

É preciso lembrar que Marcos Vicente já assinou um Termo de Ajuste de Condutas (TAC) no ano passado por cometer o mesmo erro, ou seja, deixar de lado a negociação salarial, um direito do trabalhador que todos os dias vai para as ruas em busca de notícias para toda a população.

Nós, jornalistas, divulgamos tantas greves, lutas sindicais e manifestações trabalhistas de diversas categorias, temos tantos exemplos de lutas, então não podemos ficar calados por essa irregularidade cometida contra nossos bolsos.

A pedido de colegas de diversas redações, encaminhamos um anexo em que é possível verificar os problemas detectados no Sinjac, algumas situações não foram resolvidas, por isso precisamos de sair das redações, sair escondidos dos patrões se preciso for, para reclamar no MPT.

O MPT fica próximo a Superintendência da Polícia Federal, é fácil encontrar e a denúncia pode ser realizada de forma anônima.

Ray Melo, da redação de ac24horas – [email protected]

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