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Projeto “acaba malandragem” e pressão de empresários de comunicação desperta fúria de deputados contra a imprensa

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A unanimidade finalmente aconteceu na Aleac. Depois de a divulgação das primeiras matérias do projeto demagógico “acaba malandragem”, de Walter Prado (PDT), nos jornais diários de Rio Branco, que teve o objetivo de pressionar os membros da Mesa Diretora da Casa, a renovar os contratos de publicidade e divulgação, com os proprietários de órgãos de comunicação do estado, o tempo literalmente fechou.

Usando a tribuna, os deputados tentaram desqualificar os jornalistas que fazem a cobertura dos trabalhos do poder legislativo, afirmando que os repórteres divulgam apenas os fatos negativos que acontecem na Aleac. O pronunciamento mais  contundente foi de Manoel Morais (PSB), que apesar de não ser criticado pela fraca atuação parlamentar, disse que os jornalistas exploram as falhas do parlamento.

O corporativismo ficou evidente entre os parlamentares na sessão em que procuraram defender apenas o “enorme” esforço  que fazem para servir a população.  O deputado de oposição, Jamyl asfury (DEM), repudiou as matérias sobre projeto “acaba malandragem” de Walter Prado. De acordo com ele, o trabalho dos deputados não se restringe a tribuna da Aleac, já que a função principal seriam as demandas das bases eleitorais.

“Quero dizer que nós não trabalhamos só aqui na tribuna. Eu particularmente não quero ser reconhecido como um bom operador de tribuna. Quero ser reconhecido como um bom representante da população. Quando se fala em malandragem é lamentável que o próprio deputado [Walter Prado] que profere essas palavras não está aqui. Não podemos admitir que este tipo de conceito seja continuado dentro desta Casa”, diz Jamyl.

O bate boca entre Geraldo Pereira (PT) e Walter Prado (PDT), serviu de pano de fundo para a defesa dos deputados estaduais. Todos os parlamentares que subiram a tribuna se solidarizaram com Pereira, que apesar de ter sido atingido por um colega de parlamento, que teria questionado como ele teria sido “criado”, a culpa da confusão foi creditada a imprensa que noticiou a confusão para que os deputados não trabalhem mais que 9horas semanais.

Ray Melo, da redação de ac24horas – [email protected]

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