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Governo mobiliza 64 instituições para defender exploradores de madeira e repudiar denúncia de trabalhadores da floresta

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Os questionamentos que surgiram nos últimos meses sobre supostas irregularidades em projetos de manejo florestal na Floresta Pública do Antimary e na Fazenda Ranchão II, têm mobilizado a equipe do governador Tião Viana (PT), em defesa do projeto que é apontado pelos partidários da Frente Popular do Acre, como a essência dos projetos sustentáveis desenvolvidos pelas três últimas administrações da FPA, frente ao Governo do Acre.

Nesta quarta-feira, 19, além dos gestores de Tião Viana, o Imaflora, instituição que faz certificação socioambiental através da certificação agrícola, que auxiliam na adequação socioambiental de empreendimentos florestais e agrícolas se pronunciou em defesa do projeto de extração de madeira certificada das florestas do Estado. A Imaflora divulgou nota explicativa da abordagem da revista ISTOÉ, na reportagem “O golpe verde”.

Ao todo, 63 instituições assinaram a nota de repúdio do Governo do Estado. Sindicatos, secretarias, órgãos federais, centrais de trabalhadores e ONGs defenderam a madeireira Laminados Triunfo, [que explora e vende a madeira para o mercado externo], o Governo do Estado [que entregou a fábrica de tacos construída com dinheiro público e a exploração do manejo] e repudiaram os trabalhadores da floresta que supostamente teriam sido atingidos por crimes ambientais, além dos políticos que tornaram as denúncias públicas.

O Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola esclarece que existem diversas entidades habilitadas a realizar auditorias de certificação FSC no Brasil e o IMAFLORA é uma delas. Sobre a afirmação de que o Imaflora “distribui às empresas o selo verde”, o instituto afirma que a certificação só é concedida a empresas que comprovem o cumprimento às rigorosas normas estabelecidas pelo FSC e reconhecidas internacionalmente.

Com relação a Laminados Triunfo, o Imaflora informa que a empresa possui um certificado FSC (código SW-FM/COC-001586) ativo para 7.497,00 hectares, onde cumpre com os critérios de certificação, constatado nas últimas auditorias de campo. O Imaflora não esclarece sobre os supostos crimes ambientais cometidos pela madeireira, na obstrução do canal de passagem das águas do Riozinho do Rola e demais córregos denunciados pela feito pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), e famílias do seringal São Bernardo.

Em relação à Floresta Estadual do Antimary (FEA),  o Imaflora enfatiza que a certificação FSC da FEA foi concedida em 2005. “E, desde então, auditorias independentes são realizadas anualmente pelo Imaflora. Sobre a suposta devastação da “mata do Limoeiro”, mencionada na matéria, de ISTROÉ, apesar de estar situada nas proximidades da mesma, não faz parte da certificação da Floresta Estadual do Antimary”, dizem os representantes do instituto.

O Imaflora afirma ainda que encoraja partes interessadas a enviarem comentários sobre estas áreas diretamente para imaflora@imaflora.org, sempre que possível, apoiados em evidências concretas. Segundo o instituto, todos os comentários recebidos serão devidamente avaliados e respondidos publicamente pela equipe de auditores do Imaflora.

REPÚDIO AS DENUNCIAS
Os Presidentes dos Conselhos Estadual de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia – CEMACT apresentaram moção repúdio às denúncias e os denunciantes, e defenderam o manejo floresta, como mola propulsora da economia do estado . Segundo os gestores, o manejo florestal é hoje uma das atividades econômicas mais importantes do Estado do Acre, representando mais de 20 % do valor bruto da produção do Estado.

Segundo os secretários do governo, dados de órgãos oficiais indicam que no Acre existem mais de 500 empresas, entre grandes e médias e pequenas empresas, relacionadas ao setor florestal, que produzem mais de 700 mil metros cúbicos de madeira por ano, gerando em torno de 4.600 empregos diretos, movimentando uma economia de mais de R$ 500 milhões por ano.

Os gestores de Tião Viana reconhecem os problemas existentes na exploração dos projetos de manejo, e fazem o chamamento das instituições e políticos para trabalhar nos ajustes necessários, no anejo florestal empreendido na Floresta Estadual do Antimary. Os problemas, segundo o comunicado oficial dos gestores da administração estadual,  “são problemas pontuais, que exigem solução pontual e não o retrocesso ao modelo de produção anterior”.

A equipe de governo afirma ainda, que “a criação de Unidades de Conservação e demarcação de Terras Indígenas associado às atividades de manejo florestal, contribuem para o êxito na conservação de  87 % das florestas acreanas, diminuição significativa das taxas de desmatamento, ao mesmo tempo em que promove um expressivo crescimento econômico”.

As denúncias apresentadas pelo deputado Major Rocha (PSDB), Comissão Pastoral da Terra (CPT), famílias residentes no seringal São Bernardo, além das 40 famílias da Floresta Pública no Antimary, foram repudiadas com veemência pelas 63 instituições que apóiam a administração estadual, que classificaram como “ações de indivíduos ou grupos interessados em sobrepor seus interesses em detrimento aos interesses maiores da sociedade acreana”.

Ray Melo, da redação de ac24horas – raymelo.ac@gmail.com

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Acre

Gladson conversa com membros do TJAC para aproximar poderes

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Numa tentativa de estreitar o relacionamento e aproximar os poderes, o governador Gladson Cameli dez uma visita de cortesia nesta quarta-feira, 21, aos membros do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC). O próprio judiciário confirma que o objetivo do encontro foi “aumentar o diálogo interinstitucional e também articular parcerias para aprimoramento dos serviços jurisdicionais”.

Durante o encontro, que contou com as duas equipes diretoras do TJAC, a atual e a eleita para os próximos dois anos, foi levantada a proposta de união dos esforços para transição de equipes e aprimoramento da prestação jurisdicional.

“Mais um registro da visita que fiz nesta quarta-feira no Tribunal de Justiça do Acre. Foi um encontro muito importante para estreitar o relacionamento e firmar parcerias com o poder judiciário”, disse Cameli. Na ocasião, Gladson falou de assuntos relacionados à administração do Judiciário acreano, especialmente, em relação às necessidades estruturais da Justiça do Acre.

O desembargador-presidente, Francisco Djalma, agradeceu a visita do governador e destacou as demandas do Judiciário. “A proposta dessa visita foi apresentar alguns projetos edificação, restauração de alguns prédios e o governador se dispôs a ajudar a implementar essas modificações”, disse.

Estiveram presentes o atual desembargador-presidente do TJAC, Francisco Djalma, e os desembargadores Laudivon Nogueira e Júnior Alberto, vice-presidente e corregedor-geral de Justiça, respectivamente. Também estavam na reunião os magistrados eleitos para o Biênio 2021-2023, a desembargadora-presidente Waldirene Cordeiro, e os desembargadores Roberto Barros, vice-presidente, e Élcio Mendes, corregedor-geral da Justiça.

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Acre

Acre tem 60 novos casos e nenhuma morte por Covid-19

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O boletim da Covid-19 desta quarta-feira, 21, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre registra 60 novos casos de contaminação pelo coronavírus no estado.

Com isso, o número de infectados subiu de 29.865 para 29.925 nas últimas 24 horas.

Até o momento, o Acre registra 78.562 notificações de contaminação pela doença, sendo que 48.609 casos foram descartados, enquanto 29 amostra de RT-PCR estão em análise pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen) e pelo Centro de Infectologia Charles Mérieux. Pelo menos 27.732 pessoas já receberam alta médica da doença, enquanto 69 seguem hospitalizadas.

Nenhum óbito por Covid-19 foi notificado nesta quarta-feira, fazendo com que o número oficial de mortes pela doença continue 682 em todo o estado.

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Acre

“Com a gente, bem ou mal, as coisas funcionavam”, diz Daniel Zen

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O programa eleitoral do candidato à prefeitura de Rio Branco pelo Partido dos Trabalhadores, Daniel Zen, desta quarta-feira, 21, falou acerca dos problemas que os moradores de Rio Branco vem enfrentando acerca do desabastecimento de água que tem se tornado um grande transtorno para a população.

Zen afirmou que pensou que poderia fazer uma campanha calma, mas afirmou que não dá para ficar calado ao escutar os relatos dos moradores de diversos bairros que vem enfrentando a falta de água em plena pandemia.

“Eu pensei que poderia fazer uma campanha calma, conversando com vocês, apresentando minhas propostas. Mas olha, não dá para ficar calado. A campanha leva a gente para as ruas e as pessoas vem falar com a gente. Não tá dando para comprar comida, não tem como comprar gás, arroz e carne nem pensar. Enquanto em plena pandemia a gente não tem água na torneira, nem para lavar a mão, o governador e a prefeita tão querendo vender o Depasa por uma mixaria. Isso é roubo gente. Esse povo ou não liga pra vida das pessoas ou ficou doido”, pontuou.

No vídeo, Zen relembra as gestões do PT e diz que “bem ou mal”, as coisas funcionavam na época do PT e que ninguém roubava as pessoas.

“Com a gente, bem ou mal, as coisas funcionavam e ninguém roubava as pessoas. Olha, se o governador e a prefeita não dão conta de resolver esse problema, eu digo a vocês: devolvam o serviço de água e esgoto para o município! Comigo e Cláudio Ezequiel na prefeitura, a gente vai conseguir fazer muito melhor do que está fazendo hoje”, afirmou.

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Acre

No Mocinha Magalhães, Duarte escuta reivindicação dos moradores

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O candidato do MDB à prefeitura de Rio Branco, Roberto Duarte, percorreu nesta quarta-feira, 21, as ruas do bairro Mocinha Magalhães escutando de perto os relatos dos moradores acerca da realidade vivida por cada um deles e os problemas enfrentados.

Na visita, Duarte falou de suas propostas para educação, segurança, saúde e dentre outras pautas. Duarte pontuou que caso assuma a Prefeitura de Rio Branco irá fazer diferente.

“Campanha de verdade se faz perto das pessoas, com o coração aberto e disposição para conversar. Dá pra fazer diferente”, afirmou.

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