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Debate sobre ações afirmativas na Ufac reuniu movimentos gay, hip-hop, religiosos, políticos e educacionais

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A Universidade Federal do Acre (Ufac) sediou, nesta quinta-feira (13), o primeiro seminário de Ações Afirmativas na Universidade e na Escola. A temática foi o Estatuto da Igualdade Racial e Políticas de Ações Afirmativas nas Universidades e Escolas Públicas Brasileiras.

O evento contou com a presença de representantes de vários segmentos sociais como: hip-hop, LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), autoridades religiosas, políticos e professores. O encontro  foi organizado pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab) da Ufac.

Segundo Almerinda Cunha, representante do Fórum de Educação Étnico-racial do Estado do Acre, um evento como este é para fortalecer a ideia de inclusão da igualdade racial no Brasil.

“Precisamos incluir nas grades curriculares as leis 10.639 e a lei 11.645, que trata da história da África, a cultura afro-brasileira e da cultura indígena. Isso é para que nossas crianças cresçam com aprendendo a respeitar o diferente e não hostilizar a pessoa porque tem características diferentes da sua, ou por ter  uma religião diferente, uma escolha sexual diferente. É preciso mostrar que todos somos iguais e que somos cidadãos”  e completa. “O racismo está dentro de todos nós. Faz parte da educação que recebemos e isso precisa mudar”, afirma.

Para o organizador do evento, professor Andrio Gatinho, o seminário é para discutir a necessidade da adoção de ações afirmativas. “É necessário levar em conta a diversidade de experiências de outras universidades e discutir parcerias que fortaleçam a educação superior no estado”.

Raimunda Barros é umbandista e moradora no município do Bujari, ela já sofreu preconceito por seguir a religião da umbanda. Segundo ela, moradores do local já incendiaram seu terreiro por preconceito. Ela acredita que o evento veio para ajudar na construção de novas identidades.

“É preciso que tenhamos a consciência de que hoje, não é mais como antigamente, quando as pessoas iam à casa de minha mãe apenas para conversar e a vizinhança falava que era para fazer ”um trabalho”. Sofri esse preconceito quando era mais jovem, sofro esse mesmo preconceito hoje e agora, vejo meus filhos sofrendo o mesmo preconceito. Participo do seminário, porque sei que é por aqui, que iremos construir respeito por todos”.

O Pasto J. Conceição é da igreja Batista. Ele faz parte do grupo de discussão de Ações Afirmativas. Para ele o maior desafio para implantar Ações Afirmativas nas Escolas e nas Universidades Brasileiras é necessário quebrar paradigmas. “Estamos diante de dois desafios. O primeiro é desconstruir uma série de conceitos que se transformaram em pré-conceitos. O segundo é construir. Construir uma nova página, onde todos conscientemente aprendam a respeitar o próximo como ele é. Valorizando a dignidade da pessoa humana. As pessoas não têm que concordar comigo nem eu com ela. Temos que ter um ponto em comum, temos que nos  respeitar” disse.

Da Assessoria da Ufac

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