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Sem “delegados” para apurar roubo, professora pergunta se o Acre é o melhor lugar para se viver do norte do Brasil

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De: Catarina Souza Costa [email protected]
Assunto: Matéria para publicar (Descaso da Segurança Pública no nosso Estado)

Peregrinação em busca dos direitos
Na noite passada, dia 11.11, sai de casa por volta de 18:30 e como de costume, fechei a casa e fui ao meu compromisso. Por volta das 21:30, retornando para casa, logo na entrada, percebo que minha irmã e cunhado também estão chegando naquele momento. Entramos e tudo aparentemente estava normal, porém, após alguns minutos, ao entrar no quarto, percebo que a janela está aberta, mas por um minuto me questiono se fechei… logo em seguida percebo objetos espalhados na cama e pergunto a minha irmã se ela fez aquilo, e quando ela fala que não, percebo que a janela foi arrombada e o ferrolho quebrado. E que o notebook não está na mesa e nem uma pequena quantia de dinheiro na carteira. Além disso, outros objetos dos demais cômodos também estão faltando.

Bem, nessa situação o coração dispara e o seu primeiro pensamento é ligar para a polícia, os profissionais responsáveis por garantir a segurança da sociedade. E foi isso que fizemos, ligamos para o 190 por volta das 22 horas, e a atendente disse que como era furto, ela não poderia mandar a patrulha, ou seja, só se o bandido estivesse ainda na minha casa me esperando com uma arma e apontando para a minha cabeça é que possivelmente ela poderia mandar a patrulha! E se ele saiu quando chegamos, e se tivesse por perto? Bem, nunca iremos saber, a polícia tem mais o que fazer! Procurar bandido talvez não seja a prioridade.

A simpática atendente me recomendou ir a delegacia do tucumã fazer o B.O. Depois de eu muito insistir disse-me que mandaria a patrulha (que eu acho que chega até o natal). Depois de 1 hora de espera, fomos a delegacia, e como lá não tem delegado, só registramos o boletim. E como amanhã é feriado, e a delegacia NÃO abre (por favor bandidos, não nos assaltem em feriados), ela nos recomendou ir até a 5ª no Adalberto Sena, que lá poderíamos solicitar a perícia ao delegado e possivelmente os peritos iriam no outro dia examinar o local.

Foi ai que começou a parte interessante, o delegado não estava, saiu sem justificativa, sem substituto, ou seja, não é possível fazer nada, apenas dar meia volta, segundo o escrivão Tibério Isaias. Mas antes disso, ficamos sabendo que havia outra delegacia de flagrantes, a 1ª, na Cadeia Velha. Vamos tentar essa, mas antes, o mesmo escrivão resolveu ligar e descobriu que o delegado de lá saiu para jantar sem previsão de retorno. DESISTO, fui vencida pelo cansaço. O jeito é #XingarMuitoNoTwitter

Depois de postar nas redes sociais a minha indignação, resolvi mandar um torpedo para o nosso secretário de segurança pública Reni Graebner (00:45), falei na mensagem da ausência de delegados nas delegacias de flagrantes de Rio Branco, que um havia saído simplesmente e o outro estava jantando, e enquanto isso, o ladrão longe com as minhas coisas. Por fim, assinei como uma cidadã acreana que paga seus impostos e NÃO conseguiu ser atendida pela polícia de sua cidade. Meia hora depois o secretário respondeu ao meu torpedo, disse que falou com os dois delegados, Messias da 1ª e o João Ausgusto da 5ª, e que os dois já se encontravam nas delegacias, e que eu deveria procurá-los. Agradeci pela atenção, mas como já era 01:15 da manhã, expliquei que sai da delegacia as 23:36, e que não me sentia segura na minha cidade para sair novamente aquela hora de casa. Mas que ficava feliz por eles estarem de volta aos seus postos para atender as pessoas que procuravam ser atendidas naquele momento, mas que eu não tive a mesma sorte!

Catarina Souza Costa – [email protected]

GOVERNO ESCLARECE
O governo do Estado através da Secretaria de Estado da Polícia Civil – SEPC se sensibiliza com a professora Catarina Souza Costa, não atendida por um delegado, na noite do último dia 11 do corrente mês, quando por cerca de 36 minutos segundo seu próprio relato, registrou uma queixa de furto, na 4ª Regional e conversou com um escrivão na delegacia de flagrantes da 5ª Regional (Adalberto Sena).

Mesmo não tendo ido à 1ª delegacia de flagrantes, no bairro Cadeia Velha, ela argumenta que o delegado não estava em seu posto de serviço. No entanto, verificou-se existi uma irredimível falha na comunicação entre a vítima (Catarina Souza Costa) e a pessoa que a acolheu na delegacia.

A direção da Polícia Civil ao tomar conhecimento dos fatos mandou checar in loco a suposta ausência das autoridades policiais e constatou que tanto o delegado João Augusto Fernandes (plantonista da delegacia do Adalberto Sena), bem como Messias Ribeiro (1ª Regional) estavam em seus postos de serviços às (00h45), quando foi informada do episódio.

Cabe esclarecer, que, mesmo verificando não se tratar de flagrante, o Estado considera importante a colaboração da educadora ao questionar o atendimento a ela oferecido. Ressalta-se que este fato isolado serve para aperfeiçoar cada vez mais os serviços na área de Segurança Pública para todos e, em todas as áreas.

O Estado/Polícia se assenta a disposição da professora, bem como de todo cidadão que busca os serviços policiais, para a compreensão de uma investigação célere e imparcial da notícia do crime de furto do qual Catarina Costa foi vítima.

De: pedro paulo <[email protected]>

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