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Bancários e carteiros fazem ato público nesta quinta-feira no centro de Rio Branco

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Um ato público, envolvendo bancários e carteiros, movimentou o centro de Rio Branco na manhã desta quinta-feira. As duas categorias estão de braços cruzados e aguardam pela reabertura das negociações para por fim uma greve. O ato desta quinta-feira ainda foi fortalecido pela presença de alguns auditores e fiscais da Secretaria Estadual de Fazenda, também em greve por melhores salários.

Os trabalhadores em Empresa de Correios e Telégrafos estão de braços cruzados há 15 dias e a expectativa em relação ao término da greve é ainda por tempo indeterminado. Na quarta-feira, o comando de greve a direção da empresa voltaram a negociar. Os dois lados não chegaram a um acordo e a orientação dos sindicalistas é pela manutenção da paralisação até a empresa apresentar uma contraproposta digna para fechamento de acordo.

Com um discurso duro, a presidenta do Sindicato dos Correios/AC, Suzy Cristina, criticou a postura arrogante da empresa de não apresentar uma contraproposta digna aos trabalhadores para fechamento de acordo salarial. A sindicalista também criticou duramente a política adotada pelo banco de cortar os pontos dos grevistas. Uma ação, segundo ela, que lembra governos anteriores.

Rosana Nascimento, presidente da Central Única dos Trabalhadores do Acre (CUT/AC), prestou solidariedade à luta das duas categorias em data base. A sindicalista criticou a contraproposta apresentada por Correios e Fenaban para fechamento de acordo coletivo de trabalho.

– São setores lucrativos e os grandes responsáveis são os trabalhadores que precisam ser reconhecidos pelo esforço, ao invés de serem excluídos da partilha dos lucros.

Presente ao ato, o vereador Marcelo Jucá (PSB) também lamentou a postura dos patrões de não reabrir os canais de negociações com os trabalhadores. O parlamentar mirim deixou claro que é favorável a paralisação, pois os trabalhadores precisam repor o poder de compra e estão no direito de reivindicar melhores salários e condição de trabalho pelo fato de estarem em data-base.

Os bancários acreanos chegaram ao terceiro dia de greve com o número crescente de agências paralisadas. Um total de doze e com perspectiva de crescer ainda mais nesta sexta-feira. A novidade no quadro de paralisação diz respeito à adesão das agências do Banco da Amazônia, dos municípios de Feijó e Sena Madureira.

POR MANOEL FAÇANHA

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