Procon investiga existência de cartel de postos no Acre
Depois de várias reclamações, o Programa de Proteção do Consumidor (PROCON), no Acre começou nesta segunda-feira (08), uma investigação para constatar ou não a existência de cartel formado por empresários do setor de combustíveis na capital e no interior do Estado.
Segundo o Chefe da Divisão de Fiscalização do Procon, Otacílio Minassa, “o sindicato dos postos e revendedores de combustível no Acre, já foi notificado hoje pela manhã, para informar qual foi a justificativa que usaram para o aumento no preço da gasolina”, disse.
Mesmo depois que a Petrobras Distribuidora (BR) informou na última sexta-feira, 5, que repassou a todos seus terminais e bases a redução de R$ 0,08 por litro de gasolina determinada pelo Governo Federal para a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), para que os preços nas bombas não fossem alterados, os donos de postos no Acre, aumentaram o preço da gasolina de R$ 2.92 para R$ 2.97.
Outra discrepância que esta sendo investigada pelo Procon, é a similaridade nos preços da gasolina. Em quase todos os postos, os preços são os mesmos praticados, não deixando opção para o consumidor de procurar um local mais barato para abastecer o veículo, o que pode caracterizar um cartel.
A redução do valor da Cide de R$ 0,23 para R$ 0,15, por litro de gasolina, foi determinado pelo Ministério da Fazenda, para contrabalançar a mudança temporária do percentual da mistura de álcool anidro na gasolina, de 25% para 20%, o que poderia elevar o preço da gasolina.
Segundo o próprio Ministro da Fazenda Guido Mantega, em entrevista coletiva na semana passada em Brasília, “essa redução da Cide sobre a gasolina, foi justamente para segurar os preços do produto na bomba e o consumidor não pode ser penalizado. Então, não há motivo para aumentar o preço da gasolina” disse o ministro.
Salomão Matos – redação, ac24horas com informações da Agência Brasil



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