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Postado em 29 de abril de 2016

Com escândalo das casas, secretário não pretende largar o osso

Quando quer trabalhar, se trabalha, quando não quer….
É muito difícil um deputado federal de primeiro mandato de um Estado pequeno e sem peso político, como é o caso do Acre, conseguir se destacar na Câmara Federal. O deputado federal Léo de Brito (PT)  superou esta barreira ao assumir a presidência da Comissão de Fiscalização e Controle, que integra uma das 22 comissões permanentes da Casa, sendo responsável pela fiscalização do uso de verbas e execução de obras a cargo do governo federal quanto das entidades da Administração Direta e Indireta. Acompanha programas como o “Minha Casa Minha Vida”, faz a Tomada de Contas da Presidência da República, entre outras atribuições. Sua escolha não foi aleatória, Léo é do ramo do Direito e um quadro muito preparado. É sem dúvida uma função que o projeta dentro da Câmara Federal e engrossará seu currículo. E faz bem à imagem da bancada federal acreana. Na política, quando se quer trabalhar, se trabalha, quando não se quer, se cumpre o mandato coçando o saco.

Carnaval político
O TCE impediu o prefeito de Senador Guiomard, James Gomes, de dar reajuste salarial aos servidores da Educação. Deram uma bela de uma bandeira ao James para se projetar politicamente, basta reunir todos os servidores e mostrar o documento de proibição.

Boa iniciativa
Foi boa a iniciativa do presidente da Assembléia Legislativa, deputado Ney Amorim (PT), em promover o primeiro prêmio de jornalismo do Legislativo. Serve como incentivo à categoria. Mais uma vez o novato “OPINIÃO” arrebata um primeiro lugar, desta feita no quesito mídia eletrônica, com uma matéria do colega Resley Saab. O “OPINIÃO” chegou e ocupou espaço.

Casal que faz política
O casal Francisco Deda-deputada Maria Antonia é totalmente dedicado à política. Trouxe o carro de som de suas campanhas no Juruá, para puxar a “Marcha para Jesus”, a ser promovida pelos evangélicos em Acrelândia. Por isso, a Maria Antonia sempre se elege com boa votação.

Falácia, nada mais do que isso
Não há mínima chance de acontecer a antecipação da eleição presidencial, como querem alguns senadores, na ânsia de impedir que a presidente Dilma seja destronada pelo Senado. O PT tem praticamente como aliado o PCdoB, uma bancada barulhenta, mas de poucos votos.

Malho por trás, aleluia pela frente
Conversando ontem pela manhã com um Pastor evangélico sobre o quadro político, me disse que há quase unanimidade pela saída da presidente Dilma. Há um descontentamento geral com o PT. “O que tenho visto no Acre é malho nos bastidores e, aleluia, aleluia, na frente do PT”, ironizou.

Um candidato em cada esquina
Bira Vasconcelos (PT), Marcinho Miranda (PSDB), Ailson (DEM), Osmar Facundo (PR), Elivelton (PMDB) são os candidatos a prefeito de Xapuri. Um candidato para cada esquina. E todos eles brigando por uma prefeitura falida e sem previsão de melhoria da economia nacional.

Divisão favorece o PT
Em Xapuri, o petismo tem força política, por isso não é muito dizer que, com este monte de postulantes, a candidatura do ex-prefeito Bira Vasconcelos (PT) passa a ser muito competitiva.

Petista inconformado
Um amigo do PT desabafava ontem em uma roda a sua mágoa com a presidente Dilma. “A Dilma conseguiu destruir todo o legado que o Lula suou tanto para construir. É bom que saia”, foi o desabafo.

Nomes para a discussão
O dirigente do PP, José Bestene, está no fechamento dos onze nomes da nova comissão provisória do PTB, para apresentar amanhã, ao senador Gladson Cameli (PP) para o aval.

Vista programada
O presidente nacional do PTB, Roberto Jeferson, acertou com o senador Gladson Cameli (PP) uma vista ao Acre em data a ser marcada pela direção regional do PP, para uma reunião política.

CPI inviabilizada
A “CPI da BR-364” está inviabilizada por falta das oito assinaturas necessárias para apresentar o pedido à mesa diretora. Os deputados Eber Machado (PSDC) e Nicolau Junior (PP) não assinaram. E mais uma vez o deputado Luiz Gonzaga (PSDB), o autor, terá de engavetar.

Votar contra é a ordem
A orientação do gabinete do Tião Viana é para a base do governo barrar o projeto do deputado Ghelen Diniz (PP), que acaba com a pensão de ex-governadores. Na legislatura passada, um projeto nestes moldes, do deputado Gilberto Diniz (PTdoB), foi derrubado pelo governo.

Muito para baixo
Quem conversou com o secretário Jamil Asfury nos últimos dias conta que está para baixo, com o escândalo da venda de casas do programa “Cidade do Povo”, não porque tenha culpa no caso, mas pelo envolvimento dos seus dois principais assessores da SEHAB.

Não pedirá para sair
A coluna tem informação do próprio secretário Jamil Asfury de que não pedirá para sair do cargo, pretende enfrentar o calvário dentro. A única maneira de deixar a direção da SEHAB é ser exonerado pelo governador, fora isso não move uma palha neste sentido.

Essencial na democracia
O discurso de ontem na solenidade do prêmio de jornalismo da Aleac, do Procurador Cosmo, foi visto como um primor na defesa da liberdade de expressão, lembrando que sem isso não existe a democracia. Os comentários que ouvi na categoria foram todos positivos.

Protegido da cúpula
Candidatos a vereador pelo PMDB andam resmungando que existe por parte da cúpula do partido um protecionismo à candidatura do advogado Roberto Duarte. Se existe tal fato, não sei, mas sei que os comentários criticando o suposto fato são muitos.

Toda pinta
Para os deputados da oposição o deputado Eber Machado (PSDC), que desistiu de ser candidato a prefeito de Rio Branco, está dando toda a pinta que se jogará nos braços do governo, sendo tudo uma questão de tempo. Já não contam com ele na campanha à PMRB.

Pronta e justa
A ação da equipe da prefeitura de Rio Branco ao tratar com carinho a ação do casal que colocou seus móveis em frente ao órgão em protesto contra venda casas na “Cidade do Povo” foi pronta e justa, conseguindo um aluguel social, pagando por um pato que é da SEHAB.

Questão nacional
Os dirigentes do PTB foram ontem à Brasília tentar reverter a perda da sigla. A questão é nacional, o PTB é anti-PT, e o PTB, aqui, é pró PT. Acho difícil conseguirem reverter o quadro.

É uma injustiça
Não me cabe fazer sua defesa e sim à sua equipe de Comunicação. Mas o faço porque o senador Petecão (PSD) comete uma injustiça ao debitar ao Tião Viana a responsabilidade pelo esquema desbaratado na Cidade do Povo, porque foi quem mandou apurar o ilícito.

Problemas são outros
O problema deste governo é outro: grande parte da equipe de secretários é fraca técnica e politicamente, e a arrogância de alguns; que mesmo com o mundo político do PT desabando, ainda estão naquela da “onda vermelha”, em que elegiam até um poste. Não caíram na real?

Defesa da continuidade
Tenho visto muitos petistas do andar de cima defendendo que o prefeito Marcus Alexandre continue tendo o professor Márcio Batista (PCdoB) de vice, já que o PT está fora do páreo.

Margem tranqüila
Proporcionalmente, a tendência é a de que a aceitação da admissibilidade do impeachment da presidente Dilma e o seu afastamento por 180 dias na primeira fazer do processo, seja aprovada com mais tranqüilidade do que foi na Câmara Federal.

Respeito, mas discordo
O deputado Daniel Zen (PT) defendeu ontem a “regulação da mídia”, proposta que é a coqueluche dos setores mais radicais do PT, como o presidente Ruy Falcão. Regulação é o primeiro passo para brecar a liberdade de expressão, foi o que se viu na Venezuela e na Argentina. Respeito seu ponto de vista, mas discordo na essência.

Quase impossível
Mesmo com Michel Temer (PMDB) na presidência é quase impossível que a oposição se funda em torno da candidatura à PMRB da deputada Eliane Sinhasique (PMDB). Questão de egos.

Problema político sério
Ontem, fui parado quatro vezes por camelôs inscritos no programa “Cidade do Povo”, que me conhecem, revoltados por estarem cadastrados há vários anos no programa sem serem chamados. E todos com o mesmo discurso que estão sem casas porque não têm dinheiro para pagar propina a funcionários da Secretaria de Habitação. O triste episódio de um casal que colocou ontem todos os seus móveis em frente à prefeitura de Rio Branco em protesto por estar há mais de cinco anos cadastrado sem receber o imóvel é o reflexo do escândalo da compra e venda de imóveis do programa, que foi manchete em todos os órgãos de comunicação. Não levem isso no pouco caso! Como algo isolado. São milhares de pessoas inscritas que estão tendo o mesmo sentimento, após a polícia desbaratar o esquema. O estrago político vindo da revolta de milhares de famílias, que se sentem lesadas, é imensurável. Ninguém vai convencer essas famílias que foi um caso pontual o que aconteceu envolvendo a cúpula da Secretaria de Habitação. Não paguem para ver! Deram uma bandeira apelativa para a oposição em ano eleitoral! A resposta da Comunicação do governo deveria ter sido incisiva, numa coletiva do Tião Viana, por exemplo, limpo na cruel história. Avalio assim.

Postado em 28 de abril de 2016

Imagem de Jamyl fica abalada com prisão de homens de confiança

Existem pontos que precisam ser bem situados no escândalo de compra e venda de casas na “Cidade do Povo”. Foi belo e técnico o trabalho do Delegado Roberth Alencar, que chegou às prisões dos mais importantes assessores da Secretaria de Habitação. O governador Tião Viana merece ser citado positivamente porque não se limitou a mandar a abrir uma sindicância interna, mas colocou nas mãos da polícia para apurar tudo sem protecionismo. Creio na inocência do secretário Jamil Asfury, mas sua situação está abalada com a prisão de seus dois homens de extrema confiança na SEHAB. Não sei se é boa sua permanência. Nada disso tira a beleza e funcionalidade do programa “Cidade do Povo”, no aspecto social. Mas mostrou que o órgão não tinha o mínimo de organização e que o secretário não detinha o controle do programa. Outro ponto é que tudo isso acabou com a credibilidade do setor de seleção e entrega das casas. Quem não recebeu vai atribuir o fato a não ter pagado ao esquema. Este desgaste é incontrolável. Não existe outra saída a não ser uma auditoria sobre os processos de cada casa entregue. É o que penso. É o que ouço na rua.

Cartas na mesa
A deputada Eliane Sinhasique (PMDB) pôs mais combustível no caso. Pediu que o Delegado Roberth Alencar tome os depoimentos das pessoas que foram demitidas da Secretaria de Habitação por conhecerem o esquema de fraude, sob o regime de Delação Premiada.

Ponta do iceberg
Para a deputada Eliane Sinhasique (PMDB) o que aconteceu até aqui foi a ponta do iceberg, porque há casos em que pessoas era dadas como tendo recebido uma casa, mas que na verdade eram substituídas por outras pessoas, e ficavam no cadastro como beneficiadas.

Hora de entregar o cargo
Dentro do governo há um sentimento de desconforto com a continuidade do secretário Jamil Asfury no cargo. Ontem, o deputado Gehlen Diniz (PP), que elogiou a transparência do governador Tião Viana, pediu o afastamento imediato do secretário Jamil Asfury.

Pedido de partidário
O deputado Heitor Junior (PDT), que é do mesmo partido do secretário Jamil Junior (PDT), também defendeu da tribuna o seu afastamento do cargo até a conclusão da investigação.

Depoimentos que o envolvem
A coluna tem informações de uma fonte segura que existem depoimentos dentro do processo que incriminam o secretário de Habitação, Jamil Asafury. Não sei até que ponto são os supostos depoimentos e seu grau de credibilidade, mas se for como contou a fonte, ele ficará insustentável ficar no cargo.

Pisando em ovos
A secretária de Comunicação do governo, Andrea Zilio, nega que exista em curso algum movimento de afastamento do secretário Jamil Asfury, mas a coluna tem informações que existe um desconforto grande entre setores importantes do governo com sua permanência.

Golpe de mestre
Pode-se ou não gostar do ex-prefeito Aldemir Lopes, mas é um craque em artimanhas políticas. Conseguiu limpar o caminho na oposição para ser o candidato único a prefeito de Brasiléia. É bom também não o darem como boi morto se for mesmo disputar a prefeitura.

Mistério da meia-noite
O deputado Heitor Junior (PDT) diz que não conhece ninguém que teve a sua casa assaltada e teve os seus pertences devolvidos. Aproveitou para pedir um reparo à coluna de que não elogiou o sistema de segurança, que considera falho, mas apenas a contratação de policiais.

Uma explicação ao Heitor
Deputado Heitor Junior (PDT) também não conheço ninguém que teve os pertences roubados de sua casa devolvidos. Eu tenho uma tese das galáxias para explicar: talvez, os receptadores das centenas de assaltos às residências morem em Marte, é a única explicação plausível.

Ponto de larápios
Os estacionamentos da Maternidade e do Hospital da Criança viraram ponto de larápios. Raro o carro de um funcionário dos dois órgãos que ainda não foi arrombado. Agora se revezam como vigias. Denúncia feita ontem pelo deputado Raimundinho da Saúde (PTN).

Pancada às vezes resolve
Depois de ficar com calo na língua de tanto pedir a reposição de material para a unidade de próteses da Secretaria de Saúde, o deputado Raimundinho da Saúde (PTN) foi atendido pelo secretário Gemil Junior, que abriu uma licitação de emergência para a compra do que faltava.

Metade vai para a rua
O que se ouve de reclamações de policiais civis e policiais militares virou um mantra unânime de queixas contra a chamada “Audiência de Custódia” na justiça. Dizem que mais da metade que prendem vai para a rua no outro dia e ainda saem rindo da cara dos policiais.

Mete a chave e fecha para balanço
A SEAPROF virou tema ontem nos debates na Assembléia Legislativa. O órgão foi citado como estando em total abandono em Cruzeiro do Sul, com tratores e caminhões que poderiam estar ajudando o homem do campo, quebrados se deteriorando sob sol e chuva. Nil, com a palavra!

Eleger e com boa votação
O deputado federal Márcio Bittar (PSDB) sempre foi bem votado em todas as eleições que participou, por isso está jogando uma cartada perigosa: ou elege o filho João Paulo (PSDB) um dos vereadores mais votados de Rio Branco ou não ficará bem para o seu currículo.

Limpa gavetas
A presidente Dilma começou arrumar as gavetas. Admitiu aos assessores mais próximos que o seu afastamento pelo Senado é irreversível. Também arrumam as trouxas o ex-governador Binho e a Perpétua Almeida, que ocupam postos na Educação e Defesa, respectivamente.

Milhares de cargos
São milhares de cargos de confiança que militantes do PT e PCdoB vinham ocupando em órgãos do governo federal nas últimas duas décadas e que agora irão para o espaço sideral.

Endereço errado
Chegou um e-mail me fazendo uma série de perguntas sobre o motivo de tentarem emplacar a professora Socorro Nery, ex-candidata a prefeita do PSDB, como vice do Marcus Alexandre. Endereço errado. Enviem o e-mail para o Tião Viana, Ermício Sena, César Messias e companhia limitada.

Posição amadurecida
O deputado Eber Machado (PSDC) diz que não vai tomar nenhuma decisão sobre coligação antes de saber como ficará a situação nacional e os seus reflexos no Acre com as pesquisas. “Quero tomar uma posição que contemple o que pensa o meu partido”, explicou à coluna.

Quadro consolidado, em termos
Se a eleição fosse hoje a vereadora Fernanda Hassem (PT) seria a favorita para ganhar a prefeitura de Brasiléia. Apontam as pesquisas. Vamos ver como termina toda esta novela do impeachment e saber se com a saída da Dilma não virá uma avalanche nacional contra o PT.

Podem surgir novos nomes
A sugestão para que se dê aos envolvidos no escândalo da Secretaria de Habitação o benefício da Delação Premiada é válida, porque pode se chegar até a veia do processo de compra e venda de casas da “Cidade do Povo”.

Terá que chamar
Com a denúncia da deputada Eliane Sinhasique (PMDB) de que pessoas foram demitidas da SEHAB porque sabiam dos esquemas de vendas de casas, não há como o Delegado Robert Alencar deixar de ouvi-las.

PTB fora
Há mais de vinte dias noticiei que havia um processo em curso para tirar o PTB da FPA, ontem aconteceu apenas a concretização. O PTB nacional é todo anti-PT, e o Acre não ficaria fora do foco. O PTB vai engrossar a oposição no Estado.

Novos dirigentes sairão hoje
O ex-deputado José Bestene (PP), a quem o senador Gladson Cameli (PP) deu a incumbência de escolher os novos dirigentes do PTB, no Acre, disse à coluna que os nomes serão escolhidos hoje. Logicamente, será alguém afinado com a oposição.

Pressão forte
A pressão agora é para que o deputado federal Paulinho da Força (SOLIDARIEDADE) tire o partido da aliança com o PT, no Acre. As coisas estão caminhando neste sentido. Quem está a frente das conversas é o deputado federal Wherles Rocha (PSDB). Não duvido que ocorra.

Um agravante
Para o caso do SOLIDARIEDADE há um agravante, consta do Regimento Interno que o partido não pode fazer coligação com o PT. Um problema para o presidente Junior Betão, que anunciou o partido na FPA. Ninguém é mais anti-PT que o presidente Paulinho da Força.

Outro furo
Vou adiantar outro furo: mais dois partidos nanicos que integram a FPA terão que deixar a aliança na próxima semana, as conversas fecham por toda a semana em Brasília. Com a perda do poder acaba a atração política. A história ensina isso com clareza.

O quadro pode mudar completamente
Caso se consolide a saída definitiva da presidente Dilma o quadro de alianças para as eleições municipais poderá sofrer uma brusca modificação no Estado. O PTB, dentro do contexto nacional, foi o primeiro a sair da FPA. O SOLIDARIEDADE é dado como certo pelos parlamentares federais da oposição. Mais dois outros partidos nanicos estão em conversa aberta em Brasília com políticos da oposição. Quando se tem o poder é uma coisa. Quando se perde o poder costuma-se perder também os partidos políticos aliados. Por tudo isso é muito cedo para se fazer qualquer conjectura como ficarão as alianças para a disputa da PMRB.

 

Postado em 27 de abril de 2016

Uma pá de cal na credibilidade da “Cidade do Povo”

Com a prisão de quatro dos principais assessores da Secretaria de Habitação, o sistema de escolha de quem vai ocupar casas na “Cidade do Povo” ganhou uma pá de cal na sua credibilidade. O sistema de seleção ficou todo sob suspeita. Não dá mais para saber quem recebeu a casa por mérito ou através da malandragem que existia de compra e venda não tão clandestina. Conheço o secretário Jamil Asfury (foto) e tenho certeza que é de uma seriedade extrema. Foi quem primeiro denunciou a fradude. Mas a sua situação no cargo ficou muito difícil e abalada, porque os presos são os auxiliares da sua mais estrita confiança, como o diretor social Marcos Huck e o diretor executivo Daniel Gomes, que já eram seus assessores desde que quando era deputado estadual. A coluna tem informação que a maracutaia envolve mais de sessenta residências. Deve ter muito mais. Todo o cadastro tem que ser revisado. Todos que ganharam casas devem ter suas condições sociais investigadas, porque ninguém está fora de suspeita de ter se beneficiado das armações. Ou se faz uma auditoria em todos os contratos ou vai permanecer a imagem de que só ganhou imóvel na “Cidade do Povo” quem comprou ou recebeu de mimo como o caso de amantes e babás. A imagem do programa habitacional, belo e bem intencionado, foi para o lixo na opinião pública.

Não tira a beleza do projeto
A bandalheira da compra e venda de casas na “Cidade do Povo” está provada. Tanto que a cúpula de assessores da Secretaria de Habitação está presa. É uma pena! Foi um programa conseguido com muito esforço e tocado com muito carinho pelo governador Tião Viana, que não podia adivinhar o festival de traquinagens na distribuição das casas

Uma imobiliária na SHEAB
O que funcionava na verdade dentro da Secretaria de Habitação era uma verdadeira imobiliária, em que quem tivesse dinheiro comprava uma casa. O esquema é de muito tempo e pode ir bem mais de 1 milhão de reais ganhos pelos corretores públicos(sic) na patuscada.

Meu camaro amarelo
A deputada Eliane Sinhasique (PMDB) defendeu ontem que se ofereça aos presos o benefício da “Delação Premiada”. Cita que o desvirtuamento do programa Cidade do Povo chegou a tal ponto de ser ver um caríssimo carro Camaro na garagem de uma casa e camionetes em outras.

Jamil Asfury fica
A secretária de Comunicação do governo, Andrea Zilio, disse ao blog que o secretário de Habitação, Jamil Asfury, não vai ser afastado, mas os seus assessores serão demitidos e os envolvidos do quadro da SEHAB, responderão processos administrativos e perderão os cargos.

 

Polícia Federal no caso
Deputados da oposição vão pedir que a PF e o MPF entrem no caso já que na construção de casas na “Cidade do Povo” foi aplicada verba federal. Ainda esta semana estarão entrando com um pedido para que a investigação aconteça também pelo âmbito federal.

Que é isso, Eliane?
A deputada Eliane Sinhasique (PMDB) defende que o prefeito de Senador Guiomard, James Gomes, contrate as candidatas aprovadas para merendeira sem apresentação de exames de saúde, que ficariam para depois. Um absurdo! E se a aprovada tiver doença transmissível?

Estava no edital
Estava no Edital que os candidatos aprovados teriam que se submeter aos exames médicos tradicionais para assumir o cargo. Ninguém pode alegar que foi surpreendido. Se a Secretaria de Saúde é morosa na realização dos exames pedidos é outra conversa. Sem coitadinho.

Calo na língua
O secretário de Saúde, Gemil Junior, deve estar com raiva do deputado Raimundinho da Saúde (PTN). Só pode ser. O parlamentar está com calo na língua de tanto pedir que compre material básico para o departamento de próteses. Isso é porque é da base do governo, avalie se ele fosse oposição! O prestígio do Raimundinho com o Gemil está lá embaixo.

Tudo nos conformes
O deputado Josa da Farmácia (PTN) diz que a situação de sua candidatura a prefeito de Cruzeiro do Sul está resolvida. Mas fique sabendo que será com a cara feia do PT do município, que nunca o quis como candidato, e ele sabe, porque é um fato público. Não é Itamar de Sá?

Fato normal e legal
Não vou bajular ninguém dizendo que o impeachment da Dilma é “golpe”. Isso fica para a turma de jornalistas da fila do gargarejo do governo. Está amparado na Constituição Federal, o processo foi normatizado pelo STF. O resto é o chamado “choro do surubim” e fantasia.

Pegando no contexto
Quando publiquei que o senador Jorge Viana (PT) aderiu ao “Fora, Dilma!” é porque defendeu a tese de novas eleições. E isso só pode acontecer com a Dilma fora do poder. Foi uma interpretação pessoal, não veio da boca do senador. Mas, minha interpretação é correta.

Mais de um trilhão de reais
A corte dos EUA pode condenar o Brasil a pagar mais de 1 trilhão de reais (é isso mesmo) aos investidores americanos que tinham ações da Petrobrás. Foi divulgado ontem. Ainda tem gente que consegue defender a presidente Dilma, com a cara mais natural do mundo?

Gastar dinheiro e não resolver nada
Até os deputados da base do governo admitem que a BR-364 pode fechar. BR não, um ramal mal conservado. O deputado Jonas Lima (PT) está propondo que uma caravana de políticos vá até Brasília ver se consegue verba para o DNIT recuperar a estrada. Não iam resolver nada.

Últimos dias
No Palácio do Planalto está tudo parado. A Dilma está contando os dias e as horas para deixar a presidência. Ministro nenhum tem autonomia para liberar nada. Enquanto a situação do impeachment não for resolvida o governo federal continuará paralisado.

Eber Machado
As opiniões dos jornalistas ontem na Assembléia Legislativa eram unânimes de que se o deputado Eber Machado (PSDC) voltar de malas e cuias para a FPA, antes encerre a carreira.

Se verdadeiro, vai se complicar
A ser verdadeira a acusação do deputado Nelson Sales (PV) que o prefeito de Sena Madureira, Mano Rufino (PSB) recebe os valores consignados em folha e não os repassa ao banco, poderá se complicar na justiça federal. Denúncia neste sentido já foi protocolada.

Vão eleger o rocha senador?
Já fizeram o Major Wherles Rocha (PSDB) deputado estadual com sua prisão, por comandar um protesto de policiais. Fizeram uma campanha de desmoralização e lhe elegeram deputado federal. E ao o promoverem com faixas com seu nome pela cidade, o PT o elegerá senador.

Que coisa mais amadora!
O PT não pode dar um presente maior ao deputado federal Werles Rocha (PSDB) do que ficar espalhando faixas de protesto contra sua posição a favor do impeachment da Dilma. Tudo que ele quer é reforçar a sua imagem de ser um dos maiores opositores do PT. Não entenderam?

Vai ganhar uma estátua
Não tinha conseguido encontrar ninguém que não situasse Rio Branco como vivendo um de seus maiores quadros de violência. Encontrei ontem, o deputado Heitor Junior (PDT), fazendo a defesa, logo ele que teve familiares vítimas dos assaltantes de residência. Na política é um erro para agradar, querer esconder algo que a população está vendo diariamente.

Pior não poderá ficar
Até a Dilma está convicta que será afastada pelo Senado por 180 dias. A torcida agora da cúpula nacional do PT é que Michel Temer fracasse. Pior do que está não poderá ficar, no máximo pode empatar. E se fizer melhor nestes 180 dias a Dilma pode arrumar a mala.

É vergonhoso
O STF acatou novas investigações contra o presidente da Câmara Federal, deputado federal Eduardo Cunha (PMDB). As suas estripulias se avolumam. É uma vergonha para o país que um cidadão como o Cunha continue no cargo e ainda apoiado por parlamentares da oposição.

São 10 anos
Uma coisa vai acontecer com a posse do Michel Temer (PMDB) na presidência da República, a queda na renda de milhares ocupantes de cargos de confiança, ocupados por petistas. Tem gente que não deve estar conseguindo dormir, perder o emprego neste mar de desemprego é de lascar.

A coisa corria frouxa
A única dedução a que se pode chegar nesta questão da “Cidade do Povo” é que a Secretaria de Habitação é uma casa de mãe Joana, tudo corria solto e sem o mínimo controle.

Não vão convencer
Podem fazer campanha, esclarecer, dar versões, mas ninguém vai convencer os milhares de inscritos no programa “Cidade do Povo” de que só não receberam suas casas porque não pagaram. Este pensamento, nesta altura do escândalo, já polarizou. Virilizou na internet.

Posição do JV
“A história ainda vai registrar que esse golpe que não se sustenta nem jurídica e nem politicamente. O fato é que estou convencido de que a narrativa deste golpe vai se materializar também no Senado, onde o Relator do impeachment é do PSDB, ou seja, relatório conhecido… Acredito que o futuro governo Michel Temer e Cunha será um desastre para democracia brasileira e penso que pode agravar a crise econômica e política que vivemos. Diante dessa verdadeira ameaça ao povo brasileiro é que entendo que uma das últimas saídas para pacificar o país seriam nova eleição. E isso só viria com um pacto ou entendimento nacional, ou com o povo na rua”. A posição acima é do senador Jorge Viana (PT), um petista que respeito. Aliás, um dos poucos por quem tenho respeito, que se registre minha posição.

 

 

 

Postado em 26 de abril de 2016

Senador Jorge Viana adere ao “Fora Dilma!” e eleições, já!

O senador Jorge Viana (PT) prevê uma convulsão social no Brasil com a queda da presidente Dilma e a posse do vice-presidente Michel Temer (PMDB). E por isso defende que aconteça uma nova eleição para Presidente da República. Seria interessante. Também defendo. Mas isso somente seria viável se a Dilma e o Temer renunciassem aos seus mandatos. Fora isso, não há sustentação jurídica na Constituição para uma PEC antecipando eleições. Fere cláusula pétrea. E a oposição não abrirá mão de chegar ao poder. Ao defender a renúncia da Dilma e do Temer, o senador Jorge Viana (foto) adere, indiretamente, ao “Fora, Dilma”, porque nova eleição implica em sua saída do cargo antes do término do mandato.. Não há outro caminho a não ser este. A questão é que conhecedor dos corredores dos bastidores do Senado da República, Jorge Viana (foto) sabe que a oposição tem os votos mais que necessários para apear a petista do poder. Depois que fracassaram as negociações do presidente Lula para barrar o impeachment na Câmara Federal, o fim do mandato da sua companheira Dilma ficou selado. A posse de Temer é inevitável.

PMDB dominante
O Jorge Viana, conversando ontem comigo no lançamento da revista “O Acre no Senado” fez uma observação política sombria: o PMDB terá o presidente Michel Temer, e a linha sucessora: Renam Calheiros (PMDB) no Senado e Eduardo Cunha (PMDB) na Câmara Federal. Ou seja, poderoso demais. A centralização de poder nunca foi bom.

Uma questão a ser analisada
Queira-se ou não Michel Temer (PMDB) chegará à presidência por meios legais. O impeachment da Dilma está na Constituição e foi referendado e normatizado pelo STF. A questão é Eduardo Cunha (PMDB) e Renam Calheiros (PMDB) atolados em processos e sem moral para nada.

Não é um país sério
O ex-presidente francês Charles De Gaulle tinha razão em dizer que o Brasil não é um país sério. Como é que com toda a carga de acusações de ilicitudes, Cunha pode continuar presidindo a Câmara Federal e o Renam Calheiros o Senado? Só mesmo no Brasil isso ocorre.

Fugindo da mesmice
Prestação de contas de político é aquela coisa maçuda de discursos que ninguém lê. O Jorge Viana quebrou a mesmice. Fez uma revista leve sobre seu mandato, falando da história política do Acre, com duas entrevistas esclarecedoras, do ex-deputado federal Wildy Viana, seu pai, e do ex-senador Nabor Junior (PMDB). Ficou uma edição leve, informativa, boa de ler. Bom trabalho de equipe.

Um fato novo
A entrevista do Nabor Junior na revista do senador Jorge Viana (PT) trouxe um fato desconhecido: chamado na Granja do Torto e convidado pelo presidente João Figueiredo a entrar no PDS, recusou. Como troco, quando governou o Acre foi tratado a pão e água por Figueiredo.

Perseguições são antigas
A entrevista do ex-deputado federal Wildy Viana, que era da extinta UDN, trouxe detalhes como era a política acreana nos seus primórdios: quem perdia a eleição era transferido para os lugares mais inóspitos do Acre. Assis Brasil, que era uma Vila minúscula, era um dos lugares.

Reforça o Duca Montenegro
O Duca Montenegro era um negro de quase dois metros de altura, cabo-eleitoral ferrenho do PTB, depois MDB. Serviu na Guarda Territorial. Contava que ficava no rádio escutando a apuração. Já deixava a mala arrumada. Sabia que se o seu partido, o PTB, perdesse, no dia seguinte seria transferido para Assis Brasil.

Motivo maior do barulho
O motivo maior do temor dos movimentos sociais com a chegada do Temer na presidência é que a torneira dos recursos federais para manter essas entidades e ONGs será fechada. O outro protesto é que milhares de filiados ao PT perderão cargos de confiança no governo federal.

Um dos poucos
O senador Jorge Viana (PT) está na pequena cota de petistas que poderão se apresentar em 2018 para pedir votos sem temor, porque foi um bom governador e um bom prefeito de Rio Branco. Além de não ser um petista ranheta, reconhecendo quando seu partido erra.

Nada mais abjeto num ser humano
Quando você erra e reconhece o erro é uma virtude. O ator José Abreu (GLOBO) defendeu no programa do Faustão a cusparada que deu num casal anti-Dilma, num restaurante. Nada mais nojento, abjeto, sujo, que cuspir em alguém. Cusparada é o escarro do caráter de quem cospe.

Primeira ponte já caiu
Perguntado sobre o que achava do projeto do Michel Temer “Uma ponte para o Futuro”, a ser executado quando chegar ao poder, o presidente do PT, Ermício Sena, foi sarcástico: “a primeira ponte feita pelo PMDB já caiu, a pista de ciclismo para as Olimpíadas, no Rio de Janeiro”.

Mais do que importante
O deputado federal Léo de Brito (PT) vai apresentar uma emenda a ser usada na regularização de terras no Alto Acre. Quando você está na terra e não tem documento não é o proprietário legal, não pode caucionar a área para pegar, por exemplo, um empréstimo bancário, por isso é importante a decisão. Por isso a regularização fundiária é importante.

Conversa séria
O deputado Josa da Farmácia (PTN) deveria ter uma conversa séria com a cúpula do PT para saber se o querem ou não como candidato a prefeito de Cruzeiro do Sul. Petistas do Juruá inventaram agora a candidatura da Delegada de Polícia, Carla Yuni, sem base política.

Melhor que briguem
As brigas da oposição em Brasiléia sobre quem deve ser ou não candidato a prefeito, só favorece a candidata petista, vereadora Fernanda Hassem, que até aqui lidera as pesquisas.

Candidatura mantida
O blog tem informação que a candidatura do Tião Bocalon (DEM) a prefeito de Rio Branco será mantida, não havendo possibilidade de que venha a ser vice da deputada Eliane Sinhasique (PMDB). Eliane nunca foi testada para PMRB e ele foi, obtendo expressiva votação.

Perdeu a grande oportunidade
O Betinho (PR), prefeito de Assis Brasil, começou de forma positiva a sua administração, mas afundou de vez de maneira irreversível. E foi exatamente por isso que o PSDB não lhe deu legenda para disputar a reeleição, colocando como candidato o ex-prefeito Zum (PSDB), que lhe ajudou a se eleger.

Fora do jogo
Chega comunicação da direção regional do PT de que o partido deixou a questão da escolha do candidato a vice-prefeito nas mãos do prefeito Marcus Alexandre, o que significa dizer que os petistas estão fora do jogo de vice. Escolha de vice é algo delicado, Temer é mais um exemplo.

Nomes e nomes
Lene Petecão (PSD), Dr. Jferson (PRB), Evandro Cordeiro (PSC), Raimundo Fernandes (PMDB), Geraldo (PSOl)- segurança do Araújo; Raimundo Neném (PHS), Cachorrão (PHS), Pastor Marcos (PRB), Helder Paiva (PSB), Francisco Martins (PCdoB), Pastora Sandra (PDT), Graça da Baixada (PT), Walter Prado (PP),alguns dos bons nomes de candidatos a vereador da Capital.

Ganha novamente
Os partidos de oposição deveriam colocar na cabeça de vez que só tem dois turnos na Capital. E que por isso lançar mais de um candidato a prefeito no interior é burrice. Em Tarauacá, por exemplo, a oposição está partida, o que favorece a reeleição do prefeito Rodrigo Damasceno (PT).

Mulheres na disputa
Zilmar Rocha (Bujari), Fernanda Hassem (Brasiléia), Marlete Vitorino (Tarauacá), Branca (Senador Guiomard), Toinha Vieira (Sena Madureira), Charlene Lima (Sena Madureira), Rosimari (Epitaciolândia), Eliane Sinhasique (Rio Branco), mulheres candidatas a prefeita.

Altamente competitivos
Da relação pelo menos quatro nomes são altamente competitivos, com boa chance de ganhar.

PP não definiu
O PP não definiu com quem deve se coligar para a disputa da prefeitura de Rio Branco, já que não terá candidato a prefeito. O dirigente José Bestene defende a tese da candidatura única.

Candidatura fortalecida
Com o martelo batido para o Tião Alves (PR) ser o vice na chapa de Jorge Catalan (PP), a candidatura a prefeito do Catalan fica fortalecida, por um aspecto: Tião Alves é muito forte na zona rural, que é muito grande no municio de Senador Guiomard. Jogada de mestre.

A questão não é a ilegalidade
O impeachment é um instituto previsto na Constituição Federal. Na questão do processo de impeachment da Dilma já foi normatizado pelo STF, não há mais do que se falar em ilegalidade. A posse de Michel Temer (PMDB) será legal. O que discuto é que se é a melhor opção para tirar o Brasil do buraco econômico e político no qual se meteu. Tivemos a experiência terrível com José Sarney (PMDB), que também era vice. É uma boa experiência com Itamar Franco (PMDB), que também era vice. Só que o contexto é de acirramento. O melhor seria uma nova eleição, mas isso é utopia, porque depende da vontade da presidente e do vice de renunciarem. Resta torcer pelo sucesso do Temer. E nada mais do que isso.

 

 

 

Postado em 25 de abril de 2016

O prefeito Marcus Alexandre Viana estará no segundo turno, com todas as mazelas do PT

Petista_01O prefeito Marcus Alexandre (foto) deverá disputar a reeleição com o PT, seu partido, no seu pior momento político na Capital, um palco onde os petistas mesmo no auge da popularidade partidária sempre ganharam por poucos votos. A “Operação Lava-Jato”, o desemprego, violência, e a queda da Dilma serão bandeiras da campanha da oposição. Este quadro será, talvez, o seu pior adversário. E ainda mais porque tudo indica que Dilma estará fora e a presidência ocupada por um opositor do PT, o vice-presidente Michel Temer (PMDB). Ainda assim Marcus estará no segundo turno, por fazer uma administração boa dentro do possível, e ter algumas qualidades pessoais: cumpre tudo o que acerta com os aliados (uma raridade no PT), não engana, não integra a ala petista dos raivosos “cuecas apertadas”, e terá muitas realizações para mostrar. Enfim, é um petista diferente, sem o velho vício da arrogância de que por estar no poder pode atropelar todo mundo. Restará saber que nome da oposição irá lhe enfrentar no turno final. Ou alguém duvida que o Marcus chegará no segundo turno? Pode até ter muita dificuldade, mas chegará.

Não posso dar como verdade, mas passa a impressão

Em alguns casos, a solução de crimes com o modo de agir idêntico, em que bandidos entram nas casas, fazem as famílias reféns, limpam tudo, a solução é rápida, eficaz. Em outros casos vai ficando no rol dos insolúveis. Passa a impressão de que há investigação seletiva. Ou não?

Não pode cair na vala comum

O deputado Daniel Zen (PT) é uma das gratas revelações da nova safra de políticos. Opinião da coluna é da maioria de colegas que cobrem a Aleac. Sua marca é o alto nível. Por isso, não pode descambar para o uso de palavrões na defesa de suas idéias, porque o descaracteriza.

Cota do andar de baixo

Zen não vai ganhar nada entrando para o time raivoso do andar debaixo do seu partido.

É um moço esforçado

Esforço não falta ao secretário de Saúde, Gemil Junior, para acertar. Só que não depende só dele ajustar o sistema de saúde estadual, acabando com os gargalos do atendimento. A crise econômica gestada pela Dilma coloca limites ao trabalho de qualquer gestor. É o seu caso.

Este é o problema

Só a boa intenção não resolve, aliás, diz o velho ditado que: “o inferno está cheio de bens intencionados”.

Vetor do desemprego

Nada dava mais emprego em Rio Branco do que a construção civil. Com os empresários do ramo quase todos quebrados na essência da palavra, o nível de desemprego disparou. O quadro que me traçaram alguns amigos da área e de nenhuma perspectiva de aquecimento.

Secretário risadinha

Conversando com um amigo deputado da FPA, este me contou que o secretário Nil Figueiredo é conhecido no meio rural como “secretário risadinha”, porque vai para as reuniões com os agricultores, abraça um, abraça outro, dá uma risadinha, vai embora e não resolve nada.

Não há como manter

Uma das mais tradicionais empresas da construção civil já demitiu 800 funcionários. Como o Acre é um Estado sem indústria está legião de desempregados só tende a aumentar.  A economia acreana continua a girar em torno dos salários dos servidores, o resto é folclore.

Não tem amparo jurídico

Sempre defendi na coluna a tese nem Dilma e nem Temer. Só que fica apenas numa idéia, numa vontade, porque não há amparo jurídico para o Congresso aprovar uma PEC de novas eleições presidenciais. Teria que a Dilma e o Temer renunciarem, o que é fora de propósito.

Fica incoerente

Só que vindo do PT, a proposta de eleições presidenciais se torna incoerente: quem defende a permanência da presidente Dilma não pode defender eleições para lhe substituir. Não argumentam que mexer no seu mandato agora é golpe? Ou é uma coisa ou outra?

Toalha jogada

Uma coisa está certa nesta primeira fase da votação do impeachment da Dilma no Senado: o seu afastamento por 180 dias. Até os petistas mais esperançosos sabem que o desfecho será este. E com o Temer com a caneta e a chave do cofre, tem tudo para ficar de vez no cargo.

O quadro de campanha

Pelo que se tem ouvido dos dois lados, a campanha para a prefeitura de Rio Branco terá duas vertentes bem claras: a oposição tentando colar a imagem do prefeito Marcus Alexandre nas estripulias do PT, e o Marcus mostrando o que realizou mesmo num tempo de crise braba.

A imagem vai lá para baixo

Fala-se numa reaproximação do deputado Eber Machado (PSDC) com o governo acreano, de cuja base política saiu atirando. Se fizer isso a sua imagem vai lá para baixo, porque tanto atacou o governo como foi atacado pelos petistas. Político tem que definir um lado.

Registro feito

O secretário de Habitação, Jamil Asfury, mandou esclarecimento que não fez reunião política na casa em frente à minha para montar esquemas para a candidatura de vereadora da Pastora Sandra (PDT), sua mulher, dentro do expediente. Mas, confirmou a reunião. Registro feito.

Pé na política

Ao lançar o filho como candidato a vereador de Rio Branco, o ex-deputado federal Márcio Bittar (PSDB), quer ter um mandato para se fortalecer, porque conhece a máxima que político sem mandato é como boi sem chocalho, não puxa manada. E é bem possível que eleja o filho.

Um exemplo que sempre guardo

Quando o Jorge Viana assumiu a prefeitura da Capital ouvi uma frase que guardo até hoje para servir de exemplo: “esses meninos do PT vão afundar a prefeitura e o PT vai junto”. Por isso não aposto as fichas contra quem assume um mandato, espero para ver. É o caso do Temer.

Muito mais difícil

Com o PMDB no poder a chance da deputada Eliane Sinhasique (PMDB) não ser candidata à PMRB é zero. Restará aos demais partidos da oposição indicar seu vice ou ter candidatura própria. A tese da candidatura única, que não seja com a Eliane na cabeça, está sepultada.

Remando contra os eleitores

As pesquisas mostram que a candidatura do ex-prefeito Zé Maria (PT) a prefeito de Porto Acre está sujeita ao insucesso. Pesará também contra o Zé na campanha não ter sido um bom gestor e não ser o candidato único da FPA, o que divide os votos no município.

Nada mais natural

Não existe nada mais natural na política que o partido que assume a Presidência da República nomear os seus e os aliados para os cargos federais. Qualquer partido age desta maneira. O PT agiu assim e o PMDB seguirá o mesmo caminho com Temer na presidência. É do jogo político.

Opinião de adversário

“A disputa será com Jorge Catalan, candidato do prefeito James Gomes”. A previsão é do deputado Jairo Carvalho (PSD), apoiador da candidatura de André Maia (PSD) para a prefeitura de Senador Guiomard. Opinião de um adversário é antes de tudo isenta. Acha que por estar carimbada pelo PT, a candidatura Ney do Miltão (PRB) não decolará.

Não tem o que fazer

O senador Jorge Viana (PT) não terá o que fazer no Senado da República na votação do impeachment, a não ser protestar como vem protestando. Sabe que a derrota da Dilma na comissão que analisará a admissibilidade do processo tem a maioria da oposição.

Sabe de antemão

O senador Sérgio Petecão (PSD) esqueça a possibilidade de ser o único nome da oposição na disputa de uma das vagas para o Senado, em 2018. Terá as companhias do prefeito Vagner Sales (PMDB) e do Márcio Bittar (PSDB). Duas cobras criadas. Não será nada bom para ele.

Tática antiga

O prefeito de Epitaciolândia, André Hassem, espalha que não disputará a reeleição, mas não é verdade, funciona como tática para ver surgir o maior número de candidaturas possíveis disputando a prefeitura e com os votos pulverizados ter alguma chance de ganhar.

Novo negócio

O único negócio que ainda prospera no Acre é o de surgimento de novas igrejas evangélicas. Faturar em cima da fé alheia continua sendo uma atividade próspera.

Não esperem milagre com Temer

98% dos atuais prefeitos quebraram as prefeituras. Ao assumirem não fizeram uma projeção financeira realista, entupiram as prefeituras de afilhados, apostando que a situação ia ficar azul ao longo dos meses. Avermelhou mais o negativo. A recessão bateu e hoje vivem de pagar apenas os salários dos servidores, e alguns com atraso, e a tapar um buraco aqui e a fazer marolinha. A culpa é da desastrada política econômica da Dilma, que levou o país ao fundo do abismo? Em boa parte, sim. Só que tem também grande dose de incompetência da maioria dos prefeitos. Com a provável posse do Michel Temer (PMDB) na presidência, não haverá reversão econômica ao curto prazo. Preparem-se, pois, para disputarem as próximas eleições quebrados e com as suas imagens desgastadas, por compromissos não cumpridos com os eleitores, e sem ter nada a dizer no palanque. Não sei qual a pior, se a que antecedeu, ou esta safra de prefeitos. Em sua maioria, uma pela outra não tem volta. Se equivalem na mediocridade.

Postado em 23 de abril de 2016

Chagas Romão é um opositor duro, mas sem baixar o nível

chagas_PO decano da Assembléia Legislativa, deputado Chagas Romão (PMDB), deveria servir de exemplo a muitos integrantes da oposição. É sempre duro na crítica ao governo, sem usar o linguajar chulo da ofensa pessoal. Nunca baixa o nível. Faz oposição em cima de fatos, dentro de uma linguagem simples, como o povo quer ouvir. Cobra como poucos as promessas do governo e aponta as suas mazelas. O Chagas (foto) é por este comportamento respeitado até pela base do governo na Assembléia Legislativa, e também por outro motivo: não faz denúncia sem antes checar a sua veracidade. Pouco é contestado porque só leva situações reais para o debate. Chagas Romão (PMDB) tem outro ponto a seu favor: tem as mãos limpas.

Reconhecimento internacional

O Juiz Federal Sérgio Moro ficou na lista das 100 personalidades mais influentes do mundo da revista americana “TIME”, sempre criteriosa, por sua atuação decisiva na “Operação Lava-Jato”. Deu na coluna RADAR, da VEJA. Moro é uma das boas revelações do Judiciário.

Falta alguém que pense política na oposição

Alguns amigos não vão gostar do que vou escrever: além de uma liderança do porte de um Nabor Junior (PMDB) falta à oposição alguém que pense estratégias políticas, como faz o Nepomuceno Carioca no PT. O Carioca pode não ser importante para a FPA, mas é para o PT.

DR contra

A DR – segmento mais forte dentro do PT acreano – é contra a indicação da professora Socorro Nery (PSB) de vice do Marcus Alexandre e irá se posicionar quando abrir o debate. Defendem que seja o deputado Daniel Zen (PT), líder do governo na Aleac. Foi informado à coluna.

Meta para 2018

O deputado federal Wherles Rocha (PSDB) já não esconde que trabalha no sentido de ser candidato ao Senado da República, em 2018. Rocha é visto pela população como a  antítese ao petismo, no Acre.

Em campanha

Quem já anda fazendo reuniões políticas é o secretário de Habitação, Jamil Asfury, que na manhã de ontem estava na Rua 10 de Junho armando esquema para a sua mulher Sandra Asfury (PDT), candidata a vereadora, e isso em pleno expediente. No expediente?

Pesquisa desfavorável

Desfavoráveis, muito desfavoráveis, os números sobre a aceitação. Nunca vi tão baixos.

Nome forte

A Pastora Sandra, da Igreja Batista do Bosque, é apontada como uma forte candidata do PDT.

Trocar por um pior?

Alguns cardeais do PT continuam fazendo maldades com o deputado Josa da Farmácia (PTN). Foi convidado a ser candidato a prefeito de Cruzeiro do Sul pelo comando do PT, se entusiasmou, e vez por outra soltam nomes novos. Se não o querem como candidato, digam logo.

Trabalha para ser oposição

O próprio Lula tem dito que o Senado admitindo o processo de impeachment, a presidente Dilma não volta ao poder. Está conformado que se o PT quiser voltar ao poder tem que esperar a eleição de 2018, e numa campanha que entrará carregado de desgaste.

Legislando em causa própria

A ex-senadora Marina Silva (REDE) tornou-se uma das maiores defensoras de eleições presidenciais em outubro próximo. Só que não é por uma causa nobre, para salvar o Brasil da crise econômica, mas porque lhe permitiria ser candidata à presidência com chance de ganhar.

Como não adiantou na câmara federal

O PT passou o tempo todo acusando a oposição de “golpe”, esqueceu de segurar votos e o impeachment passou. Repete a mesma fórmula no Senado e também não adiantará nada.

Queixada não anda só

O senador Jader Barbalho (PMDB-PA) justificou com um ditado o seu bandeamento para votar a favor do impeachment no Senado da República: “queixada que anda só a onça come”. É um fato verdadeiro, a onça só pega o porco mais desgarrado, ou será trucidada pelo bando.

Podem esquecer

Os pequenos investidores do Telexfree podem esquecer o ressarcimento do que aplicaram na arapuca. O saldo existente mal dará para pagar credores privilegiados, como a Receita Federal e outros órgãos públicos.

Se não abriram, deveria abrir

Se a justiça não abriu processo contra as cabeças do Telexfree no Acre, deveria abrir, porque foram os responsáveis por enganar as pessoas dizendo que era uma aplicação legal.

Por que não aceito que é “golpe”

Como formado em Direito sei que o impeachment tem respaldo na Constituição Federal. Os ministros do STF, a mais alta corte do país referendou sua legalidade. Por isso, não fico com as opiniões de leigos e partidários de que o impeachment contra a Dilma é golpe.

Ao Rei……

Alguns colegas de imprensa acompanham o mote do “golpe” para ser agradável aos que estão no poder, não consigo ser assim. É aquela velha história de que ao Rei tudo, menos a honra.

Na espera do Senado

Não se moverá uma palha na escolha do vice na chapa do prefeito Marcus Alexandre enquanto não se tiver uma decisão final sobre o impeachment da Dilma, que corre no Senado Federal. A comissão especial a ser formada na segunda-feira tem maioria a favor do impeachment.

Merece permanecer

A atual diretoria do SINJAC merece permanecer, porque não é omissa na defesa da categoria.

Golpe deu o mestre guru

Quem deu um golpe verdadeiro foi o ex-prefeito Aldemir Lopes, conhecido como “Mestre Guru”, pelas suas armações. Secou a chapa do PP, conseguindo colocar onze filiados do partido na prefeitura de Brasiléia. Tudo para ser candidato único a prefeito do município.

A melhor avaliada no Juruá

Em recente pesquisa sobre a popularidade dos deputados federais no Juruá, a deputada federal Jéssica Sales (PMDB) aparece disparada como melhor avaliada. Em números bem abaixo vêm os deputados federais César Messias (PSB), Flaviano Melo (PMDB) e Alan Rick (PRB). Jéssica caminha para ter uma reeleição tranqüila, se assim quiser.

Só por um acidente de percurso

Os números estão mostrando também que só por um grave acidente de percurso o prefeito de Porto Walter, Zezinho Barbary (PMDB), e o candidato a prefeito de Cruzeiro do Sul, Iderley Cordeiro (PMDB), não ganharão a eleição. Seus patamares de avaliação são muito cômodos.

Sabe armar uma eleição

O Aldemir Lopes tem defeitos que não são poucos. Mas se for o candidato único da oposição à prefeitura de Brasiléia é um candidato perigoso para o PT, porque sabe armar uma campanha, principalmente, com o domínio que tem sobre a atual administração municipal.

Limpo para a disputa

Aldemir Lopes não tem mais nenhum impedimento jurídico para disputar uma eleição.

A cara do Brasil

A ciclovia construída para a Olimpíada, uma obra de 45 milhões de reais e que era mostrada como orgulho da modernidade pelo governo federal e prefeitura do Rio de Janeiro desabou. Depois ficam com raiva quando um Juiz como o Sérgio Moro mete a caneta para cima.

É da maior hipocrisia

Não vejo nada mais hipócrita do que dizer que a Câmara Federal, pelos que os seus deputados se manifestaram na hora de votar, com saudações esdrúxulas, não teria legitimidade para votar um impeachment contra a Dilma. A maioria pode não ter cultura, moral, mas legitimidade sim, porque foram eleitos. Eles são a cara do nosso Brasil. Querem o que?

Estão se esquecendo?

A história é um registro a se buscar. O petista e Ministro da Casa Civil da Dilma, Jaques Vagner, quando votou no impeachment do Fernando Collor também não votou dizendo que dedicava o voto aos seus pais e familiares? Esqueceram? Está registrado nos anais da Câmara Federal.

Do mesmo tamanho

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales, diz que tem um pedido a fazer ao Michel Temer, quando este assumir a presidência: “vou pedir ao meu amigo Temer que trate o governo do Acre, como o governo acreano tratou a prefeitura de Cruzeiro do Sul, a pão é água”.

Sibá e a nossa bomba-atômica

Ainda está para nascer um petista com a mente mais fértil de que a do deputado federal Sibá Machado (PT). No programa “Tribuna Livre” que vai ao ar amanhã, na TV-RIO BRANCO, debitou à Lava-Jato e ao processo de impeachment da Dilma, serem um “complô internacional liderado pelos Estados Unidos” para se apropriar de segredos atômicos do Brasil. My God! My God!, que “segredo atômico” tem o Brasil que interesse aos EUA? Não produzimos um traque atômico, quanto mais uma bomba-atômica! Logo os EUA, a maior potência atômica do mundo interessada no rastaquera programa nuclear do Brasil, que quando foi lançar um foguete mequetrefe na “Barreira do Inferno”, em Natal, explodiu na plataforma? Se a Dilma for apeada pelo Senado da República é capaz do Sibá culpar o serviço secreto de Marte. Duvidam? Eu, nem um pouco!

Postado em 21 de abril de 2016

Governo do Acre avalia que poderá ser sofrer com Temer no poder

Quem tem as cartas coloca na mesa do MPF
O líder do governo, deputado Daniel Zen (PT), foi pragmático ontem no debate com a oposição, que promete uma “bomba” vinda do DNIT contra o governo estadual, por conta dos problemas da rodovia BR-364, quase que intrafegável em alguns trechos. Quem fez a medição, autorizou e liberou a obra e o pagamento foi o DNIT, se liberou e não estava em condições técnicas perfeitas, a responsabilidade é do DNIT, e procurem a justiça, contrapôs Zen.  Também acho que este é um debate de pé-quebrado, se a oposição tem provas concretas de roubalheiras, de desvio de dinheiro na execução da estrada, que entregue na PF e no Ministério Público Federal e nomine os autores. Não pode é ficar no discurso de tribuna de que os governadores da FPA não aplicaram bem os recursos. Ou se mostra as provas da suposta farra com recursos públicos ou se cesse a cantilena.

Não consegue nem unanimidade
Nesta questão da BR-364, a oposição, que tem oito deputados na Assembléia Legislativa, não conseguiu nem as oito assinaturas que precisa para dar entrada num pedido de CPI para investigar a obra. Ou seja, nem a unanimidade interna no debate.

A história é uma roda-viva
Todos se lembram das manifestações do PT quando era oposição, com campanhas como Fora, FHC! Fora, Itamar! E sem motivos!  E naquele tempo argumentavam que era na defesa da democracia. Hoje, quando a oposição refaz o caminho do impeachment do petismo, é “golpe”?. A história está muito recente para ser esquecida. “Golpe” é uma mera retórica. Fico com a posição do STF de que, o impeachment está previsto na Constituição Federal.

A velha política e o Bittar
O ex-deputado federal Márcio Bittar (PSDB) sempre pregou contra a “velha política”. Pois, então, causa surpresa o lançamento do seu filho João Paulo (PSDB) como candidato a vereador de Rio Branco. Ficar lançando familiares candidatos não é a “velha política” dos caciques?

Argumento palaciano
Um empresário da comunicação que foi sondado a palpitar nos meios palacianos sobre a candidatura da professora Socorro Nery (PSB) à vice-prefeita na chapa do Marcus Alexandre, diz que saiu da conversa com a impressão que ela é o nome do grupo fechado do governo.

Nome para contrapor
A informação que chegou à coluna é que o argumento usado para deixar o PCdoB fora da chapa é que, como tanto o PT como o PCdoB estão desgastados na questão do impeachment, uma chapa com ambos ficaria muito pesada, no momento delicado e impopular que vive o PT.

Influencia negativa
Assessores governamentais avaliam que será negativo para a administração ter Michel Temer (PMDB) na presidência, porque Tião Viana é do PT e muitas das portas abertas com facilidade no governo Dilma, estarão fechadas num governo do PMDB. Isso tudo num momento de crise.

Seria a primeira vez
Não entro no mérito porque não me importa quem será o vice do Marcus Alexandre. Mas, descartar o PCdoB, que tem se mostrado o mais leal dos aliados na guerra contra o impeachment, seria a primeira vez que se retribui a lealdade com castigo. Mas, vocês que são do mesmo ninho se entendam.

Reação forte
Não é por falta de qualidades, mas pelo fato de até bem pouco ter sido a candidata à prefeitura do PSDB, principal inimigo político do PT, a candidatura à vice da professora Socorro Nery (PSB) é a que mais encontra resistência dentro da FPA, é o que ouço rotineiramente.

Vai que é tua, Marcus Alexandre!
Mas, o PROS deu a solução para o problema e indicou, oficialmente, o empresário Roberto da Princesinha para ser o vice na chapa do Marcus Alexandre. Vai que é tua, Marcus Alexandre!

Quadro real na oposição
Qualquer pesquisa entre os candidatos da oposição para a prefeitura da Capital apontará puxando a fila a deputada Eliane Sinhasique (PMDB).  Pode mudar no curso da campanha, mas esta é a situação do momento. Leva a vantagem sobre os demais por estar sempre na mídia.

Ramal mal conservado
Quem tem feito a viagem Rio Branco-Cruzeiro do Sul conta que, em certos trechos, a rodovia 364 se tornou um ramal mal conservado, apropriado para provas de enduro na lama.

Isso é legal, prefeito?
A conversa ontem entre jornalistas na Aleac foi a entrada de fiscais do RBTRANS no condomínio Via Park para multar carros, sob a desculpa de estarem mal estacionados. Isso é legal, prefeito? Se for legal, me parece pelos menos excesso de zelo. O ano é eleitoral, ou não?

Gangorra do DNIT
Em represália aos deputados do PR que votaram a favor do impeachment da Dilma, houve mudança na direção regional do órgão. Mas, o grupo da presidente do PR, ex-deputada federal Antonia Lúcia, promete que assim que Michel Temer (PMDB) assumir o exonerado reassume.

Desagravo tardio
Dirigentes da oposição se reuniram ontem para fazer um desagravo ao deputado federal Wherles Rocha (PSDB), por ter sido ofendido moralmente pelo ex-presidente Lula. Rocha já não descarta disputar o Senado em 2018. “Se houver brecha é possível”, diz o parlamentar.

Parafraseando o tiririca
Atacar um possível governo do vice-presidente Michel Temer (PMDB), não faz sentido no momento, porque nem assumiu a presidência. Parafraseando o Tiririca: “pior do que está, não poderá ficar”. Pelo menos no aspecto econômico a frase do deputado-palhaço é aplicável.

Intriga política
A deputada Eliane Sinhasique (PMDB) debita às “intrigas” o boato de que teria sugerido aos partidos de oposição indicar o vice da sua chapa que disputará a prefeitura de Rio Branco.

Favas contadas
Até dentro do PT é considerado como favas contadas o afastamento da presidente Dilma por 180 dias, quando o Senado da República votar a favor da admissibilidade do impeachment. E que, com o Michel Temer (PMDB) assumindo, dificilmente, voltará, sendo o fim de um ciclo.

Natural na política
Nada é mais natural na política do que o apogeu e a queda de um partido. Está sendo assim com o PT. Saiu do zero, chegou à presidência com Lula, governa a mais de uma década, atingiu os píncaros da popularidade e hoje vive o seu momento de despedida do poder com Dilma.

Faroeste na fronteira
Em Plácido de Castro estão matando um e deixando o outro amarrado para morrer no outro dia. Pior do que no velho oeste americano. A denúncia é do deputado Jairo Carvalho (PSD).

Acabou com a imagem
O PT não inventou a corrupção. Ninguém me venha dizer que não aconteceram fatos parecidos com os de hoje na Lava-Jato em governos passados. Mas não nesta proporção astronômica. E não é desculpa, porque o PT chegou ao poder como um exemplo de honestidade.

“Meu malvado favorito”
O deputado Jairo Carvalho (PSD) considera o presidente da Câmara Federal, deputado federal Eduardo Cunha (PMDB), o seu “malvado favorito”, por ter “destruído” o PT. Jairo é um Pastor evangélico e como tal deveria ter ídolos idôneos que servissem de exemplo às suas ovelhas.

Não podia ganhar
A presidente Dilma tinha no início de seu governo mais de 300 deputados na sua base de apoio. Conseguiu destruir este capital ao longo do seu mandato e chegou na votação do impeachment com pífios 26% de apoio na Câmara Federal. Ninguém governa isolado.

  Candidato de novo, para variar
O PMDB vai lançar como candidato a prefeito do Jordão o ex-prefeito Esperidião Junior, um dos bons oradores que conheço, mas que tem perdido todas as eleições que vem disputando.

Falta legalidade
Seria uma boa idéia, mas é puxar brasa para a sua sardinha, a ex-senadora Marina Silva (REDE) querer novas eleições presidenciais, e mesmo porque não há respaldo jurídico a qualquer proposta neste sentido. Dilma e Temer teriam de renunciar. Se acostume com a idéia de Temer presidente.

Quadro ficando apertado
Vagner Sales (PMDB), Sérgio Petecão (PSD) e Márcio Bittar (PSDB) são nomes que já despontam na oposição como candidatos ao Senado em 2018. Um quadro apertado.

É cedo para avaliar um possível dano
Tenho escutado na oposição que a chegada do vice Michel Temer (PMDB) na Presidência da República significa o apoio em termos de estrutura e bandeira, que faltavam à candidatura da deputada Eliane Sinhasique (PMDB). Faz sentido no quesito estrutura. Mas, para saber se terá influência nos votos é esperar a campanha começar e que medidas de impacto o novo presidente tomará. Em qualquer circunstância, o prefeito Marcus Alexandre será muito forte.

 

Postado em 20 de abril de 2016

Oposicionistas do Acre não disseram nada com coisa alguma na Aleac

Um milenar ditado árabe ensina que ou se deve ficar calado ou se dizer algo que valha mais que o silêncio. Foi o que faltou ontem aos dirigentes da oposição. A imprensa foi chamada para uma coletiva pelo senador Sérgio Petecão (PSD) para ouvir obviedades, como por exemplo: como votou o deputado federal Wherles Rocha (PSDB) no impeachment da Dilma, esquecendo que a transmissão foi ao vivo e intensiva. E também para informar como votará o Petecão, o que todos já sabem. E nada de importante que merecesse registro. Como “coordenador da oposição”, o senador Petecão tem que chamar a imprensa quando a oposição tiver alguma coisa importante a revelar, tipo uma candidatura única. Na política acreana há muito tempo não existe mais lugar para o amadorismo, entendam isso de vez.

Começo do fim
A oposição tem votos suficientes no Senado para aceitar a admissibilidade do processo de impeachment e assim afastar Dilma da presidência por 180 dias. Isso é certo. E assumindo Michel Temer (PMDB), com a caneta e o cofre não mão será fácil afastá-la em definitivo.

Não houve traição nenhuma
Entre as muitas tolices divulgadas uma é que os deputados federais Raimundo Angelim (PT), Léo de Brito (PT) e Sibá Machado (PT) “traíram o povo brasileiro”. Foram eleitos pelo PT, traição seria se votassem pela queda da Dilma, há que se respeitar a liberdade de cada um. Na política o condenável é não ter lado.

Tudo neste sentido
Até o ex-presidente Lula, com a sua experiência declarou à “Folha de São Paulo” que, o Senado aceitando a admissibilidade do impeachment, o afastamento da Dilma ficará irreversível.

O poder é sombrio
O prefeito Marcus Alexandre, que até aqui se mostrou ético na política e cumpridor de acordos, ainda assim não caia na surpresa, se com Michel Temer (PMDB) na presidência, alguns dos partidos nanicos que formam na FPA, pularem do barco. O poder, Marcus é sombrio!

São os que nos representam
Não vejo nada do outro mundo o circo dos horrores que foi a votação do impeachment na Câmara Federal, com os votos os mais cômicos possíveis. Mas são estes senhores que foram escolhidos pela população brasileira para lhe representar. São a cara da política brasileira.

Não adianta criticar
E não adianta criticar, se são deputados federais é porque alguém votou neles. Jaboti não sobe em forquilha, alguém os coloca. Ninguém fala nos loucos e nas loucas que justificaram os votos contra o impeachment por se tratar de uma manobra urdida pelos EUA contra a Petrobrás.

Não pense que é diferente
A deputada Leila Galvão (PT) fez ontem um discurso como se o Acre fosse uma ilha do purismo político. Quem escolhe um Cabide vereador pode apontar o dedo contra alguém? Se os caricatos que a Leila critica tivessem derrubado o impeachment, seriam hoje intelectuais, não é Leila?

Continuaremos com novos tiriricas
Enquanto perdurar este sistema eleitoral com coligações proporcionais, sempre teremos o chamado “efeito Tiririca”, em que deputados se elegem no embalo do puxador de votos.

Fez bem em desistir
Disputar uma eleição sem a ajuda do partido e tendo que bancar a campanha para prefeito para a PMRB do próprio bolso seria temerário. Por isso o deputado Eber Machado (PSDC) agiu certo em rever a sua candidatura. Se for inteligente, espera o segundo turno para declarar apoio a um candidato. Se voltar à FPA o seu desgaste será imensurável. Será cobrado em 2018.

Reclamar de quem?
Bahia, Amapá e Ceará foram os únicos Estados onde a presidente Dilma ganhou na votação do impeachment, o que mostra que a sua base política estava completamente destroçada.

Lutador incansável
O deputado Heitor Junior (PDT) tem sido um lutador incansável para a inclusão no sistema de saúde de medicamentos modernos para o combate da Hepatite C. Fazia isso antes de se eleger. E continuou após a eleição.

Ponte que caiu
Cessou mais a briga entre os deputados Manoel Moraes (PSB), Antonio Pedro (DEM) e Leila Galvão (PT) pela paternidade de uma ponte sobre o Rio Acre, ligando o centro de Xapuri ao bairro Sibéria. É uma disputa até o momento pelo nada em lugar algum.

Chapa encorpada
O PRB tem uma chapa encorpada para a disputa de vagas na Câmara Municipal de Rio Branco, com nomes fortes, como o Pastor e vereador Marcos e o fisioterapeuta Dr. Jferson.

Para perder qualquer nome serve
Alguns segmentos do PT andam levantando a idéia de lançar a Delegada de Polícia, Carla Yuni, candidata à prefeitura de Cruzeiro do Sul. Nada contra a profissional. Mas, não é do ramo. Isso só mostra como deteriorado está o quadro político da FPA. Para perder, qualquer nome serve.

Um nome em crescimento
O contador Josué William (PMDB) é um nome que está em crescimento na disputa da prefeitura de Epitaciolândia. Só não pode se aliar ao prefeito André Hassem (PR), ninguém se escora em pau seco, porque desaba junto com ele. Raro o prefeito que não está desgastado.

Desgaste desnecessário
O deputado federal Alan Rick (PRB) está se desgastando sem necessidade ao tentar manter indicações no governo estadual e federal. Deveria ter entregado, a partir do momento em que votou contra a Dilma, até porque não precisa deles. E mesmo porque o PRB rachou com o PT.

Perigosa rotina
Mais uma residência foi assaltada e os donos feitos reféns. Além do roubo, o constrangimento. Fatos como o acontecido com um Defensor Público viraram uma perigosa rotina na cidade.

Ninguém me convence
O que ninguém me convence é como não conseguem chegar à rede de receptadores.

Pouco poderá fazer
O senador Jorge Viana (PT) pouco poderá fazer para impedir que o Senado Federal aceite a admissibilidade do processo de impeachment, a oposição tem votos sobrando para aprovar.

Papisa da inabilidade
A deputada Eliane Sinhasique (PMDB), contou um tucano bravo com a história que, ela propôs que oposição se juntasse e indicasse seu vice. “É uma Papisa da inabilidade”, disparou.

Ficou fortalecido
Na opinião de um petista com o qual conversei ontem na Aleac, por sua participação nos debates sobre o impeachment, o PCdoB se fortaleceu para indicar o vice do prefeito Marcus Alexandre. Não deixa de ser um argumento forte para colocar quando o debate começar.

Outra opinião
Falando ainda sobre o governo disse que, como conhecedor da área rural, o trabalho do ex-secretário da SEAPROF, Lourival Marques, foi muito mais producente do que na atualidade. Hoje, afirmou, recebe muito mais reclamações do homem do campo do que antes.

Boato sem sentido
Não passou de boato a notícia que correu na tarde de ontem de que o secretário de Saúde, Gemil Junior, estava demissionário. Mesmo porque, na atual circunstância, ninguém faria mais do que está fazendo, é tudo uma questão de estrutura financeira e crise econômica.

Injeção de ânimo
O comando da FPA reuniu ontem os dirigentes partidários no fim de tarde, na Aleac, para dar uma injeção de ânimo após a derrota da presidente Dilma na Câmara Federal, onde passou o pedido de impeachment. Agora Inês é morta!

Stand by
Acho que o prefeito Marcus Alexandre está certo em não colocar no momento a questão do nome do vice em debate, enquanto perdurar a indefinição sobre a situação da presidente Dilma. São dois cenários distintos, com ela na presidência e ela fora.

Fontes seguras
Fontes palacianas contaram à coluna que o governador Tião Viana anda fazendo consultas aos empresários de comunicação, sobre o que acham da professora Socorro Nery (PSB) como vice de Marcus Alexandre. Paredes costumam ter ouvidos.

Não capinam sentados
Numa roda de colegas ontem, os nomes dos deputados federais Léo de Brito (PT) e Jéssica Sales (PMDB) foram apontados como dois parlamentares produtivos, que não ficam apenas nos discursos do plenário, mas levam recursos aos municípios. Não capinam sentados.

Só por um acidente de percurso
Eleição não se ganha por antecipação, mas tem certa lógica, por isso não é demais se afirmar que o ex-deputado federal Iderley Cordeiro (PMDB) é favorito para a prefeitura de Cruzeiro do Sul.

No colo do Gladson Cameli
O comentário é de quem conhece a imprensa acreana no verso e reverso. Sem temor de errar: em 2018, sendo o senador Gladson Cameli (PP) candidato ao governo, 98% da imprensa acreana, hoje petista de carteirinha, estará na defesa da sua candidatura. Já estiveram enrustidos na campanha do Senado. Mas, na próxima campanha para governador estarão ostensivamente, moro nesta tribo há mais de quarenta anos e conheço todos os seus caciques de cor e salteado. É a chamada perspectiva de poder, que costuma mudar o pensamente dos que juram lealdade e vivem de paparicos aos que passam pelo poder. Há gente que adora ser enganado pelas circunstâncias. E se completa com os que enchem os seus egos e lhe batem tapinhas nas costas. Há gosto para tudo. Aguardem 2018! E confiram a previsão.

Postado em 19 de abril de 2016

De hoje em diante Alan Rick será tratado no PT como se não existisse

A derrota da inabilidade política
É ama desculpa esfarrapada se atribuir ao presidente da Câmara Federal, deputado federal Eduardo Cunha (PMDB), a derrota da presidente Dilma na votação do seu impeachment. Ele só votou uma vez. Foi a derrota da inabilidade política. Seus defensores do PT e do PCdoB, irmãos siameses na arrogância com os aliados, perderam o tempo em atacar o Cunha, mostrando-o como uma figura desmoralizada, como se isso fosse afetar quem já é réu no STF. Perderam tempo com uma campanha tola de que impeachment é golpe. A velha tática do bem contra o mal teve o seu tempo, surrada, hoje não funciona mais. Funcionou com o PT na oposição. Todos os partidos de uma forma ou de outra estão sem credibilidade. Os aliados da Dilma esqueceram-se do principal: trabalhar para assegurar os votos que derrotariam o impeachment. Quem não consegue, no poder, formar e manter uma base de apoio no Congresso não pode reclamar de ninguém. Dilma teve 26% dos votos. Alguém com este percentual de aliados, não poderá reclamar de perseguição, ou de coisa alguma. Só pode reclamar da sua inabilidade. Ninguém governa individualmente. Nem pisando em aliados.

Análise perfeita
Lendo um dos muitos artigos sobre derrota da Dilma, em um deles, uma das explicações para o fato de que mesmo tendo a caneta e o cofre na mão e não conseguiu os votos para barrar o impeachment, que achei pertinente, foi a seguinte: “quando um governante perde a confiança dos aliados, engana, não cumpre parceria, pode oferecer um império que não é aceito”.

Conseguiu o impossível
A presidente Dilma, segundo muitos petistas, conseguiu com a sua impopularidade acabar até com o legado positivo deixado pelo presidente Lula, que se queira ou não, não foi mal no governo.

Não é sua praia, ermício!
A declaração do presidente do PT, Ermício Sena, de que se o vice-presidente Michel Temer assumir os apoiadores da Dilma fecharão as ruas e não o deixarão governar faz inveja ao Jair Bolsonaro. No jogo democrático não há lugar para não se acatar a lei, Que é isso, Ermício?.

Não é uma boa escolha
Não é bom para o senador Gladson Cameli (PP) ser o Relator do impeachment da Dilma no Senado, porque o Relator, assim como o investigado, vão para o olho do furacão. Para quem é candidato ao governo em 2018 é de bom alvitre se limitar a dar o seu voto.

Não entendo as contas
Não consigo entender as contas de que a culpa pela derrota da Dilma na votação do impeachment é o presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha (PMDB), porque só tem o seu voto. A questão é que lhe faltou o essencial, os 172 votos para a vitória.

Duas equações
Num governo existem duas equações a serem solucionadas: ter apoio político e cumprir o que é acertado nas alianças e parcerias. Dilma passou ao largo destes pontos. Não conheço um governante que chegou bem ao fim do mandato descumprindo compromissos assumidos.

Dorme-se no cargo e acorda-se fora dele
O que os governantes não entendem é que os cargos que ocupam não são eternos. Têm que buscar parceiros no poder, porque fora passará a ser mais um cidadão comum. Um ex não é absolutamente nada. Aí estão vários ex-governadores e ex-prefeitos no ostracismo político.

A gente se sente um ET
Certo dia, em conversa com um ex-governador, perguntei como é estar fora do poder e ouvi uma resposta que até hoje guardo: “os ex- aliados viram a cara ou mudam de calçada, como se a gente não existisse. Sem falar nas pragas que jogam. A gente se sente um ET”.

Saiu fortalecido
O PCdoB foi o aliado do PT que mais saiu fortalecido junto à cúpula nacional petista, porque esteve na trincheira defendendo a presidente Dilma, numa lealdade extrema, até nas defesas malucas da deputada federal Jandira Feghali de que a situação embutia um complô dos EUA.

Edvaldo Magalhães, sobre a vice de Marcus Alexandre
Para o lúcido dirigente do PCdoB, Edvaldo Magalhães, o momento exige uma parada para olhar, pensar e definir. Estancar a ansiedade. Nada se define em meio a um turbilhão. O terreno está minado. “Paciência, sapiência e caldo de galinha. É o que exige o momento”, pontua.

Um petista diferente
O presidente do PHS, Manoel Roque, diz que ainda não tirou o seu partido da FPA por causa do prefeito Marcus Alexandre. “O Marcus é um petista diferente, cumpre o que acerta com os aliados”, assinala Roque. E completa: “é um dos poucos do PT que tem o meu respeito”.

Fora, Alan Rick!
Tenho informações de figura importante do PT de que o deputado federal Alan Rick (PRB) não será convidado a sair da FPA, embora seja o sentimento de petistas ilustres, mas será tratado como se não existisse, uma espécie de “exílio branco” dentro da aliança.

Opinião pessoal
O presidente do PT, Ermício Sena, ressalta ser uma posição pessoal, mas por ele o deputado federal Alan Rick (PREB) não continuaria na FPA, após o seu voto contra a presidente Dilma.

Não é algo fácil
Circula entre senadores a tese de novas eleições para a Presidência da República. Acho interessante, porque nem Dilma e nem Temer possuem credibilidade para tirar o Brasil do fundo abismo. A questão é que Dilma e Temer teriam de renunciar. Renunciarão? Não creio.

Processo do TSE
Existe ainda um processo no TSE com pedido de cassação de Dilma e Temer, seria a solução, mas ainda não está em pauta para julgamento. Por isso a hipótese é a mais ao longo prazo.

Meus sentimentos
Ao senador Petecão (PSD) e família, o meu pesar pela morte da matriarca dona Raimunda.

Não virou um voto
A mágoa dos petistas é que o governador Tião Viana dava como certo o voto do deputado federal Alan Rick (PRB) contra o impeachment. E com isso não pode oferecer um voto à Dilma, já que o César Messias (PSB) sempre foi melancia, verde por fora e vermelho por dentro.

Identidade de gênero
A vice-governadora Nazaré Araújo e a secretária Concita Maia, defendem, abertamente, a tese da “identidade de gênero”, o que é visto como um ato contra a família entre os evangélicos.

Em política nada me deixa surpreso
Caso o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB), não venha ser cassado não se surpreenda. Há todo um trabalho para que venha sofrer apenas uma censura e não perder o mandato. Cunha saiu fortalecido na oposição, após a derrota da Dilma no impeachment.

Muito bem no eleitorado
O deputado federal Alan Rick (PRB) virou a “Geny” do PT, mas com seu voto a favor do impeachment da Dilma ficou muito bem na sua principal base política, o meio evangélico. Foi o que ouvi ontem de um Pastor que conhece como poucos o eleitorado das igrejas evangélicas.

 Um verdadeiro circo
A votação do impeachment da Dilma foi um circo com figuras as mais estranhas possíveis no picadeiro. Um votou pela paz de Jerusalém, outro pelo pai, outro pela avó, outro contra a identidade de gênero, contra o aborto, uma doida para evitar a perda do pré-sal, e outras loucuras mais. Mas são representativos e com legitimidade, foram votados pela população.

Fora da disputa
Doenças na família, o fato de ter sido comunicado pela direção nacional do PSDC que, não teria ajuda financeira à campanha, levaram o deputado Eber Machado (PSDC) repensar a sua candidatura, o que deve comunicar oficialmente esta semana, mas é assunto decidido.

Aliança a ser decidida
O deputado Eber Machado (PSDC) diz que não definiu nenhuma aliança política, o que somente deverá manifestar no decorrer da campanha. “Será uma decisão partidária e não apenas pela minha simpatia”, destacou Eber. “Vou conversar com todos”, promete.

Caminho mais viável
Não existe outra posição a ser tomada pelo deputado Eber Machado (PSDC), a não ser desistir da sua candidatura, já que não poderá se dedicar integralmente a pedir votos e não terá a estrutura financeira que a direção nacional tinha lhe prometido.

Quebrou a boataria
Na parte da manhã de domingo recebi a informação de um ansioso dirigente de um partido nanico me dizendo que a deputada federal Jéssica Sales (PMDB) já estava a caminho do Acre e não votaria. Disse que era blefe. E tanto foi que ela compareceu e votou contra Dilma.

Votos claros
Os votos sobre o impeachment dentro da bancada acreana do Senado estão definidos: Sérgio Petecão (PSD) e Gladson Cameli (PP) a favor e Jorge Viana (PT) contra.

Estariam fora
Fosse num país sério, o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB) e o senador Renam Calheiros (PMDB) já não presidiriam a Câmara Federal e o Senado e já estariam condenados. Mas, como estamos no Brasil, ambos continuam sendo protagonistas da política nacional.

A vida continua
Não aconteceu um golpe, uma catástrofe nacional, quebra do regime democrático, o que ocorreu na Câmara Federal foi o exercício da democracia na sua plenitude, e  temos que aceitar. Foi um jogo democrático. Houve acusação, a defesa, sem privilégios. Quem quis votar contra o impeachment da Dilma teve a liberdade de expressar o seu voto. Assim como quem votou pelo impeachment usou a sua liberdade. Não tem nada demais. A vida continua normal, o resultado não trouxe nenhum atropelo. O resto faz parte da política partidária. E somente isso e nada mais. E mesmo que no Senado aconteça a cassação da Dilma, o mundo não vai acabar. O Fernando Collor não foi cassado? O Mundo acabou? O Brasil acabaou?

Postado em 16 de abril de 2016

Leila Galvão cumpre um papel que lhe foi destinado pelo PT

leila_02A deputada Leila Galvão (PT) está sim entre as nossas melhores deputadas estaduais. Cumpre o papel que lhe foi reservado como base do governo. Não é nada de excepcional a sua presença no parlamento, mas pelo menos ocupa a tribuna, faz reivindicações, presta contas do que executa no mandato. Se ela defende o governo até nos equívocos, nada mais natural. O governo é do PT e ela uma parlamentar petista. O que é de positivo em sua atuação é que não é omissa e não atropela o português, como boa parte dos seus colegas de Aleac. A Leila (foto) é hoje, sem dúvida, a maior liderança petista do Alto Acre, e um nome em potencial para deputada federal pela região em 2018. Este é um comentário de quem não lhe deve nenhum favor, isento, mas é uma observação de quem acompanha todas as sessões do Legislativo.

É um forte

“O ex-prefeito Zum é um dos mais fortes candidatos entre os que brigam pela prefeitura de Assis Brasil”. O comentário foi ouvido de um amigo petista que mora desde criança no município e conhece como poucos a política e os políticos da região.

Apanhavam de chicote

O presidente Evo Morales mandou três ônibus lotados de bolivianos para engrossar os protestos a favor da Dilma, na votação do impeachment, no próximo domingo. Se algum brasileiro fosse a La Paz protestar contra o Evo Morales, apanhava de chicote e era expulso.

Sabe que está perdido

Quando num julgamento de um impeachment, um dos lados procura brecar o processo na justiça, é o mais claro sinal que perdeu a batalha dos votos. É o que está ocorrendo com a Dilma. Se tivesse os votos para derrubar a proposta, não teria recorrido a outros meios.

Lembra o Binho

Na parte política a presidente Dilma lembra o ex-governador Binho Marques, nada efeito à política e aos políticos. O Fernando Collor quis governar só e caiu. O problema não é fazer acordos políticos, mas fazer e cumprir. Quando não se cumpre perde os aliados. E é fatal.

Nada pior

Não existe nada mais execrável na política, o político que não cumpre acordo com os aliados.

Irmãos siameses da crise

Com os fatos se afunilando para uma derrota da Dilma, domingo na Câmara Federal, e em seguida no Senado da República, não esperem maravilhas com Michel Temer (PMDB assumindo a presidência, trata-se da separação dos irmãos siameses da crise brasileira.

De uma forma ou de outra

O vice-presidente Michel Temer (PMDB), de uma forma ou de outra, foi conivente e parceiro indireto na desgraceira econômica em que a Dilma meteu o Brasil. E nunca se ouviu dele uma queixa, antes do seu recente rompimento com a presidente. Pular do barco agora é prático.

Não tem puro neste jogo

Quando vejo grupos pró e contra o impeachment se atacando fisicamente, me convenço como é tolo o ser humano! Enquanto brigam, as lideranças petistas e oposicionistas nem sabem que existem. Tudo não passa de jogo de interesse político dos dois lados, não tem puro neste jogo.

Jogo da conveniência

O prefeito Marcus Alexandre não fique surpreso se a presidente Dilma cair na Câmara Federal e Senado da República e ele perder o apoio do PTB e do SOLIDARIEDADE, há todo um trabalho da oposição, em Brasília, neste sentido. Na política existe o chamado jogo da conveniência.

Por falta de perspectiva de poder

Muitos dos partidos nanicos só estiveram até aqui aliados na FPA pela falta de perspectiva de poder. O prefeito Marcus Alexandre também fique atento para este fato. Na política, a lealdade é sempre uma moeda rara.

Quase próximos do poder

Caso Michel Temer (PMDB) assuma a presidência, dois políticos acreanos terão livre acesso ao seu gabinete, o deputado federal Flaviano Melo (PMDB) e o prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales (PMDB). Há uma amizade antiga entre Temer e os dois políticos.

Lembrando o Jorge Viana

Certa feita, eu ouvi um comentário do senador Jorge Viana (PT), que com o atual sistema político ninguém governaria sem um partido como o PMDB, acertou na observação. Foi o PMDB sair do governo e os pilares de apoio à Dilma desabaram. O sistema político é podre.

Bem situados

Vi ontem duas pesquisas de opinião pública e cheguei à conclusão que será muito difícil o ex-deputado federal Iderley Cordeiro (PMDB) não se eleger prefeito de Cruzeiro do Sul e, o prefeito de Porto Walter, Zezinho Barbary (PMDB) não se reeleger.

O problema é o sistema

Com o sistema presidencialista atual assuma quem assumir a presidência, com este penduricalho de partidos não terá como fazer muitas mudanças. Ou se muda tudo com uma grande e profunda reforma política ou vamos assistir as mesmas negociatas do governo Dilma.

Troca-se a competência por votos

O que acontece é que para governar neste sistema presidencialista, o presidente ou o governador têm de fazer acordos nada republicanos, colocando em ministérios ou secretarias, pessoas despreparadas para cumprir acertos políticos, e quem paga a conta é a população.

Cota esgotada?

O deputado federal Sibá Machado (PT), ao que indica saiu de cena, a sua última afirmação cômica e grotesca e que os a favor do impeachment lembram os nazistas e os petistas o sofrimento dos judeus no holocausto. Está todo mundo ansioso por nova declaração.

Atestado de lisura

O segundo mandato do Tião Viana é menos popular do que o primeiro. As duas últimas pesquisas que vi apontam isso. Mas a sua imagem de honestidade não foi arranhada nos dois mandatos, não entrou nem no Petrolão e nem na Lava-Jato. É um ponto que precisa ser ressaltado a favor da sua biografia, nestes tempos de tantos escândalos envolvendo petistas.

Sem ordem judicial foi uma violência

Se o ato partiu de uma iniciativa da SEMSUR foi uma violência a retirada de placas com fotos de quem vai votar a favor da Dilma, até porque não é novidade. A retirada só se justifica se foi uma determinação da justiça eleitoral. Na democracia o contraditório é um fator essencial.

Orelhas ardendo

As orelhas do deputado federal Alan Rick (PRB) estão ardendo nos corredores palacianos, depois que se manifestou a favor do impeachment da Dilma. Não está sentindo, Alan?

O poder é doce

O prefeito de Manuel Urbano, Ale Anute (PR), que, talvez, foi um dos piores prefeitos daquele município, no curso do mandato andou ameaçando renunciar, mas o poder é doce: resolveu disputar a reeleição. Se for reeleito é porque o povo do município gosta mesmo é de sofrer.

Cairá com certeza

Se a Dilma perder a votação do impeachment na Câmara Federal, como os fatos políticos estão a indicar, o presidente Eduardo Cunha (PMDB) será a bola da vez. No plenário será cassado por um simples motivo: deixou de ser útil para a oposição. E a votação é aberta.

Toalha jogada

Em Epitaciolândia a coleta não existe e o que se vê é lixo espalhado pelas ruas, num sério atentado à saúde pública. O Ministério Público tem que intervir e cobrar solução. Ao que parece neste final de mandato, o prefeito André Hassem (PR) jogou a toalha.

O canto da sereia.

Quando vi o empresário George Pinheiro posando com o vice-presidente Michel Temer (PMDB), não me causou admiração. A perspectiva do poder é como o canto da sereia inebria e atrai.

Cargo decorativo

O senador Gladson Cameli (PP) não deveria nem ter aceitado indicar o superintendente da SUDAM, sem recursos, é um órgão funcionando apenas no nome. Não perderá nada ao mandar o titular que indicou a pedir demissão, por sinal é da família.

Observação da arquibancada

Antes de começar o jogo entre Rio Branco x Paissandu, fiquei escutando uma conversa que acontecia entre os torcedores próximos. O assunto, como não poderia deixar de ser era o impeachment. E todos se manifestando a favor da queda da presidente. Impressionante!

Não caiu na real

Encontrei o ex-vereador Cabide pedindo votos para tentar voltar à Câmara Municipal de Rio Branco. Não caiu na real que a sua eleição foi uma brincadeira sem graça do cansado eleitor.

Eleição é eleição

Tudo a indica que a presidente Dilma perderá neste domingo a batalha do impeachment na Câmara Federal. Embora prefira aguardar o resultado. Eleição como a que vai acontecer amanhã é uma eleição como qualquer outra. Definitivo só após o resultado.

Conseguiu se firmar

O deputado Nelson Sales (PV) se diz impressionado com o fato da candidata à prefeitura de Sena Madureira, Charlene Lima (PV), ter começado do zero e ter virado uma espécie de coqueluche entre os ribeirinhos, onde já é conhecida e tem o nome bem aceito. É forte.

Um dia histórico para a democracia

Amanhã é um dia que ficará marcado como uma prova que a nossa democracia é consistente. O que vai acontecer na Câmara Federal é o mais pleno exercício da liberdade de escolher o que é melhor para o país, aprovando ou não o impeachment da presidente Dilma. E assim é que tem de ser, afinal, o Brasil não é nenhuma republiqueta de bananas. Não há golpe, há o julgamento de uma irregularidade cometida. Existem leis a serem cumpridas. E ninguém, pela mais alta posição que ocupe, é imune de ser julgado politicamente e juridicamente. Não importa o resultado, sobre que lado sairá vencedor. Importa que, ganhará o regime democrático, pelo qual muito sangue foi derramado e muito se lutou. No mais é guerra de nervos entre o grupo quem teme perder o poder e as suas benesses e quem quer ganhar este poder. Outra avaliação deste julgamento fica no terreno da fantasia. É o jogo da política.

 

 

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Sobre o Autor

Luís Carlos Moreira Jorge, 65, formado em Direito, milita há 40 anos no jornalismo político, foi Diretor de Divulgação dos Governos Geraldo Mesquita e Joaquim Macedo, secretário de Comunicação dos governadores Nabor Junior, Iolanda Lima, Romildo Magalhães e dos prefeitos Mauri Sérgio, Flaviano Melo e Isnard Leite. Trabalhou em O RIO BRANCO, O JORNAL, na Difusora Acreana, TV-ACRE, TV-GAZETA e Jornal GAZETA, onde escreve hoje uma coluna política e faz o Blog do CRICA no Ac-24horas. É um dos nomes mais respeitados do jornalismo acreano.

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