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Acre

Bebê morre e grávida espera três dias por parto na maternidade Bárbara Heliodora

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Mais um caso coloca a Maternidade Bárbara Heliodora (MBH), de Rio Branco, em evidência. Desta vez, uma gravida esperou por mais de 72 horas para ter o parto do filho que já estava morto na barriga. A família denunciou ao portal o que entende como erro no atendimento médico da unidade de saúde.

De acordo com a tia da grávida, Sebastiana Alves, a jovem chegou à maternidade na segunda-feira, dia 04, mas até a tarde da quinta, dia 07, não havia nenhum indicativo de que a gestante passaria por uma cesariana ou mesmo por um parto normal. A tia diz que ameaçou chamar a imprensa, e foi intimidade a desistir de tornar o caso público.

“Eles me disseram que não ia adiantar de nada eu chamar a reportagem de vocês. Quando eu disse isso, veio todo mundo falar comigo que era para eu desistir e que iam resolver. Mas ela está aqui desde segunda, e até agora há pouco não tinham feito nada. Quando eu ameacei, disseram que ela ia entrar no soro”, contou Sebastiana.

Em nota, a Direção da MBH informou que em nenhum momento a paciente ficou desassistida e que o processo para a retirada do bebê por demorar até cinco dias, a depender do tratamento. A gestaria passa bem e, segundo o corpo clínico, já teve o bebê na tarde de quinta, e está sendo observada de perto pela equipe médica.

“Eles dizem que o bebê tem que nasces normal, que tem que dilatar, e a gente chegou hoje e a menina estava parecendo que ia morrer, sem noção de nada, e então eu fiz um barraco. Mas, graças a Deus, quando eu disse que ia chamar vocês, eles correram lá para resolver”, completa a tia ao dizer que teme pela vida também a sobrinha.

Ainda na nota, a Direção da Maternidade Bárbara Heliodora concluiu: “Como nesses casos pode haver infecção, optou-se pela preparação do colo para a passagem fetal. Procedimento esse que pode durar até cinco dias. Durante este período, a paciente foi monitorada e examinada periodicamente a fim de assegurar suas condições de saúde.”

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Acre

TJ determina reintegração imediata de servidores da saúde até análise do mérito

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Até o momento em torno de 43 liminares foram deferidas pelo Juízo da 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Rio Branco, determinando a reintegração imediata de servidores temporários. O Juízo tem concedido as liminares em favor dos contratados, que já atuavam há mais de 10 anos no Estado. Eles estão sendo exonerados em virtude da Recomendação nº 001/2007, da 2ª Promotoria Especializada de Defesa do Patrimônio Público do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC).

Em janeiro deste ano, o Órgão Ministerial entregou o documento ao Estado do Acre solicitando a demissão de 380 servidores admitidos sem concurso público, contratados de forma temporária entre os anos de 1995 a 2008, que trabalhavam em diversas secretárias e autarquias estaduais, mas a maioria atuava na Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). O MPAC aponta que esses servidores estariam atuando de forma irregular, já que muitos contratos temporários extrapolaram o prazo de 12 meses.

Por isso, alguns desses servidores entraram com pedido de antecipação de tutela junto à Justiça Acreana, pedindo a suspensão do Processo Administrativo Disciplinar instaurado contra eles, especialmente, aqueles contratados que prestaram serviços por anos, estando perto de se aposentar. Como o caso de uma enfermeira, que contou no Processo n°0711276-87.2017.8.01.0001 ter desempenhado suas funções junto a Sesacre por 22 anos.

Ao deferir a liminar em favor da enfermeira, o juiz de Direito Anastácio Menezes, titular da 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Rio Branco, observou que a servidora atuou por vários anos, portanto, existe uma “aparente decadência no direito de revisão dos atos administrativos”. Assim, até que seja julgado o mérito do Processo, o Estado do Acre deverá reintegrá-la ao quadro, sob pena de multa no valor de R$ 5 mil.

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Acre

Trabalhadores de Marechal Thaumaturgo recebem conta de luz de até R$ 9 mil

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Dezenas de moradores de comunidades da zona rural de Marechal Thaumaturgo receberam, nos últimos dois meses, boletos relativos ao consumo de energia elétrica no âmbito do programa Luz Para Todos, cujos valores chegam a inacreditáveis R$ 9 mil. A denúncia foi repassada à reportagem pelo vereador Átilon Pinheiro (PSD). Segundo ele, a reclamação é geral nas comunidades do Baixo Juruá, Rio Amonia, Rio Tejo e Alto Juruá, todas beneficiadas pelo programa Luz Para Todos.

Consultada, a representante da Eletrobras-Acre no município teria dito que a exorbitância dos valores é retroativa ao período de implantação do programa. Átilon, porém, desconfia dessa versão.

“Como o governo federal quer privatizar a Eletroacre, eles querem acabar com o Luz Para Todos, porque isso iria facilitar a venda da empresa”, argumenta.

Maria da Silva Lebre é uma das prejudicadas. No mês passado, ela recebeu um talão no valor de R$ 3.549,73. E assegura ter em sua casa apenas geladeira, aparelho de TV e duas lâmpadas. Em julho, o valor cobrado foi R$ 309,15, bem acima do que costumava pagar pelo uso da energia elétrica – uma média de R$ 15 mensais.

De acordo com o vereador Átilon Pinheiro, na Vila Triunfo, na região do Baixo Juruá, mais de 15 pessoas fazem reclamações semelhantes. Alguns afirmaram a ele ter recebido talões de luz que variam entre R$ 6 mil e R$ 9 mil.

“Estou visitando as comunidades pra colher informações sobre esse absurdo. Minha intenção, além de denunciar publicamente a Eletroacre, é recorrer ao Ministério Público do Estado contra esse tipo de abuso”, concluiu o vereador.

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Acre

Índios invadem delegacia para liberar preso e agente atira com submetralhadora

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A falta de agentes e um delegado na cidade de Assis Brasil, localizada no extremo norte do estado do Acre, por pouco não acaba em tragédia neste final de semana, quando um grupo de índios tentou invadir a delegacia após prisão de um dos parentes.

Após se envolver em uma briga, o jovem Gilmar Batista da Silva Manchineri, o “Pistola”, foi detido por uma guarnição da Polícia Militar e entregue na delegacia. Percebido que já havia um mandado de prisão contra ele, o delegado deu voz de prisão. Foi quando amigos e parentes do Manchineri passaram a fazer ameaças de invadir o prédio para libertar o preso.

Quando o preso estava sendo transferido para Brasiléia, os indígenas iniciaram uma invasão ao prédio da delegacia, momento em que um agente de polícia disparou para cima utilizando uma submetralhadora. Os tiros assustaram os índios, que recuaram. As informações são do site O Alto Acre, que fez contato com a Secretaria da Polícia Civil (SEPC).

Fonte: O Alto Acre

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