Rio Branco, Acre, 9 de agosto de 2017

Legalização da maconha, debate que não pode ser raso

Luis Carlos Moreira Jorge 09/08/2017 06:45:54

A defesa que o líder do governo, deputado Daniel Zen (PT), fez ontem na tribuna da ALEAC da legalização da maconha, que passaria ao controle estatal, não pode ser debatido sob qualquer prisma religioso ou por viés radical e raso. Há casos de Estados americanos, onde a maconha foi liberada, que dobrou a tributação estadual. Com o controle da venda pelo poder público, acha Zen (foto) que estaria se dando uma colaboração para o combate à violência, porque atingiria o traficante e o que é hoje um problema de segurança passaria a ser de saúde pública. E joga na mesa o argumento que, com as fronteiras abertas, que é um problema que não foi enfrentado por nenhum dos presidentes, as drogas e as armas continuarão entrando no Acre e as forças de segurança, por mais que atuem, estarão sempre como se diz no popular: enxugando gelo. É um debate que pode ser visto por muitos prismas pelos que são contra. Enfim, é uma discussão que deve ser tratada sem radicalismo e sem o pudor hipócrita. Quem for a favor use os seus argumentos e os contrários da mesma forma. Assim é a democracia.

Nenhuma voz se levantou
Nenhuma voz, da oposição ou da base do governo, se levantou para fazer questionamento.

O fato existiu
A denúncia feita ontem pelo deputado Nelson Sales (PP) de que os bandidos tinham decretado toque de recolher no Bujari não foi fictícia. Tanto que, o prefeito e o comandante do destacamento local da PM se reuniram para traçar um plano. Mas ficou somente na ameaça.

Equipe presente
O secretário de Segurança, Emylson Farias, que em que pese as críticas tem dado respostas prontas às ações das facções, com dezenas de prisões, disse à coluna, direto do Bujari, na noite de ontem que, não tinha ocorrido nada de anormal na cidade. Tudo funcionou normalmente

O pacifista e o desequilibrado
O senador Sérgio Petecão (PSD) se sabe ser um homem de paz. Foi meu colega de peladas no Bancrévea, não é nem de levantar a voz. Fez certo em peitar o virulento senador Lindeberg Farias (PT), na defesa de um colega mais velho. Linderberg é uma figura desequilibrada, ao contrário do Petecão, que é um político de quem não se conhece um episódio de violência.

Um dia encontra
Todo aquele que é metido a ser doido, um dia encontro um mais doido e acaba se dando mal.

Pode virar um imenso atoleiro
O deputado Jesus Sérgio (PDT) voltou ontem a levantar o temor de que no inverno a BR-364 se transforme num imenso atoleiro intrafegável. Para que isso não ocorra, acha que o DNIT tem de colocar mais frentes de serviço ou nas primeiras chuvas o barro posto no trecho vira lama.

Não se trata de torcer contra
Para o deputado Jesus Sérgio (PDT) não se trata de torcer contra uma obra que vai beneficiar milhares de pessoas ao longo da BR-364, mas querer que a obra seja bem feita e não gere problemas futuros quando o inverno chegar. O Jesus tem sido um parlamentar equilibrado.

Corrigindo a omissão
Faltou por esquecimento colocar na lista dos candidatos a deputado federal o deputado Eber Machado (PSDC), que tem uma das campanhas mais organizadas entre os que disputam um mandato na área Federal. Além de que é um parlamentar atuante.

Oficialização da filiação
O DEM quer fazer uma festa no próximo dia 25, na oficialização da filiação do deputado federal Alan Rick, no partido. Senador Agripino Maia, deputado federal Rodrigo Maia, da cúpula nacional do DEM, deverão estar presentes ao ato.

Denúncia grave
O deputado Jesus Sérgio (PDT) denuncia que o comandante da PM de Tarauacá está fazendo corpo mole, ao proibir o uso do banco de horas para pagar extras aos PMs que trabalham fora do horário normal. Justamente, num momento em que Tarauacá sofre com a bandidagem?

Um povo aterrorizado
O deputado Jesus Sérgio (PDT) diz que a população de Tarauacá vive um terror com as facções

Cadê os 70 milhões?
O deputado Eber Machado (PSDC) bateu de frente ontem com o deputado Gehlén Diniz (PP), que acusou o governador Tião Viana de ser um “mentiroso compulsivo”. Condenou o linguajar chulo e disse que, se não primasse pelo alto nível poderia se referir no mesmo tom para cobrar da bancada federal da oposição os 70 milhões de reais prometidos à Segurança.

Comunistas não desistem
O deputado Jenislon Lopes (PCdoB) me disse ontem que, o PCdoB não recua e vai aprofundar o debate para indicar o vice na chapa da FPA ao governo. Na próxima sexta-feira o partido terá uma conversa com o prefeito Marcus Alexandre, um dos cotados para ser o candidato.

Não pode ser desconsiderado
Para o deputado Jenilson Lopes (PCdoB), que colocou seu nome à disposição para ser o vice da FPA, não pode ser desconsiderado ter o PCdoB 16 vereadores, dois prefeitos e dois deputados, além de que, sempre foi leal na defesa do projeto dos governos do PT.

Outro contexto
O PCdoB tem o direito de se colocar na discussão. Mas a escolha se dará no contexto de quem o governador Tião Viana apadrinhará para ser o vice. Se o candidato for o Marcus Alexandre, ai é que vai mesmo colocar um nome de sua extrema confiança, como uma cunha sua na chapa.

Menos no pessoal
Considero o Gehlen Diniz (PP) a grande revelação da oposição desta nova safra de políticos, na ALEAC. Mas tem que limitar o seu debate com o Tião Viana no campo das idéias. São muitos os flancos do governo que pode criticar de forma dura, mas quando passa à ofensa pessoal de chamar o governador de mentiroso compulsivo, entra pelo campo negativo do debate raso.

Pela quarta vez?
É melhor o governo desistir de construir a UPA de Cruzeiro do Sul. Já é o quarto empresário que abandona a obra por não receber pelos serviços. A denúncia é do deputado Luiz Gonzaga (PSDB), que não costuma trazer para a tribuna denúncias que não tenha apurado.

Não contrate
Obras é uma questão bem simples: se existirem recursos para se concluir os serviços se licita, se não tem; que não se faça nenhuma obra, para não ficar como neste caso da UPA.

Mistério da meia-noite
Ninguém fala da CPI da SEHAB. Passa a impressão que a base do governo e a oposição fizeram um pacto pelo silêncio. Não se conhece um passo desta CPI desde que foi criada na ALEAC.

Melhor a ser feito
O melhor a ser feito era dar por encerrada esta CPI, já que existe somente no nome de enfeite.

Jogo aberto
O advogado Edinei Muniz, que esteve recentemente com o prefeito Marcus Alexandre, disse ontem à coluna que, não definiu nada, mas não descarta ser candidato a deputado estadual por um partido da FPA. “Na oposição não sou nem recebido pela cúpula”, reclama Muniz.

Rumos a corrigir
A SESACRE já investiu além do limite constitucional. Avançou muito. Mas se não acabar com os gargalos da fila da cirurgia, não descentralizar as ações para não faltar medicamento no interior e melhorar o atendimento no PS, ficará sempre a espada da crítica e da cobrança sob a cabeça. Seja qual for o gestor, na pasta da Saúde sempre haverá cobranças. É imutável.

Oposição leva vantagem
Com Nelson Sales (PP), Eliane Sinhasique (PMDB), Ghelen Diniz (PP), Luiz Gonzaga (PSDB), Jairo Carvalho (PSD) a oposição tem disparado críticas ao governo e levado vantagem por ser mil vezes mais fácil fazer acusação do que fazer uma defesa, por mais bem feita que seja.

Costura bem feita
O deputado federal Major Rocha (PSDB) está fazendo uma costura bem feita para participar da chapa majoritária da oposição, depois que o PMDB pegou seu quinhão com a candidatura do Márcio Bittar ao Senado. Nada mais justo que caiba ao PSDB, tem o apoio do PSD, fazer parte da chapa.

Muito forte
A aliança PSDB-PSD ficou muito forte para reivindicar, com um senador, um deputado federal, deputados estaduais, vários prefeitos, vereadores na Capital e no interior, o que a deixa com a carta maior para jogar na mesa das discussões sobre a escolha do candidato á vice-governador.

A questão da violência
Pode sim se fazer críticas ao sistema de segurança, mas não que os policiais militares e civis tenham sido omissos no combate à criminalidade. Os fatos mostram que as respostas têm sido dadas de forma rápida com a prisão dos marginais, como na recente onda de violência, com dezenas de prisões dos envolvidos na queima de ônibus e outras práticas criminosas. As autoridades da Segurança têm sido também transparentes divulgando todas as ações. A questão dos bloqueadores na penitenciária foi uma vitória. Enquanto as fronteiras estiverem abertas, mais drogas e armas continuarão a entrar, prisões serão feitas e a roda viva girará. Não está havendo omissão.


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