Rio Branco, Acre, 7 de julho de 2017

A economia brasileira dá mostras de recuperação apesar da crise política

Nelson Liano Jr. 07/07/2017 13:25:39

Os solavancos diários da política nacional estão afetando menos a nossa economia do que o esperado. O Índice da Preço ao Consumidor (IPCA) registrou uma deflação de 0,23%, a menor baixa dos últimos 19 anos. O dólar tem se mantido estável e a poupança mostrou quantidade maior de depósitos do que de saques. Claro que esses números têm dois aspectos, um positivo e outro negativo. A má notícia é que a diminuição do consumo que puxa a inflação pra baixo é um reflexo dos milhões de desempregados. E também do medo da crise que faz com que as pessoas economizem pensando no futuro. O lado bom desses números é que mostra que apesar de estar fragilizado politicamente o presidente Temer (PMDB) conseguiu montar uma equipe econômica competente. Se não fosse assim poderíamos estar vivendo uma crise comparável a da Venezuela em que estão faltando gêneros alimentícios básicos além de uma inflação de quatro dígitos. O país latino está mergulhado no caos gerando imenso sofrimento à sua população. E olha que a Venezuela é um dos maiores produtores de petróleo do mundo. No caso do nosso vizinhos a política destruiu a sua economia e não parece haver luz no final do túnel. Uma violência ideológica sem precedentes tem feito milhares de vítimas. As instituições sociais estão todas comprometidas. Na minha concepção, o Brasil escapou por pouco de viver uma situação similar.

Doença exposta
Ao contrário da maioria dos brasileiros não sou pessimista. Acho que o Brasil está passando por um processo de cura e purificação. E o tumor maligno que está sendo tratado chama-se corrupção. Numa avaliação geral a doença está exposta e, portanto, os “médicos” estão fazendo o seu tratamento. Nesse processo existem momentos de avanços e de recuos. Mas os brasileiros estão cientes do que está acontecendo. A situação é transparente.

As chances de cura
Se conseguirem manter o combate à corrupção o Brasil pode emergir dessa crise mais forte e estável. Claro que qualquer tratamento médico custa sofrimento ao seu paciente, mas apesar de todo os pessimismo acredito na cura do país. O Brasil está resistindo além da política, prova disso, são os números da economia.

As coisas estão mudando
Quando se ouviu falar em prisão de senadores, de deputados, de ministros e de empresários poderosos em outros tempos? Claro que o senso de justiça da população quer muito mais punições, mas houve avanços. Nas eleições de 2016 diminuiu muito o dinheiro em circulação nas campanhas e, em 2018, acredito que vai diminuir mais ainda.

Transparência
Também acredito que as pessoas vão pensar melhor antes de escolherem os seus candidatos, em 2018. A “podridão” está exposta diariamente na mídia. Só não sabe quem são os corruptos do país quem não quer. A cura estará nas mãos dos nossos eleitores.

Renovação natural
Também acho que acontecerão surpresas nas eleições de 2018. Tanto à presidência da República quanto nos governos estaduais. Os aspectos mais técnicos devem prevalecer. Será que vão querer continuar a dar cheques em brancos para os gestores públicos se fartarem na “roubalheira”?

Voltando ao Acre…
Recebi uma mensagem do Fagner, filho do ex-prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales (PMDB). Ele questionou uma nota da coluna que dizia que o ex-secretário municipal de administração, Manfrine, seria uma pessoa muito próxima ao seu pai. “ O Sr. Manfrine, apesar de competente, jamais participou da gestão do meu pai. Trabalhou apenas para o prefeito Ilderlei Cordeiro (PMDB) e foi colocado por ele”, escreveu Fagner.

Desfecho
Manfrine foi demitido recentemente por Ilderlei da prefeitura de Cruzeiro do Sul o que gerou muitas especulações. Pelo tom da conversa que tive com o Fagner, não parece que o Ilderlei e o Vagner estejam em rota de colisão, apesar dos boatos.

Ativo
O deputado federal Flaviano Melo (PMDB) tem estado muito presente no Acre. Está empenhado em organizar o partido para as eleições de 2018. Tem visitado constantemente todos os diretórios do interior e realizado reuniões de avaliação na Capital. Está decidido a ser candidato à reeleição.

A hora certa
A publicitária Charlene Carvalho me falou que o momento é de fortalecer o PTB internamente depois de recém assumir a sua presidência regional. Não quer falar ainda em alianças. Toda a sua energia está voltada para organizar os diretórios no interior e montar chapas de candidatos a deputados estaduais e federais.

Questão de propósito
A subsecretária da Secretaria de Pequenos Negócios, Silvia Monteiro (PT), deverá ser candidata a deputada federal. Ela foi uma das assessoras mais ativas do então senador Tião Viana (PT) e há sete anos está na Secretaria. Silvia é uma pessoa de ação direta com as pessoas. Tem serviços prestados, portanto, a sua candidatura não é fruto de vaidades pessoais. Pode ser uma surpresa.

Fortalecido
O vereador Roberto Duarte (PMDB) poderá se fortalecer politicamente com a decisão judicial de devolução dos investimentos da Telexfree. Como conhece por dentro a empresa e os procedimentos jurídicos já está orientando muitos pequenos investidores de como reaverem o dinheiro.

Perspectivas
Algumas pessoas dentro do PMDB estão falando no nome do Roberto para uma possível vice na chapa de Gladson Cameli (PP). Não acredito muito nessa possibilidade. Mesmo porque acho que o candidato ao Governo da oposição deverá optar por um nome mais técnico para vice. Roberto deverá ser candidato mesmo a deputado estadual.

Coisas da política
Por falar em Gladson, mais uma sessão de pancadaria contra o jovem senador nas redes sociais. Isso porque votou a favor da manutenção do mandato do senador Aécio Neves (PSDB), no Conselho de Ética do Senado. Considero natural esse voto por vários motivos. Gladson e Aécio são amigos e têm um estilo parecido de fazer politica. Além disso, uma perda de mandato do senador mineiro abriria precedente para outros investigados irem pelo mesmo caminho. Acredito que se o caso fosse pro plenário do Senado até alguns senadores do PT votariam a favor do Aécio. Ninguém joga pedra no telhado dos outros tendo o seu de vidro.

 

  

 

     


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