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Rio Branco, Acre, 17 de junho de 2017

Manda quem pode, obedece quem tem juízo

Luis Carlos Moreira Jorge 17/06/2017 06:50:28

Fim de conversa. A recente reunião da cúpula da FPA serviu para definir a vitória dos que defendem a pluralidade de candidaturas ao governo e foi derrotada a ala integrada pelo senador Jorge Viana (PT) e o prefeito Marcus Alexandre, que queriam colocar em discussão a sucessão somente no próximo ano. Serão mantidas as candidaturas de Daniel Zen, Emylson Farias e Nazaré Araújo, junto com a de Marcus Alexandre, como já tinha decidido a tendência majoritária do PT, em convenção. O governador Tião Viana (foto) será o comandante das ações da campanha. Ficou decidido que, cada candidato continuará buscando ampliar os seus espaços. A definição oficial sobre o nome do candidato está prevista para setembro e levará em conta duas pesquisas que acontecerão neste espaço de tempo, o poder de aglutinação de cada candidatura o momento político. No PT, costuma-se aplicar o velho ditado: “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Só não terminou tudo em forró porque faltou o sanfoneiro.

Aprendam uma coisa!
Nunca tomem partido em briga de petistas, porque eles sempre se acertam, é que tomou lado fica com cara de tacho. Entre tapas e beijos, eles sempre acabam em beijos.

O diferencial petista
O grande diferencial entre os petistas e alguns dirigentes da oposição é que eles brigam, mas se reúnem e se acertam e acaba com o dito pelo não dito. Na oposição brigam e ficam de mau.

Tendência muito clara
O governador Tião Viana e os que o cercam não conseguem esconder uma tendência muito clara na torcida para que o deputado Daniel Zen (PT) consiga decolar a sua candidatura ao governo. Apostam na tese que, acabou dando certo com Marcus Alexandre para a PMRB.

Não apostar
Não apostem num racha dentro da FPA saindo para o governo com qualquer das quatro candidaturas. Sabem que, se não entrarem unidos matam a galinha dos ovos de ouro.

Espaço a ser ocupado
Como a coluna tinha antecipado, o PRB iria ocupar o espaço deixado pelo deputado federal Alan Rick, que deixou o PRB pelo DEM. A candidatura a Federal do vereador Manuel Marcos (PRB) se insere na disputa por ser um Pastor da Igreja Universal, de quem terá toda estrutura.

Dobradinha definida
Uma coisa é certa. O PRB não tem chapa para disputar com candidaturas próprias vagas na Assembléia Legislativa e Câmara Federal e, nos dois casos, terá que buscar uma coligação.

Nome da primeira-dama
A candidata que o grupo da primeira-dama Marlúcia Cândida vai apoiar para deputada estadual é a secretaria Sawana Carvalho. É extremamente preparada, mas não tem militância política. Mas significa pouco, em candidatura proporcional, depende da estrutura que terá. Sua campanha será ancorada no grupo das mulheres do PT, que foi quem a lançou.

Sem bola de cristal
Não se pode criticar o que ainda nem aconteceu. É o caso da recuperação da rodovia 364, no trecho entre Sena Madureira-Tarauacá. Vamos esperar a condução das obras pelo dirigente do DNIT, Thiago Caetano, para elogiar se for bem feita e criticar se o serviço for de má qualidade.

Debate sem nexo
Não adianta este debate virulento pela rede social, antes da obra concluída não há o que falar.

FHC ficou gagá?
Fazer uma nova eleição como defende o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, sem uma Reforma Política, é uma grande falácia. Ele acha por acaso que os senadores e deputados federais vão votar numa PEC antecipando eleições gerais, jogando pela janela um ano e seis meses de mandato que ainda possuem? Aproveita e conta agora aquela piada do papagaio.

Os caminhos do JV
O senador Jorge Viana (PT) merece respeito por tudo o que já foi no Acre e as obras que, ele fez, foram bem feitas. Mas, este respeito parece que não tem mais de setores do seu partido, que mesmo os do andar de baixo o instigam e o criticam de público toda vez que emite uma opinião. Se assim agem tendo mandato, o que não farão caso não consiga se reeleger?

Disputa difícil
Não é preciso nem conhecer de política para se antever que, se a oposição sair com dois candidatos ao Senado uma vaga ficará com ela. Já há todo um trabalho para que isso aconteça. É difícil? Claro! Mas em política sempre se conseguem arranjos que pareciam impossíveis.

Deputado federal
Chapa para a Câmara Federal até aqui da oposição: Flaviano Melo (PMDB), Alan Rick (DEM), Luiz Gonzaga (PSDB), Jéssica Sales (PMDB), Sérgio Barros (PSDB), Antonia Lúcia (PR), Marivaldo Melo (PSD), Henrique Afonso (PSDB), Vanda Denir (PP), Fernando (PP), N. Lima (DEM) e Jesus Sérgio (PDT) e Maurício Hohenberg (PP).

Uma chapa encorpada
Basta olhar para os nomes dos candidatos da chapa da oposição para ver que é encorpada.

Não tenho nem dúvida
O PT, PSB e PCdoB, juntos não conseguirão montar uma chapa de 12 bons candidatos a deputado federal. Por isso não tenho a menor dúvida que vão pressionar os partidos nanicos, para estarem todos num “chapão” para a Câmara Federal. Temem perder cadeiras.

Quem melhor se movimenta
Quem melhor se movimenta dentro do PT, até por ser o presidente do partido, é o deputado Daniel Zen, isso o ajuda na movimentação para conseguir aliados à sua candidatura a governador. Tem que sair pelo menos como o segundo colocado nas primeiras pesquisas para brigar pela indicação.

Perdeu a poltrona da frente
Desde a fundação da FPA, o PCdoB vem sendo uma espécie de noiva preferida do PT. Sempre foi o segundo protagonista dentro da aliança. Com a perda da vice-prefeitura da Capital seu prestígio declinou e foi substituído no papel de aliado prioritário pelo PSB. Os fatos mostram.

Foi fragilizado
Desde que o ex-deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) e a ex-deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB) ficaram sem mandato, os comunistas perderam a influência na FPA.

Buraco city
Xapuri criou uma nova forma de atrair turistas: as suas ruas completamente esburacadas, ideais para campo de provas de tratores. O deputado Antonio Pedro (DEM) diz que é tanto buraco que estão brigando por espaços. O prefeito Bira Vasconcelos (PT) não disse a que veio.

Disputa sem favoritos
O PMDB tende a fazer dois deputados estaduais. Um é a ex-deputada Antonia Sales (PMDB). Não arrisco um palpite para dizer quem ficará com a segunda vaga, se os deputados Chagas Romão (PMDB), Eliane Sinhasique (PMDB) ou o vereador Roberto Duarte, só sucuris criadas.

Quem é o louco?
O PMDB terá um trabalho danado para montar uma chapa de deputado estadual. O candidato que entrar na chapa já entra sabendo que não vai ganhar e servirá apenas de bucha de canhão.

Parto difícil
A UPA de Cruzeiro do Sul, cuja obra já fez vários aniversários, tem a sua conclusão anunciada pelo secretário de Saúde, Gemil Junior, para o final do ano. Não é duvidando de graça, mas já foram feitas tantas promessas de inaugurações, que prefiro esperar o ato para acreditar.

Não vai para oposição
É decisão tomada. O PEN não integrará os quadros da oposição, já decidiu o seu presidente Jamil Asfury, que perseguirá o velho sonho de ser deputado federal. Tem que avaliar. No chapão do PT, será perder tempo. Se o PDT conseguir montar a “chapinha” é o caminho.

Candidato da IBB
Podem aparecer outros membros, mas o candidato que terá o apoio da cúpula religiosa da Igreja Batista do Bosque será o secretário de Saúde, Gemil Junior. É o nome do Pastor Agostinho Gonçalves.  Para a Câmara Federal deverá ser o deputado federal Alan Rick (DEM).

Casa de bons debates
A Assembléia Legislativa caminha para o seu recesso parlamentar, com um saldo mais positivo do que negativo de suas ações. O que tem sido saudável no plenário é que os debates entre a oposição e a base do governo são duros, mas não descambam para agressões pessoais, acontecem sempre em cima de temas. Um ou outro destempero pode ser colocado na conta do normal no parlamento, que é essencialmente um local de discussões políticas. Se não é excepcional, esta atual legislatura não pode ser enquadrada também como sendo medíocre. Cumpre o seu papel.




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