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Rio Branco, Acre, 19 de maio de 2017

Daniel Zen diz que é candidato para valer e não para figurar

Luis Carlos Moreira Jorge 19/05/2017 06:40:37

O deputado Daniel Zen (PT), um dos quadros mais qualificados do partido da nova safra, e uma das revelações políticas desta legislatura na Assembléia Legislativa, não vai colocar o seu nome como opção para disputar o governo em 2018, apenas para fazer figuração. Em conversa ontem, revelou que, está dando início a uma peregrinação pelos órgãos de imprensa para debater os pontos políticos que defende e manterá um diálogo com a sociedade civil organizada e com os partidos da FPA. Quer chegar nas pesquisas com uma posição que lhe coloque como uma candidatura alternativa real. “Temos o Marcus Alexandre como melhor posicionado. Mas se ele resolver não ser candidato ou o partido achar que é melhor ele continuar o seu projeto na prefeitura? Temos que ter outro nome”, explica. Considera, pois, correto a FPA abrir leques de opções de candidaturas ao governo. Disse Zen que já teve uma conversa com o governador Tião Viana neste sentido, que o incentivou a procurar meios de popularizar a sua candidatura a governador. “É isso que vou fazer a partir de agora”, prometeu um entusiasmado Zen.

Um caso hilariante
PT e PMDB são irmãos siameses na maior crise moral e política já vivida pelo país. Cômico, pois, para não dizer hipócrita, quando se vê dirigentes do PT e do PMDB se estapeando na rede social para saber quem roubou mais. Ambos têm responsabilidade igual nesta crise moral. Não adianta um ficar jogando lama no outro. Tanto que estava na chapa vencedora.

STF dificilmente condena
A gravação do diálogo do presidente Temer com o delator não foi o que a imprensa divulgou açodadamente. Com os trechos divulgados, dificilmente, o Temer sofrerá uma condenação no SFT. Não se sabe a reação política, se perder o apoio político, a sua posição fica insustentável. A sua permanência no cargo está nas mãos da classe política. Se perder este apoio cairá.

Assiste várias vezes
Fiz questão de ver calmamente o famoso vídeo várias vezes, em momento algum tem o Temer incentivando o delator a pagar pelo silêncio do ex-deputado federal Eduardo Cunha, como foi divulgado antes de ser liberado para a imprensa.

Interessante, muito interessante!
Sumiram como que por mistério nesta delação, os que atribuíam as denúncias anteriores da Lava-Jato como fruto da “imprensa golpista”, da “REDE GLOBO golpista”, aos “políticos golpistas”. Os delatores deixaram de ser entes do mal para serem entes do bem.

“Montanha pariu um rato”
Depois que o áudio foi divulgado ontem, aliados do presidente Temer saíram do Planalto comemorando e afirmando que “a montanha pariu um rato”, tal a fragilidade jurídica dos diálogos para lhe prejudicar no STF. O que pode cassar o Temer é o julgamento no TSE, mas ainda assim tem direito a recorrer ao STF e continua no cargo.

Gravidade só em receber
Só o fato do Temer receber no seu gabinete um empresário todo enrolado na Lava-Jato, já compromete a sua honorabilidade e ainda aceitar travar um diálogo nada republicano, o compromete ainda mais. A próxima semana será fatal para a sua permanência ou sua saída. Se a sua aceitação popular já era pífia, vai desabar muito mais. Não há clima moral para governar. Ma ainda há clima político, porque o PSDB e o PMDB mantiveram o apoio.

É quem define
O apoio do PSDB e do PMDB é que definirá o futuro político do presidente Temer.

Oração não funcionou
Lembro de uma cena em que vários pastores evangélicos foram até o Planalto orar com as mãos sob a cabeça do Temer, para que tudo desse certo no seu governo. Deu tudo errado.

Um Jonas serelepe
O deputado Jonas Lima (PT) estava todo serelepe, ontem, na tribuna reclamando da ausência da deputada Eliane Sinhasique (PMDB). “Aonde anda a defensora do Temer, que chamava o PT de corja, por qual razão não veio para a sessão? Queria debater agora com ela”, ironizava.

Eleições gerais
O senador Jorge Viana (PT) e o deputado federal Major Rocha (PMDB) se pronunciaram pedindo eleições diretas para a presidência e para o parlamento. Ambos ainda têm mais de um ano de mandato. Não há como pedir eleição só para substituir o Temer, porque vira piada.

Continua dando as cartas
Nada acontecerá no Congresso sem o apoio do PMDB, por causa da bancada majoritária, principalmente, no Senado. Para votar o impeachment do Temer, sem o PMDB não passa. E se acontecer uma eleição indireta, como prevê a Constituição Federal em caso de renúncia, o PSDB e o PMDB colocam o nome que bem entenderem para cumprir o restante do mandato. Uma PEC para eleições gerais, também não passa sem o apoio do PMDB e PSDB. É o quadro.

A cor da chita é outra
O PT não pense que será fácil repetir a bancada de cinco deputados estaduais. Quando isso aconteceu tinha na sua coligação a deputada Maria Antonia (PROS), os deputados do PEN e os votos do Ney Amorim (PT), que somaram mais de 26 mil votos para a legenda. Que não terão mais. Maria Antonia vai para o PDT, o PEN acabou e Ney Amorim será candidato ao Senado.

Quem vai querer se coligar?
Qual é o partido que vai querer se coligar com o PT para disputar vagas na ALEAC, com uma bancada de quatro fortes deputados estaduais? Só um doido entrará numa coligação desta.

Composição fechada
O ex-deputado Astério Moreira não será candidato e fechou apoio à reeleição da deputada Leila Galvão (PT), com quem tem afinidade familiar. Leila é casada com seu irmão Nelson Moreira.

Uma parlamentar ativa
A deputada Leila Galvão (PT) tem sido muito ativa nos debates na tribuna da ALEAC e na defesa da solução de problemas dos municípios do Alto Acre. Conseguiu montar bases políticas sólidas em Assis Brasil, Brasiléia, Epitaciolândia e Xapuri. Será muito competitiva em 2018.

Tempo para avaliar
O prefeito Marcus Alexandre terá tempo para avaliar bem se deve deixar a prefeitura e um projeto que está dando certo para se aventurar numa eleição incerta para o governo. As pesquisas poderão lhe dar um norte se vale a pena arriscar brecar uma bela carreira política.

Só num projeto de partido
O deputado Luiz Gonzaga (PMDB) diz estar propenso em ser candidato à Câmara Federal, mas não por vaidade, desde que seja dentro de um projeto de partido, na vaga do deputado federal Major Rocha (PSDB). Gonzaga defende a candidatura de Rocha para o Senado.

Não está errado
A estratégia do governador Tião Viana não está errada em colocar vários nomes para tentar se viabilizar para disputar o governo. Se a “bala de prata”, o prefeito Marcus Alexandre, não quiser entrar na disputa terá outro nome encaminhado. Na política tem que se precaver.

Perde um padrinho
Os aliados do deputado federal major Rocha (PSDB) comemoraram ontem a queda do senador Aécio Neves (PSDB). E por um simples motivo, era o principal aliado do ex-deputado federal Márcio Bittar (PSDB), e com quem contava para ser candidato a senador pelos tucanos.

Projeto arquivado
O deputado Eber Machado (PSDC) não será mais candidato a deputado federal. Avaliou e buscará a reeleição. Como não será fácil montar uma chapa própria deverá buscar uma coligação para o PSDC. Para Federal teria que entrar numa disputa dura do chapão do PT.

Menos hipocrisia e mais realidade
Fica um bando de arautos pedindo só eleições diretas para presidente. Eleição direta que não seja também para o Senado e para a Câmara Federal e sem uma reforma política em três pontos: financiamento de campanha, criação de uma cláusula de barreira para impedir a formação de novos partidos políticos e limitar os atuais e fim das coligações proporcionais, não vai resolver nada. Como é que um novo presidente vai governar com mais de 30 partidos e outros 40 na fila de entrada para serem legalizados? Terá que entrar em negociatas de cargos se quiser aprovar qualquer matéria que mandar a Câmara ou Senado. Mais da metade do Congresso está encrencada na Lava-Jato. Adianta mudar só o presidente? Eleições diretas para a presidência e para o parlamento e reforma política, sem isso será trocar seis por meia dúzia. E outro ponto, uma PEC para eleições diretas só será aprovada se tiver os votos do PMDB.




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