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Rio Branco, Acre, 20 de abril de 2017

Por 10 votos a 2, vereadores aceitam pedido de afastamento de Juruna por quatro meses para tratar de defesa

Luciano Tavares, da redação ac24horas 20/04/2017 15:11:39

O vereador José Carlos Juruna (PSL), foragido da Justiça há 23 dias, teve seu pedido de afastamento de 120 dias dos trabalhos da Câmara de Vereadores, sem ônus, aprovado por 10 votos a 2 durante sessão nesta quinta-feira, 20. A vereadora Lene Petecão (PSD) se absteve de votar. Roberto Duarte (PMDB) e Emerson Jarude (PSL) foram contra o afastamento do parlamentar.

No documento apresentado na Casa, Juruna pede afastamento para “tratar de sua defesa”, conforme lhe faculta o artigo 32, inciso III, da Lei Orgânica do Município de Rio Branco. Ou seja, uma estratégia para ganhar tempo e se livrar de uma eventual cassação. Por estar afastado, o processo do parlamentar no Conselho de Ética da Câmara fica parado.

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Juruna responde na Justiça por crimes de corrupção ativa e tráfico de influência. Segundo acusação, ele teria recebido propina nas vendas ilegais de lotes do complexo de camelôs de Rio Branco.

O parlamentar chegou a ser preso provisoriamente em fevereiro, mas 48 horas depois obteve uma liminar favorável à sua soltura pelo Superior Tribunal de Justiça.

Juruna virou pauta de debate

Antes da votação, colegas de parlamento de Juruna se manifestaram sobre a situação do parlamentar durante o grande expediente.

O oposicionista Nogueira Lima, do DEM, defendeu, da tribuna, o colega. “Só vou votar contra o Juruna quando esgotar todas as instâncias. Se ele tem o direito dele. Vamos dar o direito dele. O Juruna é um cidadão de bem, senhores.”

O relator do Conselho de Ética da Casa, Rodrigo Forneck, do PT, concordou com Lima. “Eu também sou a favor que se esgotem todos os direitos de qualquer cidadão. O que eu asseguro é que nós vamos sempre agir com justiça e sem pirotecnia.”




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