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Rio Branco, Acre, 16 de março de 2017

Senado: muita boca gulosa para pouco pirão

Luis Carlos Moreira Jorge 16/03/2017 07:08:16

Não sei como vai terminar esta história do Senado, na oposição. O deputado federal Major Rocha (PSDB) defende que o senador Sérgio Petecão (PSD) seja “candidato nato”. Não se submeta ao resultado das pesquisas. Tião Bocalon (DEM) e Márcio Bittar (PSDB) querem todos pesquisados e que, os dois mais votados sejam os candidatos às duas vagas para senador. O PMDB diz que o partido não abre mão de ter candidato ao Senado. Seja ele Flaviano Melo ou Vagner Sales. Por tudo isso, é muito improvável que aconteça um consenso neste balaio.

Fora do poder cessam os encantos
Não sei se chegou a ser feita. Não li! Não se viu das figuras mais destacadas do PT uma nota de desagravo forte na defesa do senador Jorge Viana (PT). Quando se está fora do Executivo costuma se perder os encantos. Célebre a frase: Rei morto. Rei posto. Assim é a política.

Pergunta na internet
O advogado Edinei Muniz colocou na internet uma enquete para saber se o eleitor o quer como candidato na eleição do próximo ano. Qualificação o Edinei tem de sobra. É uma jogada popular e corajosa, a de se submeter a uma avaliação antes de lançar uma candidatura. Opinem, pois.

Só para o Senado
Circula a notícia de que o grupo do prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro, pretende lançar um candidato a deputado estadual e outro a deputado federal. O compromisso com o ex-prefeito Vagner Sales seria apenas para senador, se candidato for ao cargo.

Candidatura negada
Irlândio Cordeiro, irmão do prefeito Ilderlei Cordeiro, nega ser atualmente candidato, mas não descarta estudar a hipótese de entrar na política se este for o entendimento do grupo do irmão.

Luz no fim do túnel
Nesta política de tanta sujeira chega a ser uma luz no fim do túnel quando alguém de qualificação e mãos limpas resolve ser candidato. É o caso da notícia que chega de que, um grupo trabalha para lançar a combativa advogada, ponta de lança da oposição, Valdete Sousa, candidata a deputada federal na eleição do próximo ano. Se ganhar, com certeza, será uma boa parlamentar. Não integrará a “bancada dos mudinhos e mudinhas”, no parlamento.

Sob o ângulo jurídico
O pedido do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, para que o governador Tião Viana seja investigado pelo STJ e o senador Jorge Viana (PT) pelo Supremo Tribunal Federal deve ser visto como o início de um processo de investigação, que pode ser aceito pelos dois órgãos do Judiciário e prosperar ou não. Não é um ato partidário, porque pega políticos de todos os partidos. Nem é gracioso. Mas é apenas um “pedido”, e assim deve ser encarado. Não se pode fazer ainda nenhum juízo de valor. Se o STJ e o STF acatarem, ainda haverá para correr, todas as etapas da defesa. Até lá valerá para ambos a presunção de inocência.

Não entro na onda
Eu não entro no debate de que, se trata de uma onda de denuncismo e nem de que é perseguição política. É a justiça que vai dizer se o governador Tião Viana e o senador Jorge Viana (PT) são ou não inocentes. Não se conhece ainda as supostas provas em que se basearam os dois pedidos da PGR contra Tião Viana e Jorge Viana. Não adianta ficar se fazendo ilações sobre as bases do pedido das quais não se conhece o teor. A justiça existe exatamente para tirar dúvidas jurídicas. E antes dela se pronunciar é imprudente se falar em absolvições e condenações. E não seremos nós que daremos a decisão sobre os dois casos. É lógico que o fato divulgado nacionalmente vai esquentar o clima político regional, o que é perfeitamente normal. Mas até a decisão do STJ e STF sair, aplica-se a presunção de inocência da Constituição Federal.

Greve diferente
Ontem, não me lembro de outro episódio do gênero, o corpo de taquígrafos da Assembléia Legislativa fez uma paralisação por reposição salarial, o que não ocorre há 4 anos. Foi acompanhado por outras categorias. Por isso, não teve sessão. O presidente Ney Amorim (PT) encarou como “normal e justa”, e pretende buscar uma saída para a reivindicação.

Não é ser contra
O problema não se resume em ser contra a Reforma da Previdência. Mas se for contra, apresentar soluções para evitar que venha a quebrar e não possa pagar os aposentados.

Justificando os votos
Os vereadores de oposição estão justificando os seus votos ao não ceder às pressões e continuar com a CPI que investigará as relações contratuais entre a PMRB e os empresários do transporte coletivo. E o presidente da Câmara Municipal, vereador Manoel Marcos (PRB) tem agido como um magistrado, seguindo o Regimento Interno.

Já se mostrou não ser correto
Partir para desqualificar o adversário não é caminho para se chegar ao poder. Foi em outros tempos. Tentaram fazer isso na eleição do Senado e deram uma enxurrada de votos ao Gladson Cameli, que, elegeu-se senador. Os dirigentes da FPA estão indo no mesmo caminho para a eleição de governador.

Disputa das munhecas
Aluizio Bezerra e Osmir Lima sempre disputaram o título na classe política de “Rei da Munheca Fechada”. O episódio mais marcante desta disputa aconteceu em Mâncio Lima, aonde buscavam votos para as suas candidaturas ao Senado e Câmara Federal, respectivamente. Osmir chega numa banca de comida e encontra Bezerra comendo uma farofa de carne em conserva e rebatendo com um guaraná Baré. Osmir senta a convite e começa a entrar no repasto. Aluizio termina e sentencia: -Osmir, paga que estou sem dinheiro, só tenho cheque. Osmir Lima fica bravo: -não pago, fui convidado, pague você, seu pão duro! A discussão descambava para ofensas pessoais, quando o motorista que os acompanhava, saltou no meio: – Excelências, podem deixar que eu pago. E pagou. Foi água na fervura! Findou na hora a briga. E foram sem se falar até Cruzeiro do Sul.




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