Acre e Rondônia podem ficar sem combustível por causa da enchente

Jairo Barbosa –De Porto Velho 14/02/2014 14:31:50

 O alerta da Defesa Civil Estadual é grave e preocupante. Três estados de uma só vez podem sofrer um colapso no abastecimento de combustível e gêneros alimentícios que pode provocar uma situação nunca vista antes. A situação é real e pode acontecer caso o rio madeira em Porto Velho, ultrapassa a conta de 18 metros. Na última sexta-feira (14), as águas antigiram os 17,38 metros, aumentando para 345 o numero de famílias desabrigadas na capital.

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Quem fez o alerta foi o coronel Lioberto Ubirajara Caetano, coordenador estadual da Defesa Civil e comandante do Corpo de Bombeiros de Rondônia em uma entrevista coletiva que durou quase duas horas. Sem esconder dados, o oficial revelou que o plano de auxilio as vitimas da enchente previa três situações, e atualmente atingiu o nível dois, um abaixo da situação crítica.

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Caetano disse que no dia 13, acompanhado por uma equipe da Defesa Civil do Município, realizou um sobrevoo de quase três horas onde vistoriou as áreas afetadas em Porto Velho, Jacy Paraná, Nova Mamoré, Guajará Mirim e o baixo Madeira. Por onde a equipe passou, segundo ele, encontrou uma situação alarmante.  

“ Baixo madeira talvez tenhamos a situação mais critica. Lá, poucos são os pontos de terra firme. Existem centenas de famílias aguardando assistência medica, água potável e doação de cestas básicas”, disse o coronel que anunciou o envio de um barco com uma equipe medica para atender na região durante cinco dias.

Em Porto Velho, local onde está a maioria dos desabrigados a situação não é menos preocupante. Em menos de 48 horas, subiu para 345 o numero de famílias desalojadas e a tendência é que esse numero aumente durante o final de semana.

Balsas com combustível não conseguem atracar no porto

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O desabastecimento de combustível que pode ocorrer nos estados do Acre, Mato Grosso e Rondônia, tem como principal motivo, a dificuldade que as balsas enfrentam para atracar no porto de descarga, na região do bairro Nacional, setor norte da capital. Com o nível das águas elevado, as balsas correm sério risco de provocar um acidente ambiental de grandes proporções. Por isso, por questão de segurança, duas empresas responsáveis pela transporte de combustível do Amazonas para Rondônia já suspenderam as operações.

Em caso de crise no setor de abastecimento, explicou Caetano, o combustível armazenado nos tanques das empresas será destinado para abastecer apenas veículos militares e outros que estejam envolvidos no socorro as vitimas da enchente.

Guajará Mirim e Nova Mamoré isolados

Duas cidades localizadas na região do Vale do Mamoré estão isoladas via terrestre. Em Guajará Mirim e Nova Mamoré, o transporte de pessoas que necessitam de atendimento médico na capital está sendo feito com apoio de aeronaves da Força Aérea Brasileira. Na quinta feira, nove pacientes foram trazidos para a capital para realizar procedimentos de homodiálise.
O tráfego de veículos pela rodovia 425, na região afetada pela cheia está suspensa e as empresas de ônibus foram orientadas a suspenderem as venda de passagens.

Balsas podem deixar de operar a qualquer momento

A travessia de veiculo nas balsas do rio madeira em Porto Velho, que dá acesso a cidade amazonense de Humaitá e na região do abunã, com acesso para o Acre, pode ser suspensa a qualquer momento devido a elevação do nível das águas.

Segundo explicou Caetano, em Porto Velho, a balsa que faz a travessia de veículos já opera com dificuldades e deve parar de operar caso o nível do rio aumente mais 20 cm.

No Abunã, onde ocorre a travessia de veículos com destino ao Acre, também está prejudicada. Lá, o guichê onde funcionava a cobrança da taxa está debaixo dágua e as concessionárias trabalham para construir um local mais adequado para a balsa atracar. Das duas balsas que operam lá, uma parou de operar por sugestão da Defesa Civil.

Mais de 500 mil pessoas estão afetadas pela enchente

Os números oficiais divulgados pela Defesa Civil durante a coletiva impressionam, segundo levantamento realizado nas últimas 24 horas, em todo o estado 568 mil pessoas estão afetadas pela cheia nas cidades de Porto Velho, Rolim de Moura, Santa Luzia, Nova Mamoré e Guajará Mirim.


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