Rio Branco, Acre, 21 de dezembro de 2013

FPA vai de Sebastião, Léo de Brito na vice e Perpétua Almeida para o senado

Ray Melo, da editoria de política do ac24horas 21/12/2013 18:03:05

Após reuniões que se seguiram por toda semana, com a anuência do governador Tião Viana, tendo o assessor petista Nepomuceno Carioca nas articulações de bastidores, acabou, enfim, saindo hoje (sábado) a fumaça branca da chaminé do PT e do PCdoB, fechando a chapa majoritária da FPA para 2014. Como este BLOG deu em primeira mão, o ex-presidente do PT, Leo Brito, ficou como candidato a vice-governador na chapa de Tião Viana. Também foi confirmado que a deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB) será a candidata ao Senado, indo o senador Anibal Diniz (PT) disputar uma vaga de deputado federal, mas, com o compromisso dos comunistas de não lançarem ninguém à Câmara Federal. Uma conversa longa entre Nepomuceno Carioca e Perpétua Almeida selou o acordo essa semana, com o aval do secretário de Indústria e Comércio, Edvaldo Magalhães (PCdoB), que não será candidato a nada. O BLOG DO CRICA foi a primeiro a receber a informação do acerto chancelado pelo governador Tião Viana, e costurado pelo assessor Carioca. Acabou assim o último entrave que havia na FPA sobre a definição da chapa majoritária.

Alternativa única
O PMDB decidiu expulsar o vereador Marquinho Lima Verde (PMDB), o mais votado na última eleição, preso por crime de pedofilia. É uma medida sem alternativa. Se a direção do PMDB, que sabia das acusações contra ele, tivesse se antecipado na punição, não teria que arcar com esse desgaste. E aos vereadores só resta reunir e cassar seu mandato por falta de decoro.

Político de futuro
O vereador Marquinhos teria um futuro político promissor no Juruá. Teria porque, com a sua prisão, está acabado politicamente. Pedofilia é um crime que a opinião pública não perdoa.

Depoimentos pesados
Nos autos do inquérito que acabou sendo a peça para o Juiz decretar sua prisão preventiva, consta, existem dezenas de depoimentos pesados de mães de menores contra sua pessoa.

No pior dia
Foi a pior entrevista da Marina que já assisti, a que deu ao jornalista Alan Rick, na TV-GAZETA. Prolixa, eufêmica, respostas longas, fugindo do assunto, enfim, ela foi um desastre na telinha.

Pouco a pinçar
Pouco se pode pinçar. Apenas que revelou não ter nenhum compromisso com Henrique Afonso (PV). Passou impressão de mágoa por Henrique não ter deixado o PV para lhe seguir.

Indireta
Sobre quais seriam os seus aliados na próxima eleição, no Acre, Marina deixou claro que não formará ao lado dos partidos de oposição, ao dizer que não trairá suas convicções políticas.

Turma da lajota
Já era esperado. Era mesmo improvável estar no palanque de um Márcio Bittar (PSDB), que por ele sentaria lajotas nas áreas de floresta e de Tião Bocalon, cujo pensamento não difere.

Ficou no ar
Não revelou, mas, deixou no ar que aprova com restrições o modelo político do governo da FPA e, por isso, não será surpresa se no próximo ano declarar apoio à reeleição de Tião Viana.

 Conversa frança
O senador Sérgio Petecão (PSD) será chamado para uma conversa franca com os aliados Henrique Afonso (PV) e Tião Bocalon (DEM), sobre a sua fixação de querer disputar o governo.

Entregar a faixa
Para o ex-prefeito Normando Sales, um dos coordenadores da candidatura de Tião Bocalon, se a oposição sair com três candidatos ao governo melhor é passar logo a faixa ao Tião Viana.

Argumento refutado
Até aqui Sérgio Petecão tem refutado aparecer medianamente nas pesquisas e ter alto índice de rejeição ao governo. Petecão acredita que quando a campanha começar reverte o quadro.

Medicina de ponta
O Acre aos poucos vai entrando entre os Estados com medicina de ponta. O sistema de Saúde já realizou transplantes de rins, córneas, e recebeu autorização para o transplante de fígado.

Que melhorou, melhorou
O sistema de Saúde no atual governo ainda tem gargalos pontuais, mas, ninguém pode negar que no coletivo houve melhorias, com os altos investimentos feitos na pasta da Saúde pública.

Pisando nos aliados
O presidente do PSDC, José Afonso, reclama que tenta sem sucesso há três dias falar com o secretário de Educação, Daniel Zen. Ele esquece que só está no cargo por causa dos políticos.

Gestor opaco
O prefeito de Xapuri, Marcinho Miranda, fecha o seu primeiro ano de mandato no ostracismo. Não se conhece desse moço um trabalho (sic), alguma obra relevante. É um gestor apagado.

Contas feitas
A aliança PSD-DEM-PV está convicta que, com a chapa que conseguiram montar para a Câmara Federal acabarão fazendo dois deputados federais e para a Aleac quatro deputados estaduais.

Opinião de adversário
A previsão foi feita ontem à coluna por um Oficial da PM, que não vota no deputado Werles Rocha (PSDB): “ ele vai ter muito mais votos na PM do que teve na sua primeira eleição”.

Motorista de táxi
O mais ferrenho cabo-eleitoral da oposição, Ruy Birico, agora é motorista de táxi, no Ponto do Tropical, e tem como diversão favorita falar mal do Márcio Bittar (PSDB) dentro da categoria.

Osmarino Amâncio
O sindicalista Osmarino Amâncio, companheiro de primeiras horas de Chico Mendes, e depois expurgado pelo PT, o teve seu nome vetado  nas comemorações alusivas ao líder seringueiro.

Umbilicalmente ligado
Osmarino Amâncio tem seu nome umbilicalmente ligado à luta pela preservação da floresta, ninguém nunca vai lhe tirar essa condição, só por agora ser um adversário político do PT.

Candidato ao governo
E ninguém vá se admirar se aparecer na eleição do próximo ano como candidato a governador.

Fogo quase amigo
Um grupo de deputados fez um pacto de durante a campanha montar um esquema para fazer a vigília de secretários candidatos à Aleac, pegar casos de ilegalidade, e denunciar à justiça.

Boca amarrada
Alguns presidentes de partidos nanicos vez por outra ameaçam se insurgir e criar uma rebeldia na FPA. Falta-lhes liberdade e isenção, estão todos em cargos com salários de 14 mil reais.       

Legislatura mediana
Se o período legislativo na Assembléia Legislativa não foi algo de extraordinário, mas, com certeza não foi sofrível. Aconteceram abobrinhas, mas, também debates importantes, algumas vezes duros, mas nada que fosse anormal na atividade política. O presidente Élson Santiago (PEN) deve ser lembrado por ter acabado com a farra de pagamentos extras por sessão e moralizou a Casa. Enfim, no somatório, os deputados tiveram mais erros que acertos.

 


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