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Após luto pela morte de Orleir, Gladson Cameli retoma atividades no Acre

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Gina Menezes, da Agência ContilNet

Duas semanas depois do funeral  do ex-governador do Acre, Orleir Cameli, o deputado federal Gladson Cameli (PP), considerado o herdeiro político do tio, voltou às atividades políticas no estado.

Na primeira entrevista após o drama familiar, o deputado federal falou ao jornalista Jorge Said, em seu programa na Rede Vida (Canal 27) sobre suas lembranças  familiares, o capital político de Orleir Cameli e admitiu, pela primeira vez, que é pré-candidato ao Senado. “Hoje sou pré-candidato a Senado da República”, afirmou.

Deputado Gladson Cameli (PP) durante entrevista ao programa do jornalista Jorge Said - Foto: Assessoria

Deputado Gladson Cameli (PP) durante entrevista ao programa do jornalista Jorge Said – Foto: Assessoria

A gravação da entrevista que foi ar na noite desta quinta-feira, 23, revelou um Gladson mais resignado com a perda familiar que assolou a família Cameli. Ao contrário da fragilidade que mostrou nos primeiros dias de luto, ele aparenta ter tomado para si a herança política e a responsabilidade de tocar para frente a involuntária veia política da família.

“Ele (Orleir) sempre achou que nós acreanos somos todos uma grande família”, comentou ao falar sobre a personalidade do tio que governou o Acre entre 1995 e 1999.

Um Orleir forte e corajoso

“Em nenhum momento ele entregou os pontos, estava sempre dizendo que iria continuar lutando e que ficaria curado. Foi um exemplo de resistência desde o diagnóstico da doença em outubro de 2012 até o falecimento, em 08 de maio de 2013”, diz.

Gladson contou durante a entrevista momentos pitorescos e pouco conhecidos de sua biografia, como por exemplo o fato de que não foi incentivado por Orleir Cameli a entrar para a vida pública.

“No primeiro momento ele foi contra a minha decisão de ser candidato (em 2006, quando disputou pela primeira vez a cadeira de deputado federal), porque ele ainda tinhas as lembranças amargas dos maus momentos que passou. Mas, quando viu que eu iria levar adiante ele me disse para fazer o dever de casa e honrar os votos que recebesse. Assim tenho feito”, diz o deputado federal, que está no segundo mandato consecutivo.

Ainda permeando a entrevista com episódios sobre a memória do tio recém-falecido, o deputado progressista lembrou do sonho que embalou Orleir até os últimos dias, o de ver a BR-364 concluída. “ Ele só falava nisto nos últimos tempos. Era, de fato, o grande sonho dele”, diz.

O retorno ao parlamento

Gladson Cameli, a exemplo do tio Orleir, que sempre procurou se manter em Cruzeiro do Sul, viveu os sete primeiros dias de luto juntos aos cruzeirenses, e somente depois da Missa de Sétimo dia tomou um avião de volta à Capital Federal onde retomou sua intensa agenda de trabalho.

“Ele sempre achou que nós todos, acreanos, somos uma grande família, e eu quis ficar junto com essa família nos primeiros dias “, diz.

Ainda de luto, porém já recomeçando seu trabalho legislativo para honrar a promessa que fez ao tio de que daria valor a cada voto conquistado nas urnas, Gladson conseguiu o feito de empenhar quase 2 milhões de reais  para municípios acreanos.

O recurso é oriundo do Ministério da Defesa – Projeto Calha Norte, depósito de emendas de sua autoria, no valor de 1 milhão de reais para o município de Cruzeiro do Sul, 400 mil reais para Acrelândia e 250 mil reais para Porto Acre. “Iremos conseguir liberar recursos para outros municípios também”, acrescenta.

Gladson chegou à Capital acreana nesta quinta-feira (23) para dar continuidade a agenda de trabalho. Na agenda desta sexta-feira (24) estará em pauta é a ameaça de demissão dos mais de 11 mil servidores acreanos.

O deputado progressista é um dos parlamentares federais da bancada acreana a unir forças para procurar uma solução para o caso. “Não é uma situação fácil. Estamos aqui para ouvir o que o executivo tem a dizer e juntos procurarmos uma solução”, declarou.

De forma direta, Gladson manifestou a preocupação de algumas pessoas tirarem proveito político da situação dos servidores ameaçados de demissão, criando expectativas ilusórias. “Precisamos de respostas esclarecedoras, mas sem criar falsas esperanças’, diz.

Projeto da oposição e escândalo do G7

Questionado sobre o projeto político da oposição e quem apoiaria para o governo do Estado em 2014, Gladson Cameli afirmou que irá apoiar o candidato que for escolhido em consenso e que representar o melhor para o projeto político do Acre. “ Vai ser uma escolha de consenso. O nome que o grupo escolher eu apoiarei”, diz.

A respeito da operação G7 desencadeada no último dia 10 e que culminou na prisão de 15 pessoas entre empresários e assessores do governo, Cameli defendeu o trabalho da Polícia Federal e disse que recrimina toda e qualquer tentativa de desqualificar a instituição.

Segundo ele, o governador Tião Viana não pode se eximir de culpa. “Se ele sabia, ele é culpado porque não impediu, e se não sabia ele também é culpado por não saber, afinal de contas é o chefe do Estado”, declarou.

 

 

 

 

 

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