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Drama na Fronteira: Duplica números de haitianos que entram no Brasil através de Brasileia

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Jairo Carioca – especial para redação de ac24horas
jscarioca@gmail.com

Não é difícil de encontrar um grupo de haitiano perambulando pelas ruas da cidade de Brasiléia (município localizado a 240 km da capital do Acre). Nos últimos dois meses, duplicou a média de imigrantes que passou pela fronteira. São 760/mês, contra 333/mês no mesmo período do ano passado.  As autoridades acreanas reclamam da falta de controle na identificação e combate as quadrilhas de “coiotes” responsáveis por alimentar a imigração irregular.

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A média de imigrantes haitianos registrada nos primeiros dois meses deste ano é equivalente a todo o período de 2011, quando 1.593 entraram para o Brasil através de Brasileia. Em 2012, 1.930 passaram pela fronteira. Os dados são da assessoria da Secretaria dos Direitos Humanos do Governo do Acre.

Em Brasileia, a reportagem conversou por telefone com o assessor da Secretaria de Direitos Humanos, Damião Borges Melo. Ele confirmou que atualmente existem 472 haitianos esperando por emprego na cidade.

haitianos

Ainda de acordo a assessoria, do total de mais de 5 mil que entraram no Brasil, 40% conseguiram emprego fora do Acre, nos estados do sul e sudeste, caminho mais procurado pelos imigrantes. Outros 60% ficam na fila de espera.

É ai que começa outro drama: como viver de forma precária nos abrigos improvisados no município de Brasileia. Para controlar o fluxo abundante de imigrantes provenientes da Ilha de São Domingos, Damião informou que a Policia Federal estuda reduzir o número de 100 vistos mensais de “caráter humanitário” com validade de 5 anos expedidos desde 2012.

ac24horas conversou com um grupo de haitianos que chegou dia 28 em Brasileia. Sem permitir a gravação de entrevista e apenas imagens registradas de longe, um deles disse que a busca por emprego é o principal motivo para o descolamento do Haiti até o Brasil. “A situação lá está muito difícil”, revelou.

Atualmente, grupos de haitianos vivem à custa da hospitalidade dos acreanos, mas essa ação contrasta com a dificuldade de sanar as carências infraestruturais de quem vive na cidade. Os imigrantes buscam o que o povo de Brasileia tenta e não consegue: emprego.

 

 

 

 

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