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Marcus Alexandre não consegue provar inocência em acusação de desvio de recursos da BR 364

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Antônia Lúcia  ironiza Tião Bocalom e diz que Acrelândia teria tido um governo “banana” quando ele foi prefeito


Melo lembra que Jorge Viana reconheceu o crime do desvio de dinheiro e atribuiu ao PSDB o nascimento do Mensalão

 

No final do primeiro debate das Eleições 2012, realizado pela TV Gazeta (Rede Record) na noite desta segunda-feira (1º), teve ao menos um momento de lucidez: a candidata do Psol, professora Peregrina, sintetizou a tônica do que foi o debate.  “Será que não estamos aqui enganando a nossa população?, disse ao se referir as inúmeras promessas de seus colegas, que prometeram a terra, um lugar no céu, pedacinho da lua e de quebra, um bom lugar ao sol.

O engenheiro Marcus Alexandre, candidato a prefeito de Rio Branco pelo Partido dos Trabalhadores bem que tentou, mas não conseguiu responder os questionamentos do tucano Tião Bocalom sobre as denúncias de desvio de recursos e superfaturamento de obras da BR 364 entre Sena Madureira e Cruzeiro do Sul. Bocalom se referiu aos processos do Tribunal de Contas da União – TCU -, nos quais o petista figura como acusado pelos desvios. Apesar de muito bem treinado, ele limitou-se a dizer que cumpriu o seu papel e zelou pela boa aplicação dos recursos. Marcus também não soube justificar porque os serviços são de péssima qualidade. Para ele, fazer obras no Acre é diferente de outras regiões do país. Ele até tentou se sair de vitima, mas não conseguiu.

Mas o candidato Tião Bocalom também não soube responder como vai conviver com um governo adverso, caso seja eleito. E nem teve habilidade para se livrar da acusação feita pelo candidato Fernando Melo (PMDB), de que o seu partido, o PSDB, foi o autor do mensalão. O tucano teve dificuldades de demonstrar que suas propostas seriam de fato viáveis e não apenas promessas de campanha. Porém, acabou por se beneficiar do debate,  já que a função de demonstrar os pontos fracos da atual administração da cidade coube mais a Fernando Melo e Leôncio Castro.

Fernando Melo, do PMDB, foi quem demonstrou maior conhecimento de gestão e apresentou as melhores propostas para administrar a capital do Acre. O peemedebista, em determinado momento, esquentou o debate. Disse que o senador Jorge Viana (PT-AC) reconheceu o crime do “mensalão” e alfinetou o candidato Bocalom ao atribuir ao PSDB o nascimento do maior escândalo de desvio de dinheiro do Brasil.

Leôncio Castro (PMN) se destacou a trazer questões do cotidiano do eleitor. Propositivo e questionador,  o jovem Castro acabou consolidando para si, o slogan do “novo” – amplamente utilizado pelo candidatado governista.

Com a experiência adquiridas em Brasília na Câmara Federal, Antônia Lúcia (PSC) foi incisiva, dialética, tocou nas questões  mais polêmicas. A missionária frisou aquilo que tem marcado a trajetória do PT –  o envolvimento cíclico em escândalos de corrupção.

Antonia Lúcia ainda ironizou a administração de Tião Bocalom como prefeito de Acrelândia e os critérios obscuros da escolha de Marcus Alexandre como candidato governista em detrimento de outras figuras do Acre –  algo que suscitou o descarte de Perpétua Almeida do PC do B pela Frente Popular.

O DEBATE, POR BLOCO

Perguntas do primeiro bloco do debate ao vivo limitam “ânimo” de candidatos a prefeito

O primeiro bloco do debate ao vivo da TV Gazeta, na noite desta segunda-feira (1º), teve efeito de limitador de “ânimo” dos candidatos. Obrigados a citar e como resolver os problemas da cidade, os disputantes não tiveram oportunidade do diálogo direto.

Antônia Lúcia (PSC) aproveitou seu tempo para falar de diversos  graves problemas da cidade. Saúde, educação, trânsito, etc. Lúcia promete apoio intensivo aos usuários de drogas.

Já para Fernando Melo (PMDB) o principal problema seria as filas diversas, na saúde, no transporte, educação e etc. e que solucionaria inicialmente a problemática da saúde. Melo também lembrou o sofrimento dos donos de drogarias da cidade na obtenção do Alvará Sanitário durante do governo do petista Raimundo Angelim.

Marcus Alexandre (PT) acredita que o trânsito seria o problema mais sério de Rio Branco, assim promete dar continuidade a duplicação de vias da cidade.  Ele afirma que 800 das 2020 ruas rio-branquenses  que ainda não receberam benefícios  estariam sendo asfaltas pelo programa estadual Ruas do Povo.

Tião Bocalom (PSDB) afirma que a saúde seria a prioridade número um de sua administração, caso seja eleito. A problemática do trânsito e da educação também teria prioridade.

Professora Peregrina (Psol) afirma que a infra-estrutura de Rio Branco  seria precária. A professora aproveitou a oportunidade para relatar que o Acre dependeria somente do contra-cheque dos servidores públicos e de programas assistencialistas como o Bolsa Família do Governo Federal.

Leôncio Castro afirma que graças a ele,  os programas eleitorais teriam melhorado o conteúdo, apresentando proposta. Para Castro, a cidade de Porto Velho, capital de Rondônia, seria um exemplo de “canteiro de obras”. Para Leôncio faltaria planejamento estratégico a Rio Branco. 

Pelas regras do debate, como primeiros dispostos, foram eles também os primeiros a responderem as perguntas iniciais.

Marcus Alexandre é questionado por processo na Justiça e sobre sua escolha como candidato

Logo no começo do segundo bloco do debate da TV Gazeta, na noite de desta segunda-feira (1°), Tião Bocalom (PSDB) aproveitou a oportunidade para acirrar as discussões. Dirigindo-se a  Marcus Alexandre (PT), Bocalom questionou processos que o petista responde na Justiça por suposta má aplicação do dinheiro público.

Alexandre respondeu a Bocalom dizendo que as obras do anel viário de Rio Branco estão servindo a todos e que o processo a que responde na Justiça teve origem na gestão anterior a sua, no Deracre.

Antônia Lúcia (PSC) também acirrou o debate, questionou a razão de Alexandre – paulista –  ter sido escolhido candidato a prefeito pelo governador Tião Viana (PT) em detrimento de muitos acrianos. “Ele não é legítimo”, disse Antônia Lúcia.

O petista replicou a Antônia Lúcia ao afirmar que teria escolhido o Acre como lugar para viver e cuidar de sua família.

Leôncio Castro (PMN) também foi incisivo nesse segundo bloco, questionou como Tião Bocalom (PSDB) poderia governar sem parceria com o Estado e a União, uma vez que faria oposição a ambos os governos. O Psdebista respondeu que caso o governador negasse apoio ao município, estaria negado ajuda ao eleitor e não a administração de oposição.

Fernando Melo (PMDB) e Professora Peregrina (Psol) mantiveram o ritmo da propaganda eleitoral no rádio e na TV. Melo questionou ação do governo do Estado que estaria interferido de maneira direta na administração da cidade de Rio Branco, para ele, Tião Viana deveria fazer parceira e não executar tarefas que compete à prefeitura.

Escândalo do “mensalão” vira pauta no debate da TV Gazeta, inclusive, com direito de resposta

O terceiro bloco do debate ao vivo da TV Gazeta, na noite desta segunda-feira (1º), que teve inicio com os dois candidatos tidos pelo Instituto Ibope como os últimos colocados na disputa, Leôncio Castro (PMN) e Professora Peregrina (Psol) quase foi monopolizado pelo tema do Mensalão.

Ao se definir  como “o novo”, Leôncio Castro (PMN) pede que eleitor deixe o medo de lado e escolha candidatos alternativos. “Carro não vota”, disse Castro ao relatar o poderio econômico dos grandes grupos que disputam a campanha.  Para Professora Peregrina (Psol) seria necessário por fim ao que ela define como “a ditadura da Frente Popular do Acre”.

Fernando Melo (PMDB) e Tião Bocalom (PSDB) deixaram de lado o debate municipal e partiram para falar do julgamento do Mensalão. Melo lembrou que o senador Jorge Viana (PT) reconheceu o crime do desvio de dinheiro, contudo, atribuía ao PSDB o nascimento do Mensalão.

Marcus Alexandre (PT) pediu e foi atendido pela TV Gazeta em direito de resposta para ressaltar que Fernando Melo (PMDB) estaria mais inteirado sobre o assunto Mensalão por ter sido deputado pelo PT e que o partido do vice de Bocalom, Alison Bestene, também estaria ligado aos desvios de verbas públicas durante o governo Lula.

Fernando Melo (PMDB) também teve direito de resposta. Dirigindo-se a Marcus Alexandre (PT), Melo esclareceu que seria o senador Jorge Viana (PT) o político acriano responsável por reconhecer o crime que é julgado pelo Supremo Tribunal de Justiça.

Antônia Lúcia (PSC) polemizou ao afirmar que governo petista do Acre teve que “implorar” para ser recebido pela presidenta Dilma Rousseff (PT). A Bocalom, Lúcia o ironizou afirmado que Acrelândia teria tido um governo “banana’, algo, que originou o terceiro direito de resposta do debate.

Em reposta a Antônia Lúcia (PSC), Tião Bocalom declara que teria deixado Acrelândia, proporcionalmente, com os melhores índices de recursos financeiros para área da saúde.

Candidatos prometem mobilidade urbana no quarto bloco do debate

O quarto e último bloco do debate ao vivo da TV Gazeta, desta segunda-feira (1º), foi guiado por perguntas enviadas por internautas. A primeira foi sobre o trânsito na cidade, de Marcos Penichi.

Professora Peregrina (Psol) prometeu montar equipe de governo para dar mais mobilidade à cidade. Leôncio Castro (PMN) prometeu construir viadutos e ciclovias.

Antônia Lúcia (PSC) lembrou dos moto-taxistas e da educação de trânsito como indicativos de melhoria. Fernando Melo (PMDB) ressalta que houve diminuição no número de usuários do transporte de ônibus e que engenharia de trânsito seria uma constante em um possível mandato do PMDB.

Marcus Alexandre (PT) reforçou a importância do pedestre e da construção de calçadas. Prometeu duplicar a estrada que dá acesso ao shopping e outras vias.

Tião Bocalom (PSDB) prometeu transformar a Avenida Ceará em via rápida com a construção de viaduto e a sincronização dos sinais de trânsito. Afirma que vai implantar estações de “transbordos”, a exemplo do que ocorre em Curitiba (PR).

Edmilson Alves, de Rio Branco (AC)
edmilsonacre@yahoo.com.br

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