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Rio Branco, Acre, 29 de agosto de 2012

Deputado Eber Machado denuncia manobra de grupo financiado pelo BNDES para “quebrar” frigoríficos do Acre

Roberto Vaz 29/08/2012 10:28:00

Ray Melo,
da redação de ac24horas
raymelo@ac24horas.com

O deputado Eber Machado (PSDC) denunciou na manhã desta quarta-feira, 29, na Aleac, um suposto esquema do grupo JBS S.A. (Friboi) para “quebrar” os frigoríficos do Acre.

Segundo o parlamentar, a empresa seria financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e estaria usando dinheiro público para dominar o mercado local.

Notas de compra de animais com o preço de R$ 5,00 por quilo e venda aos comércios locais, por R$ 4,00 – foram apresentadas na tribuna da Aleac, comprovando o esquema denunciado.

“Como um frigorífico compra carne a R$ 5,00 e repassa ao comércio a R$ 4,00? Só pode ser para prejudicar as empresas do Acre ou então é lavagem de dinheiro”, diz Eber Machado.

O grupo empresarial que domina o mercado de carnes até nos EUA, estaria forçando os empresários acrianos a vender suas empresas, monopolizando o mercado no Estado.

De acordo com Eber Machado, mais de quatro mil famílias ficarão desempregadas, “com o fechamento dos frigoríficos que estão operando no vermelho, pela ação do Friboi”.

O BNDES seria dono de 30% do patrimônio do Friboi, que atua nos países da América do Sul e América do Norte, segundo Eber Machado.

O deputado denuncia ainda, que o Friboi está ditando as regras do comércio de carne no Estado, forçando aos comerciantes a estocarem produtos.

“A empresa não funciona aos sábados, domingo e feriados. Quem quiser comprar produtos nestes dias precisa ligar para a matriz na cidade de São Paulo”, enfatiza Machado.

Eber machado citou os frigoríficos Frigoporto e Moreno, que estão passando sérias dificuldades com a concorrência desleal da empresa multinacional.

“Creio que o governador não esteja sabendo desta estratégia cruel, do Friboi contra os empresários locais. Quero pedir uma investigação sobre esta questão. Nossos empresários não podem ser prejudicados desta forma”, finaliza o deputado.

 




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